I See You

39 Epílogo


Notas iniciais
Olá minhas amoras! ^.^ Olha eu aqui trazendo o fim, mas, sem tristezas! Esperamos que gostem, foi feito com muito amor. Queremos dedicá-lo a todas as leitoras, todas mesmo. Muito obrigado por terem feito de I See You, o que ela é. ♥ ♥ ... Lembrete: A fic ocorre nos tempos de O Hobbit (Jura Haruno? Não me diga ¬¬), 60 anos depois veio OSDA (onde Aragorn já tinha 87 e morreu com 210 - reinou por 123 anos. Quando subiu ao trono iniciou-se a Quarta Era), matematicamente falando, no total se passaram 183 anos desde que se iniciou o romance Tapas&Beijos (só somar os 60 anos que se passaram com o tempo que Aragorn reinou, 123). ... Desculpem toda essa explicação, acho que me perdi. kk Só queríamos deixar tudo explicadinho! ♥ Boa leitura! *-*

Terra Média Ano 120 da Quarta Era

O desespero dos tempos passados havia ficado para trás e a paz reinava de maneira absoluta entre os reinos do Leste, e tudo devido a um hobbit do Condado. Frodo Bolseiro era seu nome, e foi graças a ele — e seu melhor amigo Sam — que o Um Anel fora destruído, trazendo a queda de Sauron e sua total aniquilação no fim da Terceira Era.

Tudo havia mudado em seu reino e, assim como o mal que a criara, a doença que assolava a Floresta das Trevas havia sido suprimida. As folhas escurecidas e murchas voltaram ao belo verde cheio de vida, as árvores medonhas e os rios encantados pareciam vibrar em uma vitalidade contagiosa, e, para a sua felicidade, seu reino era chamado de Floresta Verde outra vez.

Em meio a seus tantos pensamentos, Luna fitava o céu atentamente, observando as nuvens brancas contrastarem com o azul-celeste. Contudo, ela foi tirada de seus devaneios quando uma mão tocou seu ombro.

— Está tão silenciosa… — Thranduil se pronunciou.

A elfa sorriu em sua direção e então procurou aconchego em seus braços, que a receberam de bom grado.

— Se passaram tantos anos e, apesar do alfanje do tempo, este céu continua sendo o mesmo de quando eu corria por entre a floresta, como chefe da guarda de nosso reino… — ela exclamou com a face recostada ao peito do marido, ouvindo as batidas de seu coração. — renich i lú i erui govannem?

Nauthannen i ned ôl reniannen! — Thranduil disse antes de depositar um beijo cálido em seus cabelos negros.

Ou tendo um pesadelo. Luna retrucou e ambos riram suavemente. — Gwennin in enninath… — ela se afastou o suficiente para poder fitá-lo nos olhos. — nosso reino está tão mudado que eu quase não consigo me recordar da negritude de outrora.

— Sim, a Floresta Verde volta a seu esplendor! — o elfo exclamou enquanto tocava o rosto de sua rainha com suavidade. — Mas, por que lembrar disto agora?

As íris azuladas dela se desviaram para as águas do mar — que batiam no muro de pedra em um nível abaixo do lugar onde eles estavam — ao mesmo tempo em que a rainha quebrava calmamente o contato físico com seu rei.

— Eu não sei ao certo, mas é um sentimento intimidador. — ela fez uma pausa. — Quando se chega ao fim é impossível não pensar no início.

A expressão de Thranduil se tornou ainda mais confusa.

Ú i vethed… — ele exclamou ao voltar a se aproximar dela, tomando sua mão gentilmente e beijando-a com carinho. — Melleth nîn, quer saber de uma coisa? — seu tom de voz era o de quem guarda um segredo. Ele sempre o fazia quando não enxergava brilho nos olhos que tanto admirava.

— O que seria? — Luna indagou e Thranduil a fitou com um sorriso mínimo, apreciando a imagem da rainha de seu reino e senhora de seu coração.

— Eu vejo a mim mesmo através dos seus olhos, pois, você me fez voar quando eu mal conseguia andar. — ele fez uma pausa. — Estava preso, preso demais em minha dor…

— Shii… — a elfa o interrompeu ao envolver seu rosto entre as mãos, contudo, ele apenas acenou em negativo, como um pedido mudo de que ela o deixasse terminar.

— Em todos esses anos, você me ensinou a enxergar beleza, mesmo nos lugares inimagináveis e até nos mais simples. Por conta disso, os meus sentidos agora alcançam um outro mundo. — Thranduil olhou o céu azulado de relance. — Você me salvou e eu me rendi, tudo sem nem mesmo perceber. — ele tocou a face dela como se tocasse uma pintura. — Quando o meu coração estava fechado e o meu espírito estava preso em meio a escuridão, a dor e solidão, você apareceu… eu a vi, Luna, e tudo mudou!

— Eu ofereci o meu amor… — a rainha o respondeu com suas pedras azuladas iluminadas por lágrimas contidas.

— E eu vivo através desse amor! — Thranduil completou ao se curvar e aproximar seu rosto do dela. — Não é o fim, jamais será. Não tenha medo!

Ele a beijou com suavidade, finalizando o carinho com um roçar de lábios enquanto sentia as respirações se mesclarem. Recostando sua fronte à dela, seus olhos se encontraram e ambos puderam ver a alma um do outro, como se estivessem interligados por algo grande demais para ser descrito em palavras.

Um pigarro foi ouvido e os senhores da Floresta Verde se afastaram calmamente. Segundos depois, eles repousaram os olhos sobre a figura de Legolas, que mantinha a cabeça curvada.

— Estamos de partida. — o príncipe tentava conter o tom de divertimento em sua voz por entrar em um momento tão inconveniente. Ele ergueu os olhos e os dirigiu um meio sorriso. — Gimli me espera!

— Sabe que sua partida não é de meu agrado, principalmente acompanhado por um naugrim. — o rei élfico se adiantou, abandonando a áurea gentil e assumindo uma expressão gélida.

— Lamento em deixá-los, porém, o meu coração clama pelo Oeste, meu senhor. E eu irei. — Legolas estava irredutível e indisposto a, mais uma vez, tentar convencê-lo.

Thranduil se preparou para retrucá-lo, não se dando por satisfeito, mas foi refreado pelo toque de sua Luna.

— Se o seu coração o intima, então, deve escutá-lo. — ela se afastou do esposo e se aproximou do príncipe. — Que a sabedoria dos Valar o guie pela eternidade, meu querido! — abençoou-o ao inclinar a cabeça suavemente, vendo-o repetir a cortesia.

— Obrigado, minha senhora! — Legolas sorriu agradecido, mas também por ver seu pai, o grande rei da antiga Floresta das Trevas, conter seu desagrado apenas com o toque de sua rainha. — Gostaria de me acompanhar? — ele convidou ao erguer o braço para a elfa, e ela apenas aceitou.

Ambos caminharam até o barco, atracado não muito longe dali, enquanto observavam a bela construção dos Portos Cinzentos. Thranduil vinha logo atrás, não abandonando sua expressão de insatisfação em saber que seu filho partiria para as Terras Imortais acompanhado de um anão.

Um anão!

— Os anos não apagaram a beleza da senhora da grande Floresta Verde! — Gimli exclamou quando eles já estavam próximos. — Na verdade, continua da mesma forma. Tsc, elfos! — ele balançou a cabeça em negativo, com uma ponta de humor.

Luna o fitou alegremente, observando com uma atenção carinhosa sua vasta barba — já esbranquiçada — e o cansaço em seus olhos castanhos. Sem que pudesse evitar, ela se relembrou dos tempos em que residiu em Erebor, onde o via seguir o pai para todos os lados, ávido em se tornar um anão tão forte e corajoso quanto Glóin.

— Gimli. — repreendeu Legolas.

— Sinto-me feliz em revê-lo também, meu velho amigo! — a rainha se manifestou com o mesmo divertimento, fazendo com que o anão risse junto consigo.

— Gimli, filho de Glóin. — Thranduil exclamou com uma educação extremamente calculada, tomando lugar ao lado de sua esposa. Ele ainda mantinha sua aversão a anões, apesar de ter aprendido a respeitá-lo.

— Rei. — o outro se limitou a responder, no máximo de cordialidade que conseguia dirigir ao pai de seu melhor amigo. Segundos depois, seus olhos castanhos se voltaram para o barco. — Bem, acho que está na hora de ir.

— Sim… — Legolas concordou.

O anão estalou a língua entre os dentes e retornou sua atenção para a elfa, esta que trajava um vestido de um azul tão claro quanto o céu, com rendas que destacavam sua beleza e evidenciavam sua delicadeza. Os anos de sua velhice o atingiam e ele quase havia esquecido da guerreira forte e destemida que compartilhava a mesa do antigo Rei Sob a Montanha, Dáin II Pé de Ferro.

Os cabelos negros contrastavam com sua pele alva e, em sua cabeça, a bela coroa de prata repousava majestosamente. Sua formosura era tão rara que fitá-la o lembrava do fascínio que tomara conta de si quando, da mesma forma, o anão ficara encantado pela antiga senhora de Lothlórien.

O filho de Glóin ainda podia se lembrar do Senhor de Valle, Bard, que levara para o túmulo o amor que nutria pela rainha de beleza extraordinária.

— Acha que estou bem-vestido? — ele indagou com divertimento. — Não quero aquele bando de elfos metidos me olhando como a um mendigo.

Luna se aproximou com uma expressão avaliativa, erguendo uma de suas sobrancelhas e torcendo o lábio suavemente. Ela esperou um segundo e então cutucou o ombro de Gimli, retirando um pouco de poeira e ajeitando uma parte de sua vistosa vestimenta.

— Agora sim! — a elfa sorriu em aprovação e inclinou a cabeça. O velho anão também se curvou, em um último adeus, e então caminhou em direção ao barco.

O rei élfico, que se manteve em absoluto silêncio, deu um passo à frente para olhar seu filho. Ele mantinha sua áurea altiva e orgulhosa com uma habilidade extraordinária, mas Luna sabia que seu coração estava partido.

— Meu senhor. — o príncipe iniciou com a costumeira cordialidade, porém, foi cortado pelo olhar vacilante que recebeu. — Pai…

Um vento suave soprou sobre os três.

— Meu filho. — Thranduil matinha o queixo erguido, mas seus olhos expressavam tudo o que seus lábios eram incapazes de dizer. — Encontre a paz que procura. — ele desejou com sinceridade ao inclinar a cabeça levemente.

Legolas o imitou, emocionando-se pela aceitação do mais velho. Após aprumar a postura, ele fitou a rainha e assim deu as costas a ambos para seguir em direção ao barco, contudo, uma voz o refreou.

Tôr! — o outro elfo caminhava calmamente em sua direção. — Não vai se despedir? — um dos cantos de seus lábios estava curvado em um sorriso enquanto o jovem príncipe se colocava diante de seu irmão mais velho.

Seus cabelos estavam curtos e ele se trajava como os homens, o que o concedia um ar despojado e aventureiro. Tudo, provavelmente, causado por sua constante mania em contestar Thranduil e seu absolutismoa maneira como o mais novo costumava classificar os preceitos de seu pai.

Talvez tudo fosse resultado de sua semelhança com Luna, no que diz respeito à sua antiga forma de enxergar o rei, ou até a extrema similitude ao próprio Thranduil. Dado a seus modos e o característico brilho em seus olhos, haviam muito mais similaridades entre pai e filho do que diferenças.

— Finwë! — Legolas exclamou enquanto tocava em um dos ombros do irmão e o observava minuciosamente. O mais novo havia crescido e já alcançava sua estatura adulta. — Mae govannen!

Glassen an achened le! — seus olhos esverdeados, olhos que ele herdara de seu tio falecido, fitavam Legolas com sua costumeira admiração. O príncipe tragou um ar emocionado e meneou a cabeça. — Sentirei sua falta, meu irmão.

Dos dois filhos do grande rei da Floresta Verde, o mais novo sempre havia sido o mais claro com relação a seus pensamentos. Puxara isso de sua mãe, talvez.

— E eu a sua! — o loiro se limitou a responder, batendo de maneira leve em um dos ombros do elfo. Os irmãos eram muito ligados, por isso a dificuldade em passar pela despedida. — Na verdade, tenho uma missão para você. — Legolas se adiantou e assim capturou a atenção de Finwë, que o fitou com curiosidade. — Agora você é o herdeiro de nosso pai e um dia governará a Floresta Verde. Prometa-me que será um rei corajoso, forte e, acima de tudo, justo.

O jovem príncipe sorriu de lado, com as grossas sobrancelhas marcando seu belo rosto. As cinquenta primaveras não eram visíveis, pois, como quendi, os anos demoravam a atingi-lo. Todavia, e apesar de sua juventude, o loiro pôde enxergar sabedoria nos olhos do irmão.

— Eu dou a minha palavra. — Finwë garantiu.

— Muito bem! — Legolas tocou em seus cabelos negros, da mesma forma que fazia quando ele era uma criança, e então assistiu-o se juntar a Luna.

O príncipe mexeu os ombros e parou um instante para apreciar a imagem à sua frente.

Seu pai passara tantos anos remoendo a própria desgraça e se afogando num mar de amargura que Legolas jamais poderia medir a felicidade que ele sentia com relação a benção que lhe havia sido concedida. E apesar dos constantes entraves que o rei travava com o príncipe mais novo, pela teimosia que Finwë — certamente — havia herdado de ambos os pais, Legolas sabia que ele não poderia desejar algo melhor.

Pensar no início de tudo aquilo o dava certo divertimento, mas, em seu interior, ele sempre soubera. E seria eternamente grato a Luna por ter dado a seu pai a chance de um recomeço, por tê-lo salvado. Mesmo a expressão dura e impassível do rei não conseguia esconder a sua genuína felicidade.

E Legolas guardaria aquela imagem em sua mente, tendo a certeza de que poderia partir em paz.

Boe I’ waen! — ele se curvou respeitosamente para seus familiares e então seguiu o mesmo caminho que o amigo havia tomado.

Os olhos azulados de Luna se voltaram para Thranduil enquanto ela tocava seu braço com ternura.

— Não fique triste, meu querido. Ele irá para perto dos Valar e a luz de Aman iluminará seu caminho por toda eternidade! — o rei repousou o olhar sobre sua esposa. — E se um dia o amor em seu coração falar mais alto, você saberá onde encontrá-lo.

Thranduil se preparou para responder, contudo, foi impedido por Finwë — que se retirava sorrateiramente.

— Aonde você pensa que vai? — sua voz fria e imponente foi ouvida, fazendo o jovem elfo revirar os olhos e se voltar para fitá-lo.

— Vou à Gondor, ada. O rei Eldarion me convidou para a cerimônia no memorial de seu falecido pai, e eu dei a minha palavra de que compareceria. — a petulância do príncipe acendeu a ira de Thranduil, que estreitou os olhos para aquela notícia.

— Você retornará conosco para a Floresta Verde, e este assunto está encerrado. — ele decretou.

— Mas, pai…

— Não se atreva a me contestar!

Luna respirou profundamente, prevendo a discussão que ocorreria.

— Senhores, por favor! — ela exclamou com seriedade, voltando-se para Finwë com um olhar repreensivo. — Meu filho, logo será Mereth en-Gilith.

Nana, eu estarei em nosso reino antes da celebração acontecer. — ele argumentou. — Não posso desvanecer da promessa que fiz.

— Não faça promessas antes de nos consultar, Finwë. — Luna o advertiu e o príncipe inclinou a cabeça, aceitando sua repreensão. Ao contrário de como agia com o pai, o jovem jamais contestava sua mãe. — Cumpra com seu compromisso, vá até o rei de Gondor. — Thranduil a fitou contrariado. — Contudo, quando a honra de sua palavra não estiver mais em risco; volte para casa. — Finwë conteve um sorriso de satisfação.

Ele fez uma reverência respeitosa à frente de seus pais, erguendo um rápido olhar travesso para Thranduil, e então se retirou.

— Não me desautorize. — o rei se dirigiu à elfa com irritação.

— Ele iria convencê-lo ou, se você ainda se opusesse, iria contra as suas ordens. Como sempre faz. — Luna argumentou sem qualquer alteração de seu humor. — Eu apenas fui objetiva, evitando mais uma discussão entre os dois.

— Belo príncipe este que você me deu, minha senhora. — Thranduil murmurou e a fez revirar os olhos.

— Você se desagrada das atitudes de nosso filho e em sua maneira de agir, contudo, o protege. Ainda mais do que eu. E está tão irritado porque sabe disso. Sendo assim, não me responsabilize. — a rainha sorriu de lado. — Me lembro de que não era tão compreensivo com Legolas.

— Eu criei Legolas para ser o meu herdeiro. Mas, a esta… — ele fez uma expressão de descontentamento. — a esta criança tola eu dediquei o meu tempo, a minha paciência… e ele não me respeita!

— Ele o respeita, só não o obedece. — a elfa se divertia com a irritação de Thranduil. Ela se aproximou dele e tocou em seu rosto com carinho, e só então um pouco de paz tomou conta do semblante do grande rei. — Finwë é jovem, é mimado…

— Você o mimou.

— Tem certeza? — ela indagou sugestivamente e o marido apenas revirou os olhos, o que alargou seu sorriso. — Nosso filho não é muito diferente de mim ou de você. Talvez pior, pela herança dos dois gênios. — foi a vez dele sorrir. — Não seja tão duro com ele.

— Não me diga o que fazer. — aquilo foi proposital. O loiro ainda sabia perfeitamente como irritá-la. Em resposta, Luna cerrou os olhos e ergueu o queixo de maneira orgulhosa.

Ela também não havia perdido o jeito.

— Então não seja tão limitado…

— Tsc, tantos anos e você continua sendo a mesma elfa de quando nos conhecemos. — Thranduil exclamou após aproximar os rostos.

— Agora sou uma rainha! — ela o relembrou com altivez.

— E eu sempre fui um rei. — ao ouvir aquilo, Luna bufou e o sentiu depositar um beijo no canto de sua boca.

— Um rei arrogante.

— Isto não parece ser um problema agora… — o elfo colou seus corpos abruptamente, apertando–a contra si.

— O fato de não ser um problema neste momento não anula a existência do defeito.

— Sempre com uma resposta na ponta da língua. — Thranduil exclamou, sorrindo de canto ao ouvi-la suspirar.

— E isto sempre o irritou. — Luna o desafiou enquanto suas íris azuladas brilhavam por conta da claridade que vinha do horizonte.

— Sim, sempre. Assim como todas as outras características. — os lábios rosados de sua esposa se entreabriram, mesmo que uma ruga de insatisfação tivesse se formado na fronte de seu belo rosto. — Luna… Luna… — Thranduil iniciou e logo o coração dela foi tomado de ternura por saber exatamente o que ele lhe diria. — tudo em você me irrita… profundamente.

A elfa nunca se cansaria de ouvi-lo pronunciar aquelas palavras. Por mais estranho e ofensivo que pudesse parecer, com o tempo ela compreendera que era sua forma única e sincera de dizê-la:

Eu te amo!

Emocionada com aquele momento, Luna beijou-o e saciou o desejo que insistia em provocá-la numa tortura dilacerante que nem mesmo os anos puderam apagar. Sempre iria ser como da primeira vez, quando seus olhos ainda eram cegos e ela não conseguia enxergá-lo. Contudo, agora nada era igual. Agora ela via.

Ela o via.

FIM

Notas finais
Renich i lú i erui govannem? - Você se lembra quando nos encontramos pela primeira vez? Nauthannen i ned ôl reniannen - Eu pensei que estivesse sonhando Gwennin in enninath - Longos anos se passaram Ú i vethed - Este não é o fim Naugrim - Anão Tôr - Irmão Mae govannen - Bom te ver Glassen an achened le - Fico feliz em vê-lo novamente Boe I’ waen - Eu devo ir Ada - pai Nana - Mãe ... Légolas realmente foi com o amigo para o Oeste após a morte de Aragorn. ... Meus amores, minhas amoras... Nós amamos trabalhar em I See You. Mais uma vez obrigado a todas que nos acompanharam até aqui. Obrigado pela dedicação, pelo carinho, pelo amor. Sempre guardaremos todas em nossos corações! Não esqueçam de nós, pois jamais esqueceremos de nenhuma de vocês! Como sempre digo... Beijocas! *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!