I Will Always Love You

1 Capítulo 1 - A declaração e... a resposta?


Notas iniciais
Este capítulo pode parecer um pouco confuso para alguns, já que eu tinha escrito para ser uma one-shot.

Aula de escrita criativa é uma merda.

Sério, é mesmo. Especialmente se você estuda em uma escola pública. É a pior coisa do mundo além de cerveja sem álcool e a voz da Rebecca Black. É só uma sala cheia de moleques retardados que tem cheiro de esgoto, mais uma professora tão velha que parecer ser a bisavó da Audrey Hepburn. Sinceramente, o que tem de errado com essas pessoas? Sebastian não fazia a mínima idéia. Na verdade, ele nem sabia o que estava fazendo ali. Oh, wait... Ele sabia sim. Ele não estava ali porque ele gostava de escrever textos longos e chatos. Ele estava ali por causa dele.

Sim. Blaine Anderson, pessoal. O motivo porque Sebastian tinha se transferido para aquela escola horrível depois das Regionais. O motivo porque ele tinha entrado para o Glee Club, mesmo quando 90% das pessoas ainda o odiavam, e o motivo porque ele estava preso naquela aula chata, onde ele escrevia tanto que o punho dele doía por dias. ‘’ Vai se fuder, Anderson. ’’ Sebastian pensou, com raiva. Do outro lado da sala, Kurt Hummel enviava beijinhos para o seu namorado, que apenas sorria fraco. Sebastian revirou os olhos, tentando não vomitar por causa da quantidade de açúcar que existia no relacionamento do hobbit e da virgem Maria. Ele rapidamente olhou para a professora, que escrevia algo no quadro.

– Poesia, – A velha disse, se virando para olhar seus alunos. – É uma forma de arte literária, que foi criada há muito tempo atrás. Agora quero que cada um de vocês vai escrever um poema sobre qualquer assunto. Pode ser sobre seu cotidiano, sobre amor, raiva, qualquer coisa. Todos devem fazer, pois isso vale nota. – Ela avisou, direcionando seu olhar para alguns valentões que estavam conversando. Eles se calaram e pegaram seus cadernos. Sebastian fez o mesmo, e começou a escrever.

Depois de alguns minutos, ele desistiu. Nada vinha a sua cabeça; ele estava com um bloqueio criativo. – To fudido. – ele disse baixinho, enquanto olhava para o seu relógio. Então, seus olhos focaram em outra coisa. No jeito que cabelo do Blaine estava ficando cacheado, porque estava muito quente na sala. No jeito que suas mãos se moviam perfeitamente quando ele escrevia, o quão adorável era sua expressão quando ele não sabia o que escrever mais. Sebastian encontrou-se sorrindo enquanto ele admirava sua paixão do outro lado da sala. Ele se virou para o seu caderno de novo, olhando a página em branco. Ele olhou para o outro garoto mais uma vez, e com isso, uma ideia iluminou sua mente.

Quando a professora mandou todos largarem os lápis, Sebastian tinha acabado de terminar seu poema, e voltou a admirar Blaine Anderson. Ele voltou à realidade ao ouvir seu nome sendo chamado pela velinha.

– Senhor Smythe, pode ler seu poema para nós? – A mulher disse, olhando para o garoto, que suava.

– Eu? Tem certeza? – Ele disse, mordendo seu lábio inferior. A professora lhe lançou um olhar assustador, e cruzou os braços. – Okay. – Ele disse, pegando seu caderno e indo para a frente da sala, enquanto alguns alunos riam baixinho. Ele começou a ler em voz alta.

Eu te odeio.

Odeio mesmo.

Odeio tudo em você.

E odeio os sentimentos que você me faz ter.

Ele fechou os olhos por um minuto, e depois olhou para Blaine, que estava visivelmente confuso.

Eu odeio como ele te faz feliz,

E o jeito que você olha para ele,

Quando devia estar olhando para mim.

Eu odeio o fato de que nunca vou ter você como ele tem,

E não vou ser feliz como eu quero,

Porque a vida é assim.

Ele fica com você, meu coração se parte,

E algumas palavras nunca são ditas.

Lágrimas saíram dos olhos de Sebastian, mas ele não conseguia parar de olhar para o Blaine. Ele precisava tirar aquilo de seu peito, aquela era a única chance que ele tinha.

Mas o que eu mais odeio é que eu te amo,

Sempre amei

E sempre vou amar.

Não conseguindo parar de chorar, Sebastian saiu da sala e foi para casa, tentando esquecer tudo, tentando fazer a dor parar. Ele subiu para o seu quarto e se sentou do lado da cama, chorando silenciosamente para que ninguém pudesse ouvir. Depois de alguém tempo, sentiu seu telefone vibrar no bolso, e o tirou para atender, e percebeu que tinha uma nova mensagem... De Blaine?

Rosas são vermelhas, Violetas são azuis.

Você pode não saber,

Mas eu também amo você.

Sebastian não teve tempo para pensar direito, pois ouviu uma batida na porta. Ao abrir, as lágrimas começaram a cair novamente depois que ele viu quem era. Blaine se aproximou dele e o limpou-as com o dedo, o puxou para um beijo. – Sempre amei, sempre vou te amar. – Ele disse, e pressionou seus lábios com os de Sebastian mais uma vez.

Notas finais
Então galera, espero que tenham gostado. O próximo capítulo vai ser mais centrado no Blaine e no que ele realmente sente pelo Kurt e pelo Sebastian, e o Seb vai descobrir que o relacionamento Klaine não é tão açúcar como ele pensava.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.