I want to get pregnant!
1 Por favor!
Notas iniciais

– Eu quero ter um filho seu, Torao!
É com este ser irritante que eu estou praticamente casado há três anos. No começo cada um de nós dois tínhamos nossa própria tripulação, porém isso foi mudando com o tempo. Depois que conseguimos derrotar Doflamingo, nossa aliança ficou tão forte que nossos bandos viraram um só.
O motivo de eu ter pedido ele em namoro nem mesmo eu sei. Ele é chato, é irritante, vive roubando minha comida e para piorar, ainda pois um apelido escroto em mim, justificando que meu nome era muito difícil para ele.
O mais importante é que estamos cada vez mais juntos. Eu já cansei de falar pro Luffy que é difícil manter uma relação dessas como piratas, onde constantemente estamos arriscando nossas vidas, mas quem disse que ele me ouve?
– Como é que é?
E além de não me ouvir, agora ele enfiou na cabeça que quer ter um filho meu! Pode isso? Dois homens, dois piratas, duas pessoas com propósitos diferentes, duas pessoas que arriscam suas vidas. Como nós podemos ter um filho?!
– Quer dizer... você pode fazer isso, né? Com a sua habilidade.
De fato, com a Ope Ope eu tenho a habilidade de fazer diversos tipos de transplantes, mas esse poder serve para curar, para a medicina e para batalha. Ele definitivamente não foi feito para colocar um útero em um homem!
– Luffy-ya, me escuta pelo menos uma vez na vida. Nós não podemos ter um filho!
– Por quê?!
– Não é óbvio? E mesmo se tivéssemos um, como faríamos para cuidar? Você iria dá-lo a Dadan como seu avô fez?
– Claro que não, nós dois vamos cuidar dele ou dela junto com nossos nakamas. Vai ser divertido!
Às vezes eu acho que eu sou a única pessoa desse navio com um cérebro e às vezes eu tenho certeza. E além de desprovido de inteligência, pra piorar, ele ainda é completamente sem noção!
– Não vai ser divertido e você definitivamente não vai engravidar.
– Por quê?
– Porque eu não quero te ver grávido!
– Ah, é? Gomu Gomu no... Hara Fuusen! [N/T: Ataque da barriga inflável, onde ele faz a barriga crescer com a Gomu gomu no Mi]
– Para com isso, não vai dar certo, borrachudo-ya.
– Por favor, Torao! E como eu sou de borracha nem vai doer quando eu for parir.
– Pera, pera, pera. Que lance é esse de “parir”? Além de útero você quer que eu ponha... NÃO!
– Ué, de alguma forma vai ter que sair, né? Se você não quiser eu peço pra Ivan-chan!
Não acredito que além de querer engravidar esse garoto ainda tem o discernimento de falar que quer um parto natural! Gente do céu, ele quer virar mulher por acaso? Até parece que eu vou permitir um ato desses.
E o pior não é nem o Luffy. Quer dizer, uma ideia dessas já é típico de um idiota completo como ele, mas o mais estranho é os OUTROS apoiarem! Tanto os nakamas dele quanto os meus querem que eu tenha um filho com o Luffy.
As garotas já até escolheram um nome pro bebê inexistente. O Penguin e o Shachi ficam rindo sempre que o assunto é mencionado junto com o Sanji e o Brook. O Usopp e o Franky insistem em construir um quarto só pro bebê e o Zoro simplesmente ignora junto com o Bepo. O único do meu lado é o Chopper que se preocupa em como o Luffy vai conseguir cuidar de um bebê.
– Yosh, está decidido! O Torao e eu vamos fazer o nosso filho AGORA! – Ele diz isso na cozinha enquanto todos comiam.
– NÃO VAMOS NÃO! E porra, mesmo se nós tivéssemos, onde você quer que eu arrume um útero do nada?!
– Pode pegar o meu. – Afirma Nami. – Vocês dois formam um belo casal, deveriam mesmo ter um filho! Mas vai custar muito dinheiro, viu?
– Yosh, nós já temos um útero! Agora o resto é com você, Torao!
Dito isso, ele me agarrou em pleno refeitório e começou a me beijar na frente de todo mundo. É claro, risos e gritos de incentivo foram dados por aquelas pessoas tão infantis e carismáticas, que eram nossos companheiros de viagem.
Mas falando sério, eu amo o Luffy. Amo de verdade, desde que ele me ajudou com a minha vingança pelo Doflamingo. Eu o amo e mesmo assim não sei como eu iria conseguir ter um filho com ele, é impossível!
Quer dizer, não seria tão ruim ter um filho com ele. Na verdade até seria bom ver alguém me chamando de pai e nós dois constituindo uma família juntos. Seria bom também vê-lo crescendo no navio e se tornando uma criança cada vez mais forte.
Então... nós deveríamos mesmo tentar? Se não gostarmos ou ficar difícil cuidar é só jogar lá na vila do Luffy e mandar a Dadan cuidar. É, até que não é uma má ideia. Talvez só pra Dadan, mas quem liga?
– Argh... tudo bem, nós podemos ter um filho. Você tem mesmo certeza disso tudo?
– Claro que sim, vai ser divertido! E isso vai me aproximar mais do Torao, não é?
– É, acho que sim.
– Então vamos fazer logo o filho!
– Um filho não é um pedaço de carne em que você cozinha e tá pronto. Você sabe que demoram nove meses, né?
– NOVE MESES? Isso é coisa pra caramba! Como eu vou lutar com um bebê na barriga por tanto tempo?
– É por isso que eu disse que era impossível, mas você me ouve? Não, você não me ouve.
– Já sei! A gente pode pedir pra Hancock nos deixar ficar na ilha dela, que tal?
– Tá doido? Aquela mulher me odeia e morre de ciúmes de mim, além disso eu não posso entrar na ilha das mulheres!
– Então a gente vai pra sua ilha.
– Minha ilha foi destruída quando eu era criança, idiota.
– Que saco, a gente vai pra minha ilha então!
– Você não liga mesmo de sair do Novo Mundo e voltar pro East? Sua vontade de ter um filho é grande mesmo, Luffy-ya.
– É porque eu amo o Torao!
– É, eu amo você também.
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