I Was Feeling Epic - O final que queríamos

5 Página 5: o confronto (o inferno e o paraíso)


Pov Enzo

Às 10 e 30 horas da noite... Na casa que fora comprada por Bonnie dias atrás... Estava Enzo pelos corredores simples, que apesar de terem a sua modesta coloração alaranjada verniz e os outros cômodos de tamanho modesto, ela tinha uma vista favorável para o céu cheio de estrelas e a brisa fresca que traziam o conforto de uma natureza não contaminada pelo urbano. Isso tudo o fez lembrar dos momentos que passou com Bonnie desde que a conheceu: desde quando tinha que proteger a bruxa que ele considerava chata do Arsenal em uma cabana, até que tiveram que conviver por um tempo em que se sentiu confortado pela estranha bruxa que sentiu empatia por um vampiro condenado que nem ele, algo que ele pouco vira em sua vida, a partir de então passou a conhecer a história sofrida de batalhas dela e a sentir uma mistura de admiração pela a sua força que nem Enzo tivera nos seus anos de tormento com a Irmandade Augustine, e identificação por serem duas pessoas tentando sobreviver em um mundo caótico. A partir de então passou a protegê-la e amá-la como se sua vida fosse isso, ainda mais quando se declararam com os lábios colados depois de uma lição de música e uma viagem para a França que fizeram o seu sofrimento valer a pena, só para encontrar a verdadeira felicidade. A felicidade de ter uma mulher incrível que seria capaz de desistir de sua vida de bruxa para ser uma vampira ao seu lado, e Enzo muito mais por ela.

— Eu morreria outra vez por você, meu amor. – disse Enzo pensando em voz alta com camiseta e jaqueta preta, calça jeans azul na tonalidade média.

Com isso, Enzo passou a andar de um lado para o outro visando arranjar um plano para salvar sua amada e seus amigos, pois poderia ter morrido, mas não deixaria que fizessem o mesmo pelas pessoas que passou a amar.

— Então é aqui que a Bonnie mora? – perguntou uma voz feminina que se aproximava dele, revelando ser Katherine na sua versão fantasma, o deixando na defensiva ao avançar para cima dela com a sua velocidade vampírica fantasma e estrangular o seu pescoço. — Posso tentar ajudar ou não? – suspirou Katherine querendo revirar os olhos pela idiotice.

— Não já basta destruir a minha vida miserável, agora a da Bonnie também? – retrucou Enzo sentindo um pouco de fúria ao lembrar da razão de estar ali.

— Não sou mais a rainha do inferno para a sua informação. – disse Katherine antes de ser largada por ele no chão. – Precisamos destruir os outros sinos do inferno antes que aquele louco sem estilo destrua tudo, inclusive a sua amada bruxa.

Enzo parou por tempo e ponderou sobre o assunto, pois havia escutado dos seus amigos Salvatores sobre o quanto Katherine era uma mulher traiçoeira que poderia destrui-lo só para favorecer a si mesma, mas por outro lado, não tinha muita escolha e Katherine poderia estar desesperada para ressuscitar, logo faria qualquer coisa para se vingar de quem a assassinou e qualquer coisa a sua amada Bonnie poderia destrui-la em pouco tempo.

— Eu aceito. – disse Enzo, enfim com uma mistura de dúvida e esperança, pensando em Bonnie e na sua morte que não poderia ser em vão.

Minutos depois, ambos estavam caminhando por um portal que poderia estar em casa, a espera de um chamado de Bonnie, deixando ambos impacientes.

— Um está nos túneis de Mystic Falls e outro na torre do relógio, por que a demora? – perguntou Katherine revirando os olhos.

— Precisamos ser invocados, alguém pensar em nós ou precisar. – explicou Enzo tentando manter a postura diante de tanta ansiedade. – Não entendo como o nosso padrão vibratório nos colocou próximos.

— Se o lorde parar de teorias sem nexo, podemos encontrar alguma coisa. – disse Katherine tentando conter a ansiedade de salvar Stefan, pois vira em seus olhos e seu beijo o carinho que ele sentia por ela ainda.

— Se a psicótica parar de me tirar a paciência, eu... – tentou dizer Enzo antes que ele fosse sugado para um lugar que se revelou ser a biblioteca de Mystic Falls.

A biblioteca estava deserta, se escutando apenas o eco de um livro sendo esfolheado pela Bonnie. Ao vê-la, Enzo quase lagrimou de felicidade ao ver no quanto ela era batalhadora mesmo com o caos à espreita ?mas logo fora substituída por uma ansiedade de resolver as trevas que ainda viriam.

— Eu sei onde estão os outros sinos do inferno. – disse no ouvido de Bonnie que se emocionou ao vê-lo de volta, mas logo voltou ao seu foco.

— Mesmo morto você ainda está comigo. – sorriu Bonnie querendo chorar, sentindo saudades de seus toques que a aliviavam da tensão de ser forte o tempo todo, e da sua inteligência singular.

— Eu falei que viajaria nos oceanos e velejaria entre as sereias só para encontrar o meu caminho de volta para você. – disse Enzo beijando a sua testa para dar lhe energia, e logo em seguida se sentou ao lado dela para ver o grande concerto, pois confiava no seu poder. – Agora vamos ao foco, eles estão...

Pov Katherine

Enquanto isso... Estava Katherine a caminhar pela floresta escura que ficava próxima da casa, e a refletir sobre os seus quinhentos anos de solidão e sangue, sejam os que foram causados por ela ou contra ela, tirando a sua inocência de garota sonhadora que só sonhava com amor. Sim, o amor que a destruiu e a levou para a queda, mas que a salvou novamente como um beijo de um anjo em um demônio quase sem alma.

— Se as pessoas deixassem de acreditar no amor, por qual outra razão viveriam? – sorriu Katherine ao olhar para um riacho e a lembrar de seus sonhos de menina que a fizeram perder a sua postura durona mais uma vez. – O que eu faço agora sem a minha existência? – olhou para o céu cheio de estrelas e se lembrou de quando fora chamada de anjo por Stefan mesmo com o seu passado já conturbado, e quando viu o olhar de amor da sua filha Nádia antes de morrer.

Tudo isso, fez com que Katherine tivesse “uma luz” inspirada nessas memórias e em homenagem às duas pessoas que ainda a amavam mesmo que ela fosse uma mulher obscura, mas que poderia mudar a sua vida para sempre, como também mudar a vida de outras pessoas que fossem que nem ela, só precisassem de “uma luz”.

— Stefan, aqui vou eu. – sorriu inspirada a usar o seus saltos altos para fazer as outras almas do inferno a encontrarem a paz, inspirada pelo ato heroico dele e com uma leve esperança de encontrar Nádia no paraíso, embora seja impossível, mas ao menos faria uma história digna de filmes. – Meu nome é Katherine Pierce, e sou uma redentora sobrevivente.

Pov Damon

Às 11 e 30 horas da noite... No túnel da cidade... Estava Damon ao lado de Klaus e Caroline no começo do túnel argiloso e com um vento quente passando pelas as suas faces, como se estivesse anunciando o fogo do inferno. Sendo que Damon estava a se preparar para o pior, ainda mais ao saber que Kai assumiu o controle do inferno e os mataria em questão de segundos, ao contrário de Katherine, ele não tinha sentimentos por ninguém a não ser pelo poder, isso fez Damon pensar em Elena, Bonnie e no seu irmão Stefan, e no quanto ele precisaria se sacrificar para dar a eles o que nunca teve: tranquilidade e felicidade, ao contrário dele que era um homem egoísta e mal, eles mereciam e ainda assim não conseguiria chegar um terço da humanidade deles.

— O sino está aqui. – exclamou Caroline se aproximando do sino.

— Vamos matar esse bruxo dos infernos. – disse Damon se aproximando com força de vontade.

Mas, antes que Damon se aproximasse, foi imobilizado pela magia de Kai que passou a rir da situação.

— É bom ver vocês outra vez. – disse Kai usando magia para arremessar Damon que o golpeou com a força de vampiro, mas que depois fosse golpeado por Caroline no rosto e Klaus nas costas.

— Gostei do soco. – comentou Klaus admirado.

— Obrigada. – sorriu Caroline se sentindo lisonjeada.

Kai, se divertindo com a situação, se fingiu de imobilizado para logo em seguida os arremessar para longe com a sua magia e a paralisar as suas mentes até que saísse sangue de seus narizes.

Em questão de segundos, Kai tocou o sino e começou a se sentir vingado depois de ter sido visto como abominável por anos pela a sua família que fingia amá-lo, seguido por essa trupe que queria negar os seus objetivos e por isso mereceriam dor e sofrimento.

Porém, antes que comemorasse vitória antes do tempo, foi surpreendido com uma água contra bruxos jogada pelos três que se aproximaram dele, mesmo ele tentado revidar com a sua magia, mas que levou um pouco da água, deixando Kai levemente imóvel. Logo em seguida, foi estaqueado por Stefan que chegou a tempo dele fazer alguma coisa.

— Quanto tempo acha que ele irá durar? – perguntou Elena preocupada.

— Alguém tem que ficar para detê-lo. Eu fico. – ponderou Damon antes de ver o olhar preocupado de Elena e companhia.

— Eu também, não deixarei você sozinho nessa. – retrucou Stefan determinado a salvar a todos, incluindo o seu amado irmão que merecia a felicidade depois de tudo o que sofreu.

— Você lutou tanto para ser o cara certo, eu sou o cara mal e tenho que consertar as coisas. – retrucou Damon se sentindo indigno de tamanho sacrifício. – Me deixe fazer algo por você.

— Não, irmão, somos irmãos e estamos juntos nessa. – teimou Stefan mesmo vendo um sorriso irônico de decepção no olhar do irmão.

— Você continua um teimoso. – sorriu Damon de ironia ao se lembrar de quando ambos brigaram por séculos seja pela inveja que Damon sentia por ter sido rejeitado pela família e por Katherine ou Elena, por todas as pessoas e ou suas questões morais divergentes. Mas logo se desfez ao ver as lágrimas a caírem do olho de Elena. – Eu te amo, por isso siga a sua vida por mim. – beijou os seus lábios como forma de gratidão por ter sido amado nos momentos mais difíceis ou amor por fazê-lo humano com o seu amor puro. — Obrigado por me amar.

— Vou sim. – suspirou Elena em meio às lágrimas de despedida do amor da sua vida que a ajudou quando estava se sentindo um monstro e se tornou alguém melhor por ela, e pelo amigo Stefan por ter feito ela se sentir viva quando estava morta por dentro. – E obrigada Stefan, por me trazer de volta à vida. – o abraçou intensamente para tentar agradecer por tudo o que ele fez e faria por ela.

— É bom te ver de novo, Elena, pela última vez. – Stefan retribuiu o abraço como se para agradecer dela tê-lo ajudado a não se sentir um monstro e se esforçasse para começar tudo outra vez. – Ajudem os reféns.

— Posso levar pra Nova Orleães, na minha enorme mansão e o Quartel Francês. – disse Klaus despertando o olhar de admiração da Caroline.

— Cuide dela por mim. – ordenou Stefan no ouvido do Klaus, mas que foi ouvido por Caroline que deu um sorriso ao mesmo tempo em que conteve as lágrimas de gratidão e amor pelo amigo.

— E Elena, cuide da chata da Bonnie, eu adoro aquela bruxa. – Damon tentou dar um riso para conter a emoção do momento, pois estava nervoso se não conseguisse assegurar o futuro de todos, tudo isso até que fosse beijado intensamente por Elena com a expressão possivelmente um pouco aliviada.

— Se sobrevivermos, seja o meu marido, Damon Salvatore. Case comigo e vamos ter um conto de fadas que você tanto se enjoa. – tentou chorar Elena tentando manter a esperança mesmo com a situação nada favorável.

— Me caso sim, minha salvadora. – respondeu Damon quase a lagrimar ao limpar as lágrimas de Elena e a beijá-la com todo o amor que estava sentindo como se fosse a última vez.

Minutos depois, ambos saíram e deixaram ambos os Salvatores unidos, dois opostos e duas histórias juntos para um único propósito visando proteger a vida um do outro, pois poderiam ter brigado por décadas, mas no fundo ainda se amavam e desejavam o bem embora não admitissem, ainda restava restos daqueles inocentes meninos que encontravam conforto um no outro dentro do mundo abusivo que já sofriam e sofreram quando se tornaram seres trevosos.

Pov Bonnie

Enquanto isso... De dentro da torre do relógio de Mystic Falls com muitas velas ao redor para iluminar a escuridão que o consumia assim como o clima abafado... Estava Bonnie com um rabo de cavalo, calça preta, blusa sem manga verde quase cinza e capa preta acinzentada, acompanhados por um colar que fora entregado de geração e geração Bennett para a dar forças nas batalhas mais difíceis.

Ao ver o sino ser tocado por uma magia transportadora por Kai, pelo o que ficou sabendo através de mensagem, Bonnie sentiu um arrepio que continha todas as emoções que estava sentindo no momento: medo de tudo dar errado e dor pelas vidas que se perderam e se perderiam. Mas que tudo fora desaparecendo ao tirar forças ao olhar para o colar e se lembrar da força de suas ancestrais, mesmo que morressem e fossem torturadas, davam o sangue em suas batalhas, ainda mais ao olhar para trás e se deparar com os fantasmas de: Sheila, Abby, Emily e etc, ou seja, todas as Bennetts desde a primeira até a última geração.

— Somos as Bennetts. – disse Sheila a dando um olhar com mistura de orgulho e foco.

— Você consegue, minha filha. – complementou Abby.

— É um orgulho pra nossa geração. – piscou Emily ao se ver nela.

Com tudo isso, Bonnie se sentindo como uma fênix que renasce a cada derrota e incendeia a cada batalha, olhou para as suas ancestrais com um sentimento de superação e esperança ao ver esses sentimentos em suas fisionomias destemidas diante do caos. Logo, pensou em tudo: não só nos momentos difíceis da sua vida, mas nos momentos em que superou todos eles com muita força para salvar as outras pessoas e a si salvar.

— Você é uma guerreira, eu tenho orgulho de você. – disse Enzo que apareceu do seu lado dando um sorriso discreto que acompanhava uma nostalgia, e uma esperança de um futuro melhor.

Bonnie se sentindo mais destemida do que nunca, usou toda a sua força não só do corpo, mas da alma também para conjurar o maior feitiço de sua vida, um escudo para deter o fogo que ceifaria tudo o que ama e luta por: seus amigos, sua cidade e o legado das Bennetts. Não intimidada pelo fogo que se aproximava, Bonnie segurou na mão de sua avó e de seu amado como se para dizer “darei orgulho a vocês, mesmo que eu morra”, e com isso, todas as bruxas repetiram o mesmo feitiço que ela e como uma orquestra, ficaram todas a recitar o feitiço de proteção e de luz como uma fênix queimando intensamente até que o fogo fosse enfim detido, e Bonnie quase desmaiasse de êxtase.

— Eu consegui. – murmurou Bonnie quase a chorar orgulhosa da força que ela nem sabia que tinha.

Pov Stefan

Estava Stefan ao lado do irmão observando Kai a se aproximar deles com toda a força que tinha, mas eles juntos tentaram revidar com tiros e verbenas, e logo em seguida foram imobilizados por magia em contrapartida.

— O fogo está se aproximando. – alertou Stefan preocupado e quase mentalmente exausto achando que tudo seria em vão, pois tudo o que lutou seria destruído e o seu amado irmão não teria a chance de ter a felicidade.

— Morreremos juntos, mas vamos vencer. – retrucou Damon fazendo Stefan sorrir de uma leve esperança antes de ambos darem um abraço de despedida para se redimirem de todos os erros um com o outro, e para celebrar a felicidade que era estar prestes a morrer com a pessoa que mais amavam: o irmão.

Movidos pelo amor fraternal que sentiam um pelo outro, ambos se uniram para um golpear o Kai com uma estaca contra bruxos mesmo sendo torturado por magia, e outro a estrangulá-lo com a tesoura forjada pelo fogo infernal.

— Eu sou Malachai, o rei do inferno e quem são vocês? – disse Kai mesmo com dor e com desdém.

— Somos os irmãos Salvatores. – afirmaram eles até o jogarem no fogo que se aproximava e saíssem o quanto antes do local.

Stefan foi carregado por Damon nas costas que usou a sua velocidade de vampiro para fugir do fogo celestial, que por algum milagre, com uma força que não conseguiram explicar, foram para fora do túnel e contemplaram o fogo a consumir cada argila e dor que ia junto.

— Como está se sentindo, irmão? – perguntou Damon ao olhar para Stefan com êxtase de incredulidade e felicidade.

— Eu estou me sentindo épico. – riu Stefan deixando cair uma lágrima de alegria e esperança, por tudo o que lutaram juntos e um tempo de calmaria que viria depois dessa noite obscura no começo, mas épica no final.