I found love where it wasn't supposed to be...
2 Without my wings i feel so small
Notas iniciais
Trabalhando calmamente em sua mais recente pesquisa, Caitlin não esperava a lufada de ar que entrou no laboratório bagunçando seus papéis e cabelo. Antes que pudesse reagir ou até reclamar, a causa de toda aquela bagunça aproximou dela em passos rápidos puxando-a até que estivesse de pé e a abraçou, afundando o rosto entre os cabelos dela como se seu mundo fosse acabar caso ele não fizesse isso.
Ela estranhou, abrindo e fechando a boca várias vezes sem saber o que falar. Ele nunca tivera tal reação antes e o que tivesse acontecido só poderia ser bastante grave, sua mente conjurando mil e uma possibilidades, uma pior que a outra. Ele se afastou, apenas o suficiente para que pudessem se encarar, e Caitlin não pode deixar de notar que seus olhos se encheram com uma infinidade de emoções, a única que pode distinguir era uma determinação que não reconhecera.
Ele ignorou seu olhar preocupado, em vez disso, retribuindo com um dos seus, tentando memorizar cada detalhe e característica do rosto a sua frente.
“Oh graças a Deus.” E antes que ela pudesse questionar o que queria dizer, ele fechou o pouco espaço que ainda restava entre os dois e inclinou seus lábios contra os dela.
Barry estava beijando-a.
Deus amado, Barry Allen estava beijando-a
Caitlin estava em choque, os lábios dele se moviam contra os seus, os braços envolvendo sua cintura, puxando-a mais perto do que antes se é que isso fosse possível, instigando-a a responder o beijo. E lenta, mas seguramente ela fez.
Suas mãos subiram, descansando contra o peito dele, tendo o conforto da batida de seu coração debaixo de sua palma. Um sorriso nasceu nos lábios dele, enquanto ela começou a responder o beijo, aos poucos se soltando ao ponto que quando ele se afastou, suas respirações igualmente instáveis, seus olhos castanhos não desgrudavam dos lábios dele.
Seus olhos esverdeados se abriram e não desgrudaram dos dela enquanto ele descansou suas testas, o polegar acariciando a bochecha dele e seus longos dedos envolvendo nos cabelos castanhos. O peso do mundo aos poucos esvaindo-se de seus ombros.
Ele estava casa.
"O que ... o que foi isso?" Ela gaguejou a pergunta, uma leve nevoa nublava seus pensamentos e ela lutava contra a vontade de se lançar contra ele novamente e beija-lo até que ambos os pulmões gritassem por ar.
Lá no fundo Caitlin sabia que algo estava errado, mas ao mesmo tempo uma parte mais forte de si queria ignorar e aproveitar o momento, Barry a encarava com tanto amor e adoração, que ela só queria se perder nos olhos dele. Dane-se as consequências.
Mas antes que ele pudesse pensar em responder, outra lufada de ar e Barry não mais lhe segurava, em vez disso estava no chão alguns metros à sua frente com Barry o segurando pela garganta.
"Barry!" Ela chamou o velocista, pronto para pedir-lhe para parar quando um pensamento a atingiu.
Haviam dois Barry Allen na sua frente.
Que diabos?
“Quem é você? E o que estava fazendo com a Caitlin?” Barry rosnou, uma raiva que ela não reconhecera na feição do velocista. Já o outro homem, o que ela havia beijado, simplesmente riu.
“Foi mal Barry, eu deveria ter percebido que você não iria gostar de alguém beijando sua namorada, mesmo que esse outro alguém seja você mesmo.”
“O que você está falando?” O velocista questionou, a fúria irradiando dele e a confusão tomando conta dos dois. “Caitlin não é minha namorada.”
E como num piscar de olhos, a alegria do estranho desapareceu, um olhar de choque substituindo instantaneamente. “O que você quer dizer com ela não é sua namorada?”
“Nós somos apenas amigos.” Barry respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
“Oh não. Não, não, não. Isso não pode estar certo.” O estranho empurrou Barry, apenas o suficiente para se livrar do velocista e se aproximou de Caitlin, as mãos envolvendo os ombros dela e um desespero em seus olhos que ela jamais esperava. “Por favor, me diga que ele está mentindo.”
“É a verdade, eu sinto muito.” Caitlin desviou o olhar tentando trazer seu olhar frio e calculado de volta, mas a vergonha queimava em suas bochechas, aquele era o homem que ela tinha acabado de beijar e ele era completamente insano!
“Mas é 2016! Vocês deveriam estar namorando por quase três anos.” As palavras saíram como acusações, como se Barry e Caitlin estivessem completamente errados por não estarem um relacionamento romântico.
“Que diabos você está falando? E quem é você? Por que tem o meu rosto?” Barry questionou tentando ganhar o controle da conversa, mas era inútil. A verdade afetara o estranho mais do que eles poderiam imaginar e ele se virou ferozmente para o outro velocista.
“Eu não estou usando seu rosto idiota, eu sou você! Alguns anos no futuro.” Barry e Caitlin arregalaram os olhos e encararam o outro homem com novos olhares. Eram poucas as diferenças, mas agora era mais claro de ver. O viajante do tempo era mais musculoso e tinha mais linhas de expressões que o Barry atual. “Droga!” Ele começou a andar agitadamente pela sala, só parando ao chegar na morena, puxando-a de volta contra seu peito e enterrando a cabeça em seu cabelo, respirando o cheiro dela.
“Barry...” A voz de Caitlin tremeu um pouco, não tinha a menor ideia se estava chamando seu Barry ou o viajante do tempo, mas foi o que acordou o homem da névoa de confusão e o fez perceber quão tensa ela estava em seus braços.
“Desculpe.” Ele falou, relutantemente, soltando-a e dando alguns passos para trás. Sua expressão endurecendo e o brilho sumindo de seus olhos. “Você é minha fonte de conforto... Alguns hábitos são mais fortes que nós.”
“Está tudo bem.” Ela deu de ombros. “Eu só fui pega de surpresa.” Caitlin deu um suave sorriso, uma silenciosa permissão, que ele não deixou passar. Ao invés de ficar na frente dela, o viajante colou as costas dela contra seu peito e envolveu sua cintura com seus braços, descansando a palmas das mãos em seu estômago. Era uma pose que Caitlin já tinha visto em casais que estavam “grávidos” e ela teve que morder a língua para evitar de perguntar.
Eles já sabiam demais sobre o futuro e só Deus sabia os problemas que isso causaria.
“Nada disso faz sentido, o acelerador de partículas não deveria existir, muito menos estar funcional. Isso deveria acontecer daqui a cinco anos, pelo menos.” Ele revelou, sua mente começando a conectar os pontos, ignorando completamente os outros dois ocupantes da sala claramente confusos. “Droga, eu estou na linha do tempo errada.”
“Você é meu doppelganger. ” Barry afirmou surpreso. O único que conhecera foi o da terra 2 que estava casado com Iris e era seu completo oposto, então era um pouco bizarro conhecer alguém que na verdade se parecia com ele e era velocista. “O que aconteceu para você vir para em outra dimensão?”
“Eu estava bastante emocional quando utilizei a speedforce e ao invés de voltar no tempo, como era meu plano, acabei vindo parar em uma dimensão alternativa.” Ele desconversou. “Eu deveria ter limpado minha mente e focado no plano, mas não conseguia parar de pensar...”
“Em que?” Barry perguntou e Caitlin pode sentir o olhar do viajante sobre ela. O que tivesse acontecido que deixou aquele Barry perturbado daquela forma envolvia sua doppelganger.
Ela sentiu os dedos do viajante contra os seus e permitiu que ele envolvesse as mãos juntas, relaxando em seus braços ao sentir a aliança dourada no dedo anelar do velocista. Era algo surreal imaginar que ela e Barry estavam casados em uma dimensão paralela, que eles tinham um filho ou filha, eram uma família. Tudo o que ela mais desejava naquela dimensão era isso, uma família.
O que Caitlin não percebera foi que ambos os Barry notaram a mudança em sua postura, o viajante do futuro não escondeu o sorriso, iria aproveitar o máximo que podia e quem sabe até abrir os olhos de seu double. Já Barry examinava a cena a sua frente atentamente, a visão de Caitlin em seus braços, a cabeça apoiada em seu peito e completamente relaxada causavam uma erupção de emoções dentro dele.
“Você pode soltar ela agora.” O velocista escarlate não podia negar a bolha de ciúmes que crescia dentro de si, observando Caitlin confortavelmente com outra versão de si mesmo, quando ele estava bem ali. Deixava um sabor azedo em sua boca.
O viajante notou em seu tom de voz, e segurou a sorriso, encarando o homem mais novo com um olhar zombeteiro.
“Caitlin pode ser sua amiga.” Ele cuspiu a palavra como se fosse algo inconcebível de acontecer. “Mas ela é minha esposa, então eu prefiro continuar assim, se você não se importar.”
“Caitlin está bem aqui, então vocês podem parar de tratar ela como um objeto.” A morena se pronunciou olhando feio para os dois velocistas. “Você pode contar como a ‘gente’ aconteceu?”
“Acredito que não vai fazer muita diferença considerando que essa é uma dimensão paralela, então porque não.” Barry deu de ombros.
Ele começou contando sobre Nora Allen ainda estar viva e que por viver com seus pais, sua paixão por Iris foi algo pouco desenvolvido, já que suas interações foram bastante limitadas. Também contou sobre sua paixão pela ciência e como isso o levara a buscar uma carreira nesse ramo, o que consequentemente lhe rendeu uma oportunidade de trabalho no Star Labs.
Caitlin era a brilhante bioengenheira que ele iria trabalhar com. Uma mulher doce e gentil com todos, mas emocionalmente fechada. Não confiava seu coração a ninguém e poucos realmente a conheciam. O viajante contou como tinha se apaixonado pela mulher e como, com o tempo, ela começara a ter sentimentos recíprocos.
Também contou o quanto Henry Allen a adorava, os dois médicos muitas vezes entrando em seu próprio mundinho cada vez que uma nova invenção tecnológica era concretizada e uma vida salva, Nora a amava como se fosse sua própria filha, estavam sempre juntas, e o casal geralmente brincava que a família dele amava mais ela do que ele. A mãe e o irmão de Caitlin também adoravam Barry, a mulher sempre deixando claro o quão orgulhosa estava da filha e Charlie, o irmão mais novo dela, desde o começo deixara claro que se ele machucasse sua irmã iria se arrepender.
“Quando finalmente ganhei meus poderes, Cait é quem me confortava á noite quando as lembranças das vidas que não pude salvar vinham me atormentar.” Ele endureceu ao pensar nas vidas perdidas, apertando os braços na cintura da mulher. “Ela era minha âncora, a primeira e última coisa em minha mente e meu foco durante as missões. Volte para mim, ela sempre dizia antes que eu tivesse que ir.”
Enquanto Barry ia contando, os outros dois iam ficando sem fôlego com sua explicação, seus olhos automaticamente buscando o outro, deslumbrados com a intensidade que encontraram. Caitlin podia ver as lágrimas brilhando nos olhos de Barry, aquele poderia ser seu futuro caso não houvesse Eobard Thawne, sua mãe viva e uma vida feliz. Ela mesma precisava piscar as lágrimas que queriam se formar, a proximidade que sua double parecia ter com a mãe, enquanto ela teve que viver com uma mulher fria e cruel.
O coração de Barry chegava a doer só de imaginar sua mãe conhecendo Caitlin, de como tudo parecia perfeito, uma parte dele ansiava aquele encontro, aquela vida que parecia tão perfeita e tão distante da sua, anseio que ele suspeitava que não iria se dissipar com o tempo.
Já o viajante ficou observando-os, havia uma grossa atmosfera no local depois de tal revelação, mas principalmente uma tensão entre seu double e a mulher em seus braços. Também havia uma guerra dentro de si, parte dele queria agarrar-se a Caitlin e nunca soltar, outra não queria interromper a silenciosa comunicação que ocorria entre os dois naquele momento. A conexão entre Caitlin e aquele Barry era forte e inegável e sua vontade era de exigir respostas, afinal como era possível que não tinham se dado uma chance? Como ainda não tinham explorado a química que era clara entre eles? Eventualmente sua curiosidade foi mais forte.
“Vocês dois estão solteiros, certo?” Ele perguntou esperançoso, se tivesse que ser o empurrão necessário para os dois ficarem juntos, ele seria. E esperaria que pelo menos naquela dimensão tivesse um final mais feliz que o seu. Sua esperança, no entanto, não durou muito ao notar os olhos de Barry recaírem sobre Caitlin e os dela irem para seus sapatos. “Certo?”
“É complicado.” Ela respondeu, procurando como explicar.
“Quem?” Barry do futuro rosnou, incapaz de reprimir sua natureza possessiva e Caitlin estremeceu ao sentir as vibrações em suas costas.
“Ei! Mantenha a voz baixa.” Barry rosnou de volta para seu double, não gostando nem um pouco da forma que ele estava falando com sua... er... Caitlin.
“Quem?” Ele repetiu a pergunta mais calmo, mas ainda podia sentir a raiva correndo em suas veias, a ideia de perde-la para qualquer outra pessoa era absolutamente inaceitável. Principalmente quando era obvio que Caitlin tinha sentimentos por seu doppelganger.
“Eddie Thawne.” O detetive que sacrificara sua vida para salva-los, mas na verdade sobrevivera e fora mantido em uma máscara de ferro por meses no covil do Zoom. Não era uma relação per ser, era mais algo carnal por conforto, ambos foram vítimas do mesmo monstro e não eram mais a mesma pessoa de antes.
“Você só pode estar de brincadeira comigo.” Barry do futuro rosnou. “Cobalt Blue, sério?! Dude, você precisa se apressar e fazer algo nesse exato momento. Eu quase a perdi para ele uma vez, não vou permitir que ele tenha sucesso nessa linha do tempo.”
“Ok, dude, eu não sei o que acontece na sua terra, mas Eddie aqui é um cara do bem. Nosso amigo.” Barry explicou com um sorriso, mas voltou a ficar serio com o olhar do viajante do tempo.
“Eu não me importo, não perca Caitlin para ele... ou qualquer um outro. Por que mesmo você iria passar uma mulher maravilhosa como ela?”
“Por mais que eu tenha adorado o elogio, você não acha que essa decisão deveria ser minha e dele? No entanto, você está agindo como se Barry só precisasse estalar os dedos e eu cairia de amores por ele.” Caitlin se pronunciou, afastando do homem e encarando-o com os braços cruzados.
“Oh eu sei que não é fácil assim Cait, por experiência própria, mas eu também sei que você vale mais do que a pena qualquer esforço. Infelizmente, meu amigo Barry é claramente cego.”
“Então por que você está aqui e não com ela?” Barry perguntou tentando mudar de assunto. “Sua Caitlin.” Ele passou os braços pela mulher e a afastou do viajante vendo que ele já ia com os braços abertos na direção dela.
Chega de ficar agarrando sua... er... Caitlin.
“Porque ela está morta.” Barry respondeu friamente. Seu coração falhou uma batida ao lembrar de sua doce esposa nos últimos momentos. “Ela se foi por minha culpa e eu quis corrigir. Sabia que não poderia mudar o acontecimento em si, mas se voltasse um pouco no tempo e desse alguns conselhos para meu eu mais novo, talvez tivesse uma chance de salvá-la.”
“O que... O que vai acontecer com a Caitlin?” Barry perguntou tentando controlar as batidas de seu coração que ficaram irregulares ao ouvir tal notícia, a poucos meses perdera seu pai, não iria permitir que outra pessoa importante morresse, não por sua causa.
Não iria perder Caitlin.
“Eu não tenho certeza.” O viajante respondeu confuso. “Tudo é diferente nessa linha do tempo, o acelerador de partículas não deveria estar pronto, não deveríamos ter nossos poderes e vocês dois... bem, vocês sabem.” Ele suspirou frustrado. “Eu não sei se isso vai acontecer aqui, não sei o futuro de qualquer um de vocês dessa linha do tempo.”
“Você não pode nós oferecer nenhum conselho?” Barry perguntou descrente, o pensamento de perder Caitlin era inaceitável, iria protege-la com sua vida se fosse necessário.
“Sim, mas não para você.” O homem se aproximou de Caitlin, passando as mãos pela cintura dela e fechando qualquer espaço entre os outros, ignorou o for real? do velocista ao seu lado e encarou as duas órbitas castanhas que lhe encaravam em um misto de preocupação e curiosidade.
“Minha vida nunca será completa sem você, por isso nunca, nunca, decida colocar minha vida acima da sua. Por favor.” Ele implorou, sua feição angustiada implorando que a morte de sua esposa não se repetisse naquela linha do tempo.
Faça o que quiser comigo, mas deixe-o em paz.
Por favor, deixe-o ir, por favor!
“Você sabe que eu não posso fazer isso.” Ele abaixou a cabeça em derrota, já esperava aquela resposta. Caitlin Snow não sei Caitlin Snow se não arriscasse a própria vida pelas pessoas que ama.
“Eu sei, mas valeu a tentativa.”
E o silencio tomou conta do local, o viajante observando cada movimento dela, cada detalhe e característica, como se fosse a última vez que iria vê-la.
E de certa forma, poderia ser.
“O que você vai fazer agora?” Barry quebrou o silêncio, era obvio que ele não poderia ficar ali por muito tempo ou poderiam ter consequências catastróficas em ambas as dimensões.
“Tentar meu plano novamente e com sorte não parar em outra dimensão paralela.” Ele aproximou de Caitlin sussurrando algo em seu ouvido, rindo quando ela ficou vermelha e uma última vez a beijou com vontade. Se não conseguisse salvar sua esposa, aquela era a única oportunidade que teria e não iria desperdiçar por nada. Sorriu apreciativo quando o pulso dela aumentou e se deleitou com a sensação da mão dela subindo para sua blusa social e segurando com força, o coração batendo mais forte quando um baixo gemido escapou de seus lábios quando ele se separou.
“Espere por nós, ok?” Ele se virou para Barry e o encarou sério. “Não seja estúpido.”
Caitlin e Barry então assistiram o velocista correr para fora do local, em direção ao seu tempo e universo. O coração da mulher se quebrando ao pensar que ele poderia voltar para um universo em que sua esposa estaria morta.
Piscando repetidamente, ela percebeu que Barry passara a encara-la com um olhar contemplativo. O vermelho em suas bochechas voltara com força e ela abaixou a cabeça deixando os cabelos cobrirem seu rosto enquanto retornava a sua mesa e pesquisa.
Trabalho, era tudo que precisava para esquecer tudo aquilo, talvez uma boa dose de tequila e se nada resolver, uma ligação para Eddie. Não podia e nem se permitiria parar para analisar tal experiência, porque no final iria acabar destruída. Barry amava Iris. Eles iriam se casam em alguns anos...
Ela e Barry não tinham a menor chance naquela dimensão.
“O que está te incomodando?” A voz de Barry a surpreendeu, fazendo-a pular de sua cadeira.
“O qu... nad... Porque você está perguntando?” Ela tentou soar tranquila, mas falhara miseravelmente.
“Você está mordendo seu lábio inferior.”
Caitlin deu de ombros suspirando tristemente. “Só pensando em como nossas vidas poderiam ter sido.” O tom melancólico em sua voz agitou algo dentro dele, algo que ele tinha certeza que estaria acontecendo com mais frequência.
Agora que tinha visto como um relacionamento com ela poderia ser, a possibilidade, o sentimento que tentara engavetar meses atrás quando Ronnie reaparecera e ela se tornara a Sra. Raymond começava a voltar.
“Bem, você prometeu esperar, não é?”
“Sim, eu prometi.”
“Eu prometi que deixaria de ser estúpido.” Barry respondeu com uma piscadela.
Ele tinha a ligeira impressão de que Caitlin não iria esperar por muito tempo.
Fale com o autor