I Put a Spell On You 🔞

31 Capítulo 31 — We are heading for something


Notas iniciais
Hello, babies!!!! Muito obrigada pelos 908 comentários, 184 acompanhamentos, 83 favoritos, 8 recomendações e 21.161 visualizações! Thanks! Caraca... será que, até a fic acabar, chegaremos a 1000 comentários? O.o Anyway... quero dar MUITAS BOAS VINDAS a todos os novos leitores!!!! Sintam-se muito amados, babies! Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem! E, please, leiam as notas finais. Tem uma perguntinha pra vocês, que eu preciso das respostas ^^ Tradução do capítulo: Estamos caminhando para algo do tipo

Respiro fundo, tentando entender a atitude de Steve enquanto ele fecha a porta rodando a trinca.

— Uau! Este aqui é o seu quarto? – meus olhos se arregalam observando cada objeto do luxuoso ambiente.

— É. – sua voz está tensa atrás de mim.

— Você ainda dorme aqui?

— De vez em quando. – Steve suspira pesadamente. — Não venho muito aqui.

— Por quê? – eu me viro e encontro olhos triste e revoltantes. — Sua mãe parece adorar quando você está por perto.

— É. Tarde demais. – ele coça a cabeça e muda de assunto antes que eu possa me aprofundar. — Não tente mudar o foco. Viemos até aqui para outra coisa.

— Steve...

— Vamos conversar, mocinha. – ele segura meu braço e fita o fundo de meus olhos. — Você está bem encrencada!

— Eu? Por quê? – cruzo os braços na altura dos seios e recuo alguns passos para perto da cama.

— Você ia fazer uma viagem para Los Angeles sem me avisar, Natasha!

— Eu não ia fazer uma viagem para Los Angeles, Steve! – rebato com a respiração acelerada. — Eu vou apenas passar uns tempos com a minha mãe e tentar arranjar minha vida. – encaro seus olhos com receio e mágoa. — Por acaso é contra as regras querer pensar em meu futuro?

— É quando você não me comunica e faz pelas minhas costas. – Steve parece um pouco mais calma quando me senta na cama antes de se juntar a mim. — Se você não estivesse tão dolorida do jeito que está, eu te daria uns bons e fortes tapas.

— Mais? Por quê?

— Você sabe por quê. Você...

— Não me bata! – acaricio seus cabelos e tento o meu máximo para tranquilizá-lo. — Por favor. Eu jamais faria qualquer coisa pelas suas costas, Steve. Muito menos sair do estado sem nem ao menos te dizer, sem nem ao menos me despedir de você.

Ele parece num conflito interno enquanto estuda meus olhos assustados e ansiosos. Steve vive dizendo que mantém o controle sobre tudo, mas ele parece numa corda bamba diante disso sempre que está perto de mim.

A culpa de poder estar contradizendo seu querer me faz sentir triste e suja. Não quero puxar seu tapete. Já percebi que é importante para ele, para sua segurança mental e zona de conforto, manter-se sempre no controle, sempre sabendo o que virá a seguir. E é como se eu virasse tudo isso de cabeça para baixo.

— Desculpe. – sussurro ao segurar suas mãos. — Não fique bravo. Nem me castigue mais. Por favor.

— Você devia ter contado. – sua voz está rouca e ofegante antes de ele piscar e suspirar. — Não me esconda mais coisas assim.

— Okay. – concordo baixinho.

— Está muito dolorida ainda? – seus olhos se direcionam aos meus quadris.

— Um pouco. – eu me remexo na cama e enrugo a testa. — Fica desconfortável às vezes.

— Você não pareceu desconfortável no jantar. – seu sussurro denuncia um sorriso.

— Também, né? Não viu o papelão que eu passei? Não tive tempo para me preocupar com a dor em meus quadris. Ao contrário. Acabei tendo outras justificativas para me sentir desconfortável. – Steve me encara de cenho franzido.

— Ahn? Você está falando escargot, Nat? Foi um acidente.

— É, eu sei. Um acidente. Um horrível e embaraçoso acidente! – levanto da cama e começo a andar pelo quarto. — Sua família deve me achar uma... uma idiota pobretona!

— Não. Não, eles não acham. E, mesmo que achassem, que se foda. Eu não ligo. – Steve se levanta e vem até mim, que estou perto da janela. — Você é linda... – ele me abraça por trás e beija meu pescoço.

— Olha, eu sinto muito não ter te avisado antes sobre a viagem. Eu estava tentando pensar num modo de te contar sem você ficar bravo. Ou ao menos não tão bravo. – sinto seu sorriso em minha nuca. — Não sabia que iria reagir assim. Nem esperava que o assunto viesse à tona durante o jantar.

— Eu já entendi, Natasha. Mas isso significa que ficarei longe de você. Bem longe. Estará em outro estado, com centenas de homens que...

— Como é? – eu me viro em seus braços e encaro seus olhos — É com isso que está tão preocupado? Com os homens que estarão em Los Angeles?

— É! Você disse que sua mãe tem um amigo que está disposto a te ajudar! – ele me encara de volta com um certo desafio nos olhos.

— Eu nem sei quem é esse homem, Steve! E ele só vai me ajudar a pedido de minha mãe! Isso não quer dizer que dará em cima de mim!

— Como você sabe?

— Eu... e-eu... não sei, mas... – pego fôlego antes de continuar. — O que você quer que eu diga? O que espera que aconteça? Não vou para a cama com ele

— Nem.Brinque.Com.Uma.Coisa.Dessas! – Steve pronuncia cada palavra pausadamente. — Eu já te disse que você é minha.

— Então por que toda essa insegurança?

— Insegurança? – ele lança uma risada nervosa ao meu rosto. — Acha que sou inseguro? Logo eu?

— Qualquer pessoa pode ser insegura. Ou ter um lapso de insegurança alguma vez na vida. – murmuro calmamente. — Isso não faz ninguém fraco.

— Isso me faz fraco! – Steve pressiona um dedo em seu peito. — E eu não sou fraco, Natasha! Nem fraco nem inseguro!

— Eu...

— Eu sou homem! Sou forte! E você é minha!

— Steve, você é tão confuso! – saio de perto da janela e volto à cama.

— O que está dizendo agora? – ele se vira para mim, mas não me segue.

— É só isso que você tem para me dizer? – movimento a mão pelo ar. — Que eu sou sua, que eu sou sua, que sou sua...?

— Natasha...

— Não é o bastante para mim.

— Como assim? E o que seria o bastante para você? – ele reverbera enquanto arrisca alguns passos para perto. — Flores e corações? Cartas e promessas de amor? Desculpe. Está no ramo errado, Romanoff. Tudo isso são coisas que eu não conheço. Nem quero conhecer.

— Não, não é isso. Não é o que eu quero. Não é o que eu espero de você. – afirmo categoricamente.

— E então o quê? – Steve eleva os ombros. — O que mais espera de mim?

— Só quero que compreenda que não estou acostumada com tanta frieza assim. – choramingo. — Você me trata como uma mercadoria. Uma propriedade sua. Quando está com vontade de ter tem. Mas, se não está, simplesmente me esquece.

— Natasha! Isso não é verdade. Eu me importo com você. Eu cuido de você. Eu protejo você.

— Você me protege? De quê? O que tem de perigo ao meu redor? – cruzo os braços tentando controlar a vontade de chorar. — Do que você tem tanto medo? O que pode chegar a me atingir?

— Meu passado! – Steve esbraveja visivelmente irritado comigo. — Você ouviu o que Bucky falou no jantar, não ouviu?

— O que ele quis dizer com aquilo?

— Exatamente o que você deve ter pensado! Não temos uma árvore genealógica para nos orgulharmos, Natasha!

— Steve...

— Começando por mim.

— Steve! – repreendo ao me aproximar. — Por que você é assim? Por age assim?

— Assim como?

— Por que não pode se valorizar?

— Porque eu não mereço, Natasha. – percebo seu semblante se suavizar. — Você não me conhece.

— E por que não posso conhecer?

— Natasha, já tivemos essa discussão antes. Por favor, pare. Eu vou puni-la. – seus olhos me transmitem um ódio enorme. Estremeço, mas decido continuar.

— Vai me punir? Por quê? Por eu estar tentando te ajudar? Por eu estar tentando entender você?

— Não! Irei punir por estar me perturbando! Já te disse que não quero falar sobre meu passado! Respeite!

— Não grite... – Steve suspira e massageia sua testa suada. — Por favor. Por favor, não grite comigo. Eu... eu... juro que não quero te perturbar, eu só...

— Não... – ele se aproxima antes de me puxar para seu peito. — Não se assuste.

— Desculpe, Steve. – abraço sua cintura fortemente. — Desculpe por te pressionar.

— Já passou. – seus lábios beijam a lateral de meu rosto. — Se realmente quer me ajudar, Nat, então não me pergunte mais sobre minha vida. Certo?

— Uhum. – murmuro antes de afastar a cabeça de seu peito.

— Não tenha medo de mim. Eu não quero isso. Quero apenas que me obedeça, mas não quero que faça isso por medo. Quero que faça por respeito e devoção.

— Porque você é o Dominador e eu sou a submissa, né? – sorrio nervosamente.

— Sim.

— Por que você é Dominador? Como se denominou assim?

— É uma longa história, mas... me faz bem. Sendo Dominador, eu me sinto seguro. Eu me sinto no controle. Eu... eu me sinto... eu me sinto protegido.

— Por que quis se tornar um?

— Porque alguém me mostrou como era ser um submisso.

— Já foi submisso? – não consigo esconder meu espanto a tempo.

— Sim. E eu realmente não quero falar sobre isso. – Steve respira fundo e declara o fim da conversa.

— Okay. Então... estando no controle, você sente que nada possa te atingir?

— Pare. – ele me encara com seu cenho franzido. — Já te disse para parar de tentar me estudar, como se eu fosse um paciente seu.

— Desculpe. Desculpe, eu só estava... só estava tentando entender um pouco mais. – murmuro com a cabeça baixa.

— Não faça mais isso, Natasha! Eu já disse!

— Certo. Eu paro.

— Promete?

— Prometo. – movimento minhas pernas cansadas de tanto ficar em pé.

— Pode sentar na cama. – Steve move a cabeça para o lado e indica o colchão coberto de lençóis.

Faço uma careta desconfortável com o atrito do colchão contra meus quadris e nádegas. Meus músculos latejam.

Steve percebe ao me lançar um olhar minucioso antes de parar em minha frente.

— Está tão dolorida assim?

— Não foi delicado, Capitão Rogers. – cruzo os braços na altura dos seios com um sorriso.

— Sinto muito, Srta. Romanoff. – ele se senta ao meu lado. — "Delicado" é uma palavra que não existe no meu dicionário. E você é tão gostosa e tão linda que eu perco o máximo de controle que tenho. E que com você, em tais situações, acaba evaporando.

Fecho os olhos e apenas aprecio o suave e gentil toque dos dedos de Steve em minha bochecha. Eu me inclino contra sua mão e escuto sua risada invadir meus ouvidos.

— Você é tão linda... – abro os olhos e me deparo com suas íris azuis e misteriosas me observando a todo o tempo.

Não falo nada em troca, apenas abaixo a cabeça e coro. Steve desliza os dedos por meu rosto até alcançar meu queixo e me forçar a olhá-lo novamente.

— Você é muito linda! – sinto certa empolgação pelo seu tom de voz. — Você é linda, Nat! Linda, linda, linda! Minha linda!

Steve mata gentilmente a curta distância entre nós encostando a boca na minha. Seu lábio inferior se encaixa entre os meus e seus dentes o puxam.

Mãos grandes e curiosas percorrem minhas coxas cobertas pela calça. Gemo em resposta quando ele desvia os beijos para meu pescoço, onde deposita sugadas começando a me deitar na cama. Seus dedos descem novamente por para dentro de minha calcinha.

Steve desliza o polegar e o indicador para baixo e para cima, instigando meus quadris e se moverem de acordo com a intensidade que ele me pressiona lá embaixo.

— Não. – Steve se afasta e fica de pé com as mãos nos cabelos.

— O que foi? – eu me sento sem entender sua atitude brusca.

— Você está dolorida.

— Mas eu posso...

— Não, Natasha. Não assim.

Olho para baixo e encaro meus pés flutuantes. De repente, uma ideia surge em minha mente. Tal ideia um tanto pervertida e quente, que me faz remexer as pernas inquietamente.

Steve percebe meu comportamento inquieto ao me ver morder o lábio de maneira travessa.

— O que foi?

— Posso tentar uma coisa? – ele assente com o cenho franzido.

Mordo o lábio novamente e direciono as mãos para sua cintura. Seguro seus quadris enquanto ajeito o loiro alto e forte à minha frente em uma boa posição. Abro as pernas e o coloco entre elas, com sua cintura de encontro ao meu rosto.

Levanto a cabeça e olho em seus olhos. Steve está com suas pupilas negras dilatadas cobrindo o mágico e sombrio azul de suas hipnotizantes íris.

— Vá em frente, Srta. Romanoff.

Com tal autorização, sou rápida em trabalhar para soltar a fivela de seu cinto preto. Assim que consigo, passo o material de couro pelos cós de sua calça e o jogo no chão.

Minhas mãos estão trêmulas enquanto desabotoo a peça de roupa que cobre suas pernas e puxo o zíper para baixo. Tudo feito com muita cautela. Com muita lentidão. Sinto que eu estou guiando as rédeas da situação.

É até curioso que eu me sinta em certa posição de poder diante de agora. Não que eu esteja sendo a Dominadora e Steve esteja sendo o submisso. Mas, diferente de outras ocasiões, ele está me deixando tocá-lo e liderar o jogo.

— O que foi, Natasha?

Sua voz chama minha atenção. Movo a cabeça para cima e sorrio para ele com o rosto corado e respiração ofegante. Decido não responder com palavras. Apenas ergo os ombros e sorrio novamente antes de descer a calça até seus pés.

Em seguida, mordo o lábio e dirijo as mãos até a barra de sua cueca branca e apertada, que está esticada devido à sua gloriosa ereção. Puxo o tecido de algodão para baixo revelando o majestoso conteúdo que antes estava coberto.

Meus olhos se arregalam e, involuntariamente, passo a ponta da língua por entre meus lábios, pressionando os dentes contra o inferior enquanto escuto e vejo Steve sorrir orgulhosamente.

— Steve, eu... eu...

— Shh, está tudo bem. Faça o que quiser e o que souber.

— Ma-mas... eu não sei... não sei como...

— Já foi até aqui, Srta. Romanoff. Continue.

O tom firme e autoritário de sua voz envia vibrações por todo o meu corpo e se concentram em um único lugar. Um lugar muito conhecido por Steve, que, no momento, está dolorido. E também molhado!

— Não irei parar, Capitão Rogers. – afirmo com a voz arrastada.

Sem cerimônias, toco na base de seu membro e escuto seu gemido rouco vindo do fundo da garganta. Sorrio começando a alisar a comprida e grossa ereção do loiro à minha frente. Sem esperar mais, inclino o corpo para frente até sentir a cabeça úmida e levemente salgada de Steve bater contra meus lábios. Abro a boca passando a língua pelo início de seu pênis. Hmmm... ele tem um gosto bom, um gosto único, um gosto convidativo!

Minha língua rodeia sua grande e redonda cabeça. Inclino ainda mais meu rosto para frente forçando seu membro a invadir minha boca e bater no fundo da garganta. Fico parada por um momento tentando me acostumar com seu grande tamanho dentro de minha boca. Respiro fundo enquanto me esforço para conseguir a passagem de ar em minha garganta.

— Você está bem? – ele puxa levemente meus cabelos para trás.

Assinto, fechando os olhos e iniciando os movimentos de vai e vem com minha cabeça. Minha língua ajuda no trabalho de dar prazer a Steve.

Suas grandes e másculas mãos puxam meus fios ruivos com força, movendo minha cabeça para frente e para trás. Pensei que estivesse no controle, mas até mesmo em tal posição e circunstância, Steve consegue ser o Dominador.

— A sua boquinha é uma delícia, Srta. Romanoff. – ao ouvir a voz de Steve, intensifico meus movimentos orais apenas para ouvi-lo soltar um instigante gemido. — Hmmmmm! Mas, ainda assim, nada se compara a estar dentro da sua boceta! Porra!

Sua fala provoca uma fagulha por todo o meu corpo, espalhando calafrios por minhas costas, nuca e entre as pernas.

Levemente, raspo os dentes por todo o seu grosso comprimento, fazendo-o praguejar e pender a cabeça para trás enquanto segura meus cabelos com mais força.

— Minhas bolas. – ele murmura. — Chupe minhas bolas.

Receosa, eu desprendo a boca de seu pênis e arrisco um beijo em sua bola direita enquanto massageio a esquerda.

— Poooooorra! – Steve puxa os meus cabelos com mais força. — Caralho, Natasha!

Querendo provocá-lo, chupo uma bola para dentro da boca. Steve começa a suar e a resmungar. Eu me sinto vitoriosa podendo vê-lo num momento de fraqueza e vulnerabilidade, ainda mais por saber que a responsável por isso sou eu.

Ainda massageando suas bolas com as mãos, volto a chupar seu membro. Mantenho o ritmo de vai e vem e aperto seus testículos com mais força.

— Natasha. Natasha, Natasha! Eu vou... linda... eu vou... – sua voz se solta em um profundo e rouco gemido de prazer.

Não lhe dou ouvidos. Inclino o rosto para frente decidida a aumentar meus movimentos e querendo lhe levar ao ápice dos ápices.

— Natasha! Estou falando sério! Não vou conseguir me segurar. Estou quase... estou quase... ah, caralho!

Minha língua circula a parte debaixo de seu pênis e a alisa lentamente. Quando forço ainda mais meus lábios contra seu membro para sugá-lo mais forte, seu líquido quente, grosso e um pouco salgado preenche toda a minha boca e desce para a garganta.

Sem pensar duas vezes, engulo seu sabor com a respiração ofegante. A passagem de ar é acelerada em minha garganta, que está arranhada e sensível no momento.

Steve respira fundo enquanto retira seu membro de dentro da minha boca. Ele me fita mais uma vez respirando com tanta dificuldade quanto eu enquanto sobe sua cueca e calça juntas. Não desvio os olhos dos seus em nenhum momento. Nem mesmo quando limpo a saliva em meu queixo em conjunto dos vestígios de seu orgasmo.

Steve termina de se vestir corretamente antes de passear com o dedão por meus lábios inchados e doloridos. Meu maxilar grita em resposta com tamanho esforço que precisei fazer. Mas nada disso me importa. Faria tudo de novo apenas para saber que eu, Natasha Romanoff, uma mulher inexperiente, fiz Steve Rogers gozar em meu primeiro boquete!

— Muito obrigado pelo prazer descomunal, Srta. Romanoff. – seu tom é rouco e baixo, o que me deixa ainda mais excitada. — E não tenha dúvidas de que irei retribuir o favor.

— Irá? – passo a língua entre meus lábios ainda sentindo os resquícios de seu sabor.

— Sim, Srta. Romanoff. – ele sorri e apanha o cinto do chão. — Porra! Você é uma delícia! – Steve desvia o olhar rapidamente enquanto afivela seu cinto de volta. — Não morda o lábio!

Sua ordem me faz pular assustada. Eu tenho um ataque de risos a seguir quando noto que Steve ficou tenso por meu espanto.

Ele parece relaxar ao me ver cair de costas contra a cama e descansar as mãos na barriga enquanto ainda me descontrolo em risadas.

— ​Meu Deus! – tento recuperar o fôlego aos poucos. ​— Você me assustou!

​— Você é muito tentadora. – Steve parece sorrir pela situação. ​

— Mas o que eu fiz, Sr. Rogers? – pendo a cabeça para o lado ainda deitada no colchão.

Steve segura minhas pernas para cima e as descansa na cintura enquanto acaricia meus joelhos e minhas coxas.

— Só de respirar, Srta. Romanoff, já me deixa louco de desejo por você! Então, se quer continuar andando direito hoje e amanhã, não me provoque. Está entendendo o que eu estou dizendo?

Sorrio com o rosto corado antes de impulsionar o corpo para cima e me sentar. Steve se vê obrigado a soltar minhas pernas com a minha posição, no cuidado de não me machucar.

Entrelaço os dedos em sua nuca e puxo seu rosto para perto do meu antes de beijar sua boca num rápido selinho.

— Sim, Capitão Rogers, eu estou.

— Bom! Então vamos descer. Minha mãe já deve estar estranhando esse tour pela casa!

— Será que ela vai brigar conosco?

— Brigar? – Steve ri e acaricia meu rosto antes de me puxar para fora da cama. — Quantos anos nós temos?

— Estamos na casa dela, Steve. – repreendo sutilmente. — Ela pode se sentir desrespeitada.

— Não se preocupe, Srta. Romanoff. Sei ser bem convincente. – ele solta uma piscadela para mim ao pegar minha mão e nos encaminhar para fora do quarto.

Quando alcançamos o corredor, eu me preparo para continuar andando até as escadas, mas Steve me dá um puxão e bate meu peito contra o seu.

— O que foi? – pergunto enquanto o ar me escapa.

— Como soube fazer aquilo tão bem?

— Eu... eu não sei, eu só... só fiz. E ainda fiz com medo de não conseguir respirar. – solto uma risadinha tímida junto de Steve.

— Eu não deixaria isso acontecer.

— Eu sei. Confio em você. – inclino o rosto e roubo um selinho.

— Você é bem desafiadora, Srta. Romanoff.

— Estou aprendendo com o melhor, Capitão Rogers. – ele morde o lábio e aperta minha bunda. — Ai! Ai, Steve! Ainda arde um pouco.

— Mas eu passei arnica. – comenta com o cenho franzido.

— Eu sei, mas ainda está doloroso.

— Okay. Não vou apertar com força. – sua boca encontra meu pescoço em beijos estalados.

— Steve...

— Shhhh shhh, não geme. Não vou me segurar se fizer isso. – ele me solta antes de beijar minha boca uma última vez. — Vamos.

Entrelaçamos nossos dedos e caminhamos até as escadas enquanto descemos. Todos nos esperam ansiosos e risonhos já na sala de estar.

— Vocês demoraram! – Sarah exclama com um sorriso. — E então, Natasha? Gostou do apartamento?

— É muito lindo! – luto para manter meu olhar direcionado a ela enquanto meu rosto queima de vergonha. — A decoração também é perfeita!

— Obrigada, querida! Venha. Sente-se aqui.

— Precisamos ir agora, mãe. Já está ficando tarde. – a fala de Steve faz o sorriso de Sarah murchar.

— Bobagem, Steve! – Peggy se debruça no sofá e alcança seu copo de whisky. — Fury acabou de avisar que começou uma tempestade de neve. Ele não conseguirá dirigir com o carro para cá a tempo.

— Porra! – Steve arrisca um olhar para a janela assim como eu a ponto de vermos os flocos de neve caírem violentamente do céu em ventos velozes.

— Todos nós teremos que passar a noite aqui. – Peggy ergue os ombros e toma sua bebida.

— E o seu marido? – pergunto de maneira ácida sem conseguir me controlar.

— Como é? – Peggy levanta uma sobrancelha perfeitamente esculpida. — Como sabe de meu marido?

— Ér... eu vi o anel em seu dedo, então supus de ser casada. – Steve ri atrás de mim devido ao meu rápido pensamento.

— É. Já entendi. – ela passa o polegar na aliança de ouro do dedo da mão esquerda. — Não se preocupe. Eu avisei ao meu marido que passarei a noite fora.

— Ah, sim. – murmuro ainda um pouco envergonhada.

— Bom, então, se vão ficar, temos que mostrar os quartos. – Joseph se levanta do sofá.

— Não se preocupe. – Peggy sorri novamente. — Não é a primeira vez que durmo aqui. Já até sei qual quarto irei passar a noite. – mais um sedutor sorriso é desenhado em seus lábios pintados pelo vermelho seco.

— Sim, mas Natasha está tendo sua primeira noite aqui. – Sarah sorri em minha direção. — E sinceramente espero que seja a primeira de muitas outras!

— Mãe. – Steve repreende categoricamente, o que faz Sarah comprimir um sorriso desconfortável. — Natasha dormirá comigo no meu quarto.

— Steve! – meu rosto pega fogo. — Ér... o que sua mãe... o que sua mãe vai pensar de...

— Está tudo bem, querida. – Sarah afaga meu braço. — Ninguém aqui é criança. Rebby vai dormir com Sam, então por que você e meu filho não podem dormir juntos?

— É... bem, eu...

— Natasha, não se preocupe. – Joseph passa as mãos pelos ombros de Sarah. — Não precisa sentir vergonha. Está na cara que são namorados!

— Namorados? – sorrio e enrubesço novamente enquanto Steve enlaça minha cintura.

— Claro! – a mãe de Steve aperta as mãos na cintura. — Acha mesmo que engolimos a história de serem amigos?

— Ah... bem... eu...

Fico sem saber como responder, ainda mais por Steve estar em profundo e calmo silêncio. Para mim, ele estaria aos berros com todos afirmando somos apenas uma relação de papel. Não com essas exatas palavras, mas no mesmo intuito. Por ele está tão quieto?

— Hmmm... é isso mesmo, mano? Ela é sua namorada? – Bucky provoca Steve com um sorriso travesso.

Eu arrisco um olhar para ele e noto que já está me olhando. Tenho medo de ler a mensagem que ali tenta me passar.

Como uma covarde constante, desvio a atenção para baixo e quase torço para que a janela abrisse e a neve me fizesse voar para longe daqui. Que humilhação...!

— E então, Steve? – Rebecca pressiona e eu tenho vontade de matá-la.

— Rebby... – começo uma repreensão, mas Steve toma minha frente.

— Estamos caminhando para algo do tipo.

Ergo o rosto na mesma hora encarando Steve com uma expressão incrédula e feliz ao mesmo tempo. De soslaio, consigo ver Rebby sorrir docemente em nossa direção.

— Como é? – sussurro para ele, que sorri.

— Isso mesmo, Srta. Romanoff. – ele me beija na frente de toda sua família. — Estamos caminhando para algo do tipo.

Notas finais
E aí? O que acharam da fala final do Steve? E o boquete da Nat? Hahaha foi o primeiro que ela fez, e até que ela nem foi mal, né? Ooooooxi... Steve foi submisso. Como é isso, Juliana? Pode? Pois é... O.o Acompanhem, favoritem, comentem e recomendem. Nunca mais recebi recomendações. A história tá chata? Não merece mais? :( Beijocas!