Notas iniciais
Heey! Fiz de tudo pra terminar esse capitulo hoje por causa de uma pessoinha que estava desesperada (não, ela não estava desesperada, mas vou usar essa palavra só pra incomodar ela) Tenham uma boa leitura ♥

*Úrsula*

Aquela foi, definitivamente, a noite mais curta da minha vida. Isso provavelmente foi consequência dos meus pensamentos ficarem vagando entre as lembranças com Mark, ou eu deveria agora chama-lo de Yong Woo?

—“Mark” me faz lembrar de momentos difíceis. Quando me chamam de Kim Yong Woo é como se a pessoa realmente me conhecesse. É ótimo ouvir você me chamar assim.

Sim, eu definitivamente o chamaria pelo nome verdadeiro.

Desci para a recepção um tanto confusa com as palavras de Yong Woo. Talvez fosse apenas coisa da minha cabeça, mas não se pode sorrir daquele jeito na frente de uma garota, principalmente se a garota em questão não for a sua noiva.

Foi somente eu pisar na recepção que já recebi um susto.

—Noona! – Mike gritava e acenava enfaticamente, como se eu não fosse perceber sua presença caso ele não fizesse isso.

—Bom dia, Mike.

—Meus pais querem que você jante conosco hoje. – Ele disse e logo emendou: — Não se preocupe, meu irmão vai jantar com os pais de Hye Yeong. Na verdade, você deveria se preocupar com isso.

—Quando é que você vai aceitar que o seu irmão está noivo e eu não tenho nada a ver com isso?

Ele abriu um sorriso de irmão-mais-novo-irritante.

—Talvez eu demore um pouco. Como é mesmo que as garotas dizem? Eu shippo vocês dois. Até juntaria os nomes, mas o seu não coopera muito.

—Engraçadinho.

Mike riu e agarrou meu braço como faz uma criança que está pronta para pedir alguma coisa.

—Ei noona, me paga um sorvete?

XXX

Apreciávamos nosso sorvete quando encontramos Yi Hye Yeong na praça. Ela acenou para que nos juntássemos a ela.

Conversa vai conversa vem, Yong Woo acabou virando assunto.

—Eu queria comprar um presente para ele, mas não sei o que pode ser. Sang Woo, você pode me ajudar?

—Eu? – Mike se assustou. – Quer dizer... fazer compras?

—Sim. – Hye Yeong sorriu. – Úrsula vem junto, não é mesmo?

Foi a minha vez de levar um susto.

—Como?

—Ótimo. – Disse ela. – Já que todos concordam, vamos juntos.

E foi assim que fui arrastada para o shopping pela noiva do meu amado.

XXX

Eu estava voltando do jantar na casa dos pais de Yong Woo quando encontrei o mesmo na entrada do prédio em que eu estava instalada.

—Você está bem? – Ele perguntou, parecia preocupado.

—Claro.

—Eu ouvi que você se encontrou com Hye Yeong, achei que vocês poderiam ter brigado ou algo do tipo, ela é um pouco ciumenta.

—Não precisa se preocupar, Hye Yeong é um amor de pessoa.

Ele negou com a cabeça parecendo saber o que viria a seguir.

—Ela é incrível. Você foi muito sortudo ao encontrar alguém assim.

Embora isso fosse estranho, seus olhos se encheram de lágrimas.

—Não diga isso, por favor.

Aquilo era ridículo.

Como se lesse meus pensamentos ele continuou:

—Eu não esqueci de você. Eu juro que tentei, mas você toma todos os meus pensamentos.

—Então, por que você disse para eu não te esquecer se você ia tentar fazer isso comigo? Eu posso ser esquecida, mas você não?

Não era a minha intenção, mas a indignação transpareceu na minha voz.

Yong Woo tinha uma expressão desapontada no rosto.

—Não é como se você tivesse mantido sua palavra. – Ele disse.

—Do que você está falando?

—Você agora vai me dizer que não está noiva? Vai dizer que não ficou noiva em rede nacional?

Por um momento não entendi, mas depois tudo começou a ficar claro.

*Flashback on:

—Quer casar comigo?

Todos pareceram assustados, mas Cristina pareceu reconhecer aquele sorriso e deu-lhe uma tapa na cabeça, o que assustou ainda mais a plateia.

Eles pareceram relaxar quando comecei a dar risada tentando me controlar.

—___

—Há quanto tempo, In Ha. Eu acabei de ver uma entrevista sua pela internet, quando é que você vem me visitar?

*Flashback off.

—Eu não estou noiva. – Foi a única coisa que consegui dizer.

Uma lágrima escorreu por seu rosto.

—Não minta para mim.

—Eu não estou mentindo.

—Não minta para mim, Úrsula! – Sua voz fanou. – Não para mim.

Dito isto, ele virou as costas e saiu.

*Lucas*

O sr. Martins acordou às 5:00. Ele parecia péssimo.

—Lucas? – Ele perguntou num sussurro. – O que está fazendo aqui?

—Bom dia, senhor. Jane me ligou quando chegou em casa e viu o senhor naquele estado. Ela tem prova na faculdade, por isso não está aqui.

O sr. Martins fez uma careta quando olhou pela janela.

—São cinco horas da manhã agora. – Expliquei.

—Ah... – Ele murmurou. – De qualquer modo, muito obrigado Lucas.

Sorri.

—Sempre que precisar é só chamar.

Ele concordou com a cabeça.

—Como Úrsula reagiu com a notícia?

—Ela ainda não sabe. – Dei uma pausa quando vi o alívio estampado em seu rosto. – Jane queria saber exatamente a gravidade do problema antes de contar a ela.

—Isso é bom. Não quero estragar a viagem por uma coisa tão boba. Ela trabalha muito, merece um descanso.

—Não se preocupe, senhor. Ela não ficará sabendo até termos sua autorização, embora eu não ache que esta situação possa ser considerada “uma coisa boba”.

Ele riu.

—Eu estou bem agora, não estou?

XXX

Eu e o sr. Martins estávamos jogando dominó quando ele ficou com uma expressão estranha.

—O senhor está bem? – Perguntei.

—É só que… — Ele interrompeu a fala e pôs a mão no abdômen, onde ele havia feito a cirurgia. – Está...

Ele não conseguia falar. Levantei para ver o que era. A roupa do hospital estava com um pouco de sangue no local. Puxei a blusa dele e vi que a pele estava um pouco escurecida ao redor da cirurgia. Quando toquei em sua testa, percebi que estava ardendo em febre.

Corri desesperado em busca de ajuda. O sr. Martins foi levado às pressas e dez minutos depois Jane chegou apressada no hospital, ainda não sabíamos nada sobre o estado dele.

Quando a notícia finalmente chegou senti o coração apertar e automaticamente disquei o número de Úrsula.

Notas finais
Beijos para todos. Beijos especiais pra Pami ♥