Notas iniciais
O capítulo de hoje é INTEIRAMENTE dedicado à Bubble Gum. Aproveite, sweet! Você é uma das poucas que ainda comentam aqui. Eu sei que eu obtenho duas páginas de comentários a cada capítulo. E que, de vez em quando, a fic chega a 3 páginas. Mas eu disse "poucas que ainda comentam aqui" porque, comparado ao número de leitores de antes, os comentários caíram. Muitos se foram. Sinceramente, não sei por quê. Mas quero agradecer aos fiéis, que nunca abandonaram nem a fic nem a mim :3 Anyway... aproveitem e perdão por qualquer erro de digitação ^^ Tradução do capítulo: Isso é mais?

O táxi para em frente à casa de mamãe. Steve paga ao motorista e sai de dentro do carro ao meu alcance.

— E aí? Você gostou?

Arrumando meu casaco azul no corpo, encaro o rosto de Steve com uma expressão de felicidade e ansiedade. Sinto meu peito inflar ao vê-lo assim tão descontraído.

— Claro que sim! Meu Deus, Steve! Foi incrível!

— Isso foi "mais"? – sua pergunta me deixa confusa.

— Se isso foi mais? O quê? Como assim? Mais o quê?

— Você me disse que queria mais, que precisava de mais. Então diga, Natasha. Isso que fizemos foi o "mais" que você pediu?

Não controlo a audível e gostosa risada que escapa do fundo de minha garganta. E Steve parece apreciar tal atitude minha.

— Oh, meu Deus! – tampo a boca ao arregalar os olhos. — Steve, isso foi muuuito mais! – posiciono as mãos nos dois lados de seu pescoço.

— Mesmo?

— Sim! Eu amei! Obrigada, Steve! – grudo meus lábios aos dele sentindo suas mãos apertarem minha cintura. — O que faremos agora?

— Bom, ainda são sete da noite, então...

— Sete? – indago vendo que ele assente. — Oh... não.

— O que foi?

— Ér... eu... eu preciso entrar.

— Por quê? O que foi?

— Tenho um jantar.

— Um jantar? Com quem? – mãos firmes seguram meus braços.

— Com um conhecido.

— Natasha...

— É o rapaz que vai me ajudar na questão do emprego.

— Vai jantar com um rapaz? Agora? Como assim?

— É meio complicado de explicar, mas eu tenho que me arrumar.

— Natasha...

— Steve, eu preciso ir. Já está combinado.

— E por que não pode ser na sua casa, com testemunhas?

Ahn?

— Ahn?

— É. Você ouviu. Responda.

— Mas...

— Por que não pode ser na sua casa, Natasha?

— Steve! Nós não teremos um jantar particular! Em uma sala particular! – faço uma careta esperando que ele se lembre do jantar que tivemos naquele restaurante, onde ele interrompeu a degustação de minha sobremesa e me fez gozar em sua língua. E ainda por cima roubou a minha calcinha!

— Não compare nosso jantar com nenhum outro! Jamais! Principalmente, se envolver outro homem! Você ouviu? – suas mãos apertam meus braços. E, em vez de eu sentir medo, eu acabo sentindo graça. Mas me forço a não rir.

— Não estou comparando.

— Natasha.

— Será em um ambiente calmo e legal. Testemunhas não faltarão.

— Então o restaurante que eu escolhi não era legal?

Steve forma um V em sua testa. Tento decifrar se é teatro ou se ele está realmente bravo. Acho que posso considerar a primeira opção.

Mais uma vez, sua insegurança se prolifera em prol de medo e angústia. Já tentei discutir sobre isso com Steve. Já tentei fazê-lo compreender e aceitar que todos nós somos inseguros, todos nós temos nossas recaídas e nossos pontos fracos. E isso não é ser inferior a nada. É ser simplesmente humano.

— Steve, você sabe que sim. – sorrio para ele não querendo aborrecê-lo ainda mais. — É sempre legal com você!

— Hmmmm... mesmo, Srta. Romanoff?

— Muito, Sr. Rogers. – entro em seu jogo, mas ele não prolonga a partida.

— Okay, é que... Natasha, entenda. Eu não quero...

— Meu Deus, tenha calma, Steve!

— Natasha... – ele suspira e passa as mãos pelos cabelos.

— Não fique assim.

— Acha que ele dará em cima de você?

— Não... – solto um riso nervoso.

— Natasha, o que foi? – seus olhos se cerram em minha direção. — Fale.

— Não foi nada.

— Natasha!

— Sério, não foi nada. Nós...

— Nós? Nós quem? O que houve?

— Nada, Steve.

— O quê? Diga.

— Nada! Ele veio me ver mais cedo, mas...

— Ahn? Como assim? Quando?

— Ei! – exclamo com mais uma risada por seu desespero. — Se parar de me interromper quando perguntar as coisas, eu poderei te responder a todas elas.

— Okay. – Steve parece sem graça ao concordar. — Fale.

— Eu o conheci de manhã. – inicio após suspirar. — O nome dele é Nathan Banner. Eu conheço os pais dele. Quer dizer, por fotos, mas eu conheço.

— Como assim ele veio te ver mais cedo?

— Ora, eu pensei que você já tivesse descoberto.

— E por quê?

— Bo-bom... não sei. Como achou que ele teria me convidado para o jantar, então?

— Natasha! Porra! Ele poderia ter te telefonado!

— Ahn... okay, mas ele não fez isso. Nate veio até aqui.

— Nate? Já se tratam com tanta intimidade assim?

— Steve, por favor. É para não ficar algo frio, aliás os pais dele conhecem os meus.

— Natasha, pode parar. Você está errada.

— Errada? Eu? E por quê?

— Para começar, você mentiu para mim.

— Menti? Não, não menti.

— Okay. Então digamos que você omitiu.

— E exatamente o que eu omiti?

— Não disse que receberia ajuda de um rapaz. E sim de um amigo da sua mãe.

— Ai... tá, tá, mas eu também não sabia. Ele me disse hoje que o pai dele não pôde vir. Por isso, Nathan veio em seu lugar.

— Hmmmm... e como ele é? – Steve desvia o olhar rapidamente.

— Ahn?

— Eu quero saber como ele é. – vejo que ele ergue as sobrancelhas para mim.

— Steve, aonde quer chegar? Você pode ser direto aqui?

— Ele é jovem, Natasha? É bonito? É mulherengo? Diga!

— E-eu... não sei. Eu o conheci hoje!

— Então pode responder sobre ele ser bonito.

— Steve, você está sendo infantil. – balanço a cabeça negativamente. — Não existe outro cara para mim. É só você.

— Natasha... – ele abaixa a cabeça meio... tímido? Quê? Steve Rogers tímido? Reveja os seus conceitos de timidez, menina.

— É sério. Não fiquei reparando no rosto dele. E nem na personalidade dele. Isso não me interessa. – respiro fundo e fito a imensidão azul de seus olhos. — É apenas trabalho. Nada mais.

— Hmmm...

— Steve...

— Natasha, você é minha! Não estou gostando de saber que você está indo jantar com outro homem!

— Steve, calma. Não tem por que ficar assim.

— Vocês ficaram sozinhos?

— Sozinhos? O que está insinuando?

— Você entendeu. Quando ele veio te ver.

— O que tem?

— Você sabe! Ficaram sozinhos?

— Steve...

— Responda, por favor.

— Não. Não ficamos sozinhos. – controlo a sufocante vontade que tenho de bufar. — Ficamos com a minha mãe. Foi bem rápido. Acho que foram no máximo uns cinco minutos de conversa. Ou até menos!

— Jura?

— Steve, por favor, isso aqui está ridículo.

— Natasha, não está me agradando o fato de você ter conhecido um homem e estar indo jantar com ele no mesmo dia em que o conheceu!

— Pare de gritar. – peço pausadamente. — Eu não estou indo jantar com ele. Estou indo discutir uma questão de trabalho. Eu preciso do emprego.

— Eu sei, mas...

— Tenha calma. Olha, se quiser, você pode ir jantar conosco. – ergo os ombros e observo seu rosto. — O que me diz?

— Bom, você não se importa?

— Não. – solto um rápido riso pelo nariz. — Para mim será ainda melhor.

— Por quê?

— Porque estaremos juntos. – minhas bochechas queimam.

— Certo. Também acharei melhor se eu for. Já deixo claro certas coisas.

— Steve, fique calmo. Nathan parece ser um bom rapaz. Simpático e respeitador. Por favor, não seja grosseiro. Ele está sendo gentil em me ajudar. Não dificulte isso para mim.

— Jamais faria isso!. – Steve parece ofendido com minha acusação. — Posso ser ciumento e até mesmo egoísta, mas não sou cruel. Jamais te prejudicaria em quesito algum, ainda mais em seu futuro acadêmico! Jamais, Natasha!

— Eu sei. – assinto ainda emotiva por suas palavras. — Não se preocupe!

— Espero que ele não dê em cima de você! – Steve cruza os braços emburrado, arrancando uma risada de mim.

— Nathan não fará isso! Ele será profissional e respeitador. Okay? E verá que você e eu estamos juntos.

— Não.

— Não...?

— Você e eu. – Steve faz um gesto com sua mão entre nós dois.

— Eu ainda não entendi. Você e eu o quê?

— Não estamos juntos, Natasha! – diz após bufar. — Somos namorados!

— Namorados?

— É. Eu disse para sua mãe. E você gostou.

— Está certo, mas...

— Mas o quê? – seu rosto fica vermelho de raiva e Steve direciona as mãos à cintura.

— Bem, você nunca me pediu em namoro.

— Natasha, não comece... – ele ameaça revirar os olhos.

— Peça. – faço beicinho e Steve se apavora de medo. — Por favoooor!

— Não. Nós somos e pronto! Acabou o papo!

— Steve...

— Já disse!

— Okay! Somos namorados! – mesmo com raiva, meu rosto recebe um calor que me aquece na alma. — Mesmo sem pedido... – ele me lança um olhar de reprovação.

— Natasha...

— Tá, tá, tá, já parei. – ergo os braços. — Puxa...! Namorados...!

— Ficou feliz com isso? – Steve me direciona um olhar carinhoso. Ao menos é como eu interpreto. E não quero ter outro tipo de visão.

— Bom... – olho para os lados e ergo os ombros vendo que Steve cerra seus olhos em minha direção.

— Você está implorando por uns tapas. – suas mãos apertam minha cintura. — E eu ficarei feliz em atender seu pedido.

— Não... – empurro seu peito levemente e sorrio. — Não precisa.

— Mesmo...?

— Sim. – sorrio. — E sim.

— Ahn?

— Sim à pergunta que me fez!

— Ah, então você quer uns tapas?

— Não! Não estou falando disso! – meu rosto está assustado ao mesmo tempo em que o de Steve está descontraído.

— Ah, que pena...!

— Steve!

— Okay. Então, o outro "sim" foi para...?

— Para a pergunta que você me fez! – choramingo e ele ri.

— Natasha, eu perguntei se queria uns tapas, ué!

— Sobre nós sermos namorados!

— Eu...

— Aaaai! – reviro os olhos. — Foi mal, não consegui me controlar.

— Tente. – ele grunhe.

— Então colabore comigo, Rogers!

— Natasha...

— Você me perguntou se eu tinha ficado feliz sobre você ter dito à minha mãe que somos namorados. Lembrou?

— Ahhhhh! Está certo. E você ficou?

— Muito! – eu o encaro com um olhar apaixonado. Tento interromper este olhar, mas não consigo. O amor que sinto por ele acaba sendo mais forte do que qualquer outra coisa. — Obrigada, Steve! Foi muito importante para mim.

— Eu sei. Que bom que ficou contente! – o calor de suas mãos aquecem minhas maçãs do rosto geladas devido ao leve clima frio de Los Angeles.

— E quanto a você?

— O que tem? – seus olhos me fitam atenciosamente.

— Ficou feliz por ter dito aquilo?

— Sim – admite junto de um suspiro.

— Por quê?

— Porque eu me senti bem. Não sei explicar. – sua resposta me faz rir. — E aí? Vamos entrar?

— Vamos.

Entrelaço minha mão com a dele antes de pegar as chaves e abrir a porta de casa.

— Mãe, cheguei! – Steve fecha a porta após entrarmos.

— Oi, querida! – mamãe para no corredor. — Ah. Oi, Steve!

— Oi, senhora... quer dizer, Kathleen. Ér... Natasha me disse que tem um jantar esta noite. E me convidou para ir. Espero que não se importe.

— Bom, por mim, tudo bem. Mas quem virá buscá-la será o Nathan.

— Ah! Okay. – de soslaio, vejo Steve assentir com a cabeça e disfarçar uma expressão emburrada.

— É. Um jantar de negócios. – mamãe enfatiza. — Bom, eu vou voltar lá para dentro. Querida, vá se arrumar. Não se atrase!

— Certo! Steve, pode ficar aqui na sala. Prometo que não demoro.

Eu me despeço com um selinho antes de subir as escadas até o banheiro.

▪️▪️▪️

Atende. Atende, atende, atende. Atende, Rebby! Cadê você? Aten...

Alô?

—Rebby!

Nat? O que foi?

— Nada. Quer dizer, nada de importante.

Okay. Fala logo.

— Okay. Rebby, o... o... Steve...

O que tem ele?

— Eleestáaqui. – digo tudo de uma vez com a voz trêmula.

O quê? Como é que é? Repete, desgraça! Entendi nada.

— Ér... Steve.

Sim. O que tem?

— E-ele está aqui.

Aí? Em Los Angeles? Como assim?

— Bom... eu não sei. Ele veio para cá.

Se ele está aí, então é claro que ele foi para aí, Natasha! – Rebby bufa.

— Sem piadas. – reviro os olhos. — Preciso de ajuda.

Para...?

— Eu estou indecisa.

Indecisa? Por quê?

— Vamos sair para jantar. E quero saber se devo ou não colocar as lingeries que você pôs na minha mala.

Ah, Natasha, porra! Claro que você tem que colocar!

— Tá, mas...

Eu não sei qual roupa você vai escolher, por isso também coloquei uns vestidos para você.

— Vestidos? Eu vi alguns, mas eu pensei que...

Nat, Steve está aí. Aproveite! Eu sei que foi visitar a sua mãe, mas isso não significa que não possa dar uma rapidinha com o seu gato.

— Certo, certo. Ahn... também tem outra coisa.

Outra coisa?

— Sim.

O que é?

— O rapaz que me ajudará na questão do emprego jantará conosco.

E...?

— Steve está com ciúme.

Caceta! Ér... bem... eles já se conheceram?

— Não.

E o Steve tem motivos para ter ciúme?

— Rebby, a questão não é essa.

Responda, Natasha. Esse cara te cantou? Você disse alguma coisa ao Steve?

— Não! Quer dizer, sim. Bom, eu não sei. Acho que ele flertou comigo, mas eu não correspondi. E não disse nada a Steve.

Certo. Olha, no jantar, demonstre que está com o Steve. Demonstre que o ama, que ele é o seu namorado e que você o respeita. Deixe bem claro para esse cara que você está comprometida.

— E se ele ficar magoado?

Natasha! Está preocupada com os sentimentos de um cara que acabou de conhecer, mas não fica preocupada com o futuro da sua relação com Steve?

— Não! Quer dizer, sim! Claro que fico! Não foi isso que eu quis dizer, mas é injusto. Poxa! O Nate é tão simpático, e ele está me ajudando!

Ah, então é isso? Está pensando no seu trabalho?

— Rebby! Assim você me ofende. Sabe que não é isso.

Desculpe, mas pareceu que foi. Olha, eu sei que ele está te ajudando. Mas você não pediu nada a ele. Nem a ele nem ao pai dele. Foi sua mãe quem o fez em nome da amizade que eles têm.

— Eu sei.

Então pare de se preocupar. Acima de tudo, está a sua felicidade.

— Mas, Rebby...

Fala uma coisa.

— O quê?

Na última vez em que nos falamos, você não chegou a me responder se você e Steve realmente estão bem.

— Rebby, já falamos sobre isso.

Não, não falamos! Diga de uma vez, Natasha. Esqueça as consequências e os "e se..." e responda o que vier agora no seu coração!

— O que quer saber?

Você é feliz? Você é feliz com o Steve?

Por um momento, minha garganta se fecha. Nem mesmo o ar consegue passar. Meus olhos realizam a mesma ação paralítica e eu enxergo só preto ao meu redor.

Uma série de flashbacks começa a ser reprisada em minha mente. Momentos de Steve eu nos beijando, sorrindo, conversando... eu estava enganada. Não são apenas os castigos. Não é apenas o seu machismo e controle. É mais. Muito mais. E hoje ele me demonstrou o quanto esse mais significa. Tanto para mim quanto para ele.

Nat? Nat, você ainda está aí?

— Sim. – abro os olhos com um sorriso. — Sim, Rebby.

Sim?

— É. Sim. Eu sou extremamente feliz com Steve! E não trocaria isso por nada.

Que bom! Fico contente por você! Então não tem motivos para pensar diferente. Entendo que não queira magoar o rapaz e acho isso legal! Mas ele não é nada seu, Nat. Pode vir a ser seu amigo, mas se for de verdade, você saberá.

— Como?

Se ele realmente gosta de você e te respeita, entenderá que você já tem uma relação. E te ajudará do mesmo jeito.

— É. Verdade. – por um momento, eu me pego refletindo sobre Nate. — Obrigada, Rebby. Bom, preciso me arrumar.

Okay. Escolhe uma roupa legal, por favor!

— Pode deixar. Ahn... os vestidos são novos. Como você...

Peguei do departamento da Priscilla.

— Rebby!

O que foi? Eu não roubei, não! Temos direito ao departamento de roupas. Sendo assim, escolhi algumas peças. Eu esperei um tempo para poder pegar uma boa quantidade. Assim, teve tanto para mim quanto para você.

— Obrigada. São lindos! – passo os diferentes tipos de tecidos dos vestidos entre os dedos. — Se acontecer alguma coisa, eu...

Pode me ligar. Boa sorte e bom jantar! Ah! E boa foda!

— Deus...! Está bem. Tchau.

Sem esperar sua resposta, encerro a chamada e escolho um vestido vermelho que bate até meus joelhos. Pego um casaco, meia-calça, sapatos vermelhos e de saltos e começo a me trocar após desenrolar a toalha de meu corpo nu.

▪️▪️▪️

Quando estou terminando de colocar os brincos em minhas orelhas, a porta de meu quarto é aberta. Em seguida, vejo pelo reflexo do espelho quem está entrando no cômodo. E sorrio com isso.

— Você está linda, Natasha! – Steve fecha a porta e suspira.

— Obrigada! – termino de fechar o pino do brinco e me viro de frente para ele. — Você também.

— Não mais que você. – ele caminha até mim. — Você está muito bonita!

— Steve, não comece. É um jantar. – pego em suas mãos.

— E...?

— Não posso usar jeans e camiseta! – ergo uma sobrancelha e sorrio em desafio. — Iremos a um restaurante. Por favor, entenda e não fique bravo.

— Não estou. Só fico receoso.

— E por quê?

— Porque... ér... – sua voz trava.

— O que foi? – pergunto pacientemente. Às vezes é como se Steve fosse uma criança e eu tivesse que ir com calma com ele. Às vezes, menina?

— Esqueça. Você está linda. De verdade! E tem razão. É um jantar e deve se arrumar para a ocasião.

— Okay. – forço um sorriso e disfarço minha curiosidade a respeito de sua atitude. Por que o nervosismo? — Nathan já chegou?

— Sim. – Steve franze cenho. — Foi por isso que vim te chamar.

— Certo! Vamos?

— Vamos. – Steve lambe os lábios. — Mas quero fazer uma coisa antes.

— O que é?

— Isso.

Ele não me responda com mais palavras, mas especifica o que é com atos. Suas mãos pressionam minhas costas e Steve me puxa para frente juntando minha boca à sua.

Um beijo de posse! Um beijo para marcar território. E, com tal ação sua, eu noto o significado. Ele está cuidando do que é dele. E eu poderia dizer que representa machismo. E na verdade representa. Mas é até gostoso se sentir desejada assim. Por mais que soe errado, também soa eroticamente bom.

▪️▪️▪️

Ai.Meu.Deus! Por que eu estou sentindo isso? Por que estou sentindo este formigamento nas minhas pernas? Por que estou sentindo esta sensação em meu peito? É como se alguém tivesse passando um metal bem gelado dentro de mim.

Alterno o olhar do cardápio para Steve, vendo que ele faz o mesmo, só que com Nate. O jeito que se conheceram lá em casa foi pacífico. Apertaram as mãos e se apresentaram. Logo de início, Steve lhe disse que é meu namorado e que nos acompanharia no jantar.

Senti que Nate ficou surpreso, mas demonstrou manter a postura.

— Com licença. – o garçom volta à nossa mesa. — Posso retirar os pratos da entrada?

Pisco olhando uma última vez para Steve, que continua com a expressão ranzinza apertando os punhos enquanto segura o cardápio nas mãos.

— Ér... sim. Sim, sim. Obrigada! – o rapaz pega os pratos vazios e sujos em suas mãos.

— Já têm seus pedidos para o jantar?

Novamente olho para Steve vendo que seu semblante não está disposto a mudar. E muito menos seus dedos pararem de apertar o cardápio.

— Bom, eu vou querer o frango. Por favor. – Nate faz o garçom escrever algo em seu bloco.

— E o senhor? – ele se direciona a Steve.

— O salmão, por favor. Bem macio.

— Certo. Senhorita?

— Ér... também vou querer o frango.

Terminando de falar, quase engasgo, perdendo a voz e sentindo o ar escapar pela minha garganta. De modo seco e áspero, minha boca toda fica ressecada. Sinto falta da saliva, Deus.... o que é isso? É... é... oh!

A mão de Steve sobe por minha coxa enquanto levanta o vestido e aperta minha pele macia e quente. Suas unhas arranham o fino tecido da meia-calça.

— Voltarei logo. Bebidas?

— Vinho, por favor.

Steve e Nate respondem ao mesmo tempo e o ingênuo garçom sorri.

— Algum em especial?

Meu Deus! Eu me sinto tão neném no meio desta conversa sobre vinhos! A única coisa que eu sei é que existem dois tipos: o branco e o tradicional. Poxa, não vale! Estamos em desvantagem aqui!

— Quer escolher, Steve? – pergunta Nate e Steve sorri cinicamente.

— Sim. Iremos querer um Pouilly Fumé, por favor. – ele encara o garçom por cima do cardápio que ainda carrega nas mãos.

— Está bem. Volto logo. Com licença.

O silêncio reina entre nós três exceto pela voz de outras pessoas conversando e talheres batendo. Tudo parece tranquilo. Por enquanto.

— Então gosta de vinhos?

Merda!

— Sim. – Steve responde. — Aprendi muito quando mais novo. E você?

— Com o meu pai. Ele me ensinou tudo sobre bebidas. Desde criança.

— Sério? – um inocente sorriso se espalha em meu rosto e eu coro novamente ao sentir a mão de Steve voltar a alisar minha perna.

Merda, pela segunda vez!

— É. Ele tem um depósito em casa.

— Oh...! – afasto a mão de Steve rapidamente. — Que legal! E a sua mãe? Ela também gosta?

— Tem vezes que ela bebe no jantar, mas não entende muito.

— É, sou do time dela. – nós dois rimos juntos e Steve pigarreia ao meu lado. — Ér... então, Nate, qual a proposta para o trabalho?

Merda, pela terceira vez! Falar "merda" não vai adiantar de nada se você não parar de fazer merda!

— Ah, sim! Bom, meu pai é médico, então ele atende em consultórios e hospitais. – Nate abre sua pasta de couro e me entrega alguns papeis. — Ele disse para você estudar os locais e decidir qual prefere.

— Acho que o melhor seria um consultório particular. – murmuro. — Mas é claro que eu aceito o que vier! – rapidamente conserto minha frase.

— Eu entendo, Natasha. Na verdade, eu sei que anseia pela Minds Manhattan, mas não podemos pensar em uma coisa só.

— É, eu sei.

— Mas tenha calma. Não precisa começar de cima. Para escalar uma montanha, nós devemos começar desde baixo.

Com o rosto corado, ficando repetindo a frase de Nate na minha cabeça.

— Concordo, mas ela tem potencial o suficiente para já estar no topo!

Sorrio olhando para Steve com ternura e surpresa.

— Obrigada. Obrigada, rapazes! Mas, no momento, tudo o que eu quero é trabalhar.

— E você vai! – uma queimadura forte e sufocante atinge o meu estômago assim que Nate roça seus dedos sobre os meus. — Sei que vai!

Tento afastar minha mão da de Nate vendo Steve fechar os olhos com força.

— Ér... o-obrigada. – consigo me soltar de seu toque e suspiro aliviada.

▪️▪️▪️

A noite passa de modo lento e perturbador. Estremeço a todo o tempo cogitando a terrível ideia de Steve pular a mesa e enforcar Nate com as próprias mãos. Já posso até imaginar o colar de dedos vermelhos que o pescoço do rapaz pode ganhar. Mas ele é gente boa. Suas falas são alegres e carinhosas. Ele me parece ser um cara muito gentil e verdadeiro! E o pior de tudo é que Steve parece perceber que eu tenho tal opinião.

Sua mão firme e quente acaricia e aperta minha coxa durante toda a noite! Ainda não sei como a meia-calça não rasgou, pois ele insiste em arrastar as unhas — mesmo que curtas — pelo tecido fino.

Eu tento afastá-lo, mas Steve sempre volta a me tocar. Pela milésima vez que ele investe nas carícias em minha perna, seus dedos acabam alcançando minha calcinha e começando a puxá-la. E, novamente, eu o afasto.

Finalmente, terminamos de conversar, de comer e de beber. Agora, tudo o que peço — mentalmente — é que nos levantemos para irmos embora.

— Garçom, por favor, a conta!

Obrigada, Nate! Obrigada!!!

— Certo. Trarei logo, senhor.

Aliviada, abro a bolsa, mas antes que possa fazer algo a mais, Steve percebe minha ação e intercede.

— Nathan, pode deixar comigo.

— O quê? – Nate e eu indagamos juntos.

— É. Eu pago.

— Não. Não, Steve. Olha, eu que te convidei. Este jantar seria entre Nate e eu. Podemos pagar. Quer dizer, eu...

— Nada disso. Eu pago, Natasha. – afirma Nate.

— Não, eu pago. – Steve fala.

— Okay, okay. – bato com as mãos na mesa. — E se nós três pagarmos? Por favor, acreditem, vocês não serão menos cavalheiros se deixarem uma mulher dar a parte dela na conta.

Disfarçadamente, os dois homens sentados à mesa sorriem para mim ao concordarem com a cabeça.

— Certo. Mas desta vez. – Steve ergue um dedo em minha direção ao mesmo tempo em que arqueia uma de suas sobrancelhas.

— Okay. – solto um sorriso corado a ele.

— Prontinho!

O garçom deposita a conta sobre a mesa, e eu a pego para checar o valor.

Nathan, Steve e eu protagonizamos uma nova discussão a respeito da divisão do dinheiro. Leva um pouco de tempo e paciência de minha parte decidir cada quantia que um dará para completar o valor total.

No final dá tudo certo e eu consigo respirar aliviada para não surtar!

— Olá! Está tudo certo? Tem troco? – o garçom volta à nossa mesa.

— Não. Demos o valor certinho. – respondo e me preparo para levantar. — Obrigada. E fique com a gorjeta.

— Eu que agradeço, senhorita. Voltem sempre!

Nunca mais! Restaurante caro da porra! Little Red!

Visto meu sobretudo bege e olho para Steve, que estende a mão para mim.

— Nat, a noite foi maravilhosa! – saindo do restaurante, Nate sorri para mim. — Então, você está cogitando a ideia de aceitar um consultório de Manhattan caso a Minds Manhattan não dê certo, não é?

— Sim. Sim, mas vou pensar nas outras propostas. – Steve aperta minha cintura devido à minha resposta.

— Outras propostas? Mas você não mora em Manhattan? – o rapaz moreno à minha frente franze seu cenho.

— Sim, mas nada é para sempre. – o aperto de Steve fica mais rude e eu sorrio internamente. — Eu te ligo, Nate.

— Okay. Bom, meu hotel fica logo aqui. – paramos na esquina e vejo Nate apontar para o prédio brilhante e grande. — A gente se vê, não é?

— Sim, claro! Obrigada, Nate. Boa noite!

— De nada. E boa noite! – ele se aproxima e deposita dois beijos em meu rosto. — Prazer, Steve.

— Prazer, Nathan.

Observamos Nate atravessar a rua e seguir para o hotel, mas quando penso que continuaremos andando, Steve me puxa pelo braço.

— O que foi? – questiono sem entender.

— Você ainda pergunta? – suas sobrancelhas sobem pela testa.

— É... o que aconteceu?

— Que história é essa de você aceitar o emprego em outro lugar?

— Ahn? Agora sou eu quem te pergunto! Que história é essa de me cobrar?

— Natasha, sabe que...

— Olha, eu posso aceitar o emprego no lugar que eu quiser!

— O que está acontecendo? Por que está agindo assim?

— Steve, do que está falando?

— Será que não vê, Natasha?

— O que eu não vejo?

— Pense. – as veias de seu pescoço saltam. — Aceitando emprego em outro lugar, fora de Nova York, você ficará longe de mim. – um brilho diferente se prolifera em seu olhar e eu sinto meu coração apertar dentro do peito. — Você quer isso?

— Não. Não, não, claro que não! Steve, eu estava apenas pensando. Nada é certo. Não se preocupe. – seguro seu rosto entre minhas mãos e sorrio. — Não vou me afastar de você.

Ainda sem sorrir, ele me puxa para seus braços, apertando meu corpo entre eles enquanto enrosca seus lábios nos meus num intenso e quente beijo!

— Promete?

— Prometer o quê? – minha voz está ofegante e rouca. Ainda sinto a maciez dos lábios de Steve contra os meus.

— Prometa que não vai se afastar de mim.

— Steve...

— Prometa.

Sinto certo desespero e aflição pelo seu tom de voz. Céus! Prometi a mesma coisa à sua mãe. É melhor que eu abra uma fábrica de promessas em nome da família Rogers!

— Está bem. – murmuro, mas Steve não se dá por satisfeito.

— Diga. Diga "eu prometo".

— Eu prometo. – ele me beija novamente.

— Obrigado. – sua voz está tão abafada e ofegante quanto a minha.

— De nada.

— Então vamos para a minha casa.

— Ahn? Sua casa? – eu o encaro num modo confuso.

— Sim. Você sabe que eu tenho...

— É, eu sei. Mas eu pensei que ficaria num hotel.

— Natasha...

— Não me pergunte por quê. – ele e eu sorrimos. — Não sei por que pensei nisso. Esqueça. – ergo os ombros e rio ainda mais vendo que Steve faz o mesmo. — Acho que não me lembrei de que você tinha uma casa aqui.

— É, eu também acho. Mas vamos?!

— Sim. – entrelaço meus finos e curtos dedos com os seus grossos e fortes.

— Está com sono, Srta. Romanoff?

— Com sono?

— É.

— Hmmmm... até que não. Por quê?

— Porque temos uma longa noite pela frente. – Steve sorri maliciosamente para mim.

— Ah é, Sr. Rogers?

— Pode crer, Srta. Romanoff.

— E o que está incluso na sua lista de programação?

— Tudo. – seus olhos escurecem.

— E o que é esse "tudo"?

— É literalmente tudo.

— Sua resposta me intriga, Sr. Rogers. – decido entrar em seu jogo. — O que faremos exatamente? Seja específico, por favor.

— Sabe o que faremos, linda. Mas o certo é o que eu farei com você, Srta. Romanoff.

— E o que você fará comigo, Sr. Rogers?

— Você também sabe...!

— Pode ser que eu tenha uma vaga ideia, mas seria bom, se o senhor me deixasse a par desse "tudo", por favor.

— Já que insiste... – Steve beija meu rosto e roça os lábios em minha orelha gelada. — Farei com que goze na minha boca, na minha mão, no meu pau... e tudo isso mais de uma vez.

— Ér... você...

— Quer saber em quais lugares?

— Bom, já que insiste... – eu lhe devolvo as mesmas palavras e Steve sorri surpreso.

— Certo. Então, tudo isso ocorrerá no meu quarto, na minha cama, no meu chão, no meu chuveiro. Mas, mais precisa e especificamente, na minha língua. – ele me olha de modo raivoso e sensual.

Ohhhh, essa noite promete!

Notas finais
E então, petecos? O que acharam??? Gostaram? Então, como a própria Nat disse, essa noite promete pra eles..... ( ͡° ͜ʖ ͡°) Gostosos da minha vida, muito obrigada pelos 1.124 comentários, 220 acompanhamentos, 101 favoritos, 16 recomendações e 29.390 visualizações *u* Please, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem :3 Beijocas e até a próxima, babies!!!!