I Put a Spell On You 🔞
36 Capítulo 36 — Secrets
Notas iniciais
Perdão por qualquer erro de digitação ^^
Tradução do capítulo: Segredos
— Peggy, eu amei almoçar com você! Nat, minha priminha, já estou acostumado a comer com você, então foi indiferente para mim. – a fala descarada de Sebastian me faz sorrir e revirar os olhos. — Meninas, com licença, tenho que atender ao telefone. – ele balança seu celular na mão ao se levantar da mesa.
— Oi? Ah! É! Namorada dele. Estão juntos há uns dois anos.— Awn! Que fofos! Parece ser sério.— É, parece que sim. Sebastian a adora!— E você?— Eu o quê?— Gosta dela? – Peggy explica sua pergunta após uma risada.— Ah! Bom... eu... não sei ainda. Quer dizer, ainda não a conheço.— Oh! – ela parece surpresa com minha revelação.— É. Fazia tempo que não vinha visitar minha mãe! E mais tempo ainda que não conversava com Sebastian!— Entendo. Então, se você não sabia de Blake, seu primo também não sabe de Steve, né?Paro de tomar minha vodca de maracujá e encaro Peggy.— Ah... ér... é! É, quer dizer, não. Quer dizer, sim. – eu me atrapalho em minhas próprias palavras antes de descansar o copo de volta à mesa. — Bom, o que ele sabe foi que você falou.— O que eu falei? Como assim? O que foi que eu falei? – a risada descontraída de Peggy me contagia.— Quando nos encontramos, você comentou que pensou que eu tivesse vindo com Steve.— Ah, sim! Mas foi o suficiente para ele captar alguma coisa?— Bom... – faço uma pausa dramática e misteriosa antes de continuar. — Talvez eu possa ter deixado escapar que tem um cara.Peggy me encara com olhos astutos e curiosos, visivelmente atenta a qualquer deslize que o álcool me ajude a dar.— Cuidado. Steve não pode saber que você...— E-eu sei, eu sei. Você é advogada dele. Vamos para o tribunal!— Ah, para! – ela entorna a bebida em seu copo para dentro da boca.— Posso te fazer uma pergunta?— Claro! O que é? — Há quanto tempo conhece o Steve? Quer dizer, como... como se conheceram?— Por que quer saber? – seu rosto se contorce em um ponto de interrogação enquanto o meu vira um vulcão em erupção.— Bom, por nada. Só para saber. Não sei, tem vezes que sinto que não conheço nada de Steve, ao mesmo tempo em que sinto conhecer tudo.— Okay. Boa análise! – os lábios rosados formam um sorriso. — Bom, a gente se conheceu há muito tempo.— Hmm...Tomando mais de minha vodca, abaixo a cabeça e finjo mexer desinteressada nas unhas. Continuo com meu teatro, mas Peggy parece perceber.— Natasha?— Sim?— Olhe para mim.Nossa! Steve e ela adoram me pedir isso!— Sim? – meus olhos verdes encontram os seus castanhos.— Eu sei que não é exatamente isso que você quer saber. – seu rosto me transmite seriedade. — E você pode concordar comigo, não? Garanto que sabe do que estou falando.— Okay, mas eu não tenho o direito de...— Tudo bem.Sua mão desliza pela mesa e pega na minha. Não sei como devo reagir ao seu toque. Não sei como devo reagir à sua suposta simpatia comigo. Não sei nem se devo confiar nela.— Eu posso contar o que quer saber. Prefere?— Quero que me dê o máximo de respostas que puder, Peggy.— Eu posso tentar. Não se iluda. Steve é tão fechado para você quanto para o resto do mundo.— Eu imagino que sim. Apenas comece do início, de onde pode me contar.— Certo. Ahn... Steve e eu nos conhecemos no exército.— No exército? Ele chegou a servir?— Ele quis se apresentar. – ela suspira. — Só não me pergunte por quê. E não por eu não poder te dizer, mas sim porque eu não sei te dizer.— Certo. – fecho as cortinas de minha curiosidade. — Então, o que mais você sabe e pode me dizer?— Bem, acho que não tem nada de tão importante assim que você queira saber. Ele não me contou muitas coisas.— E a respeito de vocês dois juntos?— Começamos um pequeno "romance" e dormimos juntos algumas vezes. Só. Ea é crua e direta nas palavras. Não sei se isso deve me acalmar ou me distanciar ainda mais.Solto uma respiração trêmula sem perceber. Mas, infelizmente, Peggy o faz.— Está tudo bem?— Sim. Ér... bem... na verdade, não.— O que é?— Se você é advogada dele, então, você sabe sobre as práticas, não? Até porque foi você quem o aconselhou a criar o contrato.— Sim. Aonde quer chegar?— Certo. Ahn... quero saber como descobriu sobre isso.— Sobre o quê?— Sobre... sobre os gostos singulares de Steve.— Ele me disse. – Peggy sorri.— Ele te disse? – não escondo meu choque.— Sim! Natasha, eu notava que ele gostava de controlar. Uma vez, não aguentei e perguntei.
— E ele te contou tudo?— Não sei o que seria propriamente dito esse "tudo", mas ele me contou algumas coisas.— O que ele te contou? Ér... quer dizer... como surgiu o assunto?— Não sei dizer. – Peggy faz uma cara pensativa. — Estávamos um pouco bêbados e ele meio que desabafou. O álcool te faz honesto e sincero.— É, acho que sim. – sorrio junto com ela. — São em horas de desespero que eu eu penso seriamente em embebedar o Steve.— Ele é muito esperto para cair nessa. – ela sorri novamente.— Peggy, o que ele te contou?— Coisas do passado, Natasha. Sinto muito. Não posso trair a confiança dele.— Ér... está certo. Desculpe. – apanho uma boa quantidade de oxigênio ao encher meus pulmões. — Na noite que ele te contou, vocês dormiram juntos?— Não. Ele não dorme com ninguém. Fizemos sexo, mas eu fui embora logo depois.— E como você se tornou submissa dele?— Nada forçado ou que Steve tenha me pedido.— Mas...— Como te disse, notei que ele gostava de controlar. Achei a prática interessante e quis experimentar. Quis saber até onde iriam meus limites sexuais. E foi bom! Ajudou bastante no meu casamento atual!— Meu Deus! – reviro os olhos com um sorriso acanhado. — Posso perguntar outra coisa?— O que quiser.— Você se apaixonou por Steve?Peggy suspira antes de dar um gole em sua bebida. Provavelmente em busca da tão preciosa coragem líquida que o álcool nos fornece.— Pensei estar apaixonada. – admite. — Mas...?— Mas eu não estava. Era apenas uma admiração, eu acho.— Admiração? Por quê?— Ah, eu não sei. Nem sei se era isso. Estou apenas supondo.— Sim, mas admiração pelo o quê?— Natasha, eu era jovem. Tinha acabado de sair de um relacionamento. Estava vulnerável. Steve me encontrou num momento vulnerável de minha vida. – seus olhos denunciam tristeza e saudade. — Ele me disse que todas as suas outras submissas tinham durado pouco. Na verdade, ele nem havia tido submissas.— Foi... foi a primeira dele?— Não. Quer dizer, eu fui a primeira que seguiu realmente o acordo do contrato. Digamos que foi a primeira submissa oficial, mas Steve já tinha tido outros relacionamentos que envolvessem essas coisas antes.— Você já era advogada nessa época?— Sim. Estudei Direito no exército. – Peggy ergue uma sobrancelha. — Posso me lembrar perfeitamente do dia que conheci Steve.— Foi intenso?— Mais ou menos. Ele era magro. Parecia indefeso, na verdade. Revoltado. Odioso. Quer dizer, sabia lutar um pouco e se defender. Mas, se comparado com os outros soldados, era até covardia quando o colocavam em combate.— Como surgiu o assunto de Dominador e submissa?— Eu te disse. Também na bebida.— Você sofreu?— Como assim?— Ah...! Entendeu o que eu perguntei.— Natasha...— Você sofreu quando... quando tudo terminou?Peggy parece refletir por alguns segundos, pois seus olhos nem piscam. Aguardo por mais alguns segundos até que ela abre a boca e fala.— Não.— Não?— É. Não. Pensei ter sofrido, mas acho que estava apenas sentindo falta daquela "rotina".— Chegava a considerar como rotina?— Mais ou menos. É que já fazia parte do meu tempo.— Entendo. – assinto com a cabeça. — Bem, acho que outras submissas dele não pensam como você.— Por quê?— Steve parece ter deixado alguns corações partidos para trás. – solto um riso pelo nariz e Peggy desvia o olhar rapidamente antes de concordar.— É, pior que deixou. – num piscar de olhos, ela parece notar o que falou e logo se recompõe. — Hmmm... bem, como você ficará?— Ahn?— Natasha! Você sabe! — Eu sei?— Sim. Acho que todas as submissas dele souberam.— Peggy, do que está falando?A língua úmida e rosada da morena à minha frente passa rapidamente por seus lábios.— Sejamos sinceras. – ela faz uma rápida pausa antes de continuar. — Você está apaixonada pelo Steve.Droga! Não! Menina, desminta. Desminta agora mesmo. Ela é advogada e amiga dele. Não confirme isso!— Quê? Não! Não, eu não posso. – nego com a cabeça ao franzir a testa. — E-eu não estou...— Esqueça o contrato. Por um só momento, Natasha, procure pensar em você.— Por que está dizendo isso?— O contrato não diz nada sobre amor. É apenas sexo, né?— Sim.— Exatamente! E é aí que deve abrir os olhos.— Eu... eu ainda não entendi.— Se eu continuasse sendo submissa do Steve, poderia ter um grande risco de eu acabar me apaixonando por ele. Ou de eu acabar o odiando para sempre!— Por quê?— Ele me sufocava. Claro, eu era a submissa dele. E ele me avisou que teria tal atitude. Mas eu estava infeliz. Eu tinha punições severas.— Severas?— Sim. Diferente de você, eu não tirei coisas do contrato. Aceitei tudo.— Vo-você sabe que eu...— Natasha, eu sou advogada dele. Eu tenho que saber sobre tudo. — É. Está certo. Mas...— Você foi a primeira que teve peito para expor o que você queria ou não. Steve ficou surpreso.— Ficou? – meu rosto se ilumina em um sorriso.— Sim. — Ér... okay, mas... conte mais sobre...— Não tem mais nada para contar. Eu não estava mais curtindo e quis parar. Ele aceitou. E disse que queria continuar sendo meu amigo.— Você aceitou numa boa?— Sim. Quando ele não encarnava o machista, autoritário e ditador Steve Rogers, ele era doce, gentil e carinhoso. A verdade é que sempre se preocupou com suas submissas! Sempre cuidou de todas.— Sempre? – um desconhecido e involuntário ciúme se instala em meu peito.— Natasha, você não precisa ficar assim. Ele é Dominador. É da "natureza" dele ter esse extinto protetor, mas com você acaba se tornando infinitas vezes maior.— Quê? Meu Deus! Steve é paranoico com isso.— É, concordo.— Mas por que ele é assim?— Não sei. Steve sempre fica tenso quando fala sobre você.— Ele fala sobre mim?— Sim.— O que ele diz?— Diz que você é teimosa, cabeça dura, respondona... e que merece bons castigos.— Oh, Deus. – minhas bochechas queimam diante de um sorriso tímido. — E o que mais?— Também diz que você atiçaria sua gastrite. – Peggy faz mais uma pausa para beber. — Se ele tivesse.— O quê? Por quê?— Você o deixa bem preocupado moça!— E por quê?— Ah, ele diz que você é ingênua, doce, meiga... — E isso é ruim?— Natasha, Steve é complicado. Eu já tentei entendê-lo. Vai por mim: não.Dá.Certo.— É. É, eu sei. – passo os dedos pelos olhos junto a um suspiro exaustivo.— Nós conversamos muito, mas ele sempre será uma caixinha de surpresas.— Vocês conversam sobre o quê?— Sobre várias coisas.— Conversam sobre o passado dele?— Não muito. Por quê?— Nada, é que... é estranho imaginá-lo em um desabafo sobre isso. Ou talvez sobre qualquer outra coisa.— É, eu te entendo. Mas ele tem psicólogo.— O quê?! Ele tem?— Claro que tem! Natasha, ele precisa.— É, eu sei, mas eu sou psicóloga. Por que ele paga alguém para isso? Ele pode...— Não, ele não pode.— Ahn? Como assim?— Natasha, dá para notar nitidamente que Steve tem traumas do passado. Não o pressione a te contar nada.— Mas eu...— Eu sei que você quer ajudar, mas está fazendo errado. Deixe ele chegar a você, assim como eu fiz.— Como você fez? Disse que foi por conta do álcool, Peggy.— Sim, eu sei. Mas ele não pareceu estar arrependido no dia seguinte. E acredite, ele me contou muito pouco. Na verdade, algo quase superficial. – observo Peggy deixar seu copo vazio.— Ele sofreu? – meu peito se aperta.— Não sei. Temo que sim. – os lábios de Peggy se pressionam um contra o outro. — Peggy, conte para mim.— Eu não posso.— Por quê?— Natasha, você vai...— Não vou. – afirmo. — Eu não vou falar nada para ele, só quero entender um pouco.— Não posso arriscar, Natasha. Não sei o que fará se vier a ter uma discussão com ele e ficar nervosa. Steve precisa saber que pode confiar em mim.— Desculpe. – olho para minhas mãos sobre a mesa, tentando imaginar pelo o que meu querido Steve passou.— Natasha, não se pode mudar o passado. Infelizmente.— Eu sei. – lentamente, ergo meu olhar para Peggy. — Seja lá o que tiver acontecido com ele, eu só queria ter a chance de confortá-lo.— Eu entendo. – a mão de Peggy pega na minha. — Dê um tempo a Steve. Ele sente algo por você. Espere.— Eu estou esperando. – digo. — Mas só tenho até o final do mês.
— Não, ele pode...— Peggy, quando você e ele começaram com isso, ainda não existia essa coisa de contrato.— Não em termos, mas tinha um papel falando sobre as práticas.— Mas a ideia do contrato foi sua.— Claro! Qualquer uma poderia chegar na vida dele e foder com ele!— É, temo que sim. – disfarço um sorriso antes de tomar minha vodca em um gole longo e profundo.— Ei...! Calma aí, mocinha. Vá com calma. Steve disse que você é fraca para bebidas.— Fraca para bebidas? – bato as mãos na mesa indignada. — Isso é impossível! Eu sou russa! O álcool corre pelas minhas veias mais do que meu próprio sangue!— É, imagino. – Peggy ri nervosamente. — Mas vá com calma. É melhor. É muito cedo para você já entornar tudo isso de vodca.— Peggy, não esquenta. Steve não está aqui. – entorno o copo todo na boca. — Eu não conto sobre a nossa conversa e você não conta sobre a vodca. Feito?Peggy sorri ao assentir e apertar minha mão numa firma de compromisso.— Feito!▪️▪️▪️No final da tarde, eu me encontro deitada na cama de meu quarto. Estou de corpo presente, mas de mente distante. Meus pensamentos vagueiam para outro lugar. Talvez tanto meus pensamentos quanto minha alma estejam vagueando por um passado que eu desconheço: Steve. Intrigada em um milhão de expectativas, tento adivinhar o que poderá ter ocorrido com ele. Por que entrou para o exército? Por que confiou em Peggy? São tantos questionamentos e nenhuma resposta. Os mistérios da vida de Steve parecem até acnes em rosto de adolescentes: nunca acabam. Sempre surge mais um. Não tinha um exemplo menos porquinho, menina? Não é hora para brincadeiras, Little Red!Oh... Deus! Deus, Deus, Deus! O que aconteceu com Steve? O que fizeram com ele? Conversei com Peggy na tentativa de diminuir minhas dúvidas, mas estas só aumentaram ainda mais! Mas por quê? Por que isso, Little Red? Por que ele desabafa com ela, mas não desabafa comigo? Por que confia nela e não confia em mim? O que eu fiz de errado? Little Red? Little Red, responda! Cadê com você quando eu mais preciso? Ei? Ei!!!BLIM BLIM ... BLIM BLIM ... BLIM BLIMO toque de meu celular faz com que eu desperte de meus pensamentos. Abro a bolsa e atendo sem nem ao menos ver quem é.— Alô?— Nat!— Rebby! Oi! Tudo bem?— Sim. E com você?— Ah... também.— É? — É.— E por que sua voz diz outra coisa?— Porque a sua cabeça doente faz o mesmo. – rebato antes de ouvir sua risada. — Sério, eu estou bem. Só estou cansada. Andei com Sebastian o dia todo.— Okay. Eu vou engolir essa.— Você que sabe.— Tá, ahn... já que você não me perguntou, eu vou te dizer o porquê de ter te ligado.— Ah, desculpe. – sorrio arrependida ao me virar de lado. — Eu já ia perguntar. Juro. — Pode parar o teatro. Tá. Eu liguei porque estou com uma dúvida.— Uma dúvida?— Sim!— De quê?— Estou em uma loja e não sei qual par de lingeries levar.— Rebby! Sério?— O quê?— Você me ligou por causa de lingeries?— Ei, não fale assim! Amigas são para essas coisas. É uma emergência feminina, eu preciso de você!— Tá, mas eu não sei como as peças são, então como vou poder ajudar?— Um conjunto é vermelho e o outro é preto.— Rebby, você tem um bom emprego e recebe um bom salário. Se está em dúvida e gostou das duas, então leve as duas.— É?— Sim. – solto uma risadinha com o seu tom surpreso. — E, a propósito, por que colocou lingeries na minha mala?— Eu fiz o quê?— Nem vem. Só pode ter sido você! Eu não fui. Confesse!— Okay, okay. Foi mal. É que você está aí, em Los Angeles, num lugar cheio de gatos, então...— Rebby! Não acredito que ouvi isso!— Ah, Nat, desculpe. Você e Steve saem e tudo mais, mas é de verdade mesmo?— Claro que é! E basta nós dois sabermos e sentirmos que é! Sem ofensa.— É. Tem razão. Mas me diga a verdade. Realmente é sério, Natasha, seja lá o que vocês estiverem tendo?Congelo, por um momento me sentindo encurralada. Não. Não posso. Preciso dar a volta por cima.— Por que está perguntando isso?— Natasha, ele não te pediu em namoro até agora!— E o Sam te pediu?— Tudo indica que irá pedir esta noite.— Bom, um dia a mais ou um a menos não faz diferença.— Faz, sim, Natasha! Está com Steve há mais tempo do que eu estou com Sam. Mesmo que pouco, mas está.— Rebby, não pode comparar a minha situação com a sua.— É. É verdade. – ela comenta. — Não posso mesmo, mas bem que eu queria, Nat.Engolindo seco, fecho os olhos e luto interiormente para não chorar.— Sei que se importa comigo e quer o meu bem, mas eu estou feliz do jeito que estou. Não se preocupe.— Okay. Quero poder acreditar nisso.— Você pode.TOC TOC TOC— Espere um pouco, Rebby. – afasto o celular de minha orelha esquerda. — Quem é?— Sou eu, meu bem. Sua vó.— Ah, sim! – volto a falar com Rebby. — Ei, tenho que desligar agora.— Ahn? Não, mas eu...— Rebby, minha avó quer falar comigo. Eu tenho que desligar.— Ah, tá. Liga para mim mais tarde?— Claro! E aproveite sua noite. Quero detalhes depois.— Okay. Tchau, Nat. Eu te amo.— Eu sei. Também te amo. – encerro a chamada antes de colocar o celular sobre o criado-mudo de madeira branca. — Pode entrar!Enquanto me deito novamente na cama, vejo a porta ser aberta por minha avó toda sorridente.— Oi, querida! Como foi na rua?— Legal. Sebastian e eu compramos as pilhas para o relógio.— É mesmo? – vovó sorri em expectativa.— Sim. E também encontrei com uma conhecida.— Ah, sim. – ela fecha a porta atrás de si. — E se divertiram?— Sim. Almoçamos juntos. Sebastian, a moça e eu.— Que bom, querida! E o que pretende fazer amanhã?— Não sei. Nem sei se ainda vou sair hoje à noite.— Ah, vá, sim.— Mas para onde? Eu não...— Um rapaz ligou para cá mais cedo. Estava te procurando.— Um rapaz? Quem?— Um tal de Clint. Clint Barton.Tento esconder minha frustração por ter sido Clint e não Steve. E como ele saberia o número daqui, princesa da inteligência?— Ah, sim. — A propósito, ele pediu para te avisar que está tudo bem.— Que bom! Estou com saudades.— É, ele também pareceu estar. – vovó abaixa a cabeça ao soltar um rápido sorriso e deslizar os dedos por seus cabelos grisalhos.— Está tudo bem, vó? – quico para o lado e deixo um espaço vago na cama para vovó se sentar.— Está comigo, mas não sei se está com você. – sua resposta me faz corar.— Ér... como... como assim...— Querida, eu te conheço. – vovó sorri para mim de modo convencido.— Vó, eu...— Não estou dizendo que precisa me contar. – ela apoia as mãos em meus pés antes de puxá-los para seu colo. — Mas também não precisa mentir.Engolindo seco, penso seriamente em abrir o jogo com vovó. Mas você... Little Red! Você voltou! Onde estava quando eu te chamei? Menina, não importa. O que importa é que você não pode... Não, Little Red. Não vou abrir o jogo todo. Digamos que eu vá esquecer a parte do contrato e dos castigos. Não. Digamos que você vá esquecer tudo e não dirá absolutamente nada. Okay...— É. É, vó, você me conhece bem. E está certa. Estou com uns problemas, mas eu não posso te dizer.— Era tudo que eu queria saber. – vovó sorri rapidamente para mim ao dar dois tapinhas em minha canela direita.— Obrigada, vó. Eu amo você. – digo antes que ela se levante da cama.— Eu também te amo, querida. E, seja o que for, eu sei que fará a coisa certa. – ela fica de pé e se prepara para sair do quarto.— Vó?— Sim, meu bem?— Como sabe... como sabe que eu farei a coisa certa? – indago com medo de errar com Steve. — Como sabe que tomarei a devida atitude?Vovó parece pensar por um tempo enquanto suspira e ergue os ombros.— Eu não sei, meu bem. – sua resposta me faz bufar.— Então, eu não tenho a mínima chance de saber o que fazer!— Natasha, você não deve querer acertar sempre. – meu rosto se distorce em um sinal de interrogação. — Ninguém nasce sabendo, querida, assim como ninguém morre acertando.— Eu sei, mas isso nem sempre funciona.— Não tem que funcionar. Você não deve ter medo de errar, Nat. Pelo contrário. — Pelo contrário? – ela assente. — Como assim? Por quê?— Porque sem os nossos erros jamais descobriríamos os nossos acertos.Um sorriso gentil e carinhoso se espalha em meus lábios. Encaro vovó com admiração. Que mulher!— Eu te amo, vó.— Eu também te amo, querida.Vovó se aproxima e me abraça. Seu aroma de rosas invade minhas narinas. O momento está calmo e gostoso. Eu me sinto tão acolhida.— Querida? – vovó me chama.— Hmmm?— Seu celular vibrou.— Oh. – solto vovó e pego o Iphone. — Deve ser Rebby. – desbloqueio a tela. — Eu... ér...— O que foi? – vovó parece preocupada. — Nat?— Na-nada. – minha voz vacila. — Eu só... só recebi uma mensagem.— Pode responder, meu bem.— Não. Não se preocupe. – ponho o celular de lado. — Prefiro continuar conversando com você.Vovó sorri para mim e eu retribuo, mesmo que minha mente ainda esteja reprisando a leitura da mensagem que acabei de receber.Como vai, Nat? Não pense que está livre de mim por estar em L.A. Estou sempre de olho em vc. E com saudades!Bjs, seu Capitão.
Notas finais
Acompanhem, favoritem, recomendem e COMENTEM ^^
Petecos, pra quem vai assistir Civil War amanhã... desejo um ÓTIMO filme pra vocês! Levem lencinhos, chá de maracujá... tudo que puderem pra se manterem calmos e limpar as lágrimas hahaha e aproveitem ROMANOGERS, porque eu tive spoilers dizendo que o filme tem muitos momentos deles dois :3
Bem, obrigada pelos 1.069 comentários, 206 acompanhamentos, 93 favoritos, 15 recomendações e 26.633 visualizações ^^
Beijocas!
Ps: Chameleon Lady, o próximo capítulo é todinho seu, falou? ;)
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