Notas iniciais
Ah! Ah! Ah! Quem que está toda boba por ter assistido ao trailer de Capitão América 3??? Quem? Quem? Quem??? Yeeees!!!! Eu!!!! Wow!!! Que que foi aquilo, mané? Isso porque foi só o primeiro hahahaha imagina os próximos... *0* Anyway... TEM QUE TER STASHA! Pudemos ver nitidamente que a Nat estava preocupada com o Steve na hora que falou com ele pelo telefone *0* Okay... agora, sobre o capítulo, perdão por qualquer erro de digitação e... enjoy it! Tradução do capítulo: Diferente

Ainda posso sentir meu estômago embrulhado em consequência da forte náusea que me deixa ainda mais mole e mal-humorada.

Relutantemente, levanto a cabeça e vejo Peter, Gwen e Rebby dançando e se divertindo na pista de dança.

— Nat! – um Miguel sorridente e suado se senta ao meu lado. — Como você está?

— Mal. – respondo com raiva. — Estou enjoada e com sono. Não podemos ir logo para a casa da prima da Gwen?

— A Gwen já ligou para ela. Parece que está chegando de uma festa com o namorado.

— Então não podemos esperar por ela na portaria?

— Nat, ela já vai chegar. Calma. Por que você não toma um refrigerante?

— Não! Não, não, Miguel, não aguento beber mais nada. – arregalo os olhos quando meu estômago me traz mais uma onda de enjoo. — Que horas são?

— Ahn... duas da manhã.

— Quê? São duas da manhã?! Céus! Céus, Miguel, eu preciso ir embora!

— Calma, Nat, não temos mais faculdade.

— É, mas eu tenho trabalho! Você não tem?

— Bom, eu...

— Pois quando tiver vai entender.

— Nat, pera aí. Olha, calma. Eu trabalho que nem você. A Gwen ligou para a prima dela faz uns vinte minutos. Ela já deve estar chegando. Olha, por que não dançamos um pouco?

— Não, Miguel, eu não estou bem. Não estou me sentindo bem! Você ainda não entendeu?!

— Desculpe. – Miguel abaixa o olhar e junta os lábios.

— Não... – a culpa me invade de forma devastadora. — Não, Miguel, não se desculpe. Você não tem culpa de nada, sou eu quem lhe deve desculpas.

— Não, Nat, eu entendo. Eu entendo que você não está legal e eu estou te enchendo o saco. – Miguel ri timidamente. — Relaxa.

— Não, Miguel, não. Não diga isso. Eu gosto muito de você, desculpe pelo jeito que eu falei. – eu tento ao máximo me redimir com ele. — Não estou muito legal com... com umas coisas que aconteceram. E a mistura de bebidas piorou ainda mais.

— Você gosta de mim? – Miguel sorri abertamente ao erguer seu olhar.

— Claro! – solto um sorriso confuso com sua observação.

— Não sabe o quanto isso me deixa feliz, Nat. – seus olhos brilham em minha direção.

— Ahn...

— Porque eu também gosto de você. – Miguel pega minhas mãos. — E muito!

— Ahn, Miguel, eu não quis... quis dizer... esse tipo...

— Faz tempo que quero te dizer isso, mas não tinha coragem. Mas, agora que você também confessou, eu...

— Miguel, Miguel, calma. Eu... e-eu não gosto... não gosto de você no sentido ao qual você está se referindo. – solto minhas mãos das suas cautelosamente.

— Ah, então, você...

— Apenas amigos. – eu quase posso sentir o mesmo desconforto que Miguel esteja sentindo. — Sinto muito se te alimentei esperanças que tenham...

— Tudo bem, Nat. – ele olha para baixo. — Desculpe por ter te pressionado.

— Não, você não me pressionou. Eu que estou com uns problemas mesmo, como já disse.

— Tudo bem. Mas fique sabendo que eu sempre estarei aqui por você esperando. – sua promessa me faz corar enquanto eu mordo o lábio.

— Você é uma boa pessoa, Miguel! É um bom amigo. Merece ser feliz.

— Valeu. Ahn... você... você quer conversar?

— Obrigada. – nego com a cabeça. — Mas não acho que seja a coisa certa a fazer. – dou de ombros. — Ao menos, por enquanto. – pego em sua mão e sorrio. — Desculpe, Miguel. Você pode... pode ir curtir com a galera. – aponto para a pista onde nossos amigos dançam animadamente.

— Não. Não vou te deixar sozinha.

— Eu estou bem. Acho que só preciso ficar um pouco sentada.. – sorrio. — Tem como você conseguir água para mim?

— Claro! Fica aí que eu já volto!

— Okay.

Miguel se levanta da cadeira e caminha até o balcão do bar, falando com o barman.

Desvio meu olhar dele para o celular assim que o sinto tremer. Resmungo e atendo sem nem saber quem é.

— Alô?

Natasha, você ainda está bebendo?

— Quê? Quem é?

Sou eu, Natasha. Steve.

— Steve?

É! Steve Rogers! Para quem você ligou completamente bêbada no meio da madrugada! Está lembrada? – sua ironia atinge o centro de minha fúria. — E então? Ainda está bebendo?

— Olha, sinto muito que tenha te ligado. Sei que errei. Mas isso não te dá abertura para me controlar e cuidar de minha vida! Eu bebo se eu quiser e você não pode...

Está se arriscando, mocinha! Já passam de duas da manhã e eu estou aqui no meu carro procurando você feito louco!

— Ér... voc... você o quê? Está me procurando? – Steve me dá o silêncio como resposta. — Quer saber? Não importa! Não te pedi nada nem devo nada a você!

Não consegue nem ao menos ficar grata?

— Grata? Com você? E por que eu deveria ficar? Você me usa, humilha e tenta me comprar para conseguir um perdão meu e agora fica aí cobrando satisfações e me mandando parar de beber! Você é muito estranho, Rogers!

Natasha, você não entende. Eu faço isso para protegê-la.

— Oh, claro! Claro, claro! Proteger...! Só que não tem do que você me proteger!

Claro que tem! – afirma. — E, quando você descobrir, quer dizer, se quiser descobrir, entenderá perfeitamente o porquê de tudo isso.

— Não, Steve. – sinto meus olhos pesarem e arderem. — Eu nunca vou conseguir te entender. Por mais que já tenha quebrado a cabeça tentando, parece ser inútil.

Natasha? – ele me chama suavemente. — Natasha, por favor, não chore.

— É inevitável. – limpo as lágrimas com a mão esquerda. — Você só faz isso comigo. Só me faz chorar e me sentir uma idiota!

Nat, por favor, não chore. Não chore por mim. Eu não mereço alguém como você.

— Eu só queria... só queria entender o porquê de você ter me dito aquelas coisas. – minha voz sai falha. — Eu não cobrei nada de você, nunca tentei te mudar. Eu... eu nem sei em que eu precisaria te mudar. E jamais faria isso, de qualquer jeito.

Eu sei, eu sei. Você não fez nada de errado, Nat, mas eu mudei em algumas coisas. E isso é errado.

— O quê? Você não mudou.

Não me conhecia antes, Natasha. – diz após rir.

— Okay, mas... desde que te conheci, continua autoritário e irredutível.

Ao menos eu tento. Mas... você... porra!

— O quê? Eu o quê?

Steve suspira pesadamente do outro lado da linha, deixando minha pergunta solta no ar, como se eu não tivesse o direito a uma resposta digna. E eu tenho de fato?

— Por favor, obedeça e fique onde está. E sem beber mais!

— Steve, o que você...

Chego aí em um minuto.

Ele desliga e eu retiro o celular da orelha, vendo, pela tela, que nossa conversa durou quatro minutos e quarenta e três segundos.

Suspiro pesadamente enquanto Miguel se aproxima com uma garrafa d'água.

— Oi. Foi mal ter demorado. – diz.

— Tudo bem. – pego a garrafa e tento abrir, mas estou sem forças.

— Deixa comigo. – Miguel pega a garrafa de minhas mãos e faz força para retirar a tampa, fazendo a água transbordar um pouco antes que ele abra por completo. — Tome.

— Obrigada. – dou longos goles e sinto o líquido gelado descer por minha garganta. — Por que demorou tanto? – pergunto após deixar a garrafa pela metade.

— Tinha gente pedindo bebidas na frente. E as bebidas custam três dólares, mas sabe quanto custa a água?

— Quanto?

— Doze dólares!

— Como é? A água custa doze dólares?! Isso não é... crime?

— Bom, tecnicamente, a água foi um assalto, mas... – Miguel ergue os ombros e ri junto comigo.

— Caraca! Desculpe, Miguel. Eu vou te pagar.

— Ah, para. Eu estou te devendo bem mais do que doze dólares ao longo dos anos que somos amigos. Então deixa para lá.

— Isso aí! Ahn... eles ainda estão dançando, né? – olho para a pista de dança e só avisto Gwen e Peter, mas não consigo achar Rebby.

— É. Já vamos embora, Nat. Calma.

— Certo. – concordo. — Eu... quero pegar um pouco de ar fresco.

— Quer que eu vá com você?

— Não, não precisa. Obrigada. – visto meu casacão e saio de dentro do bar de cor azulada.

Ao pisar na calçada, o vento frio bate contra meu rosto e deixa minhas bochechas geladas. Noto que finos flocos de neve voltam a cair do céu, mas nem isso me dá vontade de fazer voltar para dentro do bar.

Passo as mãos cobertas pelas luvas pelos olhos e suspiro observando ao meu redor. Minha cabeça gira e meu estômago ainda está embrulhado. Oh, que sensação mais horrível!

— Oi. – ouço uma voz atrás de mim e me deparo com um homem moreno de olhos castanhos. — Tudo bem?

— Tudo.

— Qual é o seu nome?

— Ahn... é.. Na-Natasha. – minha cabeça está pesada, como se fosse cair de cima do meu pescoço a qualquer momento.

— Bonito nome! – ele fica ao meu lado. — Não é de origem americana, né?

— Não. – observo os traços de seu rosto se dividirem em dois. Estou diante de gêmeos? — Não, não é. É russo.

— Ah, sim! Russo! – o rapaz sorri e põe as mãos dentro dos bolsos de sua calça jeans. — Mas e você?

— O que tem eu? – ergo os ombros.

— Não vai perguntar como me chamo?

— Ahn... okay. – sinto tudo que está acontecendo ao meu redor ir em câmera lenta. — Qual... qual o seu nome?

— Sou o David.

— Ah! Oi, David! – estendo a mão, sentindo a quentura e textura de sua pele quando ele aceita meu cumprimento.

— Sabe, desde que chegou aqui, eu fiquei te observando. – seus dedos sobem por dentro de meu casaco e chegam a meu braço.

— Ah... é? – tento me soltar de seu toque pegajoso, mas estou sem forças.

— É... e preciso muito te dizer uma coisa, gatinha.

— Você? – ele assente e morde o lábio. — Dizer? Uma coisa?

— É.

— Dizer?

— É.

— Uma coisa?

— É, ruivinha.

— Então... você... quer dizer uma coisa para mim?

— Ruivinha! – David sorri e olha para os lados. — Escute, por favor.

— Ah, ér... bom... eu...

— Eu gostei de você, ruivinha!

— Ahn?

— Eu gostei.

— Quê? Mas você nem me conhece!

— Mas gostei.

— Não... calma. Sério?

— É. E muito.

— Oh... Deus, David. – meu estômago embrulha ainda mais e a náusea me consome. — Eu... eu acabei de te conhecer, não...

— Um beijo, ruivinha. – ele diz. — Um só beijo, você é linda demais, boneca!

— Não. – tento me soltar mais uma vez.

— Só um, ruivinha. Eu juro que é só um. – David insiste e aproxima seu rosto do meu enquanto me afasto o máximo que consigo.

— Não! Não quero isso!

Minhas mãos empurram seu peito para longe. Em outros tempos e em outras condições, eu já teria dado uma joelhada no meio de suas pernas apenas para começar. Mas no momento estou me sentindo letárgica e impotente. É como se eu fosse uma marionete sem forças para me mover por vontade própria. Oh, meu Deus!

— Ah, colabore comigo, gatinha. Venho tentando fazer com que repare em mim desde que entrou no bar, mas você não saía daquela mesa. E tinha sempre um cara com você.

— O nome dele é Miguel e ele é meu amigo! Tire suas mãos de mim!

Finalmente consigo me livrar de seus braços, mas meu momento de vitória dura pouco tempo. Ele volta a me puxar pela cintura e me apertar em seu peito.

— Vem cá, boneca!

— Eu não quero! – ele continua insistindo em me beijar, mas eu consigo virar o rosto. — Não! Não!

— ELA DISSE QUE NÃO, CARALHO!

De repente, estou livre dos braços do rapaz abusado e nojento e quase caio para o lado, mas sou segurada por outros braços. Fortes e acolhedores. O perfume caro e masculino invade minhas narinas. Hmmm... oh, Deus!

Steve Rogers me segura cuidadosamente contra seu peito enquanto olha para David com o ódio mais do que estampado em seus olhos.

O moreno imbecil fita a mim e a Steve e então volta a entrar no bar, deixando somente eu e o loiro na calçada.

— Você está bem? – Steve se vira preocupado para mim.

— O que está fazendo aqui? – minha visão ora me faz enxergar Steve, ora me faz enxergar seu clone.

— Eu vim te buscar. – responde. — Você está bem? Ele tocou em você antes de eu chegar?

— Não! Não, ele só está... ele só está bêbado. – fecho os olhos com força e seguro em seus braços para me manter em pé. — Eu me assustei, mas ele é só um idiota qualquer que acabei de conhecer.

— É, eu vi o quanto ele é idiota. – Steve ironiza. — Está tudo bem mesmo?

— Não... não, não estou me sentindo bem. – respiro fundo.

— O que foi? Você... oh! Merda! Venha cá.

Ele me puxa para um canto e chegamos a um beco. Steve anda mais um pouco comigo e me encosta contra uma parede de tijolos. Pendo a cabeça para trás e torno a fechar os olhos.

— O que está sentindo? – ele pergunta.

— Ér... eu vou... – não consigo terminar minha frase.

Inclino o corpo para frente e abro a boca, despejando vômito em uma forte e grande jorrada. Eca! Que gosto horrível!

A palma quente e grande da mão de Steve pressiona minha testa e segura minha cabeça enquanto continuo a vomitar. Com a outra, ele prende meus fios ruivos para trás. Ai, que vergonha! Você é uma total desengonçada, em, dona Natasha!

— Calma, calma. – Steve sussurra ainda cuidando de mim. — Respire fundo. Pronto. Já acabou.

Mesmo após expelir tudo que meu estômago pôde suportar em tais condições, continuo de cabeça baixa com as mãos apoiadas nos joelhos.

Steve puxa um lenço de cor branca de dentro do bolso de seu casaco e o estende para mim. Assim que o seguro, leio o nome Steve Rogers escrito no canto. Claro...!

Passo o pano por minha boca e a limpo cuidadosamente antes de erguer o olhar para Steve.

— Eu vou lavar e devolver para você junto dos livros e o documento com as propostas de emprego. – explico para Steve, que suspira em resposta.

— Depois nós resolvemos isso. – ele pega o lenço de minhas mãos e guarda novamente no bolso de seu casaco. — Está se sentindo melhor?

— Estou um pouco tonta e cansada, mas estou melhor. – passo a mão na testa.

— O que está fazendo aqui fora? – Steve enruga o cenho para mim. — Está frio pra caralho e um merda ainda tentou agarrar você!

— Não pode me culpar por isso! – empurro seu peito para longe. — Então a responsabilidade é minha se sou assediada por um babaca?

— Natasha...

— E que porra isso importa para você? – mais uma vez, eu afasto seus braços para longe de mim. — Você bem categórico comigo. Eu me lembro exatamente do que me disse! Então não perca seu tempo querendo me dar lições de moral!

Começo a me afastar de Steve com passos vacilantes e incertos. Ele segura meu braço e me puxa para perto quando eu escorrego na neve derretida.

— Foi você quem me ligou.

— É, eu liguei. Mas não pedi para vir aqui me buscar. – faço força e me solto mais uma vez. — Vá embora, Steve! Agora sou eu que estou pedindo para ficar longe de mim!

Nem consigo crer que estou sendo capaz de dizer essas frias e duras palavras para ele sem chorar, já que estou sentindo o nó em minha garganta se apertar e crescer.

— Natasha...

— Desculpe. – digo. — Ér... não quis ser grossa, ér... mas quero... quero que me deixe em paz. Você já me causou muito mal.

— Natasha, espera. – Steve segura meu rosto. — Deixa eu cuidar de você.

— Você foi bem claro. Quer que eu fique longe de você. E eu respeito isso, Steve.

— Não. Não, Natasha, não. Não a quero longe de mim. Eu até quero, mas... não consigo deixá-la longe. – ele olha no fundo de meus olhos.

— E por que me quer longe? – pergunto com a voz embargada. — Você disse que eu não tinha feito nada de errado, mas eu não vejo outra explicação para...

— Não, não. Eu falei sério, Nat. Você realmente não fez nada de errado, mas tenho medo de que eu faça algo com você.

— O quê? Como assim, Steve? Do que está falando?

— Você é diferente. – diz após me analisar dos pés à cabeça.

— Diferente? – ergo os ombros e passo os olhos pelo corpo. — Diferente como? Eu... eu tenho algum problema?

— Você pensa muito. – sua risada me faz corar. — Você é linda, Natasha! Não me refiro à sua aparência.

— Bom... então se refere a quê? – pergunto ainda envergonhada com sua acusação.

— À sua personalidade.

— E o que tem ela?

— É difícil. Forte. Ríspida. Você me desafia a todo momento, Natasha.

— Eu? – arregalo os olhos e sorrio incrédula. — Posso te perguntar se você também bebeu? – Steve solta uma longa risada acariciando meu rosto com os dedos.

— Você precisa parar de ser tão dura com você mesmo. Acredite, você tem muita personalidade, Natasha!

— Eu... ér... será que podemos voltar lá para dentro? Por favor.

— Quer voltar? – ele me faz assentir novamente. — Okay. Venha comigo.

Steve pega minha mão e nos conduz para a entrada do bar de cor azulada, logo em seguida, adentrando comigo e continuando a me puxar mais para o centro.

Penso que irá me sentar em uma mesa, mas percebo o caminho que estamos fazendo. Ah, não. Não, não, não. Steve, não! Pista de dança, não!

Faço um movimento com a mão para tentar me soltar, mas ele percebe, virando o rosto para mim e sorrindo sem parar de me puxar.

Com mais alguns passos chegamos à pista onde tem várias outras pessoas dançando. Tento achar Rebby ou Gwen e Peter, mas não consigo. Procuro também por Miguel e não o acho. Viro o rosto e vejo que Steve está com as duas mãos em minha cintura enquanto me encara atentamente. Um duelo interno se realiza em mim e eu pondero entre fugir ou permanecer em seus braços.

Steve movimenta o corpo e me incentiva a fazer o mesmo. Sorrio, envergonhada, iniciando o balançar de meus quadris junto dos seus. Levanto as mãos e tento descansá-las sobre seus ombros, mas ele as pega no trajeto e segura meus pulsos.

Não quero sorrir. Não quero mostrar que estou feliz e que esqueci de nosso último encontro, até porque eu não me esqueci. Mas não consigo evitar de me perder na linda e sombria cor azul de seus olhos. E, tampouco, não sorrir ao vê-lo sorrir.

Por mais que eu esteja negando para mim mesma, meu corpo queima por dentro a cada aprofundamento de toque que trocamos. Quero correr e ao mesmo tempo me atirar em seus braços. Quero estapeá-lo e ao mesmo tempo beijá-lo. Quero pedir que vá embora e que não me procure mais e, ao mesmo tempo, que fique comigo para sempre sem que nunca mais me deixe sozinha.

Steve olha dentro de meus olhos e encosta a testa na minha. Seria um momento mais do que perfeito para nos beijarmos, mas acabei de vomitar. Meu hálito não deve estar nada bom. Fecho os olhos com força e finjo estar passando mal.

— Está tudo bem? – ele me pergunta de maneira preocupada.

— Não quero mais dançar.

— Está se sentindo mal?

— Um pouco. – desvio meu olhar do seu.

— Natasha, olhe para mim. – sua ordem me faz obedecê-lo. — O que está sentindo?

— Preciso sentar. Quero ir para casa. Estou cansada.

Steve suspira e checa seu relógio de pulso. Ele olha para os lados e me conduz até a porta de saída.

— Espere aqui.

— Aonde você vai?

— Avisar a Fury que iremos embora.

— Fury?

— Meu motorista.

— Ah. Ah, mas... ma-mas... eu vim com Rebby. Não posso ir embora com você sem avisar a ela. Ficará preocupada comigo.

— Okay. – Steve diz após dar um longo e profundo suspiro. — Fique aqui.

— Mas...

— Não.Saia.Daqui, Natasha. – ele me olha atentamente a cada palavra que pronuncia.

Ordens, claro...!

Fico na ponta dos pés e me estico para ver com quem Steve conversa. É um rapaz que dança ao lado de Rebecca e assente a tudo que Steve diz.

Minha amiga presta atenção em cada palavra que eles trocam antes de segurar o ombro de Steve e murmurar alguma coisa para ele. Steve parece assentir ao que Rebby diz, pois a vejo lhe lançar um sorriso superior antes de voltar a dançar com o rapaz com quem Steve conversava antes.

— Pronto! – ele volta até mim.

— Pronto o quê?

— Já avisei para sua amiga que irá embora comigo.

— E o que ela disse?

— Ela concordou e me ameaçou. Sua amiga é estranha.

— Rebby ameaçou você? – repito, rindo, mas Steve não ri de volta. — O que ela disse? E por que ela é estranha?

— Ela me disse para eu me comportar e tomar conta de você se eu quiser acordar com mãos amanhã. – responde e eu me sinto corar. Que droga, Rebby! — E ela é estranha porque também disse que sabe que eu irei fazer o certo. Para o meu próprio bem.

— Ah... hm... é apenas seu papel de melhor amiga. – saio em defesa de Rebecca ainda rindo. — Mas quem é aquele cara conversando com ela? – aponto na direção deles e Steve olha rapidamente para trás antes de se voltar para mim.

— Um amigo meu. – diz.

— Amigo?

— Sim. Ele se chama Samuel, mas nós os chamamos de Sam.

— Sam... – assinto com seu nome na língua. — Ele parece legal! Rebby está se divertindo. – sorrio, mas minha visão volta a ficar turva e minha cabeça, girar.

Natasha? – a voz de Steve parece estar a metros de distância de mim. — Natasha?

— Você... você está girando... – passo as mãos por meus cabelos e respiro fundo. — E a sua voz está longe, longe...

Seus braços me seguram fortemente enquanto eu continuo a rir, mas ao perceber que a cor azulada do bar vai ficando escura, sinto meu sorriso se desmanchar lentamente.

— Acho que eu vou... acho... acho que eu vou... des-desmaiar.

— Desmaiar? Agora?

Tento responder, mas não consigo sentir nem ouvir mais nada. Minha visão fica escura e, antes que possa atingir o chão, sou amparada por braços musculosos e protetores. E um sono profundo e pesado me domina.

Notas finais
O que acharam, babies??? Fofo o Steve cuidando da Nat? Ou... estranho o papo que eles tiveram? Hahaha please, comentem!!! Estou sentindo falta de MUITOS leitores que comentaram no início e desapareceram agora :( Por favor, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem :3 Beijocas! Ps: sei que tem muita gente me pedindo para atualizar a fic EVANSSON, mas preciso de que me mandem as perguntas para a entrevista que montarei com Scarlett e Chris. Sem perguntas, não posso elaborar uma boa entrevista, construindo um bom capítulo :/