I Wanna Have Your Babies
1 is serious like crazy
Notas iniciais
Estavam os três novamente bêbados. Muita coisa por ser dita, até fariam a brincadeira do “Eu Nunca...” se da última vez House não tivesse dito “Eu nunca transaria com Gregory House” e na verdade, os três tenham bebido a taça de vinho tinto com um gole.
Lisa Cuddy bêbada não era do tipo bêbado tarado ou bêbado deprimido, ou bêbado camarada... Ela fazia parte do seleto grupo dos que falam a mais profunda verdade quando bêbados.
Era a bêbada sem travas na língua e isso era um perigo sério. SÉRIO.
“...What happens in my head stays in my head,
But sometimes it won\'t.
What if you knew what I was thinking?
Would it make you like \"Whoa!\"?
I don\'t wanna risk putting my foot in this
So I keep my mouth closed...”
- Acho melhor eu ir embora... – Cuddy já com a voz embargada com um esforço enorme para se levantar.
- Ha, quero ver você conseguir –soluço – ir pra casa. – House apoiando a cabeça na mão e descobrindo que esta era pesada demais.
- Eu... Chamo um táxi. – levando a mão para o rosto e lutando contra o próprio cabelo.
- Cara, você tá mal. – disse Wilson piscando os olhos várias vezes, como se tudo fosse um borrão só e tentasse focalizar alguma imagem.
- Não mais que você... Que não... Consegue ver... Ah, desisto. – falou caindo pesadamente na posição em que estava antes da tentativa frustrada de ir embora.
- Que tal um jogo da verdade? – House com um olhar malicioso para os dois amigos. Já mais sóbrio que os outros, não tão acostumados quanto ele a beber grandes quantidades de álcool.
- Nããão. – Cuddy com horror.
- Medo – soluço – de que? Cudllers... Como é mesmo seu nome? – Wilson caindo na gargalhada.
- Ah foda-se. Wilson qual sua vontade mais profunda? – House olhava de forma penetrante nos olhos do amigo.
- Conseguir o topete perfeito sem precisar de laquê.
- Você usa laquê? – House com vontade de rir.
- Não, eu nunca disse isso. – percebendo o que acabara de confessar.
- E você Cuddlecakes?
- E você House?
- Você está escondendo alguma coisa... – ela segurava sua língua apesar dele insistir, ela queria fingir que não ouvia, sentia toda a verdade borbulhar dentro de si, ir emergindo com força brutal.
- Eu gostaria de ter filhos com você, se possível do jeito natural. – e foi assim, num fôlego só, de voz banhada a alcool, de pensamentos confusos, que ela assumiu.
O silêncio preencheu a sala que a pouco era inundada de gargalhadas bêbadas. House olhou tenso para ela. Wilson quebrou o silêncio com um soluço exagerado que era prenúncio de vômito.
“...Gotta beep out what I really wanna shout
Whoops! Did I say it out loud?
Did you find out? (oow yeah)
I wanna have your babies
Get serious like crazy...”
- Melhor eu ir embora. – o peso do que havia admitido fez Cuddy recobrar completamente os sentidos e ficar mais sóbria do que nunca. Wilson estava agora prostrado sobre a privada no banheiro.
Cuddy levantou-se e evitou os olhos de House.
Quando ela estava à porta, sentiu a mão dele em seu braço, ela o olhou e este tinha um sorriso insinuante no rosto, malicioso, os olhos pesados.
- House, esquece o que eu disse.
Mas o fato era que ele não queria esquecer, nos dias seguintes ele tentava seguí-la a todos os lugares possíveis, fora pego por um segurança ao tentar entrar no banheiro feminino.
House queria entender aquela charada, desvendar aquele mistério, como uma pessoa com Lisa Cuddy queria ter filhos com alguém como ele? Era um mistério pra lá de interessante, intrigava-o mais e mais.
- House, você precisa ser internado se continuar assim, ela disse isso há mais de um mês e estava bêbada! Nem devia estar querendo mesmo isso, afinal quem gostaria de ter você como pai dos seus filhinhos? É insano! Até pruma louquinha como Lisa Cuddy.
- Elementar meu caro Watson, se você conhecesse nossa chefe como eu, saberia que bêbada ela assume coisas que não conta nem pro espelho.
Eles se olharam de forma significativa antes da porta abrir, era ela.
- Nossa, estão fazendo o que aqui? Planejando nomes de filhos?
- Ha, Ha, Ha, muito engraçado, na verdade estávamos querendo saber se você planeja os nomes dos seus filhos comigo. – House falou sorrindo tentando ler os olhos dela.
- Nem nos seus maiores sonhos. – manteve-se da forma mais inexpressiva possível e olhou para Wilson. – reunião urgente do Conselho, vim pra cá para irmos juntos à sala de reuniões.
- Conversamos mais tarde, House. – Wilson levantando-se e juntando-se a ela a caminho da sala de reuniões.
“...Some of my feelings keep escaping
So I make it a joke
Nonchalant I keep on faking
So my heart don\'t get broke
I\'m in a big, big, big, big ocean
In a tiny little boat...”
Eles iam andando em silêncio, a pergunta borbulhava na garganta de Wilson, ele PRECISAVA perguntar:
- Você realmente disse que queria ter filhos dele? – com a pergunta, eles pararam no meio do corredor, olharam para os lados.
- Infelizmente... Sim. – ela parecia envergonhada, uma criança que foi pega no meio de uma grande e silenciosa “arte”.
- Mas... Então isso significa que... Você gosta dele mesmo? Não é coisa da minha cabeça? – ela negou. – WOW!
- Desde que, a gente estudou juntos e todas aquelas coisas. – comentou antes de entrar na sala de reuniões.
- Wow. – exclamou sozinho.
Mais tarde naquele mesmo dia, Wilson andava de um lado a outro de sua sala tentando imaginar, como no cosmos ele conseguiria juntar aqueles dois que de certa forma fugiam um do outro há tanto tempo.
Cuddy entrou sem bater, jogou um caderno encima da mesa dele e saiu. Não olhou nos olhos dele, não disse uma se quer palavra.
Ele abriu e começou a ler as páginas, era definitivamente um diário, mas não um qualquer, não mesmo, eram momentos liricamente detalhados dela com Gregory House. Não como José de Alencar faria, não. Haviam as frustrações, as melancolias, obviamente aquele caderno de capa preta era o modo em que ela extravasava tudo que ele fazia.
Isso explicava como ela agüentava, deve ter sido coisa de psicólogo. O que mais o intrigou foi o fato de nas contracapas estarem nomes riscados, alguns ele reconhecia como de hospitais, outros de sinagogas... Eram os planos dela para seus filhos.
“…\'Cause in my head there\'s a slot machine
And I\'m betting you\'re the one in my hopes and dreams
Trust me it\'d scare you
If you knew what was going on in my brain
Trust me it\'d scare you
That I picked out the church, all the schools all their names
If you knew it was all about you
Every wish, every candle, every coin in the fountain
Trust me it\'d scare you…”
Uma idéia nasceu em sua cabeça.
- House, vamos... Acabou o expediente. – falou Wilson jogando a jaqueta de House em sua direção.
Foram andando, conversando trivialidades, Cuddy chegou perto deles.
- O que você tem planejado pra hoje... Wilson? – quando percebeu que seja lá para onde estavam indo, House estava indo junto.
- Vamos fazer o que costumamos fazer às sextas. – com um sorriso maroto no rosto.
- Não, não... – Cuddy virou-se para sair, Wilson a pegou pelo braço e foram andando. – Eu posso te demitir sabia?
- Eu sou do conselho, você precisaria dar motivos. – ao lado deles, House só ria.
Então se deixou ir sem reclamar. Já passava da meia-noite quando os três entraram num táxi.
- Não entendo por que fomos expulsos de lá de novo. – falou House.
- Vai ver que é porque da última vez você tacou fogo no banheiro. – tentou explicar Cuddy.
- Não foi por causa daquela vez que a Cuddy subiu em cima do balcão e dançou Dancing Queen e tudo acabou numa briga homérica onde eu taquei três garrafas a lugares ignorados? – o silêncio voltou a reinar no carro até que os três caíram em gargalhada alcoólica e aparentemente infinita.
Foram para a casa de House que era o refúgio bêbado dos três há muito tempo.
- Cuddles. – falou Greg H. sentando-se no sofá todo esparramado, preguiçoso, como um grande gato gordo. – Venha aqui mulher. Preciso de uma massagem.
- E desde quando – soluço, passou a mão no rosto tentando se concentrar – eu virei sua massagista.
- Sua vocação, chefinha, é me servir.
- Repete.
- Qual parte?
- Do que você me cha-chamou?
- Chefinha.
- Então pronto, eu que mando. – a esse ponto eles estavam bem próximos.
- E o que você deseja, Vossa Majestade? Além de ter meus filhinhos e continuar seu legado de congelamento de corações.
- Me beija. – ela não precisou pedir duas vezes.
Wilson levantou-se com um sorriso nos lábios, pegou o casaco e foi indo em direção à porta, bêbados como estavam não iriam tomar precauções e como Cuddy desejava ser mãe não tomava pílulas anticoncepcionais.
Já na porta ele olhou para os dois que caminhavam trôpegos em direção ao quarto ambos já sem camisa/ camiseta. Naquela noite Wilson não havia bebido e os dois não tinham reparado. Watson às vezes superava Sherlock.
Cuddy teria os seus tão desejados bebês.
“…This one, this another, this one, oow...
Babies, babies, babies, babies...
I wanna have your babies
I...”
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