Notas iniciais
Hmm... Oi!
One dedicada à Ana, porque eu senti falta dela ontem de tarde -q
Eu nem sei como começar a te agradecer por tudo que você faz pra mim. Nem um milhão de fics iam me ajudar a COMEÇAR a te agradecer pelas vezes em que você me animou, por ler as minhas fics, por me aturar no twitter, entre várias outras coisas. Você é muito linda e eu gosto muito de você, viu? Te amo :3
Enjoy!

Meia noite, um homem alto andava pelas ruas escuras, aparentemente sem rumo. Possuía uma expressão triste, como se não soubesse mais o que fazer com a vida. Seus olhos vagavam pelos cantos, sem focar em nada. Essa falta de atenção fez com que trombasse em uma menina que ele não tinha visto.

-Ai! Desculpe-me! – disse ele ao ver a menina cair ao chão. O homem estendeu-lhe a mão para ajudá-la a se levantar.

-Não tem problema. – ela sorriu e aceitou a ajuda, se levantando e olhando para a própria calça jeans, que tinha ficado um pouco suja.

O homem começou a examiná-la. Ela era particularmente bonita. Usava roupas estranhas: uma camisa de banda (que o homem reconheceu ser Green Day) coberta parcialmente por um casaco preto, calça jeans e tênis all star. Parecia ser a versão feminina dele. Os olhos da menina eram brilhantes e demonstravam certa animação e, em suas mãos, segurava uma câmera profissional.

-Qual o seu nome? – indagou ela, com curiosidade.

-Mikey. E o seu?

-Pode me chamar de Ana.

-Muito prazer. O que uma garota como você faz em uma rua destas a essa hora da noite?

-Pergunto o mesmo a você. – ela abriu um sorrisinho enigmático. Ele não pôde deixar de rir.

-Perguntei primeiro.

Ela estendeu a câmera.

-Sou fotógrafa. Ou pretendo ser. Algumas fotos saem melhores de noite do que de dia. Mas e você? O que faz aqui?

-Não tenho rumo. – ele deu de ombros – Não tenho mais razão para viver.

-Por que? – ela franziu a testa.

-Minha namorada terminou comigo.

-Oh, coitadinho! Quer contar o que houve? – sua expressão era preocupada. Mikey deu de ombros mais uma vez e disse:

-Pode ser.

-Vem, vamos até a minha casa, lá você me conta tudo. – disse ela, puxando o maior em direção a casa dela.

Os dois andaram em silêncio. Vez ou outra, Ana parava para tirar foto de alguma coisa que, para Mikey, era extremamente desinteressante, como uma flor ou o reflexo da lua na água. Alguns minutos depois, os dois chegaram à casa da menina. Ela o convidou para entrar.

A sala casa de Ana era bem espaçosa, considerando que apenas ela vivia ali. O sofá cor de creme ficava bem na frente de uma TV e, atrás do sofá, ficava uma mesa ampla com cadeiras rodeando-a. Algumas poltronas se encontravam perto do sofá e, em um canto, havia uma estante cheia de CDs de bandas variadas. Claro que os olhos de Mikey se detiveram mais naquilo do que em outra coisa.

Ana se sentou no sofá e chamou o outro para se sentar ao seu lado. Mikey obedeceu, se ajeitando no sofá.

-Então? – incitou ela – O que aconteceu?

-Não tem muito que falar, na verdade... – disse ele – Só que ela resolveu terminar comigo. Disse que já não sentia nada por mim e que havia conhecido um outro cara e... Tinha começado a sair com ele. – seus olhos começaram a ficar molhados – Eu... Briguei com ela e... Nós terminamos. – a esse ponto, lágrimas já escorriam de sua face.

-Aw... Mas você fez o certo, Mikey! Se ela fez isso com você, é porque ela não te merecia!

-V-você acha?

Soluçou ele.

Ela fez que sim com a cabeça.

-Você é engraçado, bonito, gentil, confiante... Ela é só mais uma vadia que não soube dar valor. Você merece muito mais que isso.

-Sério?

-Claro! Você merece uma garota divertida, espontânea, inteligente, linda... Ela sim te merece! – ela sorriu.

-Então eu acho que já achei ela...

-Quem?

-Ela está na minha frente. – murmurou ele timidamente, corando. Ana arregalou os olhos.

-Mikey... – murmurou ela – Eu não... – Ana não conseguia terminar suas frases direito. Aproveitando a deixa, Mikey se aproximou da menina, segurando seu rosto delicadamente e aproximando seus lábios do dela, iniciando um beijo calmo.

Os lábios de ambos se moviam de forma lenta e apaixonada. Mikey pôs naquele beijo tudo o que sentia pela menina que conhecera poucas horas antes, mas que havia conquistado seu coração rapidamente. Ana correspondia calmamente, mas ela sabia que havia se apaixonado perdidamente por Mikey e que, provavelmente, nunca mais seria capaz de viver sem ele.

Ao se separarem pela falta de ar, ambos estavam ofegantes. A menina foi a primeira a falar:

-Acho que... Acho que eu me apaixonei por você.

Mikey a puxou para perto novamente, selando os lábios de ambos.

-Eu também me apaixonei por você...

-Promete que vamos ficar juntos para sempre? – ela sorriu.

-Para sempre. – prometeu ele, entrelaçando seus dedos.

-X-

Anos mais tarde

-Nervosa? – perguntou uma menina com cabelos cor de chocolate para a amiga ao seu lado.

-Um pouco. – confessou a outra. Esta última vestia um maravilhoso vestido branco de cetim, com rendas enfeitando algumas dobras e principalmente a barra. De sua cabeça, pendia um véu delicado preso por flores brancas que repousavam no topo. Seus lábios estavam coloridos por um batom claro e seus olhos estavam delineados por lápis preto e sombra azul clara. Um sorriso estava estampado na sua cara. Ela se virou para a sua amiga, tirando o buquê de rosas brancas da mão dela.

-Você vai se sair bem! Não se preocupe!

-Eu espero que sim... – Ana ajeitou o próprio salto alto, se segurando levemente na parede. Sua amiga olhou para o relógio de pulso e ajeitou o vestido azul-marinho.

-Eu preciso ir, Ana. Boa sorte com tudo. Vou estar te observando! – ela piscou divertidamente e abraçou a amiga.

-Eu sei que vai, obrigada por ficar comigo até a hora de ir para o altar.

-Não foi nada! – a menina sorriu e fechou a porta atrás de si, deixando Ana sozinha e se olhando no espelho, com uma cara apreensiva. Suspirou fundo e se preparou para sair.

-X-

Minutos depois, uma Ana muito nervosa andava firmemente em direção ao altar, acompanhada de seu pai, que estava à beira de lágrimas, como a maioria dos presentes. O irmão de Mikey, Gerard, acompanhava a mais nova cunhada com certa alegria. Ele particularmente gostava de Ana e achava que ela seria uma boa companheira para seu irmão menor. Frank, o atual namorado de Gerard, conversava com seu amigo Ray sobre “quantos meses esse casamento ia durar”. Claro que os dois estavam brincando, pois ambos sabiam o quanto Mikey amava Ana e vice-versa.

A noiva se aproximou de Mikey e sorriu para seu próprio pai, em agradecimento. Ele se retirou, deixando Ana, Mikey e o padre lá na frente.

Depois de vários minutos de falatório, onde vários dos presentes ficaram mais apreensivos do que já estavam, o padre finalmente chegou na parte onde todos se interessaram.

-Você, Michael, aceita Ana como sua legítima esposa?

Ela engoliu em seco, se preparando para o pior. Porém, Mikey apenas sorriu e disse:

-Sim.

Ela sorriu internamente.

-E você, Ana, aceita Michael como seu legítimo esposo?

-Sim! – ela sorriu abertamente. Mikey suspirou de alívio.

-Podem se beijar.

Os dois entrelaçaram os dedos e se aproximaram, colando os lábios. Os dois não podiam expressar com palavras o quanto estavam felizes. Ao se separarem, Mikey pôs uma das mãos no rosto dela e sussurrou:

-Eu te amo, Ana.

-Eu também te amo, Michael. – ela encostou os lábios no rosto do maior, passando a ponta dos dedos na própria aliança, o símbolo de que ficariam juntos para sempre.

Notas finais
Tenho dúvidas quanto à qualidade do FINAL dessa fic, apesar de ter gostado dela no geral.
Enfim...
É. Beijo '-'
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!