I Remember

1 Capítulo 1 - Fama e riqueza.


Notas iniciais
Drama romântico, acho que ultimamente eu tenho estado muito deprimido pra fazer uma fic dessas. Caramba, eu tenho que fazer o último capítulo de Ghost Curse também, vou deixando com vocês este capítulo por enquanto, espero que gostem, pois estou gostando de escrever esta fic. Estou em semana de provas. Sim, estou escrevendo fic em vez de estudar... Toma jeito muleque!!(Indo estudar.)

Capítulo 1 – Fama e Riqueza.

Aquela noite lembrava o dia em que se reencontraram, nuvens espessas cobriam o céu escuro, não era possível ver a lua e nem as estrelas, mas mesmo assim, a cidade nunca apagava, nunca dormia... Faziam quase oito graus, e todas as pessoas agasalhavam-se muito bem. As luzes dos postes iluminavam as finas gotas d’água, evaporando e subindo para o céu, procedendo com a triste e constante chuva.

Aquela mulher possuía tudo que qualquer pessoa pudesse desejar, fama e riqueza. Ela acabara de sair de um de seus shows, sua Lamborghini negra a esperava do outro lado, enquanto aglomerados de pessoas lutavam para tentar chegar próximas à famosa cantora, procurando por fotos, vídeos ou autógrafos. Ela gostava dos Flashes, talvez nascera para estar em meio a eles, mas algumas vezes lhe batia uma lembrança do passado. Um passado que desejava esquecer de qualquer forma.

A cantora seguia para seu carro segurando um pequeno guarda chuva negro, assim como suas roupas. De repente, uma jovem repórter parou-a próxima de seu carro implorando por uma entrevista, bondosa como sempre, a moça cedeu alguns minutos de seu tempo para uma rápida conversa.

A cantora era loira, e tinha um corpo perfeito, um rosto angelical com sobrancelhas feitas e doces lábios. Seu corpo dava inveja em Afrodite, perfeitamente esculpido para ser um simples ser humano, e sua voz parecia uma melodia para os ouvidos.

— Senhorita Cynthia, será que poderíamos fazer uma rápida entrevista? — perguntou a jovem repórter, gaguejando um pouco.

— Claro, não tenho mais compromissos hoje mesmo. É melhor irmos para outro lugar, essa chuva pode incomodar-nos um pouco. Por favor acompanhem-me. — respondeu a cantora.

Cynthia entrou em seu carro e pediu para que a equipe da jovem repórter a acompanhasse até um restaurante próximo. A equipe correu para o carro em que estavam os equipamentos e seguiu a Lamborghini da cantora. Pessoas sussurravam, dizendo que a equipe havia ganhado na mega sena por ter conseguido uma entrevista com a famosa cantora, assim tão de repente.

Eles partiram para um restaurante em que Cynthia já era uma freqüente freguesa. O local estava vazio, o garçom levou-os para uma mesa especial do lado de fora, no andar de cima, dando uma bela visão para toda a cidade. Lá havia algumas mesas de madeira, iluminadas por velas que lutavam para ficar acesas devido à umidade no ar, dando um ar exótico e moderno ao local. Os pingos batiam nos vidros da janela, formando uma bela sinfonia. Agora estavam apenas Cynthia, a repórter, e um rapaz que filmaria a entrevista.

— Bom... — suspirou Cynthia. — O que desejam perguntar?

— Puxa vida... N-Nós nunca imaginávamos que seríamos capazes de ter uma entrevista exclusiva com uma cantora tão famosa como você! — disse a repórter ajeitando o cabelo. — Não queremos perder nenhum segundo da gravação!

— Se vocês estão felizes, então estou feliz também. Sinto-me bem ajudando as pessoas. — sorriu Cynthia.

— Nossa, seu sorriso é tão belo! Imagino que você sempre viveu com muitas mordomias para ser como é hoje, esta mulher linda e que pode ter tudo que desejar. — disse a repórter.

— Sabe, nem sempre foi assim, acredito que todos pensam que eu sempre tive uma vida perfeita, e que não lutei pelos meus feitos, sofri muito para chegar a este ponto. — Cynthia parou por um momento e ficou observando os pingos na janela, mas depois voltou a falar. — Peço-lhes perdão por não estar conseguindo concentrar-me direito... Hoje é um dia muito especial para mim, seria... Fazem três meses...

— Ah, d-desculpe-me, nós não queríamos interromper um dia tão importante para você, podemos marcar outro horário... — respondeu a repórter, um tanto quanto sem graça.

— Por favor, não. — interrompeu Cynthia. — Estou precisando conversar com alguém, tenho me sentido tão triste e solitária ultimamente... Como posso chamá-la?

— D-Dawn... — respondeu a repórter, um pouco confusa.

— Certamente, é um nome lindo. — disse Cynthia, com sua doce voz. — Permita-me contar um pouco sobre minha vida...

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Três meses atrás...

Steven acabara de ligar o ar condicionado de seu carro para tentar amenizar o vidro embaçado que prejudicava a visibilidade. O carro andava muito devagar pelas ruas da cidade, iluminando a estrada com seus faróis acesos, chamando atenção de todos que passavam.

— Steven, desliga essa porra de ar condicionado, lá fora já tá mó frio e você ainda liga isso? — disse um rapaz que estava sentado no banco de co-piloto.

— A chuva lá fora está embaçando o vidro... — afirmou o outro, que dirigia o carro concentradamente.

— Você anda muito devagar, desse jeito a gente nunca vai chegar à festa!

— Eu nem quero ir nessa festa Lance, não gosto dessas coisas, só estou aqui para levar-te. Quando quiser ir embora, basta avisar-me, vou ficar aqui.

— Ah, mas não vai mesmo! Você precisa aproveitar a vida cara, o mundo está cheio de mulheres bonitas! Tá na hora de você pensar no seu futuro! — riu Lance.

— E você acha que a felicidade é construída somente a partir de dinheiro e mulheres? Prefiro ficar sozinho. — afirmou Steven.

— Cara, tu é uma das pessoas mais ricas do país, se eu fosse você eu aproveitava e ficava com várias lá na festa. — brincou Lance.

— Vou esperar pela minha mulher perfeita que ainda está para nascer. — riu Steven.

— Hah, hah, hah! Desse jeito vai ficar solteiro pro resto da vida, mas eu ainda acho isso meio impossível. Você não muda mesmo! Ah, é só virar ali, na segunda curva a direita...

Steven parou seu carro no estacionamento da tão esperada festa. Lance estava animado, tentando convencer o amigo de ir e entrar no local. Uma fina chuva caía, e um fraco vento soprava, aumentando ainda mais o frio daquela noite.

— Olhe só que chuva bela, parece uma sinfonia quando as gotas batem no vidro do carro. Vou ficar aqui e esperar-te, ainda estou cansado de ontem. — disse Steven, afastando o banco do carro.

— Ah velho, vamos lá aproveitar um pouco! Só pra não deixar seu parceiro sozinho! — pediu Lance.

— Já vi que você não vai me deixar ficar aqui mesmo... Só deixe-me pegar meu sobretudo...

Steven saiu de seu luxuoso carro, era uma Lamborghini Gallardo negra, seus vidros também eram todos cobertos por insulfim, fazendo com que ninguém pudesse ver o que estava dentro. Steven era muito conhecido, em todo lugar que passava era obrigado a parar e dar autógrafos ou tirar fotos. Os dois entraram no local em que seria dado a festa, era uma despedida de de solteiro de um antigo amigo de colégio que convidara os dois rapazes.

— Ae sim, cara! Eu tô falando que você tem que aproveitar um pouco a vida, vai e se diverte! — brincou Lance.

— Estou voltando pro carro, tenho que me livrar daquelas latas de cerveja que você largou... — disse Steven, retirando a chave de seu bolso.

— Cara, você precisa aproveitar a vida! — disse Lance, colocando seu braço sobre o ombro de Steven. — Chega mais, vamos causar nesta festa!

— Faz o que você quiser, vou ficar te esperando ali no bar, quando for para ir embora é só me chamar. — respondeu Steven.

Steven foi até o bar e sentou-se em uma banqueta para beber algo, ele retirou seu sobretudo e descansou seus braços sobre o galpão. Ele estava muito cansado, pois os últimos dias haviam sido muito corridos, certamente, não era fácil a vida de famoso.

— Traga-me um bom vinho, o melhor da casa. — disse Steven.

— Oh, senhor Steven! É uma honra encontrá-lo aqui! Providenciaremos o vinho o mais rápido possível. — respondeu o garçom.

— Sem pressa...

Steven continuou observando o cenário, o tempo foi passando e Lance já estava começando a ver capivaras voadoras por toda a sala, enquanto outras pessoas se divertiam. Steven virou seu olhar rapidamente e pôde ver de relance uma moça que o observava. Quando ela se deu conta de que ele a notara, ela virou seu olhar, como se tentasse evitar ser vista. Steven a observou por mais um tempo, mas logo em seguida o vinho chegou, fazendo-o desviar sua atenção.

— Pode deixar a garrafa. — ordenou o rapaz.

O garçom concordou, e saiu do local. Steven continuou a observar a misteriosa moça que tentava evitar seu olhar. Era como se ele já tivesse encontrado-a a muito tempo atrás, mas não conseguia lembrar-se quem era. De repente, ele pôde ouvir alguém chamando o nome da moça. Um nome que trazia várias lembranças em suas memórias.

— Seria ela... — sussurrou Steven, saindo da banqueta e seguindo a mulher.

Steven aproximou-se da mulher e segurou-a no braço, a moça continuava tentando evitar o olhar, quando ele perguntou com uma voz suave.

— Desculpe-me se estou enganado, mas sinto que te conheço de algum lugar. — disse Steven, segurando levemente o braço da mulher.

— Hum, você já deve ter me visto em outras despedias de solteiro... Se me der licença...

— ...Cynthia?... — perguntou Steven, com uma voz bem baixa.

A mulher virou-se e conseguiu finalmente olhar o rapaz nos olhos, ela parecia triste, sua face transmitia uma expressão de decepção e arrependimento. Steven não conseguia acreditar que aquela era a mesma menina de anos atrás, a primeira menina que se apaixonara na infância.

— E-Eu não acredito que encontrei você, faz tanto tempo. — sorriu Steven.

— Hum... E-Eu não queria encontrá-lo em uma situação como esta... Bom já que você está aqui... Acredito que deseje divertir-se... — disse Cynthia com uma voz triste.

— N-Não... Eu fiquei tão feliz quando vi que era você, o que faz em um lugar como este?

— Nem todos tem sorte na vida, e eu acho que escolhi o caminho errado. — disse ela, tentando colocar um sorriso em sua triste face.

— Você... Gosta do que faz...? — perguntou ele.

Cynthia apenas balançou sua cabeça negativamente, como se tentasse evitar uma lágrima. Steven sabia que algo a incomodava, ele a conhecia mais do que ninguém.

— Venha, vamos conversar lá fora, talvez sinta-se mais a vontade. — disse Steven, levando Cynthia para fora da festa.

Steven levou a moça para seu carro, para conversarem um pouco, para que ela explicasse como foi parar em um lugar como aquele a fim de contar como passou sua vida nos últimos anos.

— Então... — sussurrou Cynthia, um pouco envergonhada.

— Hum... — respondeu ele um pouco sem graça, procurando por algum assunto, pois nunca conseguira falar sobre muitas coisas com as pessoas. — Então, como anda sua vida?

Cynthia não conseguiu mais segurar as lágrimas e abraçou fortemente o rapaz, que ficou sem jeito, mas retribui o abraço acariciando o cabelo da moça. Lágrimas escorriam de seu rosto, que acabavam manchando um pouco a maquiagem, mas no momento ela não se importava, ela apenas precisava de um ombro amigo, alguém para que pudesse falar tudo e que a entendesse.

— N-Não chore... Desse jeito vai me fazer chorar também. — sorriu Steven.

Cynthia olhou-o com os olhos ainda cobertos de lágrimas, ela não conseguia segurar o choro, era como se finalmente tivesse encontrado alguém que a compreendesse nesse imenso mundo.

— D-Desculpa, acho que eu nem deveria estar aqui sujando seu carro, devo ir embor...

— Não, por favor Cynthia, você sempre me contou tudo quando éramos crianças, por que hoje em dia seria diferente? — perguntou Steven.

— Eu... Eu pensei que ainda me odiasse... Depois daquele dia... — sussurrou Cynthia, tentando conter novamente o choro.

— As pessoas mudam, eu e você crescemos, eu sempre dei um imenso valor àqueles que amo, pode contar tudo que desejar para mim, ainda sou seu amigo. — continuou Steven, abraçando mais uma vez Cynthia.

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— Q-Que lindo, senhorita! Quando nós lemos artigos sobre seu passado na internet ou em jornais, eles acabam por inventar algumas coisas, mas ouvir a história sendo contada da própria senhorita é ainda melhor! — disse Dawn, ouvindo atentamente a cada palavra proferida pela cantora.

— Por favor, chame-me de Cynthia, sinto-me velha com você me chamando de “senhorita”. — brincou ela.

— E o que aconteceu com você depois? — perguntou o câmera man, extremamente entusiasmado com a história.

— Bom, vamos pedir algo para jantar. Logo, logo eu continuarei a contar minha história para vocês! — disse Cynthia, cruzando as pernas e lendo o cardápio do restaurante.

As gotas continuavam a escorrer pela janela, assim como aquela chuva que caía no dia em que reencontrou Steven. Um dia muito especial para ela.

Notas finais
Yo! Primeiro capítulo totalmente improvisado e no meio de semana de provas. Só hoje que eu fiz, isso não faço mais T_T Pelo menos agora eu posso dormir em paz! kkkk Espero que gostem! *0*