Notas iniciais
mais uma vez desculpa por demorar :c espero que gostem

Aly’s POV

Depois desse episodio constrangedor eu me vesti e sai do quarto. Ana saiu um pouco depois já vestida. Ela preparou em silencio algo para a gente comer e me deu uma vasilha com leite e cereal.

Me sentei na mesa de frente para ela e comecei a comer. Ela me olhava de vez em quando e depois abaixava a cabeça.

De repente escutamos uma porta se abrindo. Eu a olhei sem entender e o rosto dela passou de confusão para compreensão e depois para uma cara de susto muito engraçada.

–Bom dia An... Oi menina que eu ainda não conheço. – um homem de meia idade com pijamas estava na entrada da cozinha me olhando.

–Bom dia pai, essa aqui é a Alice minha ami... – ela gaguejou — minha amiga. Não tem nenhum problema ela ter dormido aqui né? Já estava tarde quando chegamos da festa da Deh e a tia dela já devia estar dormindo e...

–Calma Ana Tagarela – ele disse o que me fez rir um pouco – você sabe que eu não ligo que traga amigas para dormir aqui.

–Ah sim... – ela sorriu sem graça. – como foi a viagem?

–Tudo ótimo, já soube das noticias?

–Que noticias? – ela perguntou confusa.

–Acho que falei demais. – ele riu – você vai descobrir Ana Banana.

–Ah pai, me conta por favor – ela fez uma carinha de cachorrinho que caiu pra fora da mudança que me deu vontade de guardar ela num potinho e esconder.

–Minha boca está selada. – o pai dela disse e sorriu e foi fazer algo para comer. – então Alice, você é nova na cidade?

–Sou sim, tive uns problemas com meus pais na minha cidade e eu vim morar aqui com minha tia Judith.

–Entendo... Fico feliz que Ana está fazendo amizades com outras pessoas depois que Bella foi embora. Você parece uma boa garota doce Alice. – ele sorriu simpático. Ah se ele soubesse que de boa garota só tinha a cara.

Conversamos um pouco enquanto tomávamos café até que olhei no relógio e vi que já era quase meio dia.

–Gente me desculpem mas eu preciso ir. Já está tarde e minha tia deve estar preocupada. Melhor ir antes que o prédio fique rodeado de policiais. – disse e eles riram.

–Deixa que eu te levo até a porta. – Ana disse se levantando. Fui atrás dela até a porta e a gente se despediu com um beijo no rosto.

–Se cuida Ana Banana. – sorri e fui ate o elevador no final do corredor.

–Você também Aly.- ouvi ela sussurrar depois.

Andressa’s POV

Eu ainda não quero acreditar nisso. Olho para o lado e vejo aquele cara dormindo ao meu lado. Simplesmente não posso acreditar nessa maldita ironia do destino. Onde eu estava com a cabeça? Não posso acreditar que fiz isso. Puta merda.

Ele se mexeu enquanto dormia o que me fez olhar pra ele. Ele tinha mudado um pouco desde a ultima vez que nos vimos, mas eu ainda reconheceria aquele rosto em qualquer lugar. Tenho muitas mágoas dele, chorei muito por causa dele.

Ele se mexeu novamente ficando de frente pra mim e abriu os olhos e me encarou surpreso.

–Dressa?

–Infelizmente.

–Uau, quanto tempo. – ele sorriu sem graça. Ignorei-o e me levantei buscando minhas roupas. – vai me ignorar? Quantos anos você tem? 5?

–Se uma pessoa ficasse te iludindo por meses e de repente chegasse falando “eu não te amo mais” e uma semana depois ficasse se agarrando com uma vadia qualquer por aí eu aposto que você também a ignoraria. – ele ficou em silencio me observando enquanto eu me vestia.

– Desculpa. – ele sussurrou depois de um tempo.

–Desculpas não vão apagar o passado Pierre. – dizer aquele nome me dava vontade de chorar, mas eu tinha que me mostrar forte. Peguei minha bolsa num canto do quarto bagunçado dele e saí batendo a porta com força. Pierre morava sozinho já que o pai era um milionário idiota que morava em Miami e tava pouco se fudendo para o filho problemático.

Sai do apartamento dele e fui pra casa a pé. Era longe, mas eu precisava pensar um pouco. Infelizmente eu não bebi o suficiente para apagar todas as memórias daquela noite. Estava um pouco frio pela rua para alguém vestido como eu. Eu devia estar horrível porque todos olhavam pra mim quando eu passava.

Aqueles olhares acusadores estavam me deixando mal. Já estava na metade do caminho quando um Maserati prata parou do meu lado. O vidro abaixou e eu não acreditei que aquilo estava acontecendo.

–Deh, entra aqui. Vamos conversar. – Pierre estava implorando.

–Vai se ferrar Pierre. – eu disse com raiva e continuei olhando. Ele continuou me seguindo.

–Andressa, vem logo. Eu sei que você quer tanto quanto eu.

–Pierre escuta aqui, eu não quero falar com você sobre o que aconteceu quando você foi embora ou sobre o que aconteceu ontem. Se eu pudesse voltava ao ano passado só pra te dar um pé na bunda.

–Eu já pedi desculpas, o que mais você quer que eu faça?

–Morra. – continuei andando e virei em uma rua qualquer e esbarrei em um garoto que estava carregando um monte de livros que cairão todos no chão.

–Ai desculpa, eu sou muito distraída. – eu falei me abaixando para ajudar ele a pegar os livros.

–Não precisa se desculpar, eu devia ter prestado mais atenção – ele deu um sorriso tímido – a propósito meu nome é Cameron e qual é o seu?

–Winters. Andressa Winters.

–LaFonteine. Cameron LaFonteine.

–Outro francês na minha vida? Não sei se aguento. – sorri simpática.

–Meu pai é francês, eu sou apenas um cidadão americano. – ele disse sério e eu ri.

–Então tá cidadão americano foi bom te conhecer, mas tenho que ir.

–Você mora por aqui?

–Um pouco longe daqui, só tava escapando do outro francês. – ele riu.

–Sei que acabamos de se conhecer, mas queria te ver mais.

–Que clichê.

–O que?

–Esbarrar em uma pessoa e ela querer te conhecer melhor.

–Boas histórias são clichês. – ele deu um meio sorriso que me fez sorrir também.

–Você tem uma caneta?

–Aqui. – ele tirou uma caneta do bolso e me entregou.

–Agora me dê sua mão. – ele estendeu a mão e eu escrevi meu numero. – agora deita e rola. – eu brinquei e ele riu.

–Vou te ligar depois Winters. – ele disse e foi embora.

Ana’s POV

Segunda-feira é um dia ruim. Ninguém ama segundas-feiras. Levantei-me e fui ao banheiro tomar um banho quente. Estava chovendo desde o dia anterior e já estava ficando frio. Uma coisa eu podia ter certeza: o inverno está chegando.

Me arrumei e fui para a cozinha pegar algo para comer. Vi o bilhete de meu pai se despedindo em cima da bancada da cozinha como toda segunda-feira. Peguei uma maçã e comecei a comer enquanto pegava minha mochila e saia de casa.

Quando cheguei no saguão do prédio vi que a chuva estava simplesmente forte demais para sair de casa com um simples guarda-chuva. Liguei para Eduardo.

Ana?

–Du, tem como vir me buscar aqui no prédio? Tá chovendo muito.

–Que dia é hoje?

–Segunda-feira?

Droga, tinha esquecido. – ele fez uma pausa e eu escutei algo caindo do outro lado do telefone. – 10 minutos. Em 10 minutos eu tento chegar até aí.

–Okay Edu, só venha. – falei rindo e desliguei o telefone.

Sentei em uma das poltronas e fiquei conversando com o porteiro até Edu chegar. Quando ele chegou, me despedi de Joseph e corri ate o carro e entrei.

–Bom dia Ana. – ele disse com cara de sono.

–Bom dia Du. – sorri.

–Soube das novidades?

–Que novidades?

–Ah, então você ainda não sabe...

–Não sei o que Eduardo?

–Você vai descobrir. – ele disse e sorriu.

Chegamos à escola e Eduardo encontrou uns amigos e ficou conversando. Fui até a sala e as meninas que estavam na porta cochichando pararam subitamente quando me viram. Okay, isso foi estranho.

Entrei na sala e vi algo que não consegui acreditar. Uma garota loira de olhos verdes e com um sorriso meigo estava conversando e assim que me viu sorriu mais ainda.

–Sentiu minha falta? – tudo o que consegui pensar foi: Isabella está de volta.

Notas finais
gostaram????
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.