I See Dead People

14 Capítulo XIII - Stay Away


Notas iniciais
APARECIIIIIII SOCORRO FINALMENTE HEIN Gente, juro que tenho uma explicação perfeitamente boa para essa demora infeliz. É tanta coisa, minha vida pessoal tava toda bugada, ai comecei a namorar o amor da minha vida (espero que ele leia isso u.u), e mds, faz muito tempo que não atualizo, pior pessoa ever, podem me xingar nos comentários, eu deixo. Bom, eu havia prometido um monte de capítulos, o problema é que: EU ESTAVA SEM INSPIRAÇÃO. Incrível que agora que tenho tempo não tenho inspiração. Bom, eu creio que daqui para frente as coisas vão melhorar, postarei mais. Obrigada a paciência de quem acompanha fielmente, vocês são uns amores. Sem mais delongas (porque... P**** teve muita delonga, esse tempo todo sem postar!) Boa leitura!

Estava tudo escuro e parecia que eu andava em círculos, quando dei por mim, estava completamente sozinha, me aproximei de uma porta grande de metal, encostei minha mão na maçaneta gelada na intenção de abrir, aquele barulho de porta de casa velha atingiu meus ouvidos, o que não fazia sentido algum, já que a porta era de metal, achei que só portas de madeira fizessem essa barulho.

Um clarão invadiu o ambiente, meus olhos passaram um tempo para se adaptar a forte luminosidade, se Rob estivesse aqui comigo, pediria para ele abaixar essa luz, de costas estava um menino de cabelo castanho, imediatamente associei a Rob, mesmo que o cabelo fosse mais claro, eles tinham a mesma altura e o mesmo porte físico. Ele estava de costas.

Hey. – Chamei.

Ele virou bruscamente, não era Robert, era um garoto extremamente lido. Seu rosto era bonito.

— Oh, olha você! – Ele sorriu, e reparei no seu "queixo de vilão". – Ow, o que foi, criança?

Encarei o garoto cheia de duvida.

— Criança? Você tem a mesma idade que eu.

Ele gargalhou.

— Você se parece com sua mãe. Pena que você nunca vai encontra-la.

Suspirei impaciente.

— Quem é você, hein?

— Você esperava mesmo sonhar com aquele garoto, não é? É uma pena atrapalhar o amor adolescente. Porém eu estou trazendo uma mensagem importante, ela sabe que você está vindo, então é melhor você desistir desse plano ridículo.

— Quê?

— É, você é bem burrinha, estou pensando em falar em enigmas que nem o gato da Alice no país das maravilhas para ver se melhora sua compreensão. – Ele mexia a mão como um sinal de desdém, seu olhar só desviava do meu quando ele revirava os olhos.

— Eu não a fim de compreender nada até que você me fale quem é.

— Vou te dar uma amostra para que você entenda que eu não estou de brincadeira aqui, guria, não tenho paciência para jogos tediosos.

Seu olhar me deu medo, ele passou do tedio para a irritação do nada. Então eu não conseguia mais vê-lo.

Então eu cai, sabe aquela sensação de frio na barriga, e desespero? Eu não conseguia parar de cair, não tinha fim.

— Hayden! Acorda. – Matt estava me balançando.

Abri os olhos assustada, quase gritei pela proximidade com Matt.

— Por Deus, Hay, você nos assustou de verdade, ninguém estava conseguindo te acordar! – Triz suspirou.

— Está quase na hora de ir para rodoviária, eu já estava pensando em te carregar, bela adormecida. – Robert falou, saindo do quarto.

Nós estávamos em uma casa abandonada que Matt havia localizado para depois irmos no horário certo do nosso ônibus para rodoviária, e alguns resolveram tirar um cochilo.

Todos estavam inquietos, verificando se não haviam esquecido nada dentro daquela casa, e eu não consegui parar de pensar no meu sonho, se eu tivesse sido acordada como fui por Matt, certamente não lembraria do sonho, nunca lembro dos meus sonhos quando acordo bruscamente, porém ele estava mais que vivido na minha memoria, era como se tivesse sido real demais.

— O que foi? – Clary estava ao meu lado e não havia percebido. – Você está estranha, se arrependeu de fugir?

— Não... Eu só, tive um sonho estranho.

— Serio? Sabia que muitas vezes sonhos podem ter grandes significados? E muitas vezes podem ser ligados a feitiços.

— Como assim? Alguém pode ter colocado um feitiço em mim?

— Sim, mas não se preocupe. Eu até posso — com um tempo de treino — fazer um feitiço para me comunicar com alguém através de um sonho, mas não é tão simples.

Então contei tudo, descrevi tudo, até o fato das sensações nesse sonho serem mais fortes que nos outros.

— Você quer mesmo a resposta sincera? Acho que esse cara entrou no seu sonho. Não como feitiço.

— É, eu desconfiei disso, tudo era muito estranho, e tenho quase certeza de que ele estava falando da minha mãe. Eu preciso encontrar ele de novo, ele pode saber mais sobre ela.

— Talvez seja melhor não encontra-lo, ele parece ser muito poderoso e...

— Vamos, garotas? – Adam nos chamou com uma mochila no ombro.

***

Chegando lá, Clary se despediu do seu lobo, que nos encontraria no nosso destino de alguma maneira. Talvez o coitado fosse correndo.

Entramos no ônibus, tudo de acordo com o plano.

Vi Clara se acomodar na cadeira ao lado de Rob, ele colocou o braço no ombro dela de modo protetor e ela fechou os olhos. Voltei minha atenção para minha mochila, coloquei em cima da banco, e sentei ao lado de Adam.

— Hey, Hayden, acho que precisamos conversar.

— Aconteceu algo serio? – Falei preocupada. – Fora a nossa fuga. – Ri fraco.

— Bom, não exatamente, é só que eu gostaria de dizer isso para você, e porque eu tenho percebido que você e o Rob estão tendo um clima e não podia deixar de dizer isso. Você é minha amiga e deve saber disso.

Droga, dizer isso? Ele ia se declarar agora? Podia ser em um momento pior?

Ele suspirou, meio nervoso pelo o que ia contar e isso só me deixou mais confusa, não sabia o que falar.

— É que eu era muito a fim dele... Foi no tempo em que conheci Clary, foi impossivel não me apaixonar por ele, você me entende? – Adam falou.

— Quê? Você era a fim do Rob? – E eu prepotente achando que você ia se declarar para mim. Sou mesmo uma idiota.

— Mas acho que isso já passou. Só queria esclarecer, porque muitas vezes o clima entre eu e ele era estranho. Eu me declarei para ele, mas ele não correspondeu, então eu não soube como lidar e ignorei ele totalmente por um tempo, isso fez com que ele ficasse com raiva, porque éramos amigos e esse meu sentimento fez com que eu não quisesse nem amizade com ele.

Isso de certa forma explicava mesmo tudo.

— Bom, estou mais leve de ter te dito isso. – Adam sorriu. – Quer escutar musica comigo? – Ele tirou seu Ipod do bolso.

— Não, obrigada, vou tentar dormir.

Passei grande parte da viagem tentando dormir, mas não conseguia. Eu queria muito sonhar com aquele garoto novamente.

Olhei para as poltronas de trás, onde estavam Triz e Matt, ela dormia encostada no ombro dele, enquanto ele lia um livro, não consegui ver qual era a capa do mesmo. Matt estava de óculos. Eu nunca noto, mas ele realmente tem um problema serio de visão por causa dos seus outros instintos apurados. Seria legal conversar com ele sobre isso um dia, perguntar isso sem soar insensível seria uma boa missão.

Até Adam adormeceu encostado no vidro da janela e eu não, eu estava bem frustrada.

— Psiu. – Alguém me chamou atenção, porém não consegui saber de onde, senti um arrepio na espinha.

Olhei para todos, a maioria dormindo e outros fazendo alguma coisa.

Suspirei e tentei ignorar a sensação estranha, talvez até meio ruim que percorria em meu corpo.

Fechei os olhos na tentativa em vão de dormir novamente, mas senti os pelos do meu braço esquerdo se arrepiarem, e uma sensação de angustia tomar conta de mim. Abri meus olhos e virei para esquerda, fitando um homem no corredor do ônibus estava me encarando fixamente.

Eu sabia muito bem que aquele homem estava morto só pela sensação.

— O que você quer? – Falei baixo.

— Sua mãe nunca lhe disse para não falar com estranhos?

— Diga logo, quero te ajudar e você vai embora logo em seguida, okay?

Ele deu um sorriso que fez meu coração acelerar.

— Bom, as vezes, você deveria desobedece-la, pode falar com as pessoas erradas. – Seu olhar era tão fixo e seus olhos claros pareciam gelo.

— Você não me provoca medo, se é isso que você quer.

Mais um sorriso. Ele se aproximou, dessa vez me assustando, recuei para perto de Adam, que acordou meio desnorteado.

— Tira ele daqui. – Apontei para o homem, que agora assumiu uma aparecia horrenda, sua camisa estava toda ensanguentada, seus mãos sujas estavam perto de mais de mim, e eu quase conseguia senti-las. Sua boca parecia estar prestes a vomitar algo em mim.

Adam rapidamente entendeu, e se concentrou nisso. Fechei os olhos com medo. Não queria ver mais aquele homem. A sensação de angustia foi se dissolvendo aos poucos. E consegui me acalmar.

— Obrigada, Adam, de verdade.

— Tudo bem, agora podemos cuidar um do outro, quando espíritos como esses vinham me perturbar e eu ficava sem reação, minha mãe sempre me ajudava. – Ele sorriu como um pai e me abraçou de lado. – Nossa, você está gelada, Hayden!

— Ela provavelmente vai ficar com raiva por você ter fugido, não é? – Mudei de assunto, falando sobre a mãe dele – Ainda mais comigo, sinto que ela não gosta de mim.

Adam riu.

— É bem ao contrario disso, acho que você é a filha que ela sempre quis ter, pois minha habilidades são muito limitas. Ela só é muito severa com você porque gosta de você.

— Não sabia disso...

— Hey, Adam! – Robert chamou da poltrona da frente. – Posso trocar de lugar com você?

— Claro!

Ele se levantou, e Robert veio se sentar ao meu lado.

— E ai? Não consigo dormir, e confesso que acabei de ver você falando sozinha ou com algum espirito. Parece que as coisas estão mais interessantes por aqui.

— Sua concepção de interessante é engraçada.

— Você parece assustada, parece que viu um fantasma! – Rob falou em um tom irônico.

Nós dois rimos, mesmo sendo uma piada horrível, aprendi que é mais legal tirar o humor de todas as situações ruins.

— Hey, olha o que eu consegui fazer. – Ele apontou para a luz de leitura que havia em cima de cada cadeira do ônibus.

Ele olhou fixamente para luz e ela acendeu quase instantaneamente.

— E consigo faze-la piscar também. – Assim que ele disse, ela piscou duas vezes. – Acho que estou pegando o jeito com isso. Acho que esse tempo no ônibus sem conseguir dormir me fez bem.

— Nossa, que bom que esse tempo está servindo para você, eu já estou ficando doida, além disso, eu preciso ir no banheiro mas tem um velho muito esquisito com cara de estuprador lá trás.

— Quer que eu vá com você? Por que não pediu para eu ir com você antes? – Ele aparentou estar preocupado.

— Eu só quero conferir se não me mijei depois desse espirito aparecer.

Ele gargalhou, chamando acordando Triz na cadeira de trás.

Ela abriu os olhos e depois se encostou na janela. Matt nem parou a leitura, parecia estar concentrado.

— Vamos? – Rob fez menção a se levantar.

Então levantei indo para o corredor, ele veio logo atras, olhei para ele e minha mão, quase como um imã foi direto na mão dele. Ele sorriu assim que viu nossas mãos dadas. Puxei ele pela mão para a direção do banheiro.

Notas finais
AÊEEEE, gente, esse capitulo não está tão padrão, não revisei tanto (alias, eu raramente faço isso, então o capitulo tá padrão mesmo;-;) Estou processando a ideia de alguém betar a fic, pois isso facilitaria muito, os capítulos sairiam mais rápidos, eu até tentei fazer isso com meu querido amigo Dennis, porém ele mudou totalmente a minha escrita (sorry, Dennis) Mds, essas notas iniciais e finais estão enormes porque estou com saudades de vocês, vou tentar parar de tagarelar tanto (impossível para mim) Enfim, até o próximo, juro pelo Estige que será em breve. XX
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.