I Put a Spell On You 🔞
5 Capítulo O5 — Intimidated
Notas iniciais
Heeeey babies! Olha... eu estou sendo muito boazinha com vocês, hein! Preciso parar de mimar todos vocês hahaha estou postando muito!!! Vamos fazer um acordo? Toda a segunda terá capítulo novo! Bom... não sei se conseguirei realmente seguir o prometido, pois... apesar de ter muitos capítulos já prontos, não posso parar a "produção", porque aí de tanto eu postar pode acabar... terminando o meu "estoque" hahaha então... vamos devagar, coisinhas. Vamos devagar... u.u
Eu não postei no final de semana porque com certeza BASTANTE gente foi ao Rock In Rio, então... foi mais uma questão de lógica minha hahaha não sei... por isso estou postando hoje :3
Nhac! O capítulo de hoje é dedicado ao Matheus Evans, que apenas com 4 capítulos (não contando com o de hoje) recomendou a fic!!!! Obrigada, querido! Eu amei! Capítulo todo seu :D
Aproveitem e perdão por qualquer erro de digitação! ^^
Tradução do capítulo: Intimidada

— Desculpe, Rebby. – ando até a cama e pego minha bolsa preta. — Não vai se atrasar, eu prometo.— É o que eu espero. Não posso perder essa maravilhosa chance de trabalhar na empresa Rogers'. – Rebby desabafa e consigo ver seus olhos brilharem com a oportunidade que paira para ela.— Você vai conseguir! Tem um excelente potencial e é ótima no que faz!— Obrigada! – Rebby me dá um breve abraço. — Mas e você? Vai se candidatar em quê?— Em nada, eu já disse. – ergo os ombros e sorrio de modo nervoso, vendo Rebby me repreender com o olhar. — Rebby, só estou te acompanhando, mas não quero trabalhar lá.Saio de sua frente e me olho mais uma vez no espelho, estudando atentamente as roupas que uso. Estou com uma calça jeans preta, camisa da mesma cor de mangas compridas por baixo e uma outra por cima azul xadrez com listras finas de cores vermelho e branco. E calço tênis All Stars pretos.— Vamos? – eu me viro para Rebby e a olho.Diferente de mim, ela está muito bem vestida e arrumada. Usa um vestido curto de cor branca e a parte da cintura possui um fino cinto de couro marrom. Está vestindo calça legging preta e um lindo sobretudo vermelho que combina com as outras peças de roupa.Rebby está com seus lisos e sedosos cabelos morenos soltos, uma maquiagem de leve realçando ainda mais a beleza de seu rosto e bonitas botas pretas e longas de salto agulha.— Vamos!▪️▪️▪️— Tem certeza de que não quer entrar e tentar uma vaga?— Sim. – respondo para Rebby, enquanto aguardamos dentro do elevador subindo ao andar das entrevistas.— Mas você disse que Steve também te ofereceu o estágio.— E...?— Como assim "e..."? Vai recusar uma oferta dessas? Se ele insistiu é porque quer que aceite! Sabe que isso pode te ajudar com os empréstimos mais rápido. O salário...— Eu entendo isso, Rebby. E, por mais que ofereça um bom salário, não deixa de ser um estágio. Não posso arriscar deixar de ganhar um bom pagamento na livraria para ganhar um menor aqui. – acabo sussurrando a última parte por ter outras pessoas no elevador junto de nós. Pessoas que provavelmente trabalham aqui.As portas se abrem no décimo quinto andar e nós finalmente saímos do elevador. A decoração moderna e sofisticada parece complementar o prédio todo. Mais uma vez, esse lugar tem tudo a ver com Rebecca! E nada a ver comigo!— Caraca! – Rebby exclama ao meu lado tão impressionada quanto eu, mas sei que na verdade está se controlando para não dar um grito de satisfação.— Boa tarde!Uma mulher loira com os cabelos soltos e lisos para frente nos cumprimenta assim que nos aproximamos de seu balcão.Ela é bonita, tem olhos claros e lábios finos pintados de vermelho escaldante e brilhoso.— Em que posso ajudá-las?— Boa tarde! – Rebby a cumprimenta de volta. — Sou Rebecca Deelwish e vim me candidatar à vaga de estágios de Moda.— Ah, sim! – a recepcionista sorri e checa algo em seu computador. — Srta. Deelwish, não?— Sim. – responde Rebby.— A senhorita chegou a ligar para cá ou entrar em nosso site para se cadastrar?— Ér... não, não, e-eu...— Não? – a loira nos fita com os olhos arregalados.— Não. Há algum problema? – pergunto.— É preciso estar inscrito na fila de vagas. Não pode simplesmente chegar e recorrer a uma entrevista. É feito todo um processo. – a loira de nariz empinado parece nos repreender.— Não fomos informadas sobre isso. – diz Rebby.— Como ficaram sabendo sobre as aberturas para estágios? – ela nos encara atentamente.— Um conhecido nosso nos avisou. – digo após engolir seco.— Pode me dizer o nome? – pede a loira.— Ér... que eu...— Rogers. – Rebby me faz arregalar os olhos em sua direção. — Steve Rogers.— Steve Rogers? – a moça agora tem uma expressão de espanto no rosto. — O Sr. Rogers as avisou?— Não.— Sim! – afirma Rebby ao mesmo tempo que eu nego.— Conhecem o Sr. Rogers?— Não! – respondo.— Sim! – Rebby me contradiz novamente.— Calma, calma, meninas! – a mulher leva as mãos até a cabeça e suspira. — Por favor, uma só fala. – ela olha para nós duas antes de apontar para mim. — Você. De onde conhece o Sr. Rogers?
Se eu mentir e disser que não o conheço, acabarei estragando o sonho de Rebby. E jamais me perdoarei por isso.— Eu o conheci quando vim entrevistar Priscilla Donut. – revelo. — Há alguns dias, vim substituir minha amiga Rebecca na entrevista. – aponto para Rebby. — Conheci o Sr. Rogers no elevador e ele me contou sobre as vagas e convidou tanto a mim quanto a ela. – decido ocultar a parte que Steve foi até a livraria de Nova Jersey.A mulher loira me analisa, respirando calma e silenciosamente. A cada inspiração, seus ombros sobem e descem lentamente.— Qual o nome da senhorita?— Natasha. Natasha Romanoff.A loira pega seu telefone e disca para alguém. Aguardamos por um momento até a mulher trocar algumas palavras com a pessoa da outra linha. Uns dois minutos se passam no período que ela encerra uma ligação e inicia outra.Rebby e eu nos olhamos apreensivas. Rebby tem de conseguir essa vaga. Ela merece! Não é justo que perca por minha causa!— Srta. Romanoff? – a loira me chama.— Sim?— O Sr. Rogers quer vê-la em sua sala.— O quê? – arfo diante de sua revelação.— O Sr. Rogers a espera em sua sala. – repete calmamente. — E, quanto a Srta. Deelwish, a própria Srta. Donut gostaria de entrevistá-la.Rebby sorri em minha direção com as bochechas coradas e os lábios rosados esticados em um riso felicíssimo.Já eu me encontro completamente diferente, exceto pelo fato de meu rosto também estar corado. Mas no meu caso é por medo. Nervosismo.Por que Steve quer me ver? Será que ele já sabe que eu não aceitara a vaga para o estágio? Será que a loira contou para ele? Oh, Deus! O que faço agora?— Srta. Donut está no vigésimo primeiro andar. – a loira entrega um cartão para Rebby. — E o Sr. Rogers está no penúltimo andar, Srta. Romanoff: o trigésimo segundo.Crio uma tremenda batalha interna sobre pegar ou não o cartão que está estendido para mim ainda nas mãos da loira do balcão.Por que eu? Por que quer me ver? É Rebby quem quer o emprego, não eu! Oh... é por isso que quer me ver! Será?— Srta. Romanoff?Pisco, balançando a cabeça e suspirando.— Está tudo bem?— Sim. – decido acabar logo com a tortura e arranco o cartão de sua mão. — Obrigada por sua atenção!— Não há de quê! – sorri formalmente.Troco rápidos olhares com Rebby e voltamos aos elevadores. Aguardamos por pouco menos de dois minutos até um deles chegar. Entramos e logo as portas se fecham.O silêncio é o dominador do ambiente, exceto pela irritante música que sai de uma pequena abertura localizada no canto direito do teto luminoso.— Rogers quer te ver. – sussurra Rebby.Viro a cabeça em sua direção e a vejo fitar o cartão que a loira lhe deu. Rebby deve estar completamente boba.— Eu sei. – sussurro de volta.— Não vá dar mancada. – brinca e eu a agradeço mentalmente por tentar me distrair e fazer.— Não vou. – afirmo. — Aliás, nem sei por que ele quer me ver.— Deve ser porque não quer aceitar o estágio.— Isso não é motivo para me chamar até sua sala! – rebato indignada. — Por acaso sou obrigada a fazer o que ele quer?Rebby inspira e abre a boca para me responder, mas o elevador chega ao seu andar e ela apenas sorri para mim enquanto as portas se abrem.— Tenho que ir. A gente se encontra lá embaixo. Eu te passo uma mensagem quando a entrevista acabar. Boa sorte!— Okay. Boa sorte, Rebby!As portas se fecham novamente e o elevador volta a subir. Estou sozinha e assustada. Eu me sinto tão pequena e perdida dentro desse quadrado.O elevador sobe de forma rápida e, cada vez que o número de um andar é posto para cima, sinto meu sangue correr mais rápido e um sufocante e desconfortável calor se formar em minha nuca.A máquina dá um pequeno solavanco e para ao mesmo tempo em que um dim toca agudamente. Suspiro e as portas se abrem mais uma vez.Fico no impasse de ir ou não ir, mordendo meu lábio inferior com força. Qual foi a última vez que estive aqui? Ah, sim! Foi quando ao sair do elevador acabou caindo. E por cima de Steve Rogers! Tome cuidado desta vez, menina!Respiro fundo, pendendo a cabeça para trás e fechando os olhos levemente. Decidida, saio do elevador e caminho para dentro do corredor.Espaçoso, extenso e elegante. Típico de Steve Rogers! Exatamente do mesmo jeito que estava quando vim aqui antes, exceto por um novo vaso de plantas perto de uma das janelas de vidro cristalino que vão do meio da parede até o teto.Penso em voltar e até chego a preparar meus pés para caminhar até o elevador, mas uma voz feminina chama minha atenção.— Srta. Romanoff?Relutantemente, ergo os olhos e vejo uma outra moça caminhar em minha direção. Esta tem olhos claros e cabelos castanhos soltos e lisos, mas não como os da loira que atendera a mim e à Rebby. Os dela parecem possuir algumas ondulações nas pontas.— Srta. Romanoff? – pergunta novamente e eu engulo em seco. — É a Srta. Romanoff, não?— Sim. – minha resposta quase não tem som.— Boa tarde! Sou Veronica Sandoxy, assistente pessoal do Sr. Rogers.Aperto sua mão e sorrio simpaticamente a vendo fazer o mesmo.— Eu... eu...— Já sei para que veio. – ela me corta. — O Sr. Rogers está a esperando. Aguarde um momento, por favor.Veronica solta minha mão e caminha até sua mesa antes de discar algo no telefone e levá-lo à orelha.Aproveito o tempo para olhar ao redor e reparar nos objetos modernos e bonitos. Quanta riqueza! Tudo isso é realmente necessário? Não importa se é necessário, imbecil. Trata-se de Steve Rogers, logo, tudo tem de ser perfeitamente lindo e caro!— Srta. Romanoff?— Sim?— Venha comigo. O Sr. Rogers irá atendê-la agora.Veronica anda em minha frente e eu a sigo. Caminhamos a passos calmos e sofisticados até chegarmos a uma porta de madeira preta com duas maçanetas compridas feitas de aço social no meio. — A senhorita já pode entrar. – ela toca nas longas maçanetas e as portas se abrem. Sua mão se estica para dentro da sala. Corro meus olhos pela decoração de seu escritório e vejo Steve parado em frente aos janelões. Ele está de costas para mim e com as mãos apoiadas nas colunas de cor preta que têm fixadas nas janelas.Sem dizer nada e, ainda olhando para ele, avanço dois passos na intenção de me aproximar mais, mas acabo pisando em falso e me estatelando no chão feito de pedras lisas e quadriculadas de cor branca.Caio na mesma posição que caí da outra vez: de quatro, com a única diferença de não estar por cima das pernas de Steve. E, por pensar nele, nem é preciso erguer o rosto para saber que está andando em minha direção, pois braços fortes e musculosos envolvem minha cintura com firmeza.— Srta. Romanoff. – ele analisa meu rosto. atentamente.Minhas bochechas queimam e eu ainda não encontro seus olhos. Que vergonha, meu Deus! Será que não pode ter apenas um encontro com ele sem cair de quatro em sua frente?— Está tudo bem? Machucou alguma coisa?Seus braços me soltam lentamente quase como se não quisessem deixar de me tocar. Mas o quê? Pensou mesmo isso? Sua idiota, deixa de ser sonhadora e bobona!Steve me encara atentamente e eu me sinto intimidada, mais uma vez, pelo seu olhar, que parece estar raivoso e repreensivo. Ah, não! A promessa de dormir, comer... oh! Suas olheiras, menina!— Sim.— Machucou? Onde? – Steve desce e sobe o olhar por meu corpo.— Não, não! Bom, desculpe. O "sim" foi para sua primeira pergunta. Está tudo bem. Não me machuquei. – meu sorriso parece deixar sua expressão um pouco menos tensa.— Que bom! – ele descansa as mãos nos bolsos da calça. — Gostaria de se sentar?Desvio o olhar de seu rosto para as cadeiras que estão de frente para sua mesa. São brancas e possuem formatos em L.— Sim, por favor.Steve dá um breve e fechado sorriso, esticando o braço para que eu vá em sua frente. Sorrio mais uma vez, timidamente caminhando até as cadeiras e optando por me sentar na da esquerda.Espero que Steve se sente na cadeira grande e preta que fica atrás de sua mesa, mas, surpreendentemente, ele acaba se sentando ao meu lado na cadeira branca da direita.
Steve cruza suas longas pernas enquanto relaxa o corpo, encostando as costas no conforto branco e me fitando com a mão no queixo, já que seu cotovelo esquerdo está apoiado num dos braços da confortável cadeira.— Srta. Romanoff...— Natasha. – eu o interrompo baixinho. — Somente Natasha. Por favor.Steve suspira antes de descruzar as pernas numa outra posição. Seus dedos passeiam pelo queixo onde já começa a crescer alguns vestígios de sua barba.— Natasha. – repete sorrindo para mim. — Você se lembra do que me prometeu?— Como assim?Eu sei o que é. Sei a que Steve está se referindo. Mas estou com vergonha por não ter conseguido cumprir. E parece que Steve também se sente assim, não com vergonha, mas com... raiva? É? Raiva de você? Não, não pode ser. Por que ele sentiria raiva de você? O que te faz pensar isso? Seus olhos com as pupilas tão dilatadas que quase cobrem o azul mágico que os possuem? Ou a constante mudança de cruzamento de suas pernas? Ou será o passar lento de seus dedos no queixo? Não sei, Little Red! Eu não sei!— Sabe o que é, Natasha. – diz impacientemente. — Não banque a espertinha comigo.Por que estou assim, com essa sensação de estar em dívida com ele? Sei que prometi algo, mas não cabe a ele cobrar.Não fora o tipo de promessa que eu devo cumprir rigorosamente. Claro, devemos sempre cumprir o que prometemos, mas é preciso reconhecer: esse caso é completamente diferente!— Desculpe. – é a primeira coisa que consigo pronunciar após morder mais e mais vezes o lábio. — Eu tenho andado muito ocupada, Steve.— Muito ocupada? Nós nos falamos ao telefone ontem mesmo, Natasha.— Eu sei. E juro que passei o resto do dia me concentrando em fazer o que te prometi, mas quando cheguei à minha casa estava tão exausta que só consegui pensar em banho e cama, quase que pulando o banho e optando logo pela cama. – explico. — Não consegui nem sentir fome com tamanho o meu cansaço.— O que fez quando acabamos de nos falar ontem? – Steve junta as mãos e encosta as pontas de seus dedos umas nas outras enquanto aguarda por minha resposta. Tudo isso sem parar de me olhar por um mísero segundo.— Continuei ajudando Clint na livraria.— Vou reformular minha pergunta. – Steve pigarreia. — O que fez ontem, desde manhã quando acordou, até à noite quando foi dormir?Por que diabos Steve quer saber minha rotina? Vai ser sempre assim? Ele perguntando e eu respondendo? Ele mandando e eu fazendo? Nós... nós não somos nem amigos! Não sou obrigada a responder nada!Argh! Tento me levantar e dizer tudo isso em voz alta para ele, mas meus pés estão fincados ao chão. Não consigo mover as pernas nem pronunciar qualquer coisa que seja sobre meus pensamentos malcriados e respondões.— Acordei às sete da manhã e fui tomar um banho. Depois, Rebby e eu tomamos café e fomos para faculdade. Mais tarde...— Tomou café? – Steve quebra meu depoimento. Assinto com a cabeça e ele suspira. — O que comeu?— Quê? Por que quer saber?— Você me prometeu uma boa alimentação.— Sim, mas isso foi depois.— Tudo bem, mas ainda assim quero saber. Responda.— Steve...— Responda, Natasha.— Mas eu...— Responda!Estremeço com seu tom autoritário e firme me dominando mais uma vez e fazendo com que me sinta encurralada e fraca.Por que não consigo contrariar este homem? Por que faço tudo o que ele manda? Quais efeitos suas ordens e formas de falar causam em mim? Muitos! Mas por quê?— Eu tomei um suco de laranja e comi dois biscoitos de água e sal. – respondo com a voz baixinha, bem baixinha, como uma criança levando bronca.— Só isso?— Sim.— E foi se matar na faculdade com isso que chama de "café da manhã" no estômago?— A faculdade não me exige tanto esforço como está dizendo.— Engano seu, Srta. Romanoff! Estudando, precisa pensar, raciocinar e estimular seu cérebro. Para isso precisa de saúde, de uma alimentação saudável e regulada. E, principalmente, de boas horas de sono. Portanto, sim, você está errada e eu estou certo.Engulo seco, encarando seu rosto com meus olhos arregalados e sentindo as bochechas queimando.— Entendi. – olho para baixo. — Vou passar a me alimentar melhor.— É bom! Agora, continue. O que fez depois da faculdade?— Voltei para casa para comer alguma coisa e fui para a livraria.— E o que foi essa coisa que pegou para comer?— Ér... isso aqui é algum tipo de interrogatório? – solto um riso nervoso.— Responda, Natasha.— Olha, eu... eu realmente preciso ir. – tomo coragem e decido não me submeter mais às suas ordens. — Tenho que trabalhar e estudar para as provas que falei.— Se tivesse mesmo que ir trabalhar, não estaria aqui agora, mas sim na livraria. – Steve me encara com certo ódio em seu olhar. Um olhar faminto e fixo. Oh, Deus! Quero sair daqui, tenho de sair daqui!— Fiz um acordo com Clint. Disse que iria, mas que chegaria mais tarde. E daqui a pouco tenho que estar lá. – ajeito a bolsa no ombro e me levanto rapidamente. — Com licença, Sr. Rogers.Vejo-o se levantar e caminhar ao meu lado, mas logo passa por mim e para em minha frente, o que interrompe meu trajeto até a porta.— Não vai esperar pela Srta. Deelwish?— Rebby já é adulta. – ergo os ombros. — Com licença, Sr. Rogers. – reforço a voz e Steve pisca em minha direção.Ao tocar nas maçanetas, a voz de Steve me chama de modo tímido e... inseguro? Ele? Steve Rogers?— Nat?— Sim? – muito relutantemente, eu viro o rosto e o encaro sobre o ombro.— Fique. Por favor.— Não posso...— Eu sei que pode.— O quê?— Por favor, não minta para mim. É inútil.— Não estou...— Sim, está. – Steve sorri em minha direção. — Por favor, volte e se sente.Por que olhos tão encantadores e tristes? Tão vivos e ao mesmo tempo sombrios? O que Steve Rogers tem ou já teve de tenebroso em sua vida? O que o faz possuir esse olhar tão mágico e ao mesmo tempo distante? O que lhe acontecera?— Certo. – saio de perto da porta e fico de frente para ele ao me virar. — Mas só mais um pouco.Quando volto a me sentar na cadeira, Steve se junta a mim com um sorriso feliz e acolhedor. Um sorriso que balança meu coração dentro do peito de um jeito agudo e esperançoso.Agora, ele me encara ainda com um sorriso apagado nos lábios. Apagado porque é fácil de perceber que tenta retornar à sua expressão séria e intimidadora, mas por alguma razão ainda restam vestígios de seu recente e sincero sorriso ao rosto.— Bom, se quer mesmo saber, voltei em casa para comer uma maçã e pegar um biscoito de chocolate. – digo.Steve me olha com as sobrancelhas juntas, querendo forçar uma expressão zangada, mas os vestígios de seu sorriso continuam presentes. E logo acaba rindo novamente.— Biscoito de chocolate? – indaga com divertimento presente em sua voz.— É. Eu amo chocolate! Ah! E também peguei uma garrafa d'água.— Passou a tarde toda com isso no estômago?— Sim. Mas não sou de sentir muita fome.— É... não fico surpreso.— Como assim?— Você se alimenta tão mal e com longos intervalos de tempo que seu organismo já se acostumou a quase ficar sem comer. — Sei que faz mal. Tento mudar isso. Estou tentando ganhar peso, mas...— Não é preciso engordar para ter boa saúde.— Eu sei. Não quis dizer isso. Mas é que eu realmente quero engordar. – explico enfaticamente. — Já pesquisei por alguns remédios, mas os preços...— Não faça isso!Dou um pulo na cadeira. Que susto! As mudanças de humor de Steve me deixam maluca! Seu doce e alegre semblante de segundos atrás é substituído por um sério e carrancudo. E lá vamos nós novamente...!— Fazer o quê? – ergo os ombros. — Você me deu um susto!— Você que me deu!— Ahn?— Natasha, recorrer a remédios para esse tipo de coisa é furada! Tanto os que são para emagrecer quanto os que são para engordar fazem mal à saúde. Você estuda Psicologia, deveria saber disso.— Mas eu não tenho...— Esses tipos de remédio mexem com hormônios e metabolismo. E se muito usados acabam viciando o organismo. Isso não tem "conserto" nas complicações que são ocasionadas. Somente com acompanhamentos de outros remédios. É isso que quer, ficar dependente de pílulas?— Não! – franzo o cenho. — Meu Deus, não, Steve! Eu só comentei que estava...— Pois não comente. – diz. – Fiquei preocupado.Como é?— Como é?Meu silencioso pensamento acaba sendo exposto e, quando percebo, já é tarde. Não era para ter saído, sua idiota...— Qual o problema? – Steve pergunta após me encarar calado por um tempo. — Ninguém nunca se preocupou com você?— Ér... não. Quer dizer, sim. Digo... ér... sim, sim, claro que sim. Mas... você...— Eu o quê? Não posso me preocupar com você?— Não! Digo, pode! Bom... ér... não sei. Quer dizer, pode mas... eu... ér.. por quê?— Por quê?— Sim.— Por que me preocupo com você?— Sim!— Por que está me perguntando isso?— Como assim?— Por que não me pergunta o porquê de que eu não me preocuparia com você?Paro. Paro novamente. Continuo parada ainda parando. Mas o que eu paro? Ah, minha respiração. Volte! Volte, volte, volte! Não desmaie aqui. Sangue, não pare de correr pelas veias. Coração, continue batendo. Pulmões, permaneçam enchendo e esvaziando. Ahn.. cérebro? Cérebro, não a abandone. Mãos, não suem. Pernas, não fiquem bambas. Rosto! Rosto, por favor, não core! Não core, não core, não core! Não... ops! Já era, menina.— Ér... eu... e-eu devo mesmo te perguntar isso?— Se quer saber a resposta, sim, deve.— Bo-bom eu... eu acho que... então... por quê?— Não vejo uma razão pela qual não me preocuparia com alguém como você.Oh! Oh... "com alguém como você". Ou seja, qualquer pessoa igual a você, pateta. E não exatamente você! Idiota sonhadora! Acorda!— Entendo. – esfrego as palmas das mãos com as pontas dos dedos. — Bom, agora, eu preciso mesmo ir. – sorrio para ele e levanto.— Precisa mesmo?— É. Preciso.— Certo. E quanto ao...— Não vai dar. – ignoro seu olhar repreensivo por tê-lo interrompido. — Eu já tenho trabalho. E no momento quero me concentrar apenas nos estudos para as últimas provas.— Mas os estágios começarão apenas mês que vem e...— É, mas prefiro continuar na livraria por mais um tempo. – sou firme. Isso aí! Mantenha a faixada de mulher forte! Vai, Natasha! Vai, Natasha! Aguente mais um pouquinho e só chore quando chegar ao carro. — E também devo ir visitar minha mãe em Los Angeles e isso atrapalharia.— Teria uma razão para sair, Natasha. E eu entenderia.— Steve... – olho em seus olhos e sigo em frente. — Já tomei minha decisão.O loiro me observa atento e pacificamente, quase que me fazendo derreter sob seu olhar.— Certo. Não insistirei mais, mas ainda espero que mude de ideia. Seria um prazer tê-la... – Steve suspira e me olha de cima a baixo calmamente. — ...em nossa companhia.Coro. Coro de novo. E de novo. E de novo. E... de novo? Como assim? Eu simplesmente não coro de novo porque simplesmente não parei de corar desde que comecei!— Obrigada! E sinto muito desapontá-lo. Com licença, tenho que ir.— Eu a acompanho.Steve caminha ao meu lado até a porta, pegando na maçaneta esquerda e abrindo uma fresta para que eu passe. Olho para baixo e vejo o motivo pelo qual caí. Um degrau. Hmmm...— Cuidado. – Steve adverte.Assinto, passando pelo espaço vago e andando de volta para o corredor de seu andar. No movimento de ajeitar as alças da bolsa sobre o ombro, consigo perceber que Steve está atrás de mim. Mas ele não iria me acompanhar só até a porta? Se ele está atrás de você, isso quer dizer que não, né, idiota?!— Você veio com algum casaco? – Steve me pergunta.— Esse que estou usando. – respondo enquanto chamo o elevador.— Não está frio na rua?— Sim. Mas eu vim de carro. Não tem problema.Steve suspira como se estivesse se controlando para não dizer algo.— Dirija...— Com cuidado. Já sei. – sorrio novamente e, desta vez, ele me acompanha.— Sua amiga já passou a entrevista de Priscilla para o papel?— Sim, sim. Fez um ótimo trabalho. Rebby... bom, Srta. Deelwish é muito caprichosa! Para ficar perfeito, só faltariam fotos da Srta. Donut e algumas suas. – brinco, mas Steve franze o cenho.— Fotos nossas?— Ah... é. – assinto. — Fotos exclusivas, entende? Sabemos que ajudou a Srta. Donut no início da carreira. E o professor da Rebecca gosta de esforços caprichosos em trabalhos. Principalmente sendo trabalhos finais.
— Bom, posso falar com Priscilla a respeito. – Steve oferece. — E, se for o caso, eu posso estar nas fotos também.— Ahn... ér... – fico sem saber o que dizer. — Bom, se não for dar trabalho, eu posso...— Não dará trabalho algum. Ela já chegou a pedi-las à Srta. Donut?— Rebby... digo, Srta. Deelwish está na entrevista para a vaga do cargo de estágio com a própria Priscilla Donut. Não sei se vai pedir, talvez sim, talvez não.— Bom, em todo caso, eu falarei com Priscilla. Espero que a Srta. Deelwish consiga o cargo!— É, eu também. Ela merece! — Tenho certeza que sim. – Steve assente. — Bom, se a Srta. Deelwish estiver interessada, podemos marcar as fotos para amanhã.— Amanhã? – indago. — Seria ótimo! Que horas?— Ligue para mim pela manhã. – Steve me entrega outro de seu cartão. Penso em recusar e dizer que já tenho, mas decido aceitar e pegá-lo, evitando de encostar em sua pele. — Antes das dez horas.— Certo! Tenho uma prova às oito. Ligarei quando voltar.— Vai trabalhar amanhã?— Sim, mas pego só até às quatro da tarde. Vou falar com Rebecca para agendarmos um horário.— Conversaremos amanhã. – diz Steve assim que o elevador chega.— Okay. Muito obrigada por sua gentileza!Entro no elevador e aperto o botão do andar de Priscilla onde Rebby está sendo entrevistada. Com uma profunda troca de olhares, Steve acena a cabeça e diz:— Natasha.E eu, com a respiração ofegante e trêmula, respondo com o mesmo aceno sutil:— Steve.
Notas finais
Gostaram? E então? Quem adivinha quem pode ser a tal "Little Red"?
Mas e aí? Alguém já viu o trailer da fanfic? Está nas notas da história. Este é temporário, eu havia encomendado um outro e estou esperando ficar pronto, então... assim que ficar, se estiver melhor do que o de agora, colocarei o link ^^
Acompanhem, favoritem, comentem e... se quiserem, recomendem ^^
Beijocas, amores mios!
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