I don't care

2 Take me home - Part 2


Notas iniciais
HEEEY! Já falei que amo vocês pra caramba? Então, amo vocês pra caramba! Eu queria, antes de tudo, agradecer quem leu, comentou, recomendou, favoritou a fanfic e tal. Eu fico muito, muito, muito feliz com isso... porque algumas pessoas me fizeram desacreditar nas minhas histórias, me fizeram desacreditar que eu podia fazer algo envolvente. Talvez algumas dessas pessoas possa estar lendo isso agora, mas eu não me importo. Eu nunca desmereci a fanfic de ninguém, nunca tentei colocar para baixo alguém que amasse escrever. Sabe por quê? Porque as fanfics são o que me mantém sã, o que me acalma e me impede de chorar. E e eu sei que para muitas pessoas, escrever fanfic é uma válvula de escape. Por isso eu nunca faria para ninguém o que fizeram comigo e minhas amigas. Não estou me fazendo de coitada nem as fazendo de coitadas, todas erramos... mas por nenhum segundo sequer, nós desmerecemos alguém ou a impedimos de seguir fazendo o que amavam. Enfim, essa fanfic é um reflexo de que eu não vou desistir do que eu amo porque algumas pessoas me julgaram sem me conhecer. Essa fanfic é um presente para a pessoa (junto à Gryphon) que me manteve firme no Nyah, Thaty Hanayume. Eu não quero nome (cara, pra quê?), não quero 500 reviews e 20 recomendações, sei lá)... eu só quero poder escrever com prazer, sem achar que isso é ruim. Quero escrever o que estou sentindo. Só isso. Agora quem precisa de nome para se sentir bem, ok, fique com seu nome. Se precisa fazer as pessoas perderem o que amam pra se sentir bem... Tente, porque a partir de agora ninguém vai me fazer parar. Thaty, depois que você apareceu, eu tive orgulho de ser Aomine Daiko, eu acreditei um pouco mais no que escrevia. Pode não ser uma perfeição ou o que for... mas é sincero. Então eu agradeço de coração por ter me ajudado da forma que me ajudou. E essa fanfic é o meu agradecimento. PS.: OBRIGADA PELAS RECOMENDAÇÕES, GENTEM *O* MDS

Me desculpe, Kise. Não vou poder ir, sinto muito mesmo.

Kasamatsu olhou a mensagem antes de enviá-la. E então enviou. Já estava na metade de seu curso em Tóquio, havia se despedido de todos os seus amigos, menos Aomine, havia tomado muito cuidado para não vê-lo. Agora Kise estava indo estudar na França e faria uma festa de despedida, a qual Kasamatsu não sentia vontade alguma de ir... principalmente para não ver Kise e Aomine juntos.

Estar longe pensando que eles estavam muito bem já era o suficiente para si. Nem naqueles últimos meses na faculdade conseguira esquecer Aomine, sua mente sempre o levava para a noite que dormiram juntos. E sempre acabava se envolvendo com algum cara que lembrasse o moreno. Era insuportável.

Mas não podia evitar; seus sentimentos por Aomine haviam ganhado proporções que até ele achava serem impossíveis. Então estava se dedicando como nunca aos estudos, era o melhor da classe e até mesmo participava do time de basquete, embora pedissem, nunca entrava para o time oficial. Não queria se envolver tanto, então apenas treinava com os jogadores oficiais.

Naquela noite estava em um barzinho com alguns amigos, estavam comemorando o resultado final do semestre. Haviam passado, alguns raspando em poucas matérias, outros, como Kasamatsu, não tiveram problema algum para passar de período. Riu baixo observando um amigo tentar cantar uma garota do bar, sem sucesso.

– Oi, Kasamatsu! – O mesmo cambaleou até si, passando o braço por seus ombros. – Sei que tu é gay, mas aquela ali é muito gata, não é? – E apontou para uma garota passando por eles e o menor riu enquanto acenava.

– Deixa as meninas, cara – revirou os olhos e bebeu um gole de sua tequila.

– Ah, qual é! – Riu seu amigo e então o mesmo se afastou e Kasamatsu o observou ir atrás da garota e balançou a cabeça devagar.

– Vai voltar pra sua cidade? – Perguntou outro amigo, aliás, seu melhor amigo da faculdade.

– Não... vou ficar aqui até o próximo período – suspirou longamente e apoiou o cotovelo no balcão. – Não tenho motivos para voltar e seria cansativo demais.

– Entendo... – o outro sorriu fraco.

E então Kasamatsu decidiu ir embora, aquela conversa o levaria para momentos que não queria recordar. Abraçou o amigo e começou a caminhar para a saída, agradecendo pelo dormitório ficar próximo ao barzinho onde costumavam beber. Caminhou em silêncio, escutando sua respiração e foi aquilo que o fez pensar em Aomine novamente. Lembrava-se como ele respirava rápido ao pé de sua orelha, grunhindo baixo.

– Não, Yukio... não pense nele – murmurou apertando as mãos dentro dos bolsos e então aumentou a velocidade dos passos. Não podia pensar mais em Aomine. Estava chegando ao seu limite, definitivamente.

Um mês depois...

Aomine seguia o supervisor de dormitório, era um homem alto e de meia idade, parecia bem carismático. Estava um pouco perdido ainda, era tudo muito grande ali, mas sabia que logo se acostumaria. Havia gente de todo tipo naquele lugar, o que em parte era bom, mas já sabia que não se daria bem com muitas pessoas... fazia algum tempo que já não era tão sociável.

– Bem, o seu quarto fica no quinto andar – o homem foi até o elevador e o seguiu até lá ainda em silêncio.

Ao chegarem ao quarto, o homem bateu na porta e então outro garoto abriu. Aomine o encarou com um pequeno sorriso, entretanto o sorriso de ambos sumiu assim que seus cérebros processaram a informação de quem estava ali.

– Este é Kasamatsu Yukio, seu veterano e companheiro de quarto. Kasamatsu, este é Aomine Daiki. Mostre tudo a ele e fale as regras, ok? Até mais – e então o homem se afastou, deixando Aomine e Kasamatsu na porta do quarto. Mesmo depois que o homem entrou no elevador, o contato entre os garotos não mudou, ainda estavam espantados.

– O... o que está fazendo aqui? – Perguntou Kasamatsu com os olhos arregalados.

– Eu vou estudar na Faculdade de Tóquio. Não sabia que estava estudando aqui – Aomine franziu a testa. – Kise disse que estava em Hokkaido.

– Pedi para ele mentir para todos – o menor passou uma mão pelo rosto e se afastou, dando espaço para o maior passar. – Pode entrar.

– Obrigado... e por que pediu para ele mentir? – Aomine deixou as coisas em um canto e encarou o menor. Não podia acreditar que realmente estava ali com ele, ficou tanto tempo pensando em Kasamatsu e já havia enfiado em sua cabeça que jamais o veria novamente. Ou demoraria muito, muito tempo.

– Porque eu quis. Só isso – Kasamatsu retirou uma das chaves do chaveiro que usava e entregou a Aomine. – Aqui, a chave do quarto... Aquela ali é a sua cama e aquele é seu armário – murmurava o menor apontando para as coisas enquanto falava. – Bem vindo e parabéns por ter entrado na faculdade.

– Não precisa agir tão sério assim comigo – murmurou Aomine colocando suas coisas na cama ao lado da de Kasamatsu.

– Não estou sério... – o menor respirou fundo e sentou-se na cama à frente da de Aomine, encarando os olhos azuis mais escuros que os seus. Muitas coisas se passavam em sua mente e ao mesmo tempo, nada. Não conseguia acreditar que teria de dividir seu quarto com Aomine... não conseguia acreditar no quão sádico o futuro poderia ser. – Como está o Kise?

– Bem, ele vai para os Estados Unidos em alguns dias – Kasamatsu acenou comum sorriso, ficava feliz pela carreira do loiro estar subindo.

– Entendo – ficaram em silêncio por vários minutos, apenas trocando um olhar fixo e confuso. Até que Kasamatsu suspirou e passou as mãos pelo rosto. – Eu não consegui esquecer. Não consegui esquecer desde o momento que saí da sua casa. Eu alimentei o que não devia ter alimentado, Aomine. Então, por favor, pede para ficar em outro quarto... ou sei lá, não fala comigo – Kasamatsu sentiu sua garganta fechar. Não era possível que o maior voltara justamente quando estava tão perto de esquecê-lo de vez.

O menos respirou fundo e olhou para baixo, o silêncio entre ambos foi quase como um choque de realidade, havia acabado de se declarar para Aomine. E já fazia muito tempo que não o via, que haviam tido alguma coisa. Foi rápido demais e agiu sem pensar... mas também sabia que não conseguiria esquecer por muito tempo, não com o maior dormindo na cama ao lado.

Simplesmente falhara em tudo que conseguiu evoluir nesse ano longe de Aomine. E o que mais o irritava era que seus sentimentos haviam crescido pura e simplesmente por conta de uma única noite. Embora sentisse alguma atração por Aomine antes, era algo que não alimentava esperança alguma, algo que não pensava... mas depois daquela noite tudo havia ficado tão diferente, tão intenso e forte. Mal podia se reconhecer.

Levantou-se e caminhou para a porta, tinha que pensar e ficar ali, sentindo o cheiro de Aomine não o ajudaria em nada. Pegou um casaco que estava jogado sobre sua mesinha de estudos, seu olhar passou rapidamente pelo maior, que continuava sentado olhando para o lugar onde Kasamatsu estava sentado antes. Mordeu o lábio inferior e finalmente saiu do quarto, deixando o maior com seus pensamentos.

Kasamatsu não sabia a quem recorrer, havia deixado o celular dentro do casaco e não podia ir ao quarto de nenhum dos seus amigos, sempre tinham visitas. Mas também não tinha certeza se queria alguma companhia naquele momento, por isso apenas correu para fora do alojamento e comprou algumas besteiras na barraquinha que havia em frente ao dormitório e então voltou a caminhar pela faculdade, observando os campi por onde passava, até decidir parar em um deles, que aliás era o seu, para ficar algum tempo no terraço.

E lá poderia chorar o quanto seu corpo permitisse.

Enquanto isso Aomine continuava digerindo as palavras de Kasamatsu no quarto. Não conseguia parar de pensar em tudo que havia acontecido até aquele momento, em tudo que pensara antes e em tudo que poderia acontecer daqui para frente. Estava um tanto abalado com a revelação de Kasamatsu, mas não por repudiá-la e sim por ser totalmente recíproco.

Acabara por adquirir sentimentos pelo antigo capitão de seu ex-namorado. Sim, havia terminado com Kise há certo tempo, ambos haviam decidido que aquele namoro não duraria e já não os fazia tão felizes quanto antes, o loiro havia admitido estar interessado em outro homem, mas nunca havia mostrado isso a ninguém por conta de seu relacionamento com Aomine e então o mesmo revelou seus sentimentos por Kasamatsu, mesmo sabendo que não o veria tão cedo (o que achava na época).

Kise aceitou aquilo pacificamente, entendeu e ficou feliz por seu namoro com Aomine ter terminado com eles amigos, ainda mais amigos do que antes. Eram praticamente os diários um do outro, confiavam muito no que tinham e dariam apoio um ao outro sempre que precisassem. Talvez aquele fosse o momento para ligar para o loiro... e foi o que Aomine fez.

Olá, Aominecchi! – Falou a voz animada do loiro.

– Por que não me contou que Kasamatsu estava em Tóquio? – Perguntou o homem de cabelos azuis.

Ah, essa foi bem rápida. Ele me pediu para manter segredo... não achei que fossem se encontrar tão cedo – ouviu Kise suspirar do outro lado da linha e repetiu o ato do loiro.

– Estamos no mesmo quarto. Ele é meu veterano. Não acredito que isso está acontecendo...

É tão ruim assim, Aominecchi? Pense... você poderia tentar conquistá-lo, oras. O Kasamatsu-senpai é um cara legal, tem a cabeça quente, mas é legal. Tente conversar com ele, mas não agora... vá mostrando aos poucos o que sente, seja gentil, conquiste ele primeiro – Aomine riu baixo, típico de Kise.

– Ele se declarou para mim agora a pouco – escutou Kise prender a respiração. – Disse que já tem um tempo – pensou em contar a verdade, mas mesmo gostando de outro, Kise não o traíra, não podia contar. – Não sei como agir...

Você é idiota?! Se ele gosta de você, simplesmente fique com ele... explique o que sente, tente conquistá-lo mais ainda, faça as coisas aos poucos... Aominecchi, você já foi um conquistador muito melhor – Kise riu do outro lado da linha. – Só faça o que tem que fazer, ok? Beijo, tenho que ir, o Ian está me esperando.

E então a linha ficou muda.

Aomine jogou o celular a na cama e grunhiu baixo um pouco irritado. Olhou para as suas coisas e decidiu pensar enquanto arrumava tudo. Ficou algumas horas ajeitando tudo da forma que queria, até sentir-se cansado o suficiente para tomar um banho e tentar descansar um pouco. Perguntava-se o tempo todo durante o banho onde estaria Kasamatsu, não tinha seu número de telefone, não conhecia nada ali... não poderia contatar ninguém para achá-lo. Só restava esperar.

Saiu do banho usando apenas um short preto, agradecendo aos céus por ter um banheiro em cada quarto, mesmo que pequeno. Suspirou ao adentrar o quarto novamente e não encontrar um sinal sequer de Kasamatsu, então apenas deitou-se na cama e esperou, mas as horas foram passando e, sem perceber, Aomine acabou por dormir.

Na manhã seguinte, Kasamatsu não estava lá, então Aomine decidiu dar uma volta pela faculdade. E foi assim por algum tempo, mal se viam e sempre que estavam juntos no quarto, Kasamatsu arrumava um jeito de fazer o que precisava o mais rápido possível e ia embora. E então depois de um tempo o maior simplesmente parou de tentar chamar a atenção de Kasamatsu ou de falar com ele, fingiam que um não existia para o outro. E seguiram assim por muitos dias, alguns meses...

Kise já havia gritado com Aomine no telefone algumas vezes por ele deixar a situação ganhar uma proporção tão grande, mas o maior simplesmente não sabia o que fazer, não sabia como conquistaria Kasamatsu para então se declarar. E aquilo estava acabando consigo. Passava noites observando-o dormir até conseguir, enfim, adormecer. Só conseguia pensar no menor, nem ao menos ia às festas da faculdade. Apenas estudava e observava Kasamatsu.

Até que um dia Kasamatsu voltou bêbado para o quarto. Aomine olhou para ele apenas por causa do barulho que havia feito, estava estudando quando o menor chegou tropeçando. Encararam-se por alguns segundos e então Kasamatsu começou a rir, riu até ficar sentado no chão.

– Seria irônico se transássemos agora – falou o menor ainda rindo, sua voz saía arrastada. Aomine o encarou por mais alguns segundos e voltou a olhar suas folhas. – Ah, sim, você começou a fingir que eu não existo, desculpa.

– Porque você quis assim – resmungou o maior revirando os olhos, estava irritado.

– Claro que eu quis assim! Não tenho motivo algum para ficar sofrendo por um idiota como você mais do que já sofro – e então o menor começou a soluçar enquanto tentava limpar as lágrimas do rosto. – Não tenho que ficar ouvindo você falando com o Kise, não...

– Nós terminamos há mais de sete meses... não tenho nada com o Kise, somos melhores amigos – Aomine levantou-se e foi até o menor com um sorriso simples. – Vem, vou te levar para o banheiro, é melhor você tomar banho e dormir.

Aomine cuidou de Kasamatsu pelo resto da noite. O cobriu para que não ficasse doente e esperou até que dormisse para sair de perto do menor, e então passou o resto da noite encarando-o.

Pela manhã, a primeira coisa que Kasamatsu viu foi o rosto de Aomine, ele o encarava intensamente, não soube o que fazer, lembrava-se de como o maior cuidou de si, mesmo depois de ter falado algo um tanto ruim para ele... e havia aquilo sobre ele e Kise terem terminado. Suspirou baixo e sentou-se de frente para Aomine.

– Fale o que precisa me falar... – murmurou, queria acabar com aquela tortura logo.

– Eu também não esqueci – o maior falou calmamente, fazendo Kasamatsu arregalar os olhos em surpresa. – Eu gosto de você, na verdade, depois daquele dia, acabei alimentando sentimentos. Mesmo com Kise, eu não conseguia parar de pensar em você e naquela noite... e então eu e Kise terminamos e eu contei para ele o que sentia por você. Ele tenta me apoiar da forma que pode, mas você nunca me deixa falar com você, nunca me deixa explicar o que eu sinto antes de me julgar. Eu gosto de verdade de você, Yukio.

Aomine sorriu fraco, um sorriso tão calmo e doloroso que até assustou o mais velho. Kasamatsu colocou as mãos sobre o rosto e começou a rir enquanto novas lágrimas preenchiam seus olhos. Como havia sido estúpido! Porque simplesmente fugiu? Porque não o deixou falar antes? Foi tão, tão, tão burro!

– Hey... – Aomine o chamou, fazendo-o encarar o maior. – Que tal sair comigo? Podemos começar certo agora... – o menor limpo os olhos e riu mais um pouco.

– Acho que sim.

~x~

Aomine colocou as mãos dentro dos bolsos do casaco, estava muito frio naquele dia. Estava esperando o menor em frente ao restaurante que haviam combinado de jantar naquela noite, até teria acompanhado o menor para virem juntos, mas ambos teriam de fazer pesquisas antes de irem e a de Kasamatsu demoraria mais.

Olhou para o relógio em seu pulso e suspirou, Kasamatsu estava atrasado, mas havia recebido uma mensagem do mesmo avisando que demoraria mais alguns minutos, estava no trem já. Apertou as mãos dentro do casaco, estava um pouco nervoso, aliás, muito nervoso. Não haviam conversado muito depois da declaração de Aomine, apenas ficaram quietos remoendo os pensamentos.

Sorriu fraco lembrando-se do quão corado o menor havia ficado corado com sua declaração e surpreso também. Riu fraco, estava feliz, quem sabe não poderia se estabilizar com Kasamatsu.

– Hey, desculpa a demora – escutou a voz de Kasamatsu e olhou para o lado, encontrando os olhos azuis brilhantes. Sorriu fraco e acenou.

– Boa noite – Murmurou antes de beijar a bochecha do menor, fazendo-o corar em dois segundos. Acabou rindo da reação do menor e indicou o restaurante coma cabeça. – Que tal irmos jantar? Deve estar com fome.

– Muita, na verdade – o de cabelos negros admitiu com um riso baixo e então passou a seguir Aomine, que entrava no restaurante. Escolheram uma mesa em um canto, não era um restaurante caro ou bonito como aqueles dos filmes, mas era confortável e Kasamatsu sabia que a comida era muito boa ali. – Não sei o que pedir... – resmungou olhando o cardápio e Aomine sorriu fraco.

– Meu favorito sempre foi o 36, mas que tal pedirmos um festival? Assim podemos comer o quanto quisermos e tal...

– Ótima ideia – Kasamatsu sorriu fechando o cardápio. Viu Aomine chamar um garçom que anotou o pedido e então saiu de perto dos dois. Suspirou e retirou o celular do bolso, deixando-o silencioso, não queria ter de falar com outras pessoas... tinha de se resolver de uma vez por todas com Aomine. – Me esperou muito?

– Não, também não cheguei na hora – mentiu o maior com um pequeno sorriso. – Como foi no laboratório?

– Ah, tudo bem, parece que está quase no final – suspirou aliviado enquanto brincava com um guardanapo. – Mas e você?

– Eu estou com um pouco de dificuldade, mas um colega está me ajudando bastante – deu de ombros e suspirou. – Só quero terminar aquilo logo e passar de período.

– Todos querem – riram juntos e Kasamatsu suspirou. – Por que escolheu esse curso?

– Não sei... eu queria ser policial, mas decidi fazer alguma faculdade, então entrei nessa. Até gosto um pouco de química – sorriu fraco e olhou para o menor que também estava sorrindo. – O Ryouta foi embora ontem, sabia? Ele parecia feliz...

– Imagino – o menor abaixou a cabeça. – Não sente saudade dele? – Aomine observou a expressão de Kasamatsu por alguns minutos e deu um sorriso sincero.

– O Ryouta foi uma das melhores pessoas que apareceram na minha vida, sabe... ele foi um amigo muito importante e me ajudou em muitas coisas, não sei o que teria sido de mim sem ele. E foi um homem que amei, amei muito – Aomine sorriu fraco com algumas lembranças e Kasamatsu engoliu seco, mesmo que não quisesse, acabou sentindo um pouco de ciúme. – Eu sempre vou sentir falta dele, mesmo quando está me irritando... ainda somos amigos muito próximos, mas o que tínhamos acabou. Muitas pessoas pensam que o fim é algo ruim, mas sei lá, só não era para ficarmos juntos daquela forma mais, entende? Ainda somos muito amigos e vamos continuar assim, ele está feliz com o cara que se apaixonou e eu... bem... eu estou aqui.

Kasamatsu prendeu a respiração por alguns segundos por conta do olhar que Aomine lhe lançava, era intenso demais. Olhou para o lado sentindo seu rosto esquentar. As coisas simplesmente não faziam lógica em sua cabeça.

– Não tem lógica você gostar de mim por causa de uma noite de sexo... isso é desejo – falou um pouco chateado.

– Não, eu sei o que sinto – Aomine suspirou e parou de falar enquanto o garçom os servia. Agradeceu e então o garçom saiu com um sorriso educado. – Eu não simplesmente comecei a gostar de você depois daquilo... na verdade, eu tentei esquecer de todas as formas possíveis, mas não deu certo, aí comecei a perguntar sobre você, enfim... essas coisas. Aí eu tentei me acostumar com o fato de que não iríamos nos ver e nos conhecer melhor. Mas... mas aí eu te encontrei na faculdade. E isso fez tudo aquilo que eu estava alimentando voltar. Eu não te chamei aqui para nos declararmos, irmos para o dormitório e acabar fazendo sexo de novo. Eu quero te conhecer melhor... só isso.

– Entendo – o veterano suspirou e começou a comer lentamente, pensando nas palavras de Aomine, aquilo o fazia se sentir bem melhor e mais calmo em relação a tudo aquilo. – Então... qual sua pizza favorita? – Perguntou com uma risada, fazendo o maior acompanhá-lo.

E ficaram conversando pelo resto da noite sobre coisas banais e outras muito mais importantes. Ficando surpresos com o que cada um conhecia ou gostava, jamais pensariam aquelas coisas um do outro. E, mais do que isso, descobriram que até havia algumas coisas em comum, poucas, mas algumas.

Kasamatsu notou que Aomine não era o cara tão ruim quanto parecia, na verdade, era um homem muito sério às vezes. Ou talvez esse último ano o tenha mudado muito. De certa forma, ainda tinha medo do que poderia acontecer entre ele e Aomine, mas também não queria parar apenas por medo. Queria deixar as coisas acontecerem como fossem para acontecer.

Depois do jantar, decidiram comprar algumas bebidas e beber no alojamento (embora fosse proibido, ninguém revistava ninguém, então muitos alunos entravam com bebidas e até drogas no alojamento). Mas não beberiam muito, então apenas compraram duas garrafas de vinho. Riam de coisas idiotas durante o caminho, falando sobre coisas que já haviam acontecido, seja no colégio ou na faculdade. Falaram sobre jogos, e coisas que gostavam.

E, por momento algum, pensaram ou falaram sobre qualquer tipo de relacionamento ou sentimentos. Estavam apenas aproveitando o momento que tinham um com o outro. E continuaram assim até chegarem ao quarto. Aomine sentou-se no chão entre sua cama e a de Kasamatsu, deixando as garrafas no chão e então retirou o casaco, Kasamatsu repetiu seu ato antes de sentar ao seu lado com dois copos descartáveis que haviam pegado no térreo.

Aomine encheu os copos e deixou a garrafa de lado e então olhou para o menor enquanto erguia o copo para um brinde.

– A...? – Perguntou Aomine com um sorriso, fazendo Kasamatsu sorrir e franzir a testa.

– Não sei – riram juntos e então o menor respirou fundo. – A nós, por que não?

– Sim, a nós – e então brindaram com os copinhos brancos e deram o primeiro gole. Aomine deixou seu corpo relaxar e suspirou, havia sido um dia puxado até, sentia todos os seus músculos doendo ao relaxar. – Gostou do jantar? – Perguntou casualmente olhando para o menor, que também estava encostado à sua cama completamente relaxado.

– Sim, sim... a comida estava ótima – sorriu dando mais um gole no vinho, era barato, mas muito bom. Bem que Aomine conhecia dessas coisas.

– E a companhia? – Brincou o maior com um sorriso e canto, fazendo Kasamatsu sorrir também e depois dar uma risada baixa, causando curiosidade no maior.

– Hm... não sei, acho que a companhia é muito curiosa – Aomine revirou os olhos e riu.

– Ah, qual é, me diz.

– O que quer saber?

– Sei lá... se minha companhia é agradável – deu de ombros e encarou o menor, que, repentinamente, ficou sério e sentou-se de frente para Aomine com as pernas cruzadas. O maio apenas acompanhou seus movimentos com os olhos.

– É sim... muito. Mais do que eu esperava, até – sorriu fraco. – Acho que eu tinha a impressão errada sobre você.

– Acho que quase todo mundo tem – o maior inclinou a cabeça para o lado e deu de ombros. – Eu não era o cara mais legal do mundo, afinal. Mas mudei bastante.

– Entendo.

– Mas você também é diferente do que eu esperava... digo, achei que fosse mais irritado com a vida – Aomine riu e terminou seu vinho, pegando a garrafa para encher mais o copo.

– Bem, eu era muito, agora eu só... sei lá, não tenho motivo pra me irritar. Só fiquei um pouco mais fechado, acho – deu de ombros e terminou seu vinho também, estendendo o copo para Aomine enchê-lo. – Mas e a minha companhia? É boa?

– Quem sabe... – foi a vez de Kasamatsu revirar os olhos e rir enquanto abaixava a cabeça. Aomine o encarou por alguns segundos e suspirou aproximando-se do menor, que apenas encarava-o seriamente. Mas o maior não parou de se aproximar, deixou o copo no chão e sua mão parou sobre a bochecha do menor, acariciou a pele do local com os dedos e sorriu fraco, estava quente. Seus lábios pararam próximos aos de Kasamatsu e então suspirou. – Eu posso?

Kasamatsu arregalou os olhos por alguns segundos sentindo seu coração acelerar, todo seu corpo pareceu eletrizar com aquilo. Não sabia o que fazer. Olhou para o lado e pensou se deveria ou não. Mas ter Aomine não perto era complicado para si... sabia que, no fim, acabaria cedendo ao que o maior queria. Então apenas fechou os olhos e acenou devagar, esperando pelos lábios do maior.

Os lábios de Aomine tocaram os seus com calma, sentiu o cheiro do vinho e a textura dos lábios do maior, totalmente diferente de quando estava bêbado pela última vez; suspirou quando o maior deslizou os lábios pelos seus com lentidão, fazendo-o sentir arrepios com a maciez causada pelo vinho. Suspiraram juntos.

– Daiki... – Kasamatsu sussurrou enquanto soltava o copo, deixando-o de lado; suas mãos subiram pelos braços de Aomine até pararem em seus ombros, olhou para os lábios do maior e sorriu fraco enquanto balançava a cabeça devagar. – Talvez seja rápido demais, talvez daqui uns dias ou sei lá quanto tempo um de nós ou os dois irá olhar para trás e pensar “eu estava errado”... mas sabe, eu não ligo – riu fraco e deixou suas mãos subirem para o pescoço do maior, aproximou-se ainda mais dele. – Eu cansei de fugir das coisas que eu quero por achar que pode ser um erro.

Aomine encarava os olhos azuis com um sorriso fraco, aqueles olhos azuis tão mais brilhantes que os seus. Sabia que podia sim estar errado, que podia ser apenas por conta daquela noite. Sabia que talvez nunca amasse Kasamatsu como amou Kise. Mas por que desistir apenas por coisas que nem ao menos aconteceram ainda? Não... não faria isso.

– Hey... – chamou a atenção do menor, fazendo-o encarar seus olhos também. Havia tanta intensidade naquele olhar. – Não se preocupe tanto... – e então simplesmente o beijou. Sua mão livre desceu até a cintura do menor enquanto a outra mão continuava entre seu rosto e seu pescoço, puxando-o mais para si. Kasamatsu apenas se encolheu nos braços do maior enquanto apertava sua nuca. Era um beijo lento, chegava a dar arrepios em ambos os homens.

Kasamatsu abraçou o pescoço do maior, tornando o beijo um pouco mais rápido e envolvente, suas línguas dançavam com uma nova intimidade. Aomine sorriu em meio ao beijo e desceu a outra mão para a cintura do menor, abraçando-o forte. E então, com o movimento, acabaram derrubando um dos copos.

– Ah, droga – resmungou o menor levantando o copo e olhando o vinho. – Vou limpar isso... – então se levantou e pegou um pano seco que havia no banheiro. Aomine continuou olhando-o, mesmo enquanto limpava, o que fez com que o moreno sentisse um pouco de vergonha. Mas quando voltou o maior estava sentado na própria cama com um copo cheio novamente. As garrafas sobre a mesa de cabeceira. – Pronto...

– Vem cá... – Aomine colocou a mão sobre a cama, ao seu lado. Kasamatsu acenou e sentou ao lado do maior, roubando o copo do mesmo para tomar um gole do vinho. – Hey!

– Ah, qual é, eu não tenho copo agora – riu e então o de cabelos azuis roubou o copo de Kasamatsu, tomando o resto do vinho, mas antes que Kasamatsu pudesse falar qualquer coisa, Aomine puxou seu rosto, dividindo o vinho em sua boca com o menor, que sentiu seu corpo arrepiar quando a língua do maior passou a atiçar a sua com o sabor do líquido ainda em suas bocas. – Hm... – ofegou baixo quando o maior apertou sua cintura, sua mão foi para o braço do mesmo e apertou-o. – Aomine...

– Oi? – O maior jogou o copo vazio no chão e passou a empurrar o corpo de Kasamatsu com o próprio enquanto beijava a bochecha e o canto da boca do menor.

– Eu... ah... – mordeu o lábio inferior quando o outro deitou entre suas pernas e passou a beijar seu pescoço. Acabou impulsionando o corpo contra o de Aomine, dando a entender que desejava mais. – Não... olha, espera – falou empurrando os ombros do maior quando notou o que aconteceria ali se continuassem. – É rápido demais, não acha? – O maior o encarou sentindo-se um pouco culpado.

– Eu sei, mas é difícil esperar quando você está tão... perto e corresponde o que eu sinto, entende? – Mordeu o lábio inferior e voltou a aproximar seu rosto do de Kasamatsu. – Olha, eu vou me controlar... mas podemos ficar assim? – Ficou deitado sobre Kasamatsu, mas usando os cotovelos para não depositar todo seu peso sobre o menor, que o encarava um tanto desconfiado. – É sério.

Kasamatsu suspirou e abraçou seu pescoço, puxando-o para mais um beijo. O maior sorriu fraco acomodando-se sobre o corpo de Kasamatsu, beijando-o com carinho enquanto acariciava sua cabeça, deslizando os dedos entre os fios curtos. O menor sentira que mais cedo ou mais tarde acabaria viciando naqueles lábios, gostava de como eles tocavam os seus, moviam-se com os seus.

Antes que percebesse, o menor estava movendo o corpo abaixo do de Aomine, fazendo com que o maior correspondesse aos movimentos; os beijos ficavam mais rápidos e sedentos e o maior provocava Kasamatsu mordendo e chupando seus lábios, as mãos apertando a cintura do menor, que deslizava as mãos por dentro da camisa de Aomine, sentindo a textura e o calor da pele amorenada do maior.

Suas respirações aceleravam em meio aos beijos, os toques ficavam mais fortes... simplesmente não havia como controlar um desejo tão forte. Kasamatsu apertou os fios curtos do cabelo de Aomine enquanto subia uma das pernas, instigando o maior a pressionar a cintura contra a sua com ainda mais força, fazendo-o gemer baixo.

– Ah, você disse que não faria nada – murmurou com a voz um tanto leitosa, o que fez com que Aomine risse baixo e beijasse seu pescoço.

– Foi você quem se animou e depois eu me animei – respondeu enquanto levantava a camisa do menor, tirando-a devagar. Kasamatsu pensou em parar tudo por ali, mas sabia que não conseguiria, até porque já estava excitado e desejava Aomine demais. Então apenas retirou a camisa de Aomine também e puxou-o para mais beijos. – Droga, Kasamatsu...

– Pode me chamar de Yukio, sabe – sussurrou rente à orelha do maior, lambendo sua orelha. Aomine arrepiou-se voltou a beijar o menor, mas agora com muito mais desejo, tanto desejo que Kasamatsu teve de se empenhar para acompanhar a animação do maior. – Ah... ah! – Gemia baixo sentindo o maior chocar seus membros cobertos pelas roupas ainda.

Kasamatsu gostava de como cada beijo o fazia sentir como se aquilo fosse ser eterno, de como o próximo sempre parecia melhor que o anterior. Gostava de não estar bêbado e saber que lembraria como eram aqueles toques, de como seria pertencer a Aomine... gostava de tocar sua pele quente, apertar seus braços e gemer o nome dele sentindo-o dentro de si. Apaixonou-se pelo modo como Aomine o tomava para si, como o envolvia nos próprios desejos, como seus olhos ficavam intensos enquanto se movia sobre si.

Os olhos de Aomine não saíram de seu rosto por nem um segundo sequer enquanto estocava em seu interior, era como se tentasse mostrar o quanto o desejava. E toda aquela intensidade sufocava Kasamatsu de uma forma estranha, não era ruim, mas sentia-se perdido dentro de si, eram tantas sensações e sentimentos. Fazer aquilo com Aomine era tão diferente, tão intenso e confuso. Jamais havia sentido aquilo antes.

Pensou que, talvez, fosse porque estava apaixonado por aquele homem que o abraçava tão forte e movia-se sobre seu corpo com tanto desejo. Aomine escondia o rosto em seu pescoço, sentindo seu cheiro, enquanto Kasamatsu abraçava sua cintura com as pernas e arranhava suas costas com as unhas pequenas, tamanho o prazer que sentia. Estavam tão unidos, era como se Aomine quisesse uni-los em uma única pessoa.

– Ah, Daiki! – Kasamatsu arqueou as costas fechando os olhos com força, seu prazer começava a atingir o limite. Aomine o encarou, seus olhos estavam quase nublados e respirava rápido, também chegaria ao seu limite. E então se beijaram, mas não foi somente um beijo melhor do que os outros, ou aquele que lembrariam como “o beijo mais intenso que já haviam dado”, mas era o suficiente para sentirem o que realmente havia entre ambos. Era um beijo que ficaria em sua memória, era erótico, romântico, intenso, cheio de desejo e companheirismo...

E então Aomine grunhiu baixo apertando a cintura de Kasamatsu, atingindo o ápice dentro do menor, que, com um gemido mudo, atingiu o ápice após Aomine. Ficaram abraçados na mesma posição por alguns minutos até o maior começar a rir baixo.

– O que foi?

– Ah... nada, só estava pensando que é a segunda vez que colocamos álcool na boca antes de fazer isso – Deu de ombros, fazendo Kasamatsu rir.

– Pelo menos estou sóbrio agora – Aomine concordou e beijou a bochecha do menor.

– Você é incrível sóbrio também – suspirou e então fechou os olhos enquanto tirava o membro de dentro do menor, que gemeu baixo com o ato do maior, que sorriu antes de beijar sua testa. – Desculpa não ter obedecido ao que disse.

– Ah... eu quis também e eu que comecei – riu baixo. – É um pouco difícil me controlar com você deitado em cima de mim.

– Ok, então da próxima vez você deita por cima quando não quiser – brincou o maior, mas Kasamatsu impulsionou o corpo para frente, forçando Aomine a deitar na cama e então se sentou sobre a cintura do mesmo.

– Mas se eu ficar por cima... – murmurou alisando o peitoral definido do maior, que prendeu a respiração observando o menor sentado sobre si. – Tudo que eu vou querer fazer é cavalgar... – continuou enquanto começava a se mover sobre o maior, insinuando uma penetração, o que fez Aomine apertar suas coxas. Não era possível que Kasamatsu queria provocá-lo. – Então eu acho que de qualquer forma, nós vamos acabar na mesma situação se estivermos juntos numa cama.

Kasamatsu piscou e então se levantou e riu enquanto ia para o banheiro. Aomine continuou deitado observando-o caminhar nu para o local, mordeu o lábio e suspirou olhando para seu membro ereto novamente. Droga, pensou.

– Não quer tomar banho comigo? – Perguntou Kasamatsu olhando para o maior na cama.

Aomine sorriu e levantou-se, caminhou até o menor e o abraçou com carinho, beijou sua testa e segurou seu rosto antes de tomar os lábios ainda inchados de Kasamatsu. O menor abraçou sua cintura e deixou-se “cair” contra o batente da porta. Sorriu com o beijo carinhoso do maior e apertou-o contra si, para então deixar suas mãos deslizarem pelas costas largas e então, com certa curiosidade, passou as mãos pelas nádegas do maior.

– Nossa, que bunda, Daiki – comentou por impulso, fazendo o maior rir alto. Acabou acompanhando-o, mas sem retirar as mãos das nádegas do maior. – É sério...

– Eu sei – continuou rindo e então suspirou olhando para o menor. – Sério, ter passado nessa faculdade foi a maior sorte da minha vida – murmurou antes de tomar os lábios do menor com os seus. Aos poucos começou a levar o menor para debaixo do chuveiro.

Ninguém sabia quanto tempo aquilo duraria ou se evoluiria para algo muito mais forte. Não tinham certeza de nada, mas, pensando bem... quem quer ter certeza das coisas quando se está apaixonado?

Notas finais
Eu piro muito na bunda do Aomine, na real... HBASDKB Espero que tenham gostado, eu tentei escrever o lemon desse capítulo com mais detalhes e essas coisas, como eu geralmente faço, mas o block foi monstruoso. HAUSHUAHSU então espero que tenham aproveitado da mesma forma e.e Enfim... até qualquer momento da vida aí o/ Bejão da Daiko :*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!