I Put a Spell On You 🔞
8 Capítulo O8 — The phone call
Notas iniciais
Babies!!!! Desculpem a demora, mas... tenho uma boa notícia!!!!! As ideias vieram morar comigo! Sim! Elas voltaram de férias e resolveram ficar!!!! Pelo menos, até as festas de fim de ano u.u hahaha sacanagem.
Anyway... elas vieram e... já tenho 25 capítulos prontos para a fic! Prontos e salvos no Word! Então... sim, sim, os dias de postagens definitivos, ao menos... por enquanto, serão às quintas. E aí??? Estão felizes? Não? Ah, tratem de ficar `-´
Anyway... aproveitem e perdão por qualquer erro de digitação
Tradução do capítulo: O telefonema

— Mandei uma mensagem avisando que estávamos saindo de casa! – Rebby força sua garganta para que eu consiga ouvir sua voz. — Mas ninguém respondeu!— E que horas são?— Já passam de nove e quinze! – ela diz após checar Iphone. — Se não estão aqui, já devem estar chegando! Vem comigo!— Para onde?— Vamos falar perto do banheiro! É melhor para escutar!Assinto, segurando sua mão e a sentindo me puxar em direção às portas dos banheiros, cada uma com seus devidos nomes Masculino e Feminino. Ao chegarmos, avistamos uma longa fila de mulheres e, ao lado, uma pequena com apenas quatro homens esperando.Eu coro e olho para baixo, vendo Rebby me colocar contra a parede e posicionar seu corpo na frente do meu. Com certeza, ela sabe que fiquei desconfortável com os olhares que nos foram direcionados.Eu a vejo discar algo em seu Iphone e, logo em seguida, Rebby está conversando com alguém.— Oi! Oi, já estamos aqui. Onde vocês estão? Sei... perto da janela? Ma-mas... qual? A da ponta? Da ponta direita? Eu estou aqui na parte dos banheiros, para poder ouvir melhor. É. Ah, já vi a Gwen! Tá bom, estamos indo.Rebby encerra a chamada e se vira para mim com um sorriso no rosto.— Vamos, eles estão ali.Pego novamente sua mão e ignoro os olhares dos homens sobre nós, mas continuo a corar.Vamos andando e desviando de corpos dançantes e alegres até chegarmos à mesa redonda de madeira, onde Gwen, Peter e Miguel estão sentados.— Oi, galera! – Rebby faz um aceno com a mão e sorri para nossos amigos.— Hey! Oi, meninas! – Gwen abraça Rebby e depois vem me abraçar. — E aí, Nat? Tudo bom?— Tudo. – sorrio estranhando sua pergunta. Será que Rebby contou alguma coisa para ela? — Oi, Peter!— Oi, ruivinha. – ele pega minha mão e a beija rapidamente. — Sentem aí.Rebby pega mais duas cadeiras da mesa vazia ao lado e entrega uma para mim. Eu a coloco ao lado de Miguel e acabo ficando entre ele e Rebby. À minha frente, estão Peter e Gwen abraçados.— Holá, chica! – Miguel beija meu rosto. — Como estás?— Bien, Miguel. – suspiro e tiro o casaco. Que lugar abafado! — O que estão bebendo? – pergunto para Gwen.— Chegamos aqui faz pouco tempo. Então pedimos só cerveja enquanto vocês não vinham. – ela me responde antes de dar um gole em sua bebida.— O que vai querer, Nat? – pergunta Rebby.— Ahn... não sei. – olho ao redor. — O que vocês vão beber?— Eu quero uma batida. E bem forte! – Rebby ri junto de Gwen, que responde.— Eu quero cerveja. — Outra? – indaga Peter.— É, prefiro continuar com cerveja sem fazer mistura. – explica. — O que vai beber, amor?— Vou querer vodca— Certo! E você, Miguel? – pergunta Gwen.— Ahn... eu... quero vodca também. – Miguel sorri para mim. — Acompanha-me, niña?— Claro! – afirmo. — É a minha bebida mesmo!— Feito! – Rebby também sorri. — Ei, psiu! Moço!— Sim, senhorita? – um rapaz alto e moreno se aproxima de nossa mesa com um pequeno bloco em mãos.— Por favor, uma cerveja, três vodcas de maracujá e uma batida.— Qual, senhorita? – o rapaz retira uma caneta de dentro do bolso de sua camisa e anota nossos pedidos em seu bloco.— Ahn... deixo para você me indicar. – Rebby pisca para ele.— Certo! – o rapaz sorri de volta. — Volto já, já com as bebidas!Assentimos e voltamos a nos olhar enquanto esperamos.— E então, pessoal? Qual a boa? – indaga Peter após dar um selinho em Gwen.— Nós que perguntamos. – diz Rebby após trocar olhares comigo. — Bom, eu tenho uma! – Gwen acena com a mão.— Qual? – Miguel pergunta.— Eu vou me mudar para Londres! – ela revela de supetão, deixando todos nós de queixo caído.— O quê?! – grito sobre a música alta. — Como assim? Por quê? Quando foi isso?— Recebi uma proposta irrecusável de Oxford. – Gwen explica enquanto ri de minha reação.— Oxford? – junto as sobrancelhas. — Mas já acabamos os estudos, Gwen.
— Eu sei! É uma proposta de pós-graduação! E, com muita sorte, posso acabar conseguindo um emprego permanente! – ela comemora de modo feliz e esperançoso, o que acaba contagiando a todos nós. — Vou daqui a três meses.— Oh, meu Deus! Gwen! Parabéns, garota! – Rebby aperta sua mão sobre a mesa. — Qual a proposta?— Cientista. Medicina molecular. – Gwen empina o nariz diante de sua resposta orgulhosa.— Olha só...! – Miguel brinca com ela. — Parabéns, chica!— E você, Peter? – Rebby indaga. — Vai com ela?— Não sei. – responde meio cabisbaixo. — Já conversamos, mas eu ainda não sei.— Recebeu alguma proposta de emprego aqui? – pergunto.— Não.— Então...? – Rebby ergue os ombros.— É que... Londres é tipo... wow! – ele ri nervosamente, fazendo Gwen dar um fraco sorriso e alisar suas costas por cima da camisa preta. — Não quero me separar de Gwen, mas é um caso a se pensar seriamente, entendem? Também tem a minha tia May. E já perdemos o tio Ben. Não quero que ela se sinta sozinha.— Tudo bem, amor. – diz Gwen. — Não tem que se sentir pressionado a fazer nada que não queira.— Claro, gente! Até porque muitos casais namoram a distância! – Miguel incentiva, fazendo com que Rebby e eu concordemos.— Isso! – exclama Gwen. — E eu posso vir te visitar nas festas de fim de ano ou você ir me visitar. – ela pega sua mão e o olha nos olhos. — Nós vamos ficar bem, Peter. Vai dar tudo certo.— Eu sei. – Peter sorri e a beija. — Eu te amo.— Eu também te amo.— Awnnnnn – Rebby ri ao meu lado enquanto nossos amigos se beijam. — Não esquentem com isso, galera. Vocês se amam e não vão se separar.— Exato! – afirmo junto de Miguel.— Aqui estão!O rapaz chega por trás de mim e deposita bebida por bebida à mesa. Logo em seguida, retira-se e cada um de nós começamos a pegar nossos copos, provando do líquido rapidamente.— Ai, que delícia! – exclama Rebby.— Qual é a sua batida? – pergunto após dar um longo e único gole em minha vodca.— Morango.— Hmmm! – Miguel geme e me faz rir. — E então? Quais são as outras novidades?— Nenhuma. – respondo. — Gwen, deixa eu tomar um gole da sua cerveja.Eu me debruço sobre a mesa e pego seu copo para tomar a bebida. Fecho os olhos ao sentir o sabor gelado invadir minha boca e engulo o líquido em seguida. Devolvo o copo para Gwen e faço sinal para que o garçom me traga outros copos de vodca.— Nat...— Não, Rebby. Hoje eu quero beber. E muito!Ela sorri e aperta minha mão antes de me oferecer seu copo.— Manda ver, amiga!— Eu vou! – afirmo e tomo um gole de sua bebida.Assim sigo a noite, misturando um monte de bebidas em meu estômago e querendo somente mais e mais a cada gole que dou.▪️▪️▪️— Ai, meu Deus...! Nossa, nossa! Não, pera aí, Gwen. Deixa... deixa... eu respirar. – Rebby aperta sua barriga com uma mão enquanto limpa o canto de seus olhos com a outra. — Nossa! Sua mãe fez isso mesmo?— Fez! Minha mãe é louca! Tudo bem que meu pai era chefe da polícia na época, mas ela precisava ligar para a faculdade e falar aquilo, preocupada por eu ser uma caloura?— Gwen, chega. – peço com a fala um pouco enrolada ainda rindo. — Acho que... acho que vou acabar fazendo xixi na calça.— Ai, gente! Minha mãe é uma figura! – Gwen ri junto de Peter e o beija. — Quero mais uma cerveja. – diz.— Moço! – Miguel levanta seu braço. — Ei, amigo!— Sim? – um outro rapaz nos atende desta vez.— Mais bebidas para nós, por favor. Traga cerveja e batidas de vodca. Confiamos em seu gosto.— É para já! – o homem se afasta após sorrir e anotar o pedido de Miguel.— Preciso fazer xixi. – sussurro para Rebby, que assente para mim enquanto me levanto.— Aonde você vai, Nat? – pergunta Miguel.— Preciso fazer xixi. – repito em seu ouvido, vendo-o sorrir e balançar a cabeça.Sinto as pernas um pouco bambas ao dar os primeiros passos. Fecho os olhos e fico parada enquanto me concentro em não cair.Calma, calma. Respire fundo. Isso! Pronto! Agora vá.Abro os olhos e continuo seguindo meu caminho até o banheiro, dando sorte da fila estar apenas com duas pessoas em minha frente. Suspiro, mordendo o lábio inferior e repousando as costas contra a parede vermelha atrás de mim. Com o tédio, resolvo cruzar os braços enquanto aguardo pela minha vez.No passar do tempo, um início de flashbacks invadem minha mente. E todos eles são relacionados a Steve Rogers. O primeiro encontro, a primeira troca de palavras, o primeiro olhar rígido que me fez arrepiar, o primeiro toque que ascendeu uma fagulha apagada no âmago de meu ser, o primeiro sorriso, o primeiro flerte... ah! O quase primeiro beijo. É... o quase. E então o último adeus. As últimas palavras duras e frias que me machucaram profundamente.Por que teve de acabar daquele jeito? Nós na rua e eu implorando por seu beijo enquanto ele dizia para me afastar. Dói só de pensar... que homem mais egoísta! É assim mesmo? Ele me manda fazer algo ou me convida para algum lugar e eu aceito. Mas, então, manda que eu fique longe e eu simplesmente obedeço, como se fosse um cachorrinho? Onde está meu valor? Trancado, menina. Porém você pode libertá-lo agora para que possa ir fazer uma visita a Steve Rogers, mostrando o quanto é forte e poderoso!É, Little Red. Acho que está certa. Steve Rogers me magoou e me ofendeu e isso não vai ficar assim! Eu tinha de ter tomado uma iniciativa na hora, mas, também, antes tarde do que nunca!Bufando de raiva, puxo meu celular do bolso traseiro da calça jeans e vou em meus contatos. O nome de Steve faz minha visão ficar turva de tanto que leio e releio sem parar. Ligo ou não ligo?Mordo meu lábio inferior, apertando em seu contato e ouvindo as chamadas a seguir. Espero por quatro toques até a voz rouca e grossa de Steve invadir meu ouvido.— Steve Rogers falando!Respiro fundo, mordendo meu lábio com mais força.Menina, era apenas um blefe. Não faça isso. Não seja infantil a esse ponto!— Quem está aí?Arregalo os olhos e desligo o telefone, arfando e vendo a pessoa sair de dentro do banheiro, o que o torna livre para que eu use.Rodo a trinca na fechadura e abro meu zíper, abaixando a calça junto da calcinha e me preparando para urinar.Apoio os braços contra as paredes estreitas do pequeno banheiro e espero até que minha urina acabe de cair. Em seguida, puxo um pedaço de papel higiênico e limpo minha intimidade, jogando-o no lixo ao lado e apertando a descarga. Levanto minha calcinha e calça e fecho o zíper. Lavo as mãos e as seco no tecido da própria calça. Ainda assustada com minha recente e irracional ação, abro a porta do banheiro e, com os mesmos passos lentos e desastrosos que cheguei até o próprio, volto para a mesa. Repouso os quadris na cadeira ao lado de Rebby.— Nat! Hey, Nat! – Rebby sorri, mas arregala os olhos ao notar minha expressão. — O que aconteceu, Nat? Está tudo bem? Algum babaca te encostou?— Não, não. – eu a asseguro calmamente. — Não, ér... que... eu... e-eu liguei para o Steve.— Você o quê?!— É. Eu liguei. — E... e o que você disse a ele?— Nada. Eu não consegui falar.— Oh, meu Deus! E ele disse alguma coisa?— Não. Apenas perguntou quem era, mas... eu não respondi. Desliguei logo.— Natasha! – Rebby exclama e ri em seguida. — E aí?— E mais nada. – digo. — Ahn... eu... eu vou sair um pouco, tá?— Sair? Está tudo bem?— Sim, sim. Só... acho que só preciso de um pouco de ar fresco, aqui está muito abafado.— Ahn, espera aí, eu tive uma ideia.— O que foi?— O que acha de irmos embora? Eu vou pedir a conta e aí poderemos andar por aí. Topa?— Tá. – sorrio e fecho os olhos. — Vou esperar com você, então.— Certo.Vejo Rebby chamar Miguel, Peter e Gwen, explicando que preferimos andar um pouco.Em seguida, tudo o que consigo perceber ao meu redor é que Rebby está me segurando pela cintura e me encaminhando para fora do bar. Quê? Já estamos indo? O que aconteceu? Eu dormi enquanto ela pedia a conta?— A gente já pagou? – pergunto com a voz enrolada no ouvido de Rebby.— Sim, Natasha. Relaxe, nós não demos calote.— E aonde vamos agora?— Vamos curtir mais, só que sem bebidas. – Rebby sorri.Assim que pisamos para fora do bar, eu aspiro o ar gelado de Nova York e pendo a cabeça para trás enquanto fecho os olhos levemente.
Passo as mãos por meus finos braços e sinto o frio da cidade gelar meus ossos.— Nat!Viro para trás e vejo Miguel correr até mim sorrindo.— Oi, Miguel!— Você esqueceu isso. – ele levanta as mãos e mostra que está com meu casacão.— Ah, sim. Obrigada, Miguel! – estico os braços para trás e recebo a ajuda de Miguel, que coloca o casacão em mim. — Aonde vamos mesmo?— Vamos só... curtir. Eu já te disse. – Rebby repete.Assinto e começamos a andar pelas ruas de Manhattan. Luzes, buzinas, carros, pessoas transitando entre nós, gritarias... tudo da "Cidade que nunca dorme" faz minha cabeça girar ainda mais e um tipo de sentimento surgir e se instalar em meu peito. Raiva. Ódio. Rancor. Nossa, menina! Não era apenas um?— Rebby? – chamo com a voz rouca.— Oi?— Posso te pedir uma coisa?— Fala.— Vingança.— Como é? – ela indaga com o cenho franzido. — Vingança? Está maluca? O quanto você bebeu, garota?— Sem piadas, Rebby. Estou falando sério.— Natasha...— Sabe onde Steve mora?— Natasha, não! – Rebby me repreende com o olhar.— Então, você sabe, não é?— Natasha, deixa de ser infantil! Se quer bancar a louca, faça isso quando não estiver do jeito que está. E em outra ocasião. E, de preferência, com outra pessoa.— Responda ao que eu perguntei, Rebby! – insisto e ela bufa antes de ceder ao meu pedido.— Okay, okay, eu sei. Eu sei onde ele mora. Priscilla já realizou alguns eventos na casa dele, mas isso não quer dizer...— Vamos até lá.— O quê? Você ficou louca? O que colocaram na sua bebida, sua doente? — Rebby, por favor. Ele me usou e me humilhou. E eu preciso falar tudo que está entalado aqui dentro... – passo a mão por minha garganta e desço até o peito. — ...na cara dele. Só assim irei me sentir melhor.— Mas, Natasha, você vai parecer uma psicopata! Não podemos...— Por favor, Rebby. É importante para mim.— Nat, entenda, ele deve estar na casa dele. Não podemos chegar lá desse jeito.— Que jeito?— Ué, desse! – Rebby faz um gesto com a mão, indicando entre mim e ela primeiro antes de apontar para os nossos três amigos, que andam ao nosso lado. — Um grupo de bêbados e eufóricos que não são de Manhattan. Aí pedimos ao porteiro para subir porque você quer discutir com Steve Rogers sobre o fora que ele te deu! Será que você não consegue enxergar a incoerência do que está me pedindo?— Rebby! – exclamo visivelmente zangada. — Por favor. Diga, Rebby. Estamos perto da onde ele mora?Rebby suspira e olha ao redor, revirando os olhos em seguida.— Sim. Faltam apenas uns... três quarteirões.— Então vamos até lá. – ando de braços dados com ela pela calçada, com nossos outros amigos ficando para trás. — Por favor.— Natasha, vamos acabar sendo presos e eu irei perder meu emprego!— Não precisa ir comigo, só me deixe lá. Eu posso cuidar do resto.— Natasha, você está bêbada! Não está falando coisa com coisa! Vamos continuar andando, vem!— Mas eu... – sou interrompida quando ouço meu celular tocar e vibrar no bolso de minha calça jeans.— Atende aí. – diz Rebby. — Vamos parar aqui para você poder falar. E vê se tira essa ideia doente da cabeça!Rebby me conduz até um banco de cor branca que fica em uma pracinha simples, onde a areia caramelo já virou poças de lama por causa da neve derretida de mais cedo.Pego o celular e sento sobre o banco, pondo meus cabelos para trás antes de atender. Assim que desbloqueio a tela, meu coração troveja no peito com o nome que brilha em minha frente: Steve Rogers.— Não vai atender? – pergunta Gwen após rir de algo que Peter lhe disse.— Vou! – afirmo tentando parecer normal. — Ér... podem dar uma licencinha, por favor?— Claro! – Rebby puxa Miguel pela mão junto de Gwen e Peter.Eu os acompanho com o olhar enquanto se afastam. Quando tenho certeza de que poderei falar e até mesmo gritar em privacidade, resolvo voltar a atenção para meu celular.Suspiro aliviada e atendo à chamada.— Alô? – indago com a voz indecisa e nervosa.— Quem fala? – a voz grossa e firme de Steve faz meu coração ir a mil. Oh, Deus... o que eu faço?Para. Chega de ter medo. Você já fez a merda, então agora termine. Mas, sem medo. Enfrente-o! Você não é mais uma menininha, já é uma mulher. Cresça, Natasha! Cresça e mostre a ele quem você é.Isso mesmo, Little Red!Sorrio convencida antes de soltar um pigarreio e começar minha fala.— Boa noite, Sr. Rogers!— Na... Natasha? – indaga. — Natasha, é você?— Exato, Sr. Rogers! Como vai? Ainda se lembra de mim?— Natasha, o que está fazendo? Você andou bebendo?— É... eu tomei um ou... cinco... ér... oito ou... mais... drinques. – tento fazer as contas em minha cabeça. — Mas isso não vem ao caso.— Natasha, onde você está?— Ah... eu... estou num lugar curtindo muito bem a minha noite. E bem longe do senhor, como me mandou ficar. – acabo rindo de minha fala, pois segundo Rebby estou bem mais perto do que ele possa imaginar.— Natasha...— É, porque... é só isso que sabe fazer, Steve.— Do que está falando?— O senhor sabe, Sr. Rogers. "Ah, Natasha, venha. Venha comigo, vamos sair, vamos tomar um café. Não, Natasha. Não deixe de dormir, não deixe de comer. Natasha! Natasha, nada de remédios. Cuidado, Natasha! Srta. Romanoff, saia! Fique longe de mim! Longe, longe!" – eu me dou conta de que vou falando e vou tentando imitar o tom de voz de Steve enquanto mexo as mãos e faço expressões em meu rosto.— Okay. Já é o suficiente. Está tarde, vá para casa, Natasha!— Chega de ordens, Sr. Rogers! Não é meu pai nem nada. É um autoritário! – rio em seguida e vejo mais carros em velocidade passarem por uma das mais largas ruas de Manhattan. — Vivemos em uma democracia e eu sou uma cidadã americana e livre!— Você está completamente bêbada. Vá para casa. Agora! Com quem você está? Está sozinha? Se estiver de carro, não quero que volte dirigindo. Especialmente sendo aquele seu fusca! Chame um...— Não fale mal do meu fusca, Rogers! E não te interessa, mas lhe digo que estou muito bem! – cambaleio um pouco para os lados ao me levantar, mas consigo ficar de pé ao segurar no banco. — Estou livre de você e de suas ordens! Adeus, Sr. Rogers! Estou em um lugar onde jamais me encontrará! – solto uma gargalhada a seguir.— Natasha, não se atreva a...— Tchau, tchau. – debocho ao encerrar a chamada sem aguardar por sua resposta.Guardo o celular de volta no bolso da calça e faço um sinal para Rebecca.— Oi! E aí? Tudo bem com o telefonema? – pergunta com a voz ofegante até chegar até mim.— Hmmm... tudo ótimo! – solto mais uma risadinha superior. — Vamos?— Vo-você... ainda está com aquela ideia lunática na cabeça?— Não, não. Não mais. Vamos apenas... continuar curtindo. – entrelaço nossos braços e volto a andar lado a lado com ela.Assim que avançamos os primeiros cinco passos, ouço meu celular começar a tocar e a tremer novamente. Quando o puxo do bolso mais uma vez, o nome de Steve continua a brilhar como um martírio em minha frente. Será que peguei pesado demais com ele? Será que fui muito rude e debochada? E se ele estivesse ocupado? Porra! E se ele já estivesse dormindo e eu o acordei num ápice de crise infantil de minha parte?Preciso tentar resolver isso logo.— Oi. Ér... desculpe. Não quis atrapalhar você antes. Eu não vou mais ligar.— Fique onde está, Natasha! Já estou chegando. – seu anúncio me faz franzir o cenho.— Como é? Você não sabe onde eu estou.— Não se mova!— Quê? Steve? Steve, eu não estou em um único lugar. Estou andando sem parar, você não vai...— Não se preocupe. Eu vou te achar, baby.— Steve...?A chamada termina e agora sou eu quem tem o gostinho de desligarem na minha cara. Encaro a tela de meu celular já preta e me assusto com sua ameaça.Steve está vindo atrás de mim? Está vindo me buscar e me repreender? Suspiro, preocupada, olhando ao meu redor e sentindo minha respiração descompensada enquanto volto a guardar o celular.— Nat? Nat, o que foi? – pergunta Rebby. — Tudo bem?— Tudo. – digo totalmente aérea. — Vamos... vamos sair logo daqui, Rebby.— Como assim? Para onde você quer ir?— Qualquer lugar. – respondo. — Pode ser outro bar, só quero... sair da rua.— Certo. – ela me puxa para que continuemos a andar enquanto eu torço — internamente — para que Steve não me encontre. Não do jeito que eu estou. Não... não depois do que eu acabei de fazer e falar para ele!
Notas finais
E aí, amores? O que acharam? Ficou legal? Eu sei que teve base no livro/filmes, mas eu também coloquei coisas minhas... vocês gostaram?
Por favor, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem :3
E, claro, obrigada pelos 207 comentários, 98 acompanhamentos, 42 favoritos, 3 recomendações e 4.230 visualizações!
Se quiserem recomendar mais... eu aceito :3
Beijocas! Até quinta que vem!!!
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