I need you
1 Capítulo Único
“Se o mundo fosse terminar agora, onde você estaria no meio do caos?”
– Desconhecido.
Ele lembrava como toda aquela briga começou.
As farpas. A manipulação. As palavras. Acidez. Tudo aquilo vinha em sua mente como um lembrete de que é estava naquela situação: Distante das mãos pequenas e o calor que emanava do pequeno e miúdo corpo para o seu.
E de como ele odiava quando estava longe dela. De tudo que era relacionado a ela. O sorriso sarcástico, ou até mesmo a mania irritante de escrever em seus braços, ou qualquer superfície lisa aparente. Ou batucar sob a mesa sem se importar com o barulho. Era inevitável, acabava achando adorável da parte dela ser como era. Ser apenas um ser humano irritante e que sabe tudo.
Ser apenas a jovem Hayate que tanto amava, Kise questionava-se como começara toda aquela sensação de estar perdendo ela para alguma coisa invisível aos seus olhos. Então, seus lábios e corpo lembravam da última vez que sentira o coração dela bater descompensado em sua presença.
Ele a beijou.
As mãos sob as suas. Os sorrisos suaves. O contato dos seus lábios contra os lábios macios fora a melhor coisa que sentirá enquanto pressionava o corpo pequeno e quente contra a parede, e ficava por cima da garota, ela ofegava e ria um pouco do desespero dele, mas duas malditas semanas longe dela estavam afetando o seu controle – era a primeira vez que era ousado com ela, enquanto puxava o corpo para mais próximo. Mais contato. Mais. Kise necessitava disso, enquanto a respiração entrecortada soava contra seu rosto – o cheiro característico de menta estava nos lábios dela – menta, enquanto segurou o rosto e observou as orbes esverdeadas com curiosidade e voltou a beijar. Beijar. E beijar mais ainda. Então sorriu, um sorriso bobo. “O que nós somos, Ryouta?”, a voz soava insegura, e ele sabia. O que ele sentia por ela?
Ela apenas observou a expressão confusa dele, e retirou-se. Seguindo sempre em frente.
Deixando Kise para trás.
Ele despertou daquele pensamento que ainda configurava a sua confusão mental do que sentia por Sasaki – enquanto baixou o olhar para o hambúrguer que estava pela metade –,um suspiro saiu dos seus lábios em desagrado. Podia está com ela. Com seus beijos. As risadas incessantes. As caricias ousadas. E aquilo o deixava frustrado.
Seus olhos dourados fixaram em algum ponto da lanchonete. Ela lhe deu as costas. E despediu-se de Aomine Daiki com um aceno – mas ignorará a sua presença –, Kise se sentia irritado com a atitude dela consigo. O que diabos ela estava fazendo com Aominecchin? Aquele pensamento lhe assustava mais do que tudo – os veteranos pareciam distraídos, enquanto ele estava em um mundo que pudesse entender as atitudes de Sasaki Hayate, e de todas aquelas sensações que seu corpo emanava quando se tratava dela – e voltou atenção para a Tokyo no inverno. Ela ama o inverno. Ama a neve. Ama o frio.
Apenas respondeu ao necessário – tentou ao máximo parece interessando no que seus colegas de time diziam, mas seus pensamentos se remetiam a ela com Aomine, e aquilo estava deixando ele puto da vida com as possibilidades de que ela estivesse com ele. Remexeu-se inquieto com isso, o que será que ela estava fazendo agora? Sacudiu a cabeça, e bebeu ao café quente que lhe subia as narinas e trazia certas lembranças, mas seus dedos pararam na pasta de fotos de seu celular.
Mexeu no seu celular, e a foto logo surgiu – estava com a touca negra, e um sorriso enorme no rosto enquanto o nariz estava vermelho por causar do frio. E viu a seguinte, onde ela beijava seu rosto e segurava os fios dele em seus dedos, e uma seguinte tomando café.
Ela estava distraída quando tirara a foto – parecia alheia, mas ele lembrava que tiveram uma briga feia, uma de suas acompanhantes aparecera na mesa e animada pendurou-se no pescoço de Ryouta, Hayate estava furiosa quando deu um sorriso ensaiado e saiu sem nem ao menos despedir-se de Kise – ele se livro da garota, e correu atrás dela. Fora uma das piores brigas que tiveram, ela apenas ignorou ele o caminho todo enquanto a todo custo estava tentando fazê-la entender que não era nada. Que aquela garota não era nada, pensou, mas logo estavam bem.
Mas estavam estremecidos.
Quando foi que sua relação com a Sasaki se tornou tão complicada? Quando foi que perdeu o senso do que sentia por ela? Afinal, o que realmente sentir por aquela garota? Perguntas. E mais perguntas, mas nenhuma resposta concreta para seu dilema. Kise suspirou, e voltou atenção a última foto – ela vestida com a roupa do time feminino da Kaijo, e beijando ele antes do jogo de estréia. Ele colocara o celular para bater enquanto segurava o rosto dela – ela não queria, discordara dele, mas ele a convenceu com seu charme – ele segurava sua cintura, e a beijou com paixão.
Sasaki não estava falando consigo direito fazia umas semanas desde que boatos que estava saído com uma garota de uma sala diferente da deles soavam pelo colégio – e desde aquele incidente, ao qual o deixou para trás: furiosa. Ela o evitava desde aquele dia... Ele ainda sentia o gosto dos beijos contra os seus, os sorrisos para si, da forma que ela segurava seus cabelos e como gostava quando ela lhe mordia os seus lábios, seus selinhos e seu tom quase metódica soava em seus ouvidos, e principalmente seu cheiro que o embriagava.
Ele gostaria de tudo aquilo de novo – era mais fácil –, sentia aqueles lábios contra os seus. O corpo. Tudo nela. Queria está com ela naquele momento e dizer o quão ela era sua. Suspirou com aqueles pensamentos tolos, tolos? Aquele sentimento estava ali presente lhe corroendo por dentro até o fundo da sua alma, o que estava pensando? Concluiu, enquanto apenas tentou prende-se a conversa trivial dos colegas, mas seus pensamentos estavam em outro lugar.
Com uma garota de cabelos castanhos e dos olhos levemente verdes que tanto amava.
x
O fim da Winter Cup foi memorável.
Para Kagami. Kuroko. Akashi. Aomine. Midorima. Musakibara. E isso incluía Kise de alguma forma, ele também fazia parte daquele fim memorável. Ele apenas correu pela calçada a caminho do ginásio onde seu time provavelmente estava esperando a sua chegada, ou ele esperava que fosse isso. O treino matinal de sábado iria começar em poucos minutos enquanto atravessou o trajeto que faltava para encontrar seus veteranos, e provavelmente os reservas que seriam seus oponentes naquela manhã fria de Dezembro. Apressou o passo assim que se aproximou do 1° ginásio, mas não antes de observar o 2° ginásio onde provavelmente as garotas do time feminino de basquete estavam se aquecendo.
Abriu as portas e saudou a todos – mas paralisou. Hayatecchin... Sasaki estava parada no meio da quadra e com roupas largas, pesadas, mas de treino para aquela típica manhã de sábado. Ele viu todas as garotas ali enquanto a Sasaki levantou os olhos para ele, e analisou antes de desviar para uma conversa trivial com alguma companheira de time que parecia interessada em alguma coisa que a jovem fizera nos jogos oficiais – ela ainda não falava com ele, e muito menos queria saber de nada relacionando a Kise desde aquele dia –, ele saudou os veteranos e as veteranas que sorriram para ele cheia de gracejos, enquanto Kise se alongava e juntou-se a Himeko.
-Sasaki-san... – a voz soou meio energética enquanto Kasamatsu Yukio a chamou – Podemos conversar?
Ryota percebeu o franzir de confusão dela. Hayate era assim: confusa e misteriosa. Ela conversava tranquilamente – ou nervosa, na opinião de Kise – com Kasamatsu, o capitão da Kaijo, parecia ter um genuíno interesse em Sasaki, e aquilo incomodou um pouco o loiro que apenas sentiu Himeko parar de pressionar as suas costas, e olhá-lo divertido.
-Oh, adorável.
Tom caracteristicamente sarcástico chamou a sua atenção. Ele a fuzilou. Adorava Himeko, mas naquele momento estava furioso.
-Himekocchin.
-Controle-se, Kise, ciúme nunca é bom, querido – comenta Himeko sentando-se ao seu lado, e bebendo água de sua garrafinha e sorrindo de lado pra ele, e revirou os olhos com o olhar fulminante dele – Ela não está interessada nele, e porque vocês brigaram?
-Mm... Perguntou: o que somos? – ele franziu o cenho, enquanto a cena da lanchonete voltava a sua mente – E ela anda saindo com Aominecchin.
-Aomine? Ah, ela comentou que ele queria ajudar – diz descontraída – E o que vocês são?
Nem mesmo ele sabia, ia responder quando a mesma deu um aceno de despedida. Himeko levantou-se quando foi chamada – Sasaki e ela estavam conversando quando os veteranos explicaram para ele o que ia ocorrer, um jogo-treino com o feminino para testar as forças dela, e para pegar leve. Leve? Eles têm certeza disso, pensou enquanto posicionou-se, e a bola foi roubada para o lado deles enquanto Kasamatsu enfrentava a ala-armadora da equipe delas, a garota mal acompanhava a velocidade dele. Que estranho, franziu o cenho quando observava a defesa delas – a maior delas tinha meros 1,79, mas estavam pressionados eles – havia uma grande diferença de força.
-Troquem, Himeko e Sasaki! – gritou uma das mais velhas para a outra, enquanto Sasaki marcava Kasamatsu que apenas surpreendeu com a calma dela, enquanto Himeko trocou com outra garota que marcava Kise, Himekocchin... – Acabem com eles.
A bola foi roubada assim que Kasamatsu atravessou. Uma armadilha, capitão! Gritou mentalmente enquanto a bola é roubada por outra garota que apenas correu, e sendo marcada, mas voltou a bola para Himeko que manteve em posse por 10 segundos antes de sorri, e jogar para alto. E parar nas mãos dela, enquanto a cesta de três pontos foi marcada com precisão cirúrgica. Sasaki Hayate havia aperfeiçoado o seu arremesso de três pontos, enquanto apenas voltou a sua posição inicial, e ele voltou marcado um de dois pontos.
Fora uma guerra de pontos – a cada três pontos, ele retribuía com cestas precisas – Hayate não era o tipo que perdia a concentração fácil enquanto Himeko estava animada em jogar, ambas estavam sérias.
O jogo transcorreu como sempre – logo a diferença de cinco pontos entre eles, Hayate respirava ofegante e Himeko fungava enquanto o apito final soava – eles levaram a sério aquele jogo enquanto as três companheiras de Sasaki e Himeko ofegavam assim como seus senpais, mas Kise olhava Sasaki que apenas respirou fundo enquanto apenas fez um sinal para a Himeko que acenou e trocou com ela de lugar.
Sasaki Hayate estava lhe marcando – tanto ela e Himeko tinham habilidades para pará-lo, mas ele era mais forte. Hayate o marcou, enquanto os olhos dela habilmente foram para a bola – ele tentou sair, mas ela estava colada em nele, enquanto ele ia passar o passe foi interceptado e a diferença caiu para três pontos, enquanto a garota apenas suspirou ao soar do apito final.
O masculino havia ganhado de 34 a 31 pontos.
Ele apenas sentiu os músculos protestar de dor e de pressão que eles sofreram. Elas são fortes... A água desceu por sua garganta.
O segundo jogo se iniciará. Fora brutal. Kise apenas percebera assim que começou o segundo jogo-treino – Hayate descansou os dois primeiros quartos do segundo jogo, o cansaço a dominara e as suas pernas estavam doendo, segundo a sua substituta: “Ela anda se esforçando o bastante, desde o machucando que ela sofreu, ela tem dado tudo de si”, na final da Winter Cup, ela se machucará e o amargo segundo lugar fora o seu premio de consolação. Kasamatsu estava sentado no banco jogando água em seu rosto – o capitão também descansava enquanto a garota respirava profundamente, e bebia água sem parar, Kise percebia o quão bonita ela era –, os olhos dourados pararam quando a cesta fora feita, o cansaço já estava dominando quando o apito do segundo jogo soou.
Himeko estava também sem ar enquanto Hayate ajudou a ser levada para o banco – a água logo foi jogada em sua cabeça, e um sorriso acolhedor surgiu nos lábios da ala da Kaijo – a ala-armadora apenas abaixou-se e trocou as bandagens da sua colega de time. Himeko resmungou, enquanto o choque surgiu nos do masculino ao ver: O inchaço na perna de Himeko estava roxo.
-Devia ter parado assim que começou a incomodar, Hime-chan, gelo, Rin! – sua voz soou pragmática, e cheia de raiva – Nem diga que está doendo, não seja uma mentirosa.
O grunhido de Himeko foi o suficiente enquanto o gelo foi colocado em suas pernas – os olhos esverdeados estavam concentrados –, ela virou-se enquanto apenas lançou um olhar a Kise que apenas percebeu o olhar parado na porta. Kise virou-se, enquanto apenas perfurou a pessoa ali.
-Daiki.
A voz de Hayate soou surpresa, enquanto Kise perfurava Aomine Daiki.
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“Preciso conversar com você, Kise”.
Aquilo não fazia o mínimo sentido para Kise Ryouta, e nem mesmo poderia fazer algum sentido para ele – Kise estava na loja de conveniência perto de sua escola, e estava curioso sobre o que ele queria fala com você – Aomine Daiki observava algumas coisas nas prateleiras, a maioria era à base de sua dieta diária, ou alguma coisa que ele estava com vontade de comer enquanto colocava na cesta, mas de vez em quando li a lista que provavelmente Momoi fez para Aomine segui a risca. Ele teve uma conversa rápida com Himeko que o desafiará assim como com Sasaki que fora mais uma troca de farpas do que uma conversa civilizada na opinião do loiro – Himeko apenas manteve Kise entretido com conversas sobre fast food –, mas os olhos dourados pararam na mão de Aomine Daiki que segurava em dúvida uma vitamina. Kise apenas apertou os olhos com isso.
-Mm... Ela ainda está brava contigo, Kise?
-Ee... Como saber disso? – murmurou contrariado, os olhos dourados estavam analisando a situação em que se encontrava – Aominecchin, o que quer comigo?
-Entende a sua maldita lerdeza, Kise – retrucou, os olhos azuis escuros fitaram com curiosidade a expressão confusa de Kise – Saki está puta contigo, e isso eu sei, a Satsuki comentou comigo que o motivo era você. Então na minha boa e velha vontade, eu vim fala contigo. Ou melhor, Satsuki e Fleur estavam muito irritados contigo, porque Saki não tem estado no melhor dos dias e eu fui mandando aqui para este propósito, então o que fez? Fale logo, pois o Fleur estava quase arrancando a cabeça da minha pessoa quando recusei a fala com você.
-E porque eu fiz alguma coisa? Ela simplesmente parou de fala comigo.
-E sem culpa, entenda que não sou a Himeko que aceita essas coisas sem sentido, e muito menos a Satsuki que ouviria sem questionar – murmurou condolente, os olhos azuis estavam fixos – Olha, Saki te adora. Adora mesmo. Ao ponto de aceitar essa sua popularidade irritante, mas há um limite para o orgulho dela, e assim como para o ciúme.
Os olhos de Kise se surpreenderam.
-Hayatecchin.
-Kise, você é um lerdo, Saki te adoro. Ela só quer que a veja.
-Mas eu vejo ela! – diz irritado, enquanto Aomine arqueou as sobrancelhas – Eu vejo ela. Vejo o quão maravilhosa ela é.
-Mas ela sabe disso?
Kise surpreendeu-se, enquanto Aomine sorriu.
-O que?
-Agora vai, e conte para ela, essa baboseira toda de maravilhosa, antes que outro o faça.
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Kise correu.
Correu como nunca fez isso. Como não percebera? Hayate era maravilhosa. Linda. Inteligente. E sua. Apenas sua. Uma necessidade sem fim, concluiu enquanto correu até onde sabia onde estaria. O pequeno flat fora alugado por ficar mais próximo a escola, e ele lembrava do porque dela escolher aquele lugar, enquanto bateu na porta com força. Havia muitas coisas que ele não entendia, assim como não entendia Sasaki, mas ele entendia a necessidade de tê-la por perto, de sentir seus beijos, enquanto a garota abriu a porta e surpreendeu-se enquanto os lábios esmagaram os seus.
Ele apenas a beijou. Sentiu ela protesta, mas ela parou assim que agarrou seus cabelos – com cuidado, a pressionou contra a parede da sala – saudade era imensa, enquanto acariciou com as pontas dos dedos o rosto dela. O beijo foi seguido de outro. E mais outro, enquanto o sussurro intercalou os beijos, e a voz soou rouca.
-O que faz aqui?
-Eu quero você.
Sussurrou, enquanto a confusão surgiu em seus olhos. Uma ruga de preocupação surgiu.
-Kise.
-Seja minha namorada, quero que ande comigo de mãos dadas, dispense todos aqueles idiotas que te perseguem – rápido, sem enrola – Seja minha namorada, Hayatecchin. Por favor, quer ser a minha namorada?
Um sorriso apareceu ali, enquanto o beijo foi seguido de um sim tímido. Ele a beijou, enquanto a felicidade explodia em seu peito, entendia agora toda aquela euforia. Kise necessitava de muitas coisas: Vitória. Poder. Conquistas. Campeonatos. Mas a necessidade de Sasaki Hayate era extrema demais para se ignorada, e quase um vício que ele não podia ignorar mais, e que de alguma maneira fazia dele um tolo apaixonado por ela. Apenas arrastou para o sofá, e beijou mais ainda. Enquanto os beijos se multiplicavam com toda atenção aos lábios dela.
E apenas sentiu o corpo quente sob o seu, enquanto um sussurrou.
-Eu preciso de você.
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-Isso é uma forca, Hayate.
-Fique quieto.
Sua voz soou ácida por meros segundos, e no entanto, ele amava aquele tom sério e calmo. Ela nunca perde a calma. Arrumava a gravata que ele detestava — era segunda-feira, enquanto fez um beicinho para a namorada — passará a maior parte do fim de semana com Hayate, e sentirá a necessidade aumenta de tudo que Hayate representava para ele.
Ela soltou a gola. E deu um sorriso satisfeito para ele, e um selinho foi deixado nos lábios dele que segurou a cintura com firmeza.
-Perfeito. Agora vamos, senão vamos nos atrasar.
Ele sorriu para a namorada, e ela mordeu seus lábios e sorri para Kise com um amplo e bonito sorriso. Metódica. Kise pegou a mochila em cima da mesa, e segurou a mão fria dela enquanto enlaçou nas pontas dos dedos.
-Temos muito o que fazer.
-Tipo o que? Ryouta...
Os olhos esverdeados pararam nos dele com confusão, ao colocar o casaco aquecido sobre o uniforme cinza da escola, e abriu a porta para o tempo frio e fechado daquela manhã. Ele puxou para os seus braços enquanto andavam. Hayate ainda esperava a resposta dele.
-Anuncia ao colégio.
-E como faremos isso sem eu ser jogada de um prédio?
Ele apenas deu um sorriso para ela, logo chegaram a frente do colégio onde vários olhares caíram sobre o casal. Kise sabia o que fazer. Puxou. Hayate arqueou as sobrancelhas, e franzi a testa levemente, e o beijo foi de leve.
Necessariamente, ela já era sua perante aqueles que observavam.
-Ryouta!
Sibilou. Um silvou baixo enquanto uma risada saiu dos lábios dela. Ela o correspondeu. Kise agora era dela também, Himeko estava com a perna enfaixada.
-Finalmente, Sr.Lesma! – animou-se – Finalmente. Agora deixe-me ir espalhar isso.
Ela piscou para ele. E correu enquanto contou as garotas do time de basquete a novidade. Provavelmente Kasamatsu ia massacrá-lo nós treinos de basquete, mas Kise não se importava desde que tivesse Hayate em seus braços. Desde que ela fosse apenas sua, e de mais ninguém. Sua felicidade é ela, e ninguém a tiraria enquanto enlaçou os dedos aos dela que sorriu para si.
Ele precisava dele, entretanto ela também precisava dele.
Fim¹.
Notas finais
²Próximo: Complicated (Kasamatsu x OC).
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