I Wanna Be With You,
1 Capítulo 1 - Bem vindos à minha vida!
Notas iniciais
É ótimo acordar e ouvir apenas o barulho do mar, melhor ainda é acordar e abrir as janelas deixando o sol iluminar seu rosto. Isso é o que eu gosto de chamar de férias de verão, na praia. Eu sempre passo o verão na Austrália com a minha família, nós moramos em Londres onde o sol é raramente visto, então pra sair da rotina migramos pra cá nas férias. As pessoas pensam: “ai que chato, daí você vai pra outro país onde não conhece ninguém e passa as férias sozinho” , ai que você se engana, metade das pessoas que vivem no meu mundinho vem pra cá também, da até pra se encher do saco da cara delas, e também dá pra conhecer pessoas novas, eu não sou tão anti-social assim. Esse ano foi um bom ano, eu terminei o ensino fundamental então, graças a Deus, posso ser considerado um homenzinho, antes eu era o bebe da família, mas continuando. Agora vou cursar o ensino médio em uma escola super prestigiada do caramba que é interna. A coisa ruim desse ano foi o fim do meu relacionamento duradouro, devo ter passado umas duas semanas chorando no ombro do pobre Brian, que é meu melhor amigo, nós dois crescemos juntos, aprontamos juntos, na verdade somos quase irmãos siameses, e por sinal nossas mães se conhecem e são bests forever e é claro fizeram aquela coisa super clichê de terem filhos juntas, por isso ele vai pra escola do caramba junto comigo, talvez seja menos pior. Provavelmente, duas semanas depois nós voltaríamos pra Londres pra conhecer o campus e comprar entrar no ritmo de ano letivo.
Depois de ver o sol brilhando lá fora e pensar em voltar pra cidade cinza a última coisa que se quer é ficar em casa, portanto peguei meus chinelos, sou um menino simples tá legal? Dei uma olhada no espelho, baguncei um pouco mais os cabelos e fui descendo.
- Mãe, vou dar uma volta, até mais. – avisei minha mãe super preocupada e histérica que estava lendo uma Vogue na varanda da frente da casa.
- Tudo bem amor, mas cuidado com esse sol! – o fato de eu ser uma lombriga branca me deixa umas vinte vezes mais venerável ao sol e a ter câncer de pele, pelo menos é o que a mãe diz. E mesmo estando a um mês exposto ao sol, tudo que consegui foi ficar vermelho que nem um camarão. Fiz que sim com a cabeça e sorri, em resposta. Sai andando pela rua, meio sem rumo, estava procurando alguém provavelmente, eu odeio ficar sozinho, porque começo a pensar de mais e coisas bizarras passam na minha cabeça. Enquanto caminhava, pela sombra, senti uma coisa vibrando na minha bunda, isso sim é bizarro. Era o celular, olhei no visor era o Brian, certamente ele também não quer ficar em uma dia lindo desses sozinho andando pela rua. Na verdade nós passamos quase todos os dias das férias juntos.
- Fala Brian! – Sentei no meio fio da calçada, colocando apenas os pés no sol. Pés bronzeados são um charme.
- Estou te vendo branquelo – ele riu, o Brian é bronzeado, a mãe dele é casada com um brasileiro gostosão e moreno, e ele é parecido com o pai. Não fique pensando que eu tenho pensamentos impuros com meu melhor amigo, bom as vezes sim, mas vão ignorar esse fato.
- Onde você ta? Não to te vendo. – nem sempre é fácil achá-lo por aqui, no meio desse monte de surfistas bronzeados. – Grita porra! – rimos juntos.
- Buu! – e senti uma mão no meu ombro, virei pra trás e era ele, sorrimos um para o outro, desligamos o celular. – Você sabe que eu tenho verginha de berrar pela rua.- ele sentou do meu lado, que pessoa mais encabulada. Eu sou um pouco também, mas bem menos.
continua...
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