I Want You Just For Me
4 Capítulo 4 - Você é o que eu sempre imaginei!
Notas iniciais
Quem quiser me encontar, sem ser no Nyah, basta dizer que leu a fic ou que é um escritor/leitor aqui no Nyah que já facilita para que eu aceite os convites ^^
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Obrigadinha ^^
Eu acordei muito zonza, não tinha aula pra mim e só depois fui perceber que havia sonhado com uma garota, e que não era qualquer sonho. Eu estava semi-nua na frente dela! Nunca sonhei com uma coisa dessas. Que eu saiba, essa não é a minha praia. Não é dessa carne que eu como.
Ainda tensa por isso, levantei e fui ao banheiro. Tomei banho, escovei os dentes e fiz um coque no cabelo. Ainda de pijama, desci e minha mãe disse que tinha recado na secretária eletrônica pra mim. Fui ouvir e era Johnny. Ele dizia que iria vir aqui em casa ás dezenove horas.
Fui para a cozinha e tomei café junto de minha mãe.
—Mãe, cadê a Marina? —Ela durmiu na casa do namorado. —Hum. —Sabe, Annie, não acha que está na hora de arrumar um namorado não? -Quase cuspi o café. —Mãe, eu não quero falar sobre isso. —Mas minha filha, é que, eu não quero que você pense que eu vou brigar, caso encontre um garoto pra você. —Mãe, eu estou ótima desse jeito. —Está? Desse jeito? Que jeito? -Levantou retirando o café. —Annie, eu sei que você gosta do Johnny. Pode confessar.
Puta merda.
—Mãe, eu não gosto do Johnny como namorado. Eu gosto dele como amigo, apenas. —Sei... -Minha mãe não iria acabar por ali. Não mesmo. Então resolvi cortar o assunto e saber algo do meu interesse. —Então, vou mesmo poder ir no Shopping? —Tem dinheiro pra comprar o livro? —Não, a senhora não quer me dá e meu pai, esse daí trabalha tanto que eu nem o vejo. —Está bem. -Ela deixou o dinheiro. —Agora tenho que ir trabalhar. Vê se você se comporta lá e leva o celular. —Tudo bem.
A noite chegou e eu estava anciosa demais. Fiquei esperando Johnny e cada minuto que passava, eu mandava um sms para ele, até que ele finalmente chegou. Pegamos o ônibus direto para o shopping e fiquei me perguntando ser era tarde demais.
Nossa, eu só havia entrado naquele shopping uma vez na vida, mas mesmo assim, me surpreendi ali. Johnny e eu estávamos inteiramente encantados. A Rafaella ainda não havia chegado ali, e eu já estava começando a ficar nervosa. Que horas afinal ela iria dar atenção para nós?
Johnny me puxou pelo braço e eu fiquei espantada quando vi o que era. Juliana estava aqui, A.Q.U.I! O que ela fazia aqui afinal? Será perseguição? Estou começando á achar que ela não é uma pessoa tão ruim assim. —O que ela está fazendo aqui? -Perguntei ao Johnny. —Eu não sei. —Bem, eu vou lá falar com ela. —Você vai o que? -Johnny sussurrou.
Estávamos em uma parte do shopping comprando o livro, e ela estava falando no celular. Ela dizia coisas como "Não, eu vou ir assim que acabar aqui" "Thamy, eu já disse que eu vou aí. Beijos."
Eu me aproximei, estava tremendo de nervosismo. Nem sabia o que iria falar com ela, quando ela se virou e sorriu. —Oi, veio para o lançamento também? -Eu estava paralisada, mas não muito, apenas encantada. —Sim... E você? —Eu, também. Sabe, é uma de minhas autoras preferidas. —Nossa, que legal. —Então, eu não sabia que você gostava de ler... -Fez uma pausa. Pude entender. —Ah, sim. Eu gosto. -Ela ficou sorrindo maliciosamente e me olhando de cima á baixo. Eu comecei a ficar sem graça. —Ah, olha, eu tenho que... —Você gosta de skate? —Ah, não. —É bem legal. —Sim, imagino. -Johnny veio me chamar. Eu não queria ir, pela primeira vez, não me senti estranha estando perto dela. Me senti, melhor?
Lá estava ela, linda, pele branquinha e cabelos pretos mais lisos que já vi. A autora perfeita, mais perfeito ainda foi quando chegou á nossa vez. Ela autografou o meu livro, paramos para tirar uma foto e fomos embora.
Na saída do shopping, alguém gritou por mim. Era ela, Juliana.
—Hey, espere. -Parei. —Posso ir com vocês? -Ela perguntou. Nem precisava você ler a mente de Johnny para saber no que ele estava pensando sobre aquilo, seu olhar já dizia tudo: NÃO!
—Então, João, por que tem me ignorado? -Ela perguntou. Ninguém no mundo sabia o verdadeiro nome de Johnny, até Juliana contar. (Era o que ele havia me falado). —Não me chame de João. -Ele disse frustrado. —Ah Joãozinho, fica assim não. -Apoiou o braço no ombro de Johnny. —Então, eu tenho uns amigos pra te apresentar. Sinto saudades de quando ficávamos zuando aqueles lezadões lá da frente. —Juliana, para com isso. Eu não sou gay e muito menos fico implicando com as pessoas! -Quase gritou, Johnny. —Eita, tá virando macho heim. -Ela ria. —Você é um viadinho. -Ela riu novamente.
Eu não aguentava mais ouvir aquilo, como pode? E eu que comecei a pensar que ela fosse legal. Todos que passavam perto da gente, ficavam rindo da cara dele. Johnny estava prestes á chorar e implorar para ela parar. —Aí Johnny, falei pro André que você queria pegar ele amanhã. -Riu novamente.
Johnny era homossexual, mas, ninguém sabia disso. Ninguém sabe, apenas eu e alguns amigos dele. Não era legal o que a Juliana estava fazendo, ele odiava isso.
—Ei, Juliana. Por que não para com isso? -Ela parou no ponto de ônibus e ficou á me olhar. —Eu sei que ele gosta disso. É por isso que eu faço. -Sorriu. —Né Johnny? -Ele estava furioso. Eu tentei, mas realmente, ela era impossível.
Todos os pensamentos que eu tinha chegado sobre ela ser uma pessoa legal, estava morrendo ali.
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