I wanted to hate you more
7 Te darei o que quer. - Hiccup
Notas iniciais
–Fique longe! Por favor! – gritei entre as lágrimas e corri entrado no banheiro e me trancando lá dentro.
Não Jack eu não quero voltar a amar você, eu não quero me apaixonar pela segunda vez... Eu queria poder te odiar mais, por que tenho de ama-lo? Mesmo depois de tudo que ele fez, por que eu ainda consigo ama-lo tão profundamente? Isso não é justo! Ele está tentando arrombar minha porta, preciso tranca-la direito não posso deixa-lo entrar.
(Soou obsceno né?)
Depois de tanto chorar no chão de azulejo do banheiro eu acabei pegando no sono, sonhei com Jack naquele dia. Quando era arrastado para fora da enfermaria por três gorilas, naquele momento eu quis correr e me jogar de um penhasco, quis gritar o mais alto que pudesse, na inútil tentativa de que alguém me tirasse daquele pesadelo. Mas acima de tudo quis que ele voltasse.
~*~
Acordei sentindo muito frio, olhei para a porta a minha frente e uma luz azul tremeluzia ao seu redor. Fixei meu olhar nos pés da mesma onde crescia uma pequena camada de gelo, me levantei em um pulo e percebi que ao respirar saia fumaça de minha boca. O que está acontecendo aqui? Caminhei até a porta engolindo em seco.
Toquei a maçaneta que estava tão fria que chego a me queimar de leve, destranquei e abri a porta. O quarto inteiro estava congelado de cima abaixo fiquei embasbacado com aquilo e Banguela que rodopiava no ar pousou em meus ombros me esquentando um pouco. Ele parecia assustado.
–Ele congelou tudo. – disse Banguela.
Olhei em volta em busca de Jack e vi seus pés do seu lado da cama. Caminhei até lá vagarosamente a cada passo parecia ficar mais frio e meus pés já queimavam ao tocara no chão de pedra agora congelada. Ele dormia e perto dele parecia mais frio que em outro lugar, me ajoelhei e o frio parecia ultrapassar minha roupa.
Precisava acorda-lo, mas agora como ele congelou o quarto todo? As marcas das lágrimas secas em seu roso eram visíveis, ergui o braço eu toquei sua bochecha com a posta do dedo bem devagar. A mesma estava extremamente fria era como tocar na neve, ele se remexeu um pouco e acordou arfando como se não conseguisse respirar.
Quando finalmente conseguiu regularizar a respiração me focalizou, a expressão de pânico se foi dando lugar à mesma que vi naquele dia, quando ele foi levado da enfermaria. Mordi o lábio inferior contendo as lágrimas que viriam por me lembrar daquilo mais uma vez, o gosto salgado das lágrimas que pediam sobre ele horas atrás estava presente.
–Me desculpe, Hic. – disse ao começar a chorar e enterrar a cabeça em suas mãos.
–Tudo bem apenas descongele o quarto. – disse e ele me fitou.
–É Banguela não gostar de frio. – disse a criatura em meu ombro que sibilava para Jack.
Encostou suas mãos no chão de pedra, fechou os olhos fechou os olhos e passou a murmurar algumas palavras. O gelo começou a se desfazer e sumir onde o mesmo estava sentado. Me levantei e caminhei até o outro lado da cama me deitando no mesmo e puxando o cobertor até meu pescoço.
–Hic? – ele chamou ao subir na cama.
–Jack, por favor, não! – disse. – Eu estou fugindo o mais rápido que posso...
–Pare de fugir e o enfrente! – disse ao se aproximar. Sentei-me e o encarei furioso.
–Você ainda não entendeu Jack? – indaguei franzindo o cenho. Ele fez menção de dizer algo. – Você é meu passado, como posso te enfrentar?
–Sendo assim você não precisa me enfrentar. – disse suspirei. – Você só precisa me perdoar.
–Eu não quero e não vou! – disse e me deitei.
–Hic, eu te amo! – disse como se fosse à única coisa ser dita.
–Não devia. – disse seco me forçando a dormir.
– Quando você vai me dar uma chance? – indagou como se fosse começar a chorar.
–Quando você me provar merecer, mas depois de seis anos acho improvável. – ele não disse mais nada.
~*~
Caminhava pelo corredor em direção a biblioteca precisava devolver um livro que havia pego na noite anterior. Também precisava pegar ratos para Banguela. Estava distraído até que alguém esbarrou em mim me fazendo derrubar as coisas no chão, comecei a cata-las o mais rápido possível.
–Olha por onde anda, imbecil! – exclamou uma voz feminina a minha frente.
Levantei o olhar para a garota usava roupas da Ravenclaw e parecia estar furiosa, rangia os dentes. Achei melhor deixar passar além de ser garota além de ser daquela casa estava furiosa e eu não estava com a mínima paciência para isso voltei a pegar minhas coisa e me levantei ficando a frente dela que batia o pé não chão.
–Me perdoe com licença. – disse e sai de seu caminho.
Ela praguejou e saiu andando. Ao chegar devolvi os livros que havia pego e fui reavaliar as prateleiras mais afastadas, lia os títulos e puxei um livro. “Aprenda grego.” O folheie, eu era poliglota falava: Inglês, Norueguês, Latim, Russo e Dragonês (mas ninguém usa essa língua.) Grego não deve ser um monstro de sete cabeças.
~*~
Voltava ao quarto torcendo para que não houvesse ninguém no mesmo, mas infelizmente minhas preces foram totalmente ignoradas por Merlin, que me odeia com todas as forças. Adentrei o quarto devia ser 20h da noite, o barulho da água era o único em todo o ressinto, retirei meu casaco.
Sentei-me sobre o baú que ficava aos pés da cama, eu havia dito se deite na cama se estiver limpo. Abri o livro que havia pego na biblioteca e comecei a ler, ouvi o barulho da tranca do banheiro minutos depois. Meus olhos se fixaram na mesma quase que no automático ela se abriu e lá estava Jack nú.
Minhas bochechas ferveram e um meio sorriso se desenhou em meus lábios, mas logo desapareceu quando percebi. Assim que me viu arregalou os olhos e puxou uma toalha a enrolando na cintura e caminhando para fora do banheiro indo até o armário dizendo.
–Desculpa, pensei que você iria demorar mais. – disse bufei e voltei-me para o livro.
~*~
Levantei-me deixando o livro onde estava sentado a segundos atrás, fui para o banho. Afundei-me na banheira desejando profundamente nunca ter de sair de lá, olhava para meu suporte em uma cadeira a mia frente e sentia meus olhos arderem por me lembrar daquilo, não quero mais ter de ver Jack.
Por que depois de seis anos ele tinha de voltar? Estava tudo bem, maldito Dumbledore tinha mesmo que nos juntar de novo? Sai da banheira e me vesti, adentrei o quarto e Jack estava na cama, peguei meu livro sobre o baú e me sentei na cama me escorando na cabeceira e abri o livro começando de ode parei.
–Hic? – ele chamou, revirei os olhos mentalmente.
–Jack? – indaguei fechando o livro e olhando para ele que sorriu.
–Nada só queria ouvir sua voz. – disse aumentando o sorriso.
–Palhaço você parou a minha vida inteira para isso? – questionei em tom de brincadeira.
–Eu posso te beijar? – indagou ainda com o sorriso enquanto o meu desapareceu.
O fitei por um tempo e suspirei lentamente, coloquei meu livro sobre o pedestal do abajur e engatinhei até ele ficando tão próximo que pude perceber o nervosismo alheio me forcei para não começar a rir naquele momento.
–Não você não pode. – disse e ele comprimiu os lábios os soltando logo depois para dizer algo. – Mas eu posso.
Selei nossos lábios, os seus frios causaram um pequeno e gostoso choque térmico contra os meus. Eu o beijava ternamente sem tentar aprofundar, ele respondia do mesmo jeito, talvez não quisesse me assustar como antes. O soltei, um sorriso doce se formou em seus lábios agora rosado, antes que eu pudesse voltar ao meu lugar ele segurou minha mão.
–Pode... Fazer isso outra vez? – questionou.
–Não! – disse mesmo querendo muito puxei minha mão de volta e me deitei puxando o cobertor até meu pescoço
–Boa noite então Hic. – disse me dando um beijo na bochecha, um beijo frio.
–Boa noite, Frost. – me permiti dizer.
Ele riu como se arfasse uma única vez, ele se ajeitou e apagou seu abajur, estiquei o braço fazendo o mesmo. Não posso me deixar levar, não quero sentir aquela dor novamente, a dor de quando o expulsei por completo da mina vida. Por que eu tenho de me apaixonar por você? Por que tenho que te amar, mesmo querendo te odiar tanto? Ele arrombou a porta como se ela fosse feita do mais fino e delicado papel. Como é que ele consegue?
~*~
Voltava para o quarto, estava sim na biblioteca, me procure eu sempre estarei lá. Terminara de ler sobre a poção Amortentia, na aula vi para por um bom tempo e olhar aquela pagina e mesmo eu ter olhado de canto percebi seu interesse naquilo. Era uma poção um tanto simples até Jack saberia o que fazer caso decidisse prepara-la.
O único problema é que pelo visto seu alvo era eu. Não que ele realmente precisasse eu já o amo, mas isso é algo que ele não saberia tão cedo. Adentrei o quarto e o barulho da agua mais uma vez o preenchia, tirei meu casaco o colocando atrás da porta. Fui em direção ao armário a fim de guardar os livros que estavam comigo no momento.
Havia uma caixa dourada ali, olhei para a porta do banheiro que ainda estava fechada, mas o barulho da agua havia cessado sinal de que ele já estava na banheira. Ele não iria ver, abri a caixa cuidadosamente esperando que a mesma explodisse ou algo do tipo, mas dentro dela haviam bombons.
Seis ao todo. Não podia acreditar, cambaleei um passo para trás e cobri a boca com as mãos desacreditando mesmo aquilo estando a minha frente. Ele fez mesmo ele fez a poção, mas a pergunta era outra e eu não gostava nem um pouco de como a mesma soava. Ele fez isso para mim. Senti Banguela pousar em meu ombro.
–Não coma. – sibilou ele. – Foi o garoto quem os fez. – sussurrou a ultima parte.
Cheirei perto da caixa e tinha exatamente o cheiro que descrevia o livro, era entorpecedor só o cheiro te deixava animado, ou seja, excitado. Então tive uma ideia, sim era um plano para minha coleção de planos diabolicamente astutos. Se for isso que Jack quer ele terá. Peguei minha varinha e fiz com que dois desaparecessem dali.
–O que vai fazer? – indagou Banguela.
–Apenas darei o que ele quer, mas do meu jeito. – disse e ele saiu de meu ombro voando para a poltrona onde dormia.
Fiz com que um bombom normal aparecesse em minhas mãos, me sentei sobre o baú que ficava de frente para a porta do banheiro fiquei com perna de índio e segurando o chocolate entre os dedos. Dois minutos depois dei uma mordida no mesmo, odiava esperar. Depois de um tempo perdi a vontade de fazer aquilo brincava com uma mecha de cabelo que insistia em ficar no meu rosto olhei para o chocolate e o coloquei na boca.
Ouvi a porta abrir e com o tempo o doce havia derretido e meus dedos ficaram melados, Jack olhou para mim e sorriu lambi o dedo que estava melado de chocolate, ele arregalou os olhos, virou-se para o armário e depois voltou-se para mim de boca aberta, passou a mão pelo cabelo parando-a na nunca. Okay Hiccup hora de ser um ótimo ator.
Me levantei e rapidamente já estava a frente de Jack que cambaleou para trás se chocando contra a parede, segurei suas mãos e entrelacei nossos dedos, minha respiração se perdia em meio a dele que estava descompassada no momento eu estava a centímetros de seu rosto, meio que na ponta do pé por ele ser mais alto.
–Eu te amo... — sussurrei antes de selar nossos lábios.
“Vai ser divertido...”
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