Notas iniciais
Hello gente, aqui está mais um capítulo. Espero que gostem ♥

Caleb estava quase perdendo a consciência, quando sentiu a mão que agarrava seu pescoço afrouxar. Caiu no chão ofegante e por um instante não entendeu o que havia acontecido. Ao ver a capa vermelha pousando ao seu lado, o rapaz se desesperou:

—Filho!— Kara se aproximou, depois de acertar um golpe com tanta força em Apocalypse que conseguiu o arremessar para longe deles.— Você está bem? Consegue respirar?

Caleb a olhou com tristeza:

—Eu estou bem, mãe…

—Kara!— Mon El também se aproximou.—O que está fazendo aqui? Fuja! — Ele disse preocupado, enquanto olhava para o vilão que estava se recompondo.

—Eu não aguento mais… Vocês dois quase morreram agora. O que adianta eu ficar viva, se todos ao meu redor estão correndo riscos? Me perdoem, eu amo vocês. — Kara lhes lançou um sorriso reconfortante.— Vai dar tudo certo!— Ela pegou impulso e foi em direção ao monstro. Esse idiota fez seu filho crescer sem ela. Fez sua irmã perder seu maior apoio. Fez Mon El nunca mais se apaixonar. Destruiu sua família e tudo o que ela lutou para construir. A matou… Com toda raiva que Kara sentia, ela o socou. Um soco que conseguiu desorientar Apocalypse, Kara continuou a sequência de golpes, até que Kryptonita passou a escorrer por todos os cantos do vilão. Sentiu a fraqueza do elemento fazer efeito em seu corpo e tudo girou. O vilão aproveitou o momento e a atacou, seus olhos a encarando com um ódio descomunal. Achava que o monstro havia sido alvo de experimentos em Krypton e isso o transformou em um matador de Kryptonianos e de qualquer outra forma de vida. Ninguém ficaria com aquela aparência sem motivos e nem com aquele ódio no olhar… Lenta, ela não conseguiu desviar de um soco que a mandou para longe. Levantou a cabeça e levou a mão até a barriga. Viu Apocalypse se aproximar e preparar as garras para feri-la. Não conseguiria escapar, foi só tempo de virar para que ele não acertasse seu ventre e esperar o golpe. Mas ele não veio… Em vez disso, ouviu um grito de dor de Mon El e percebeu que ele havia entrado na sua frente. O homem cambaleou para o lado com as costas sangrando, enquanto Caleb voltava a lutar.

—Mon El!— Kara gritou indo até ele.

—Está tudo bem, meu amor. Vou ficar bem!— Ele sorriu, arfando.— Não foi tão fundo. Uns dias de descanso e estarei novo.

—Você poderia ter morrido.— Ela o abraçou forte e seu coração apertou quando sentiu as mãos encharcadas de sangue.

Caleb parecia incomodado, mas seguia golpeando. Quando começou a enfraquecer, o pai, mesmo debilitado, entrou em cena. Assim, os três como se tivessem ensaiado os golpes, passaram a lutar contra Apocalypse. Sempre cobrindo as fraquezas uns dos outros.

O problema era que, quanto mais o vilão ficava machucado, mais força a Kryptonita exercia sobre Kara e Caleb. Eles sabiam que não aguentariam muito tempo. Quando viram Alex e Lena chegarem, trazendo a nave construída por J’onn, sabiam que deveriam finalizar aquela luta antes que o pior acontecesse. Apocalypse estava cansado mas ainda não no estado ideal para que fosse colocado no veículo. Kara olhou para Caleb e ele entendeu o sinal, passaram a queimá-lo com a visão de calor, mas essa logo se esgotou. Ela sabia que não era a hora certa, mas se continuassem, poderiam enfraquecer a ponto de Apocalypse vencê-los sem dificuldades. Mon El caíra exausto, tinha perdido muito sangue e não aguentava mais ficar de pé. J’onn e Kal permaneciam desacordados. Kara, então, pegou um dos braços do vilão, e Caleb pegou o outro. Mesmo se debatendo, eles faziam o maior esforço para que o monstro não se soltasse. Kara nunca se sentira tão cansada na vida. Sua única motivação era mandar aquela aberração para longe de sua família e só por isso ela continuava de pé.

Enquanto, mãe e filho arrastavam o monstro, Alex e Lena programavam a nave. Ao chegarem perto, Kara cambaleou e Caleb largou Apocalypse para segurá-la. Foi o bastante para o vilão se soltar e investir contra o rapaz. Antes que suas garras atingissem o peito do jovem, Kara interviu, era incrível como o instinto materno superava todas as dores e adversidades. Ela salvou Caleb, mas o previsto aconteceu. As garras de Apocalypse rasgaram seu ombro. Não teve tempo de entender a gravidade daquilo. Quando deu por si, já estava fechando a nave com o seu assassino dentro. A viu partir e tudo rodou, ouviu Caleb gritar seu nome e caiu:

—Mãe! NÂO! NÂO!— Ele a segurava para que sua cabeça não fosse para o chão.

—Ei. — Ela sorriu, entre lágrimas.— Está tudo bem filho...Você tentou, mas… Isso era para acontecer...Agora sabemos que não podemos mudar o curso das coisas… Não foi nossa escolha, Caleb. Teve que ser assim…

—Não! Isso não vai acontecer de novo!— Caleb a abraçou.

—Kara!— Alex e Lena se aproximaram desesperadas.

—Cuidem dele, meninas...Eu sei que vão cuidar…

—Kara, por favor… Aguente...— Alex ajoelhou ao seu lado.

—Tem algo que podemos fazer...— Caleb olhou para a tia e esta entendeu:

—Ela nunca vai aceitar, Caleb...— Alex disse, arrasada.

—Não pudemos escolher antes. Mas você tem a escolha em suas mãos agora. Faça a cesárea, mãe… Se salve, eu vou ficar bem...

Antes que pudesse responder, Kara apagou.

Quando acordou, já em uma maca no DEO, viu Mon El ao seu lado, parecia melhor. Tentou tocar no ombro ferido e sentiu uma dor devastadora, sabia que a Kryptonita já estava contaminando cada parte do seu corpo. Então, era isso. Aquele era seu fim. Seus olhos se encheram quando pensou em todas as experiências que perderia. As noites mal dormidas nos primeiros meses de vida de Caleb, seus primeiros passos. O casamento com Mon El que nunca se concretizaria. O dia a dia de mãe e esposa enquanto salvaria a cidade. Tudo o que ela mais sonhou escapando por entre os seus dedos.

—Amor?—A voz de Mon El a tirou dos pensamentos.— Me perdoe...Não consegui te proteger…— Ele já chorava enquanto olhava o ferimento da noiva.

—Não há nada para perdoar.— Kara se virou para ele e sorriu.— O tempo que estivemos juntos, foram os melhores da vida. Mantenha na sua cabeça que você me fez a mulher mais feliz do mundo. Se tenho de partir agora, estou partindo certa de que não faria nada diferente.

—Isso está errado, Kara. Um filho não deveria crescer sem a mãe. Eu não deveria te perder assim. Depois de tudo que passamos...Era para sermos felizes… Eu te amo e não vou aguentar te perder...— Ele levantou da cama com dificuldade e foi até ela, lhe deu um beijo delicado e a abraçou com cuidado.— Não vou...— As lágrimas caíam sem cessar.

—Você precisa, meu amor...Não há nada que possamos fazer.— Kara fez carinho em seu rosto.

—Caleb...Caleb quer que você faça a cesárea…Mas...Eu entendo...Se você não quiser...Nós faríamos tudo para protegê-lo…

— Sim...— Kara assentiu.— Não posso arriscar a vida dele, Mon El. O que Caleb está querendo é impossível para mim. Se eu fizer a operação e perdermos nosso bebê...Como eu poderia me olhar no espelho? Não posso fazer isso…

— Você não faria isso por você, mãe...— Caleb entrou no sala, junto de Alex e Lena.

—Caleb...— Kara tentou protestar.

—Espere… me deixe falar...— Ele se aproximou e pegou nas mãos dela.—Se você fizer a cesárea, não estará fazendo por você. Estará fazendo por mim. Para que eu cresça com a minha mãe. Para que eu tenha você nos melhores e nos piores momentos da minha vida. Para que um dia, meus filhos possam te ouvir contar as histórias de como a senhora salvou o mundo. Para que sejamos uma família completa... Por favor, mãe…

—Eu não posso, Caleb… Se você morrer… Não posso…

— Eu não vou morrer… Sou forte. Eu prometo… Vai dar certo, me dá uma chance mãe. Confia em mim...Vamos conseguir sobreviver. Juntos.

—Eu...

Notas finais
E aí galera? Kara vai aceitar? O que vocês acham? Até o próximo, Beijooos