I don't belive in love
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Fomos andando até a bilheteria, onde cada um comprou o seu ingresso e entramos no parque. Eram muitos brinquedos que não acabavam mais e tinha bastante gente também.
– E então, em que brinquedo vamos primeiro? – León perguntou.
– Vamos logo pra montanha russa, antes que a fila fique grande demais.- Naty disse.
– É verdade. Vamos nessa! – Maxi disse empolgado.
– Você tem medo Vilu?- Cami perguntou, vindo ao meu lado.
– Um pouco. – Respondi.
– Eu também.
– Posso ir com você Vilu? – Fran perguntou.
– Pode, claro.
– Ei, eu ia convidar ela primeiro, mas você foi mais ligeira né. Tudo bem, eu vou com o Broduey. – Cami disse dando um empurrãozinho na Fran com o ombro e nós três rimos.
Chegamos na entrada da montanha russa e a fila já estava enorme. Tudo bem né, tivemos que esperar. Fran colocou meus óculos dentro do bolso que tinha zíper do colete dela, senão eu iria ficar sem óculos. Nós ficávamos observando o desespero das pessoas nos carrinhos quando ele andava e ríamos. Mas com a gente foi igualzinho. Francesca se sentou do meu lado com o maior sorriso na cara.
– Francesca agora eu tô com muito medo.
– Eu também! E pode me chamar de Fran tá.
– Tá.
Depois de ajustar tudo o carrinho começou a andar e meu coração bateu ainda mais forte quando o carrinho começou a subir e eu pude ver o parque todo de lá de cima. E então o carrinho chegou no final da subida, respirei fundo e ele desceu muito rápido. Nesse momento escutei todos gritarem, inclusive eu. Era a melhor sensação do mundo, era tipo voar. Quando (infelizmente) acabou eu e Fran nos olhamos e começamos a rir sem parar.
Descemos da montanha russa e todos estavam elétricos e meio tontos.
– Isso foi sensacional! – Eu disse.
– É, mas agora eu tô toda despenteada! – Ludmila disse.
– Gente, eu acho que eu moraria nisso aí. – Maxi disse.
– E comeria como? – Broduey disse rindo.
– Ah, eu dava um jeito. – Maxi disse rindo também.
Depois disse fomos em mais um monte de brinquedos: No elevador, no carrinho bate-bate, no barco viking e os garotos, para zoarem, foram no carrossel. Eles não são nada normais. Depois resolvemos dar uma pausa pra comer alguma coisa. Algumas pessoas pegaram pipoca e outras, algodão doce.
– Vamos no que agora? – Naty perguntou.
– Não sei. Alguma sugestão? – León perguntou.
– Vamos na roda gigante! – Francesca disse animada.
– Vamos! – Cami disse.
– Roda gigante é muito chato! – Maxi disse.
– Olha que fala. Você foi no carrossel. – Ludmila falou.
– Tá. Vamos na roda gigante. – León disse.
– Vem comigo Fran? – Camila perguntou enquanto andávamos.
– Tá, mas quem vai com a Vilu? – Francesca perguntou.
– Eu vou, não se preocupem. – León disse.
O parque já estava meio vazio, era meia noite e eu raramente ficava acordada até tão tarde assim. Tinha pouca fila na roda gigante e em dez minutos pudemos entrar. Eu fui com o León, Camila e Fran foram juntas, Broduey foi com o Maxi e a Naty foi com a Ludmila.
– E aí? Tem medo de altura? – Ele perguntou quando entramos.
– Depois daquela montanha russa, acho que não tenho medo de mais nada. – Eu falei, fazendo León rir.
Depois de alguns minutos o brinquedo começou a funcionar. Confesso que eu estava meio nervosa, aquele lugar era apertadinho demais e eu tentava ter o máximo de distancia possível.
– Quanto tempo isso demora pra dar uma volta completa? – Perguntei.
– Quinze minutos mais ou menos.
– Quinze?!
– É, por quê? Você não tá legal?
– Não é isso, mas é bastante tempo né.
– Em Las Vegas, tem uma roda gigante que demora cinquenta minutos para dar uma volta. Mas eles dão um festa lá dentro, sério. Cabe um monte de gente, tem música, e tudo mais.
– Prefiro uma coisa mais simples que dure quinze minutos. — Eu disse olhando para o lado e vendo a vista dali.
– Acho que dessa dá pra curtir mais a vista.
– É muito bonito mesmo.
Depois disso houve um momento de pleno silencio. E então comecei a pensar que por algumas horas eu me esqueci de tudo. Eu havia me divertido, havia feito alguma coisa realmente diferente e não fui nada mal. Foi ótimo na verdade. Meus pensamentos foram interrompidos com um tranco do nada.
– O que aconteceu? – Perguntei.
– Não sei, parece que paramos. – León responder, olhando para o lado do parque. – Acho que o negócio quebrou.
– O que?
– É, o cara que controla deve ter ido pedir ajuda pra alguém, ele saiu correndo.
– Você tá brincando? – Eu disse olhando pra baixo e vi que realmente o carinha tinha sumido.
– Calma Violetta!
– A gente tá preso nessa coisa León! A gente tá aqui no alto! Muito no alto!
– Daqui a pouco isso volta ao normal, não se desespera ok.
– Tá né. Não tem jeito mesmo. – Eu disse me encostando.
– Tá, vamos pensar em outra coisa tá bom. O que tá achando da sua primeira vez num parque de diversões?
– Até dez minutos atrás estava perfeito. – Eu disse e ele começou a rir.
– Qual é a graça? – Perguntei.
– Nada.
– Ok, eu vou tentar me acalmar. – Eu disse respirando fundo.
– Isso, relaxa! Daqui a pouco vamos sair daqui.
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