I Will Always Be With You
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Genteee, reparem na capa manoo, e quem fez? A lylaaa, porque ela faz as capas mais lindas e ela teve mó trabalhão comigo. Brigada mesmo Lylaaa E meu, esse capitulo é gigante, e eu demorei o dia intero pra escreve ele.Mande reviews se não eu não posto mais. Ah sim, semana que vem eu vo viaja, espero que eu consiga posta nessa semana. No proximo capitulo vocês ja vão fica sabendo o que o Frankie boneca tem ;D
De certa forma ele estava certo. Eu não acho que seria a melhor coisa eu me apaixonar por ele. Por quê? Porque eu simplesmente não queria. Frank estava mais pálido que o normal, e muito mais frio também. Ele sentia constantes enjôos, o que fez com que eu ficasse preocupado com ele. E se ele tivesse alguma doença séria? Não, eu não quero pensar nisso. Vai que meus pensamentos ruins atraem algum tipo de doença ou coisa ruim.Ignorem-me. Mikey bateu de leve na porta do banheiro, no qual eu estava me encarando no espelho, arrumando há mais tempo que o necessário meu cabelo.Ele me olhou, e sorriu. - Que milagre você pentear seu cabelo. –ele disse, se aproximando, e se encarando no espelho também.- Eu penteio meu cabelo sempre, eu não posso fazer nada se ele fica bagunçado com facilidade. Nos dois sorrimos, há algum tempo nós não ficávamos normal um com o outro. Ele me encarou pelo espelho. - E você vai sair com ele, não? –ele perguntou, creio que pude notar um tanto de ciúmes em seu tom de voz, ou algo parecido com isso.- Vou. Mais hoje eu prometo que não causo problemas e volto cedo. Porque eu duvido que a mãe vá me deixar voltar muito tarde depois daquilo.- Como se você realmente ligasse para o fato dela deixar ou não.- Claro que eu ligo, agora eu sou uma boa pessoa que chega cedo em casa e obedece a mãe. –eu disse, não parecendo ter o convencido muito.- Sei, e quem fez você mudar de má pessoa para boa pessoa? - Eu não era uma má pessoa antes.- Você era. Mais isso não vem ao caso, porque agora você não é mais. Gee, você pretende algum dia dizer a ele que você o beijou por causa de uma aposta? –Mikey se virou pra mim, me olhando passar o lápis em meus olhos.- Não, porque eu duvido que ele vá ficar muito feliz de saber sobre isso, afinal, quem gostaria de saber que fazia parte de uma aposta? E também, isso não passa de uma coisa clichê que acontece nos filmes, você vai ver, ele vai ficar sabendo e vai brigar comigo, e eu vou me arrepender, chorar, me desesperar, pedir perdão de joelhos até que ele me perdoe e volte pra mim. –se eu estava sendo exagerado com tudo aquilo? Talvez. Mais quem nunca viu isso acontecendo nos filmes? Mais se for como nos filmes, vai tudo acabar bem, então não tem porque eu me preocupar, não? Espero que sim. Mikey riu do meu pequeno ataque eufórico. Terminei de me arrumar, me encarando uma ultima vez no espelho. É, devo admitir que eu não estava tão feio como sempre.E você não acha que eu realmente sou um convencido, metido, que se acha o lindo, não?Pois eu não sou. Posso ser um tanto inconveniente às vezes, mais nada alem disso. Sai do banheiro, me despedindo de Mikey e descendo as escadas. Passei pela sala, onde meu pai e minha mãe estavam assistindo televisão. Gritei. Despedindo-me dos meus pais também, impedindo que eles me dessem um sermão de valiosos minutos sobre o porquê de eu ter que voltar cedo para casa. Aquele era uma noite fria para a época do ano. Estava de casaco, mais não era algo que me esquentasse muito. Fechei então o zíper, me sentindo assim um pouco mais aquecido. Caminhei pelas ruas mais agitadas e com mais gente do que nos dias normais de semana, não que sexta-feira não era um dia normal, mais naquela cidade minúscula, mais parecida com um ovo, às pessoas só saiam para se divertir no fim de semana. A vida daquelas pessoas era realmente triste, imagina você, se divertindo em apenas um dia de semana. Mais isso não importa. Sortes que a casa de Frank não era muito longe, dias frios me davam uma preguiça imensa de andar. Creio que todo mundo é assim. Subi a pequena escada, e fui até o único ponto iluminado em volta de sua casa, à porta. Toquei a campainha, e fiquei encarando a porta branca, esperando vê-lo saindo de lá. E ele saiu, tão bonito quanto sempre, sorrindo. Ele estava com uma camiseta preta mais apertada que o normal, e eu pude notar o quão magro ele era. Não que eu não tivesse percebido isso antes, mais agora ele estava mais magro do que o normal. Ele se aproximou de mim, envolvendo meu pescoço com seus braços em um rápido abraço. - Você esta bem Frankie? –eu perguntei, o afastando um pouco, apenas para poder encará-lo, com meus braços em volta de sua cintura.
- Estou, com um pouco de dor de cabeça, mais daqui a pouco passa, e você, como está? - Eu estou ótimo. E então, o que você quer fazer hoje? - Sabe, eu estava pensando, eu gostaria de fazer algo diferente. - E o que isso seria? - Eu quero fazer uma tatuagem. –ele disse, e eu pensei que ele estava brincando ou algo do tipo, mais não, sua expressão continuou séria. - Sério? –ele confirmou com a cabeça. –Então vamos. Ele riu, achando que eu não estava falando sério. Eu peguei sua mão, e nós saímos andando. Eu conhecia um daqueles lugares que faziam tatuagem perto dali, eu pensei na possibilidade de não quererem fazer a tatuagem nele, porque afinal, ele tinha menos de dezoito anos. Mais no lugar que eu estava o levando, eu conhecia o cara que trabalhava lá, talvez eu conseguisse com que ele fizesse a tatuagem. Ficamos em silencio, até chegarmos ao lugar. Fiquei em duvida se estaria aberto, porque já estava de noite. Mais chegando lá, percebi que ficava aberto até tarde da noite. Entramos, a porta fez aquele barulho de quando entramos em uma loja, sabe? Frank me encarou, com uma aparente expressão de medo, eu ri dele. - Você esta com medo Frankie boneca? - Talvez. - Problemas com agulha? –eu perguntei, tentando parecer irônico.- Não, problemas com a dor.- Não vai doer tanto porque eu vou estar ao seu lado, duvido que assim vá doer tanto. Ele sorriu. Encarou-me uma ultima vez, e se sentou em uma das poltronas da sala, que parecia mais uma sala de espera de algum consultório médico. Sentei-me ao seu lado, peguei uma das revistas velhas de fofocas, e comecei a folheá-la não muito interessado. Não muito tempo depois, o tal homem que eu conhecia apareceu, saindo de dentro de uma porta preta. - E ai Gerard, quanto tempo você não vem aqui, não? Resolveu finalmente abandonar seu medo por agulhas e fazer uma tatuagem? Eu costumava freqüentar aquele lugar, geralmente eu ia lá com o intuito de fazer uma tatuagem, mais eu nunca conseguia logo ao ver a agulha, eu desistia. Eu tinha um certo pavor de instrumentos pontiagudos capazes de me furar, e fazer minha pele sangrar. Frank me encarou, provavelmente se perguntando se eu já havia freqüentado aquele lugar, eu sorri, e encarei o homem. - Não, na verdade, meu amigo aqui queria fazer uma sabe? Você faria não é? Mesmo ele não tendo dezoito anos. –eu disse, tentando fazer a melhor cara de coitado, como se assim eu fosse convencê-lo.- Você sabe que eu não poderia fazer isso, e que se algo acontecesse me traria problemas, mas, como eu sou seu amigo, e te conheço a algum tempo, eu faço a tatuagem nele. Contanto que vocês me prometam que se suas mães descobrirem, elas não vão ter um ataque e vão vir aqui me processar. Eu comecei a pensar que se fosse eu que estivesse fazendo a tatuagem, e se minha mãe a visse, ela certamente viria tirar satisfações com ele. Mais como era Frank que ia fazer, eu não estava realmente me preocupando.Frank confirmou com a cabeça, Ryan sorriu. - Ótimo, o preço de uma tatuagem simples é cinqüenta reais. É... Pode se dizer que aquilo era muito dinheiro para apenas uma tatuagem, pensei em talvez pedir para Ryan se eu pudesse pagar depois, mais desisti ao ver Frank tirar de seu bolso o dinheiro. - Você tem o dinheiro Frankie? - Sim.- E você realmente planejava vir aqui? - Planejava, e eu sabia que você viria comigo. Frank entregou o dinheiro, Ryan nos levou para dentro de uma sala, onde no meio havia uma espécie de maca. - Deite-se ai. –ele disse e Frank obedeceu. –Você pode escolher qual tatuagem você quer ai. –ele entregou algo parecido com um livro, que Frank abriu, e começou a folheá-lo. Eu continuava em pé ao lado dele, e o observava escolher. Até que Frank parou em uma das paginas. - Eu quero essa. –ele disse, apontando para uma coisa mais parecida com um escorpião. - E porque um escorpião? - Não sei, eu o achei bonito, e também meu signo é escorpião, não que isso faça alguma diferença. Ryan se sentou ao seu lado, colocando luvas em suas mãos. - E onde você quer que eu faça? - Aqui. –ele disse, apontando para uma parte de seu corpo um pouco abaixo de sua orelha direita, no seu pescoço para ser mais exato.- E você não acha melhor fazer em algum lugar que sua mãe não veja? –eu perguntei.- Eu não acho que ela vá se importar muito. Ryan se aproximou dele, colocando a mão de leve no local que Frank havia indicado que queria fazer a tatuagem, o encarou, esperando algum sinal de que podia começar. Frank sorriu para ele, não que aquilo fosse um sinal, mais depois disso, Ryan começou a fazer, Frank gemeu de dor quando sentiu a agulha tocando sua pele. - Me de sua mão. –ele disse quase que em um sussurro, eu obedeci, segurando sua mão. Ele a apertava de acordo com a intensidade da dor. Algum tempo depois, Frank já havia se acostumado com a dor, e apenas segurava minha mãe, e eu acariciava a dele.Ryan terminou, limpou, e, pois uma espécie de algodão em cima da tatuagem. - Bom Frank, você tirar isso por no mínimo uma semana, e não deve tomar sol por um mês. –ele disse.- Tudo bem, eu não gosto muito de sol mesmo. Então nós saímos de lá, Ryan fez Frank prometer de novo que aquilo não traria nenhum problema pra ele. - E então, doeu muito Frankie? - Não doeu nem um pouco. –ele disse, tentando me convencer, mais ele não conseguiu.- Não doeu é? Então porque você ficava apertando a minha mão e gemendo de dor? -eu disse, o fazendo rir.- Ta bom, eu admito, doeu demais. Eu não sabia do seu medo de agulhas. - Eu tenho pavor de agulhas, eu não tenho um passado muito bom com coisas pontiagudas. –eu disse, mostrando uma cicatriz em meu braço, Frank a encarou, e colocou sua mão em cima dela, começando a acariciar.- Como você fez isso?- Quando eu e Mikey éramos crianças, nós não nos dávamos tão bem como hoje. Nós estávamos brigando por alguma coisa que eu não lembro o que, e ele estava com uma garrafa na mão, e a jogou contra mim, ai eu puis o braço na frente do meu rosto pra que a garrafa não me machucasse sabe? Então ela acabou quebrando no meu braço, e eu quase morri por falta de sangue. - Isso demonstra muito amor entre irmãos, não? –ele riu.- Mais hoje nós não somos mais assim.- Que bom, porque se ele fez isso quando vocês eram crianças, imagina o que ele faria agora que vocês cresceram. –eu ri do jeito que ele falou, foi tão.... Espontâneo talvez.Nós continuamos andando, nós não sabíamos realmente onde nós estávamos indos. Até que ele parou, me encarou e sorriu. - Vem. Eu quero te mostrar um lugar. –ele segurou minha mão, e começou a correr. Ele entrou no único cemitério da cidade, geralmente as pessoas tem medo de um lugar como aquele, mais eu o achava apenas calmo demais.Frank se sentou em um dos bancos, e me puxou fazendo com que eu me sentasse também. - Lindo, não? –ele disse.- Frankie, isso é tão bonito e igual a qualquer outro cemitério. –eu disse, tentando achar a beleza que ele estava vendo em um lugar cheio de pessoas mortas.- Não é o cemitério em si que é bonito. Assim, quando meu pai morreu, a alguns anos atrás, eu vinha aqui com freqüência, porque eu sentia que assim eu estava mais perto dele. Eu cheguei a passar noites aqui. –ele disse, parecendo se chatear com a lembrança de seu pai. –Então eu comecei a reparar, que o céu fica realmente bonito quando estamos em um lugar completamente escuro e longe de pessoas como aqui. –ele continuou, olhando para o céu, e eu fiz o mesmo. Ele tinha razão, o céu parecia estar com mais estrelas do que o normal. - Porem, eu não acho que as estrelas brilham menos de acordo com o lugar que estamos eu acho que elas brilham mais quando nós realmente a olhamos. E de novo ele estava certo, eu acho que isso se aplicava á todas as coisas e pessoas. Porque se você reparar bem, quando você olha uma coisa sem realmente a vê-la, ela parece mais uma coisa insignificante e inutil em sua vida. Como o Frank era na minha, antes ele não passava de mais uma pessoa qualquer que eu não me interessava, quem diria que um dia eu me apaixonaria por ele. Mais isso não vem ao caso. Eu o encarei, e sorri, o abraçando em seguida. Depois nos separamos, e eu o beijei, ele estava quente, mais ao mesmo tempo tremia, não sei por que mais eu me senti na obrigação de fazê-lo parar de tremer, então eu o abracei de novo.
Ficamos em silencio, Frank às vezes encarava o céu. Ele se separou de mim tão subitamente que me fez ficar preocupado. - Gee, eu acho que... Que eu vou... Ele se virou. E dessa vez aquilo não era apenas vomito de palavras, e sim, vomito de verdade.
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