Notas iniciais
Boa leitura

Eu continuava no grudado a janela olhando para o nada quando eu tive uma ideia genial. Peguei o meu skate ao lado de minha cama e sai correndo escada a baixo, minhas irmãs estavam sentadas a mesa comendo sem parar, então fui até a porta, quando sai montei no skate e fui atrás de Maggie que não estava muito longe com a sua amiga. Quando consegui alcançá-las a loira me olhou estranho, mas Maggie sorriu para mim falando:

–-Oi Mike, quer ir com a gente até a sorveteria do outro lado do quarteirão?

–-Claro, vamos.

–-Essa é a minha amiga que eu te disse a Erika. Erika esse é o Mike o garoto do parque.

–- Olá é um prazer conhecê-lo -- Disse a loira mudando o olhar para um amigável. Ela vestia um vestido vermelho e uma sapatilha da mesma cor, com os seus cabelos presos em um rabo de cavalo que começava no topo da cabeça e terminava no começo das costas, os seus olhos eram azuis.

–- O mesmo para você.

–- Estamos quase chegando -- Disse Maggie, quando chegamos ela é Erika desceram das bicicletas, eu desci do skate e juntos entramos juntos na sorveteria.

Fomos direto para o balcão, Erika pediu um sorvete de morango, Maggie um de Flocos e eu um de chocolate como sempre. Sentamos em uma das mesas quadradas, as meninas sentaram lado a lado e eu sentei na frente de Maggie. Ficamos comendo e conversando até que Maggie sem querer melou a ponta do seu nariz de sorvete e nem sentiu, Erika e eu ficamos rindo e Maggie ficou confusa. Maggie olhou para mim e perguntou:

–- O que houve?

–-Seu nariz... Está todo sujo -- Eu disse parando de rir. Eu peguei o meu dedo e limpei o nariz dela, isso a fez ficar vermelha e vendo isso também fiquei igual a uma maçã. Ficamos ali parados um olhando para o outro como se estivéssemos competindo quem ficava mais vermelho.

–-Temos que ir Mag. O meu pai acabou de me mandar uma mensagem preocupado -- disse Erika cortando o silencio. Maggie voltou a cor normal e eu também, ela se levantou da cadeira, deu um tchau com a mão e saiu com Erika me deixando sozinho plantando com um sorvete derretendo na mão.

Voltei para casa derrotado, como se eu tivesse perdido e um jogo importante. Subi para o meu quarto e voltei para a janela, mas não foi pra ver se ela voltava e sim para ver o lindo por do sol que pintava o céu todo de laranja. Depois do por do sol me deitei na cama e voltei a ouvir Arctic Monkeys no maior volume, pensando como eu fui idiota naquela hora. Não dormia de jeito nenhum, então resolvi comer algo, pois comida sempre melhora tudo. Peguei um pedaço de bolo, voltei para o meu quarto e comi tudo de uma vez como se não existisse amanhã. Voltei a tentar dormir e dessa vez foi moleza, eu dormi feito uma pedra nada poderia me acordar naquela hora.

Comecei a sonhar que estava no parque, mas eu não era bem eu, eu era um garotinho qualquer andando no parque. Comecei a andar em direção a arvore da Maggie e chegando lá eu me vi sentado ao lado dela conversando e rindo, mas do nada aconteceu uma coisa que me assustou eu e ela começamos a nos beijar, então o garotinho saiu de perto indo em frente na calçada de pedra.

Acordei com uma baita dor de cabeça, então tomei um remédio para dor de cabeça e comecei a pensar no sonho, estaria eu apaixonado de verdade ou estava ficando louco. Eu precisava me encontrar novamente com Maggie para ter certeza. Vesti uma camisa preta com o nome Arctic Monkeys em branco e o Jeans de sempre e sai de casa em direção ao parque.
Ao chegar lá fui atrás dela e quando eu cheguei à arvore ela estava conversando com Erika. Maggie vestia uma camisa sem mangas verde com um jeans e Erika usava um vestido rosa com um cinto amarelo. Ao me ver Maggie me puxou para o lado delas e falou:

–-Bom dia Mike.

–-Bom dia, o que vão fazer hoje.

–-Planejamos ficar aqui, até de tarde -- Erika tomou a palavra.

–-Trouxemos comida para fazer um piquenique -- disse Maggie

–- Parece divertido, então do que falavam antes de eu chegar?

–- Nada muito importante -- disse Erika rindo e fazendo Maggie rir junto

–- Sei sei, tudo bem que tipo de comida vocês trouxeram para mim?

–- Para você o caralho -- Disse Erika tirando da bolsa vários sanduíches, uma caixa de suco, chocolates, refrigerantes e etc.

–- Vamos comer logo isso que eu to com fome

–- Meu deus, Mike deixa de ser gordo -- disse Maggie rindo e me jogando um sanduíche.

Após algum tempo comendo varias coisas eu senti uma gota no meu ombro e antes que eu pudesse reagir caiu uma enorme tempestade em cima das nossas cabeças. Erika e Maggie saíram correndo com as bolsas cobrindo as suas cabeças e eu fui atrás carregando o resto das comidas. Acabamos indo parar debaixo de um puxadinho no meio da rua. Erika do nada ficou doida pois tinha deixado o celular cair no tronco da arvore, ela resolveu voltar para buscar me deixando sozinho com Maggie. Maggie estava super irritada:

–- Puta que pariu lá se foi o meu cabelo e a minha roupa ela disse super chateada.

–- Não se preocupa você fica bonita de qualquer jeito -- eu não sabia por que eu tinha dito aquilo mas me fez ficar vermelho novamente e ela também. A sua cabeça foi se aproximando da minha e quando o momento ia se realizar Erika apareceu correndo e interrompendo mais uma vez o clima.

–- Achei!! Ainda funciona disse Erika fazendo Maggie afastar a cabeça e voltar à cor normal.

–- Que bom agora vamos para casa Maggie disse para Erika

–- Mike, Vem com agente ai você fica lá em casa até a chuva acabar -- ofereceu Erika

–- Pode ser -- eu aceitei e juntos fomos correndo para a casa de Erika.

Chegando lá Erika abriu a porta na nossa frente e nos entramos. A casa era bem decorada e bem grande, me senti mal por entrar molhado naquela casa tão bela. Um velho homem que estava sentado em uma luxuosa poltrona olhou para mim e disse:

–- Erika quem é esse garoto?

–-É um amigo meu ele vai ficar aqui até a chuva passar

–- Tudo bem -- disse o pai de Erika enquanto nos subíamos para os quartos

Naquele momento a minha cabeça pensava no quase beijo em baixo do puxadinho, será que se Erika não tivesse interrompido eu e Maggie teríamos o nosso primeiro beijo? Ou Talvez Maggie nem gostasse de mim e fosse outra coisa. Eu estava confuso tantos pensamentos vindo ao mesmo tempo, eu não conseguia pensar direito em nada nem em um mais um, só conseguia pensar naquele rosto vermelho que combinava com a cor dos cabelos e em mais nada.

Notas finais
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