I Put a Spell On You 🔞
44 Capítulo 44 — Dirty Past — *Bônus*
Notas iniciais
Antes de tudo, só tenho a agradecer a todos vocês! Hoje, a fic completa um ano de existência.
Meus amores, muito obrigada por TUDO! Por todos os comentários, recomendações, acompanhamentos, favoritos, incentivos, ajuda, apoio... sem vocês, não teria chegado até onde cheguei. Foram e são VOCÊS que levam essa história adiante. Sem vocês, nada disso existiria.
Muito obrigada! Ser escritor é sentir... sei lá, não dá pra explicar. Mas é muito gratificante e emocionante. Pessoas que eu não conheço, que nunca vi na vida, que, certamente, jamais chegarei a conhecer... mas que são próximas, são gentis, bondosas, amigas... vocês são grandes amigos virtuais! Espero manter contato com vocês pra sempre! Amo todos, sem exceção! Nessa trajetória, assim como conquistei, também perdi leitores.
Quero agradecer aos que estão comigo desde o início. Aos que se foram, eu agradeço por marcar presença no início hahaha e, se quiserem voltar, serão MUITO bem vindos :3
Anyway... o capítulo de hoje, apesar de ser um bônus, é pequeno, pois eu não tive tempo de programá-lo no decorrer das últimas semanas e o escrevi hoje. Eu o dedicaria para Miss Lovatic. Baby, como está pequeno e simples, decidi que o próximo será pra você, tudo bem? Espero que goste!
O capítulo de hoje é um presente a todos vocês, leitores amados e fiéis! Está pequeno e sem grandes emoções, mas é de coração.
FELIZ ANIVERSÁRIO DA FANFIC!!!
Tradução do capítulo: Passado Sujo

Quando se movimenta, os cabelos da cor do vinho que tomamos há dias atrás caem sobre seus ombros, costas e seios. O brilho vivo e sedutor embriaga ainda mais todos os meus sentidos e eu me sinto novamente perdido e preso em seu veneno de paixão.— Toque em mim, Steve.A voz é doce e aveludada como seda, mas contém uma gota de amargura e audácia. É como mel que fora congelado.Minhas mãos criam vida e eu acaricio suas coxas. Quando chego à altura dos quadris, sinto algo arder em meu torso esquerdo. Vejo que fora um tapa.— Não é carinho, Capitão. É poder. Vamos! Seja homem! Bata em mim!A exigência é excitante e inconsequente. E, antes que pense duas vezes, ergo minha mão e lanço um tapa em sua barriga.O desenho de meus dedos fica exposto em sua pele branca feito porcelana. Eu quase tenho pena de marcá-la. Quase. — Isso!— ela sorri e eu sei que a conquistei. — Isso, meu Capitão! Sou toda sua. Agora me possua. Venha, irei te ensinar tudo sobre o nosso mundo.— Não!Subitamente, abro os olhos e me sento na cama. Estou suado e com batimentos cardíacos acelerados. Imagens do sonho recente ainda rodam em minha cabeça, fazendo com que minhas têmporas latejem.Merda, Rogers! Por que sonhou com isso, com ela, de novo?Solto o ar com força e logo sinto uma mão se esgueirar pelo meu braço. Murmúrios incompreensíveis são ditos ao meu lado e eu noto onde e com quem estou: Los Angeles, meu quarto, Natasha. Okay. Mas eu dormi com ela? Como? Por quê?Oh! Claro! Balanço a cabeça ao me lembrar que costumo não ter pesadelos quando durmo com Natasha. Bem, parece que houve uma falha hoje. Não foi pesadelo, Rogers. Nem sonho. Foi uma lembrança. Ah, merda!Ainda frustrado, solto um suspiro e olho de soslaio para Natasha. Isso não me satisfaz e eu decido observá-la melhor.Ao virar o rosto, posso contemplar o de Natasha. Limpo, angelical e sereno. Seus lábios rosados e inchados estão levemente abertos. A brecha de ar por ali entra, por ali sai. Tenho vontade de passar os dentes e língua pela abertura, mas decido deixá-la dormir. E, em vez de me levantar e começar a tocar piano ou socar alguma coisa, eu decido deitar de lado e vigiar seu sono.Cuidadosamente, eu me ajeito na cama e repouso a cabeça sobre o braço esquerdo flexionado que aconchego contra o travesseiro. A mão de Natasha continua esticada em minha direção e, com meu outro braço, eu seguro em seus dedos. Ela se mexe, mas não acorda, e eu respiro aliviado. Deus! Ela é linda!Ao me aproximar ainda mais de seu corpo, ergo o olhar e analiso melhor seu rosto. Natasha parece tão despreocupada e leve enquanto dorme. Meus dedos coçam para que acaricie sua pele. Para que eu sinta sua leveza. Sua maciez. Mas não consigo desviar a atenção de assistir ao seu lânguido sono.— Steve...Pisco várias vezes.— Nat? – indago e ela continua em silêncio. Mas eu poderia jurar que...— Steve...Natasha se mexe e aperta os olhos. Suas pálpebras tremem e eu mal posso respirar.— Steve, não vá...Seu rosto se contorce e Natasha aperta minha mão.— Nat? – eu me aproximo mais e toco sua bochecha. — Nat?— Não me deixe. – seus olhos se apertam junto de seus lábios. — Eu não vou a lugar nenhum. – sussurro.— Não me deixe, Steve. Não me deixe... – Natasha puxa o ar e aperta minha mão novamente. — Não quero ficar sozinha. Eu quero você.— Shhhh! – beijo seu rosto enquanto acaricio seu torso. — Está tudo bem, eu estou aqui. Não vou te deixar sozinha. Jamais. Eu prometo.Minha fala trai a consciência de minha alma. Se é que você tem alguma, Rogers. Janeiro está acabando e isso levará o contrato junto.Merda! Merda! Fecho os olhos com força e puxo meus cabelos loiros com o uso da mão que está embaixo da cabeça. Dias. Posso contar nos dedos os dias que me restam com Natasha. Depois, tanto ela quanto eu seremos livres e talvez distantes um do outro. Conheceremos pessoas novas. Teremos relações novas. Vidas novas... não! Ela é minha!Aproximo o rosto de seus cabelos ruivos e aspiro seu aroma. Ela cheira a mim, a suor, a sexo e ao melhor bálsamo: Natasha.Sem perceber, minha mão solta a dela e se dirige ao seu rosto. Dedos teimosos acariciam sua pele macia e levemente transpirada. Natasha se remexe e treme os olhos. Eu permaneço imóvel por um tempo esperando que ela volte a se acalmar. E, quando o faz, eu suspiro repreendendo a forte saída de ar que insiste em escapulir de dentro de minha boca.
— Não... eu não quero.Natasha volta a resmungar e eu reprimo a vontade de rir que me surge.— Minha linda, por que você fala dormindo? – indago num sussurro calmo e baixo. — Com o que está sonhando? – acaricio seu rosto. — Nat?— Não, eu não quero isso... – ela se contorce. — Steve... por favor... me toque.O sonho! O sonho que tive com ela. Ela! Havia me pedido a mesma coisa e eu atendi. Não, não, Rogers! Natasha não é ela! Não é! Lembre-se disso, lembre-se disso!Fecho os olhos com força e me forço a limpar toda a minha mente. As imagens sujas e podres do sonho recente ainda insistem em ocupar cada cantinho de minha memória. E o pior é que o sonho que tive não fora apenas um devaneio.Minha consciência bate na tecla de que fora uma lembrança do meu passado imundo. Aconteceu! Cada conversa, cada ato, cada pedido — tudo! Eu revivi. Minhas pálpebras tremem e eu mordo o lábio. Não! Isso tem que parar!ZUMMMMMMeu celular vibra sobre o criado-mudo ao meu lado. Eu me apresso em pegá-lo para que o barulho não acorde Natasha. Aperto o botão do meio e vejo que tem uma mensagem de Peggy. Desbloqueio a tela e leio o que tem escrito.Merda! Sinto a passagem de ar se fechar e quase me sufoco. Meu peito queima e meus olhos se arregalam. Merda! Isso tinha que acontecer logo agora?! Ela não podia ter me avisado antes?!
Notas finais
E aí? Ficou ruim? Médio? Bom? Grande merda? Desculpem se foi abaixo da expectativa de vocês. Fiz o capítulo quase agora :/
Muito obrigada por todos os 1.304 comentários, 258 acompanhamentos, 117 favoritos, 19 recomendações e 38.978 visualizações!!
Viva à "I Put a Spell On You"!!!!!
Beijocas e até a próxima!
Ps: perdão, se houve erro de digitação
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