I know you're trouble
1 Apartamento 505
Notas iniciais
Espero que gostem, minha primeira fic com lésbicas então pode não ficar muito boa kk
Enjoy xx
Ana’s POV
Meu nome é Ana, tenho 17 anos e tenho a vida dos sonhos de qualquer pessoa. Bom, não todas as pessoas. Sou uma das melhores alunas do ultimo ano, sou a queridinha dos professores e me considero uma garota normal. Meus pais são separados e eu moro com meu pai que passa a semana inteira fora porque trabalha em outra cidade. Não tenho muitos amigos e de verdade acho que só tenho a Isabella. A gente se conhece desde, sei lá, sempre? Crescemos praticamente juntas mas esse ano ela teve que se mudar. Depois de muitas lágrimas e promessas de “eu nunca vou te esquecer” eu vi ela partir.
Hoje é o ultimo dia das férias de verão e prometi para mim mesma que vou fazer esses últimos seis meses valerem a pena.
Aly’s POV
Meu nome é Alice, mas todos me chamam de Aly. Tenho 17 anos e sou lésbica. Sim, eu gosto de garotas. Meus pais dizem que sou uma aberração, sou excluída da família e já até me acostumei a ser ignorada. Meus pais que queriam ter a família perfeita não suportaram quando eu disse que era lésbica um pouco antes das férias de verão e resolveram me deixar terminar apenas aquele semestre e me mandaram morar com a minha tia em Chicago. Pra mim a mudança não foi ruim porque já não tinha amigas devido ao preconceito e eu amava minha tia. Ela sempre foi a mãe que eu queria ter tido. Ela sempre me entendeu e quando meus pais contaram o que tinha ocorrido ela me apoiou e ofereceu a casa dela pra eu ir morar.
Cheguei lá e ela disse que com quem eu ia pra cama não interessava ninguém e que o amor é igual para todos. Ela disse que não era pra me importar com o que os outros pensam e que eu devia ser feliz do jeito que sou.
Ela me apresentou para os vizinhos e todos foram muito legais comigo. Hoje era o ultimo dia das férias de verão e eu decidi que esses últimos seis meses vão valer a pena.
Ana’s POV
-Ana? – ouvi meu pai batendo na porta.
-Pode entrar pai. – conferi mais uma vez se meu material estava arrumado para o dia seguinte.
-Ainda arrumando suas coisas? – meu pai sorriu e me abraçou por trás.
-Só conferindo se está tudo certo. – sorrio – quero tudo certo pra amanhã.
- Descanse um pouco filha, vai dar tudo certo.
-Vai ser difícil chegar amanhã e não ver a Isabella lá. – falo meio triste.
-Aposto que ela também deve estar triste de estar sem você. – ele falou tentando me reconfortar. Conversamos mais um pouco e depois fui dormir. Dei boa noite pra ele e me deitei e dormi.
Aly’s POV
Acordei no outro dia com meu despertador gritando. Desliguei e me levantei. Fiz minha higiene matinal e coloquei uma calça jeans e uma blusa preta colada que disfarçava o fato de eu ter seios grandes. Eu não gostava muito disso porque todos os garotos costumam ficar olhando. Calcei um all star preto surrado, peguei minhas coisas e uma maçã pra comer no caminho.
Saí de casa e fui pra escola comendo e ouvindo highway to hell, ironia essa musica ter sido escolhida quando cliquei em aleatório no meu celular.
Chegando lá joguei fora o que tinha sobrado da minha maçã e passei por algumas cheer leaders metidas que ficaram me encarando por ser a garota nova e não me importar com quem elas eram. Procurei minha sala e me sentei numa cadeira no fundo.
Só tinha uma garota e dois meninos na sala. A menina me olhou e sorriu e eu retribuí. Ela estava com uma blusa rosa e uma calça branca e sapatilhas azuis. Ela se levantou e veio até mim e se sentou na cadeira a minha frente e se virou pra mim.
-Oi eu sou a Ana, qual seu nome? – ela disse sendo simpática.
-Sou Alice, mas pode me chamar de Aly. –sorri tímida. Digamos que não sou acostumada com pessoas sendo legais comigo.
- Você é nova aqui na escola ou na cidade também?
-Na cidade também, vim de Washington.
-Nossa, mas por que? – ela falou inocente e eu considerei contar meu pequeno segredinho mas não queria estragar as coisas logo no começo.
-Problemas familiares. – respondi simplesmente.
-Olha se não é a Ana sendo a educada cumprimentando os novatos. – um garoto gritou do outro lado da sala.
-Vai se ferrar Eduardo. – Ana disse e sorriu. Ele chegou perto dela e deu um beijo na bochecha dela. – Sai daqui seu nojento. – fiquei rindo da cara que ela fez.
-Oi, sou o Eduardo mas todos me chamam de Edu. – ele sorriu.
-Oi, sou Alice mas todos me chamam de Aly. – sorri educada. Ouvimos o sinal tocar e Ana foi se sentar em sua cadeira lá na frente e Eduardo se sentou do outro lado com alguns amigos. A aula foi tranquila e depois de umas 3 aulas tocou o sinal para o recreio. Já estava preparada pra ir pra algum lugar isolado e comer sozinha quando vi alguém do meu lado.
-Quer sentar com a gente? – Ana disse sorrindo.
-Claro – sorri. Porra, por que essa garota me fazia rir assim direto?
Me levantei e segui ela até uma árvore meio afastada onde alguém tinha estendido uma toalha como se fosse fazer um piquenique. Tinha além da Ana e Eduardo, dois meninos e uma menina.
-Gente, essa aqui é a Aly, aluna nova da minha turma. – ela me apresentou sorrindo – sejam legais com ela. – todos riram.
-Oi gente. – eu disse sem graça e me sentei ao lado de Ana.
-Sou a Andressa e esses são Gabriel e Samuel. – uma garota loira de olhos azuis disse.
-Me chama de Sam, Samuel parece que tão falando do meu avô. – um menino loiro de olhos verdes disse.
-Me chama de Gabe. – um menino moreno com olhos castanhos disse sorrindo.
Eu sorri tímida e comecei a comer observando eles em silencio.
-Isabella faz uma falta né – Andressa disse e Ana fez uma carinha triste que fez com que ela parecesse uma criança.
-Ainda não acredito que ela foi embora.
-AI MEUS DEUS ESSA LÉSBICA JÁ VAI CHORAR. – Gabe gritou e todos riram e eu olhei Ana. Lésbica? Como assim?
-Ai Gabe, se fode vai. – Ana disse rindo. – Quer assustar a menina? Eu nunca tive nada com a Isa, parem com isso.
-Tudo bem senhorita puritana vou casar virgem. – Eduardo disse e todos riram de novo.
Continuamos conversando e depois ouvimos o sinal avisando que o almoço tinha acabado. Voltamos para a sala e o resto do dia foi normalmente chato. Ao final arrumei as coisas e fui em direção à saída.
-Espera Aly. – ouvi Ana me chamar. Virei-me e encontrei ela correndo em minha direção – já vai pra casa?
-Estava indo e você?
-To indo, sua casa é por aqui? – ela disse apontando para a esquerda.
-Sim, umas três quadras pra lá. A sua também?
-Ahan, vamos juntas?
-Claro. – sorri e fui caminhando ao lado dela conversando sobres coisas aleatórias até chegar na frente de um prédio.
-Eu fico por aqui, quer subir comigo? – olhei as horas no meu relógio e ainda estava cedo.
-Se não tiver problemas.
-Claro que não, vem. – ela disse e eu fui atrás dela.
Pegamos o elevador e paramos no quinto andar. Ela saiu na frente e abriu a porta do 505.
-Entre senhorita. – ela disse fazendo uma reverencia e eu comecei a rir e entrei.
Ela foi ao quarto dela e eu fiquei na sala. Não era um apartamento luxuoso, mas era bem organizado. Coloquei minha mochila no sofá e fui atrás de Ana só que eu tropecei e acabei derrubando-a e caindo por cima dela no chão.
Ela me olhou assustada.
-Desculpa... – comecei a falar e ela começou a rir.
-Sem problemas Aly relaxa – ela disse sem parar de rir e eu comecei a rir também até perceber que ainda estava em cima dela. Me levantei rapidamente.
-Desculpa Ana, eu sou muito desastrada. – falei enquanto ajudava-a a se levantar.
- Sossega Aly, quer comer algo?
-Não, obrigada.
-Para de ser chata, vem aqui que eu vou pegar algo pra gente. – ela disse me puxando para a cozinha.
Reparei que ela tinha trocado de roupa e estava com um baby doll cinza com azul bem curto que deixava o corpo praticamente todo a mostra. Fiquei olhando ela enquanto ela procurava algo na geladeira.
-Tira uma foto que dura mais. – ela disse rindo e eu fiquei vermelha com vergonha. – não seja tímida, pega aqui. – ela estendeu um copo com iogurte de morango na minha direção e eu peguei.
-Obrigada. – disse tímida.
Depois desse momento constrangedor ficamos conversando por um tempo na sala. Descobri que os pais dela se separaram quando ela era pequena e que ela morava sozinha com o pai e ele passava a semana inteira fora então ela morava praticamente sozinha. Contei que tinham acontecido umas coisas e que eu tinha vindo morar com a minha tia enquanto a poeira baixava. Não quis mencionar ainda que era lésbica, não queria perder uma amizade como a dela.
Olhei em meu relógio e percebi que já estava meio tarde. Minha tia ia me matar. Me despedi de Ana e fui para casa.
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