I Want You Just For Me

25 Capítulo 25 - Familia


Notas iniciais
Hey, sei que devem estar triste comigo por não estar postando mais. Acontece que... as ideías morreram, maaasss, me surgiu muitas coisas novas para escrever e trazer um pouco mais pra realidade.
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Hoje eu estava vendo uma coisa que me deixou um pouco balançada. Era algo como "dar valor a vida, seja feliz enquanto puder, erre mas não se ferre..." etc.. Tudo isso me fez refletir sobre várias oportunidades que a vida trás pra gente.
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Então, essa semana estou inspirada.
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Então lindas, muito obrigada por continuarem lendo a fic.
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Enjoy ^^

Eu não havia comentado, mas minha familia não sabia quase nada sobre minha vida, principalmente que eu estava namorando a Juliana, uma garota. Se minha mãe soubesse, nem sei do que ela seria capaz de fazer. Minha irmã de boa, já que sempre desconfiou, e meu pai é um ausente que se sentiria culpado. Mas o que eles não entenderiam é que, não escolhemos as pessoas para gostar ou amar. Assim como, com a Juliana.

Eu gostava do Lucas mas acabei ficando balançada por ela. Eu não pedi pra gostar dela, simplesmente aconteceu, e eu tinha que arrumar um jeito de contar pra eles. Não estava com medo, nervosa, tensa ou sei lá o que, era uma coisa que eu queria. Mas não me importava quais seriam suas respostas, eu continuaria com a Juliana.

—Mãe, preciso te contar uma coisa. -Ela estava no computador. —Fale. —Mas a senhora vai ter que sair daí. -Ela levantou da cadeira e sentou no sofá. —Diga. —Bem, talvez o que eu vá falar agora, não seja nenhuma novidade, pelo ao menos pra você e Marina. —Annita, fale de uma vez! —Eu... Gosto de uma pessoa. -Ela nem ficou surpresa, mas com certeza ficaría. —Mas não é uma pessoa qualquer. Essa pessoa é a Juliana. -Ela me olhou de cima a baixo e ficou rindo. —Qual a graça, mãe? —Você encontrou a Megan Fox pelo caminho, foi? —Mãe, eu falo sério. Gosto mesmo da Juliana. Estamos namorando.

Quando minha mãe percebeu que eu não estava brincando, ela pediu para que eu sentasse ao seu lado. —Annie, como isso pode acontecer? Por que? —Mãe, acontece. —Acontece se você se influênciar. —Mãe, ninguém me influênciou. Eu me apaixonei. —Você não tem noção do que é, pra uma mãe saber que seu filho é gay? Nenhuma mãe espera isso de um filho. Nenhuma mãe quer isso para o seu filho. —Mas mãe... —Mas nada. Eu não quero uma filha lésbica. Eu criei uma hétero que gosta de homens, e que vai casar com homens. Eu já devería ter suspeitado quando me pediu pra ir naquele lançamento ridículo de livro. —Mas mãe, eu não sou lésbica. Eu gosto de garotos também. —Pior ainda. As bissexuais são safadas, e eu não quero ter uma filha safada que ficase esfregando com mulher e homem. —Mãe, eu não sou assim. E eles também não. —Annita, eu não quero isso pra você, não mesmo. Pode parando com essa palhaçada. Amanhã mesmo vou mudar você de escola!

Minha mãe surtou, talvez se ela estivesse no computador, não teria feito tanta favela assim.

Como eu disse, não me veio qualquer sentimento negativo. Fui para o meu quarto e liguei meu notebook, achei que seria melhor conversar com a Marie. Fazia dias que ela não passava aqui em casa.

–AnnieMansoon ~~ Então, eu disse á ela que eu estava namorando a Juliana. Minha mãe surtou, Marie.

–MarryStump ~~ Garota, você é maluca. E o que ela disse?

–AnnieMansoon ~~ Ela quer me mudar de escola. Só estou meio preocupada com isso.

–MarryStump ~~ Droga, imagine quando seu pai ficar sabendo?

–AnnieMansoon ~~ Ele já deve saber, e vai se sentir todo culpado.

–MarryStump ~~ E por que?

–AnnieMansoon ~~ Sei lá, ele acha que tudo o que eu faço de errado, é porque ele não está aqui me dando atenção, e me dizendo o que correto á fazer.

–MarryStump ~~ Amiga, mas se eles proibirem mesmo você de falar com a Juh e tirar todas as coisas que eles te deram?

–AnnieMansoon ~~ Eu não sei, mas acho que saio de casa.

–MarryStump ~~ Annie, está louca? Vai sair de casa por causa de uma garota?

–AnnieMansoon ~~ Marie, ela não é uma garota. Ela é a minha garota. Não tenho culpa se você estragou tudo com a Thaíz.

–MarryStump ~~ Nem me lembre disso.

–AnnieMansoon ~~ Sabe, agora estamos bem melhor. Mas ainda sinto falta da Thaíz. Você ainda sente algo por ela?

–MarryStump ~~ Sim, e me arrependo muito de ter tratado ela mal.

–AnnieMansoon ~~ Vou ver se consigo falar com o Bruno. Ver se convenço á ele, me dar alguma informação sobre ela.

–MarryStump ~~ Annie, muito obrigada.

–AnnieMansoon ~~ Mas então, vou sair aqui, porque minha mãe está me chamando.

****

Eu falei sério sobre fugir de casa se meus pais e a Marina, forçassem a barra. Não sei pra onde iria, mas levaría minha roupa e meus sapatos, notebook e celular. Trocarei o chip para que eles fiquem sem noticias minhas, eu realmente teria que fazer isso, caso as coisas piorassem.

Já eram dez horas da noite quando minha mãe me chamou, Marina e papai estavam sentados no sofá, era raro ver essa cena depois que minha irmã começou a namorar. Minha mãe estava enfurecida encostada na parede esperando alguma resposta, ou melhor, represália de meu pai.

—Anda Marco, fale com a sua filha sapatona! -Cuspi as palavras, minha mãe. —Annita, isso é mesmo verdade? Você é lésbica? —Não pai. Eu sou bi e tenho uma namorada.

Minha irmã arregalou os olhos em surpresa. Eu não imaginaría que ela iria ficar assim, surpresa. Vi meu pai levantar do sofá e ir em direção á escada, mas antes de subir ele olhou pra trás e disse algo que eu já esperava.

—Amanhã, vou ir na sua escola pedir transferência. Vai ficar sem notebook, sem celular, perdeu a liberdade de sair na rua e toda a sua mesada. Quando você voltar a ser a "Annita" que sua mãe pos no mundo, terá de volta tudo aquilo que demos. -E subiu.

Ficou um clima muito tenso ali. Minha mãe estava séria, nunca tinha visto ela assim desde o dia que Marina mentiu estar grávida, o que gerou uma briguinha curta. Eu ia subindo a escada quando minha mãe me parou.

—Ei, onde pensa que vai? —Vou pro meu quarto. —Espera seu pai retirar suas coisas, ou melhor, as coisas pagas com o nosso dinheiro. -Ela subiu, deixando eu e Marina. Sentei ao seu lado e fiquei de cabeça baixa, prendendo o choro.

—Annie, eu já sabia. -Levantei a cabeça. —Como? —Ninguém conhece você melhor do que eu. —Hum... Estou sendo uma vergonha pra você também? —Claro que não. Está sendo um orgulho. Exemplo não só pra mim, como pra todas as pessaoas que temem em contar para os pais sobre sua opção sexual. Você contou á eles. E sei que não vai desistir de lutar por esse amor.

Por que eu nunca parei pra conversar com a Marina antes? Ela é a melhor irmã do mundo e eu nunca percebi isso.

—Não sei. Só tenho uma opção, se eu não quiser perdê-la. —Olha Annie, sei que é idiotice, mas estou com você. Não importa o que faça, desde que não venda sua vida para o diabo. -Ela riu. —Marina, você é uma irmã muito legal. —Ah não. Nem vem estragar esse momento. -Ela riu denovo.

Meu pai desceu e disse que eu já podería ir para o quarto.

Quando entrei em meu quarto, me deu uma sensação de vazio. Meus poucos posters arrancados, minha televisão não estava mais no quarto. Meu notebook e meus all star estavam trancados em uma caixa, meu casaco mais caro original que minha mãe me deu de presente, havia sumido. Fora cds e dvd's que estavam quebrados na lata de lixo. Me senti vazia, sem vida. Deprimida. Na mesma hora me deu aquela vontade de sair dali, com a roupa do corpo.

Notas finais
Ahhh coitada da Annie néer :(
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Então, com base desse capítulo, estou pronta pra escrever mais ^^
Só que não vai ser muito bom :(.
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PLZ voltem a comentar e ler a fic. Convidem seus amigos lindas pra ler ^^