I Put a Spell On You 🔞
39 Capítulo 39 — Normal People
Notas iniciais
Oi, babies!!! Estou postando agora porque, no domingo, teve a prova da 1ª fase da UERJ, e eu fui fazer. Cheguei cansadinha em casa e procurei relaxar um pouco e fazer alguns deveres pra semana. Fiquei de postar ontem mesmo, mas não deu :/
Anyway... o capítulo de hoje é dedicado à Jessie J, pela linda recomendação que ela enviou à fic. Thanks, baby! O capítulo está simples, mas eu espero que você e os outros leitores gostem ^^
Aaaand... hoje é meu aniversário!!!! Oba, parabéns pra mim!!! Chris Evans, Kat Dennings, Aaron Johnson, Stellan Skarsgård e yo fazemos aniversário no mesmo dia *------*
Anyway... perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem :3
Tradução do capítulo: Pessoas normais
Nossa! é a primeira coisa que sai de minha boca assim que Steve abre a porta de sua casa para mim.
— O que foi?— Você.— O que tem eu?— Não parece gostar muito disso. – Steve faz um gesto com a mão ao redor de sua sala de estar.— Disso o quê? Como assim?— Dinheiro.— Dinheiro? – repito incrédula antes de soltar uma risada nervosa. — Como alguém não gosta de dinheiro.— Não sei. Diga você. – ele cruza os braços e me encara em desafio.— Ahn... – pisco para me atentar à situação. — Eu não sei de onde tirou isso, mas...— De você, Natasha!— De mim? – pressiono um dedo em meu peito. — Como? Quando foi que eu te disse algo assim?— Você não precisou dizer, mas eu percebo seu comportamento diante de luxo.— Steve... – solto um suspiro cansado ao coçar os olhos. — Não é isso. É que... eu... eu gosto de conseguir as coisas por mérito próprio.— Mas não precisa. Você tem quem te ajude. Tem quem te estenda a mão. Você não precisa lutar por riqueza nem conforto.— E é justamente por isso que eu me cobro tanto! – exclamo indignada. — Sim, meus pais têm boas condições financeiras. Mas eu não moro mais com eles. Eu saí de casa aos dezoito anos, Steve. Eu moro sozinha há quatro. Eu trabalho e quero me manter de forma independente. Não quero precisar do dinheiro de meus pais nem viver às custas do trabalho deles a vida toda! Isso é humilhante para mim! Sim, minha mãe tem uma ótima casa em Los Angeles! Você viu! Mas isso não quer dizer que eu tenha que ter o mesmo em Manhattan! – finalizo ao cruzar os braços.— Eu... eu entendo isso. – Steve olha em meus olhos. — Realmente. E admiro também. Só queria entender por que você se comporta assim... tão... teimosa.— Teimosa? – solto uma risadinha antes de concordar. — É, pode ser. Talvez seja mais orgulho do que teimosia. Meus pais sempre me ensinaram a lutar pelo que acredito. Eles me ensinaram a ser independente desde pequena. A correr atrás de minhas próprias coisas e saber resolver meus problemas. Então é mais um instinto. Eu cresci em meio a coisas caras e sofisticadas. Sim. Mas essa não é a minha atual realidade. Eu não ganho tanto para isso, então tenho que viver de acordo com meu padrão atual. E o meu padrão atual é aquele de Nova York. O aluguel é caro. Mas ainda é um caro que eu consigo ajudar Rebecca. E estou feliz com isso. Não preciso de muito. Há pessoas que não têm nada. Do que eu devo reclamar?Steve me encara de maneira afetuosa e conflituosa antes de concordar com a cabeça. Parece que ele foi levado para um tempo distante e perdido. Não sei se devo perguntar alguma coisa, mas arrisco do mesmo jeito.— Tudo bem?— Sim. – ele sorri e dá de ombros. — Quer um tour pela casa?— Eu vou adorar! – sorrio empolgada.— A vista do terraço é a melhor de todas!— Por quê?— É alta. Dá para ver Los Angeles num ângulo muito melhor!— Legal!— Ainda tem uma sala de treinamentos.— Sala de treinamentos? Tipo uma academia?— É, basicamente isso. Tem saco de areia, tatame, pesos, esteira... tem vezes que venho para cá para relaxar. Fiz a mesma coisa com o apartamento em Manhattan.— Entendo. – minha cabeça balança levemente.— Em outros tempos, nós nem viríamos para cá.— Por quê?— A casa passou por uma reforma recente. Teríamos que ir para um hotel.— Não teria problema para mim. – sorrio docemente. — Ou você poderia dormir lá na casa de minha mãe. — ofereço apenas para ganhar um outro sorriso de Steve.— Obrigado! Mas eu gosto mais de hotéis.— Por quê?— A cobertura. – ele suspira profundamente. — São altas. Bonitas. É o melhor para mim!— Por quê?— Gosto do alto.— Gosta?— É. Tenho uma ideia de...— Poder? – parece que chuto uma ferida aberta, pois Steve fica tenso.— Sim. Sim, no alto eu posso ver qualquer coisa. – explica antes de afastar para retirar seu casaco.— E também não pode ser alcançado. – estou decidida a conseguir arrancar algo dele.— Natasha, não comece.— Com o quê? Não comece com o quê, Steve? Você nunca deixa eu começar com nada. – esfrego as mãos contra o tecido bege de meu sobretudo. — Poxa! O que tem de mal em conversarmos?— Conversarmos? Como pessoas normais?— Pessoas normais? – levanto uma de minhas sobrancelhas ruivas. — Então é assim que qualifica os outros?
— Bem...— Por quê? Por que isso, Steve? O que você é afinal?— Eu sou qualquer coisa, menos alguém normal.— Você se menospreza muito. – ando em sua direção e pouso as mãos em seu peito por cima da camisa. — É errado. Isso que faz é errado, Steve. Você deve se valorizar mais.— Não, não devo. E não, não é errado!Franzo o cenho ainda sem tirar as mãos de seu tórax. Como ele pode se achar uma pessoa diferente? Como ele pode se achar uma pessoa não normal? Como... como?! Seja o que for que tenha acontecido em sua vida, todos são normais. Ou então ninguém é normal. Acho que acredito mais nesta segunda opção do que na primeira.— É, sim. Você é uma pessoa, Steve! Uma pessoa normal. Ter problemas não torna ninguém anormal. Sendo assim, não existe ninguém normal em todo o mundo.— Bom, sugiro que escreva isso em sua tese, Srta. Romanoff.— O quê?— É. Sua mãe me disse que está preparando uma dissertação para apresentar ao estágio que começará na Minds Manhattan, não é verdade?— Ér... sim. Sim, é verdade, mas...— Espero que consiga! Com esse ponto de vista irá longe!— Você é tão cretino! – sem querer, solto a exclamação que estava presa em meu interior me sufocando há tempos.— Como é? – Steve caminha para perto de mim e, rapidamente, suas mãos agarram os meus braços. — O que foi que você disse?— E o que você vai fazer? – eu me solto bruscamente de seu toque. — Vai me castigar? Vai me punir? Por quê? Por eu ter dito que você é cretino? Você não se considera uma pessoa normal e vai me punir por eu ter te chamado de cretino? É isso?— Não... – lentamente, ele nega com a cabeça. — Tem razão. Eu não mereço... quer dizer, você não merece punição por isso. Eu sou mesmo um cretino.— Tem vezes que eu tenho a impressão de você se fazer de coitado. – cruzo os braços vendo que Steve sorri de modo desafiador.— Você está torrando a minha paciência.— Okay, melhor eu ir embora. – dou meia-volta, mas Steve segura minha mão.— Não, você não vai. É tarde para você andar sozinha.— Não é, não. E eu não sou nenhuma criancinha perdida!— Natasha...— Eu vou embora. – afirmo e vejo que ele corre até a porta. — O que é isso? Vai me prender aqui?— Natasha, eu te trouxe aqui para ficarmos juntos. Não quero que vá.— E por quê?— Porque... ér... eu quero ficar com você.Droga! Você realmente precisa falar com esta voz? Precisa fazer esta carinha? Precisa me olhar com estes olhinhos doces, azuis e gentis? Você é um tremendo de um manipulador filho da puta, Sr. Rogers! Shiiiiu, menina! Nem se atreva a colocar seu pensamento em voz alta!— Está bem. – suspiro derrotada. — Eu fico. Mas com uma condição.— Qual?— Pare de agir como um idiota. – ergo os braços e seguro seu rosto. — Steve, você é especial. Por que é tão difícil de acreditar nisso? Por que é tão difícil de acreditar em mim? E, acima de tudo, por que é tão difícil de acreditar em si mesmo?Tenho a sensação de estar presenciando uma batalha interna de Steve. Seus olhos se focam nos meus. Ele parece estar buscando uma resposta honesta, uma resposta que irá reerguer todos os muros que ele construiu ao seu redor e que eu acabei derrubando.— Vamos tomar um banho.É tudo o que ele diz. E, com um suspiro frustrado, eu aceito o toque de sua mão na minha enquanto seguimos em direção às escadas que nos levarão ao segundo andar da casa.⚫⚫⚫Estou num sono calmo e gostoso quando algo treme em meus dedos. Abrindo os olhos, vejo que meu celular vibra sobre o criado-mudo e minha mão está esticada para fora da cama em cima do Iphone.Rapidamente, subo os lençóis para cobrirem meu torso nu e me sento pegando o aparelho.— Alô?— Natasha! – a voz de minha mãe soa desespero e a culpa me corrói.— Mãe? Oi, mãe. Tudo bem?— Sim, querida! Desculpe te ligar. É que você não nos deu nenhum retorno ontem.— Eu estou com Steve.— Ah, sim! Que susto! Eu sei que já é adulta, mas poderia ter nos avisado. Fiquei preocupada.— Mãe, desculpe. Eu tentei falar com você, mas ninguém atendia.— Poderia ter ligado para outra pessoa, filha.— Eu sei. E eu liguei. Liguei para o celular de Robert, mas estava caindo na Caixa-Postal. Também tentei ligar para Sebastian. E ele chegou a me atender.— Chegou?— Sim, mãe. Eu pedi para ele te avisar que eu dormiria com Steve.— Querida, ele não me disse nada.— Sinto muito, mãe. Desculpe. Não queria que ficasse preocupada.— Eu sei, meu bem. Mas eu fiquei. Sou uma boba!— Por que não me ligou antes?— Liguei várias vezes! – mamãe exclama. — Mas você não atendia. Eu mal dormi durante a noite.— Mãe...— Pensei que tivesse te acontecido algo. Até cheguei a ligar para Nathan.— E o que ele disse?— Disse que você havia ido embora com Steve. Fiquei mais tranquila e consegui dormir por três horas, mas acordei logo depois.— Mãe, desculpe.— Tudo bem. Agora o susto passou. Vocês só cansam a minha beleza!— Okay, mãe. – sorrio com sua preocupação. — Desculpe. Quer que eu vá para casa?— Não, querida. Pode ficar aí e... espere! Aliás, onde você está?— Na casa de Steve. Provavelmente ele me acompanhará até aí mais tarde.— Está bem. Vou bater no seu primo agora. Beijos, querida! Eu te amo.— Também te amo, mãe. – eu me despeço com uma risadinha antes de encerrar a chamada.Ponho o celular sobre o criado-mudo e volto a me deitar na cama. O quarto de Steve é amplo, moderno e bem iluminado! Tudo a ver com ele!Ao me mexer para o lado, sinto minha intimidade arder e meus quadris doloridos protestarem. Lembranças de ontem à noite invadem minha mente. E eu sorrio feito uma menina ao me recordar de todos os toques de Steve em minha pele.Ele amarrou meus pulsos na cama, mas me beijou e me tocou com cuidado. Tirando a parte de eu ficar presa com o uso de seu cinto de couro, a noite foi leve. Eu poderia quase comparar com a nossa primeira vez. Quase.A textura de sua pele em contato com a minha foi tão macia quanto a textura de seda. Ele me beijava como se não houvesse amanhã. E, diante disto, eu fico refletindo sobre o que ele me dissera. Não consegue perceber que é você quem está me mudando?Deus! Será verdade? Eu realmente estou mudando Steve Rogers? Em qual quesito? No da paixão? Ele não ama ninguém. Menina, eu não gosto de concordar com você, mas é preciso fazer uma vista grossa. E Steve realmente tem mudado em algumas reflexões por você. Little Red, ele continua a querer me castigar. Ainda não dormimos juntos. Eu ainda não posso ser autônoma. Ele ainda me domina, amarra e me manda usar aquele batom ridículo! Vá com calma, Natasha. Não force. Dê o espaço que ele pede. Ele a reconheceu como namorada. Leve isso em consideração. Eu sei, Little Red. E eu acho que foi uma grande prova de... ér... de quê? De amor? Posso chamar assim? Little Red! Espere ele dizer, menina. Eu estou esperando. Esperando há muito tempo. Mas eu não sei se aguento esperar mais. Eu só tenho mais alguns dias.▪️▪️▪️O cheiro de café fresco adentra minhas narinas e eu me apresso em descer o restante de degraus que faltam para que chegue à sala. Como não encontro Steve por aqui, resolvo continuar meu caminho até cruzar a cozinha. Levo um susto ao notar um senhor servindo seu café. Parece estranho ter alguém que não seja a doce Sra. Benson cuidando de nós por perto.Eu me aproximo lentamente tentando não denunciar minha chegada, mas o mordomo de Steve sorri educadamente para mim antes de me cumprimentar.— Bom dia!— Bom dia! – devolvo ao passo em que termino de amarrar o roupão azul de Steve e sorrio timidamente.— Oi, Natasha! – Steve me olha de cima a baixo. — Este é Asier Molina. Ele mora na casa de hóspedes com sua família e me atende quando venho para cá. Asier, esta é Natasha Romanoff.— Muito prazer. – estendo minha mão para o senhor.— Prazer, senhorita! – seu sotaque mesclado entre inglês e espanhol fascina meus ouvidos. — Café?
— Por favor. – eu me sento no banquinho ao lado de Steve antes de Asier encher minha xícara. — Obrigada!— O que gostaria de comer?— Ahn... hm... – meu estômago ronca enquanto eu penso. — Um pouco de ovos mexidos e bacon. Por favor.— É para já! – Asier se afasta com um sorriso antes de se voltar para o fogão.— Cadê o meu beijo? – a pergunta de Steve me faz corar antes de eu debruçar o corpo e pressionar meus lábios nos seus. — Hmmmm... bem melhor!— Para! – solto uma risadinha tímida e volto a me sentar corretamente.— Está usando apenas este roupão? – seu olhar desce para meu corpo novamente.— Bom... sim.— Não tem nada por baixo?— Pele. – Steve suspira com minha resposta. — Por quê? Ér... quer que eu tire seu roupão? – indago e ele não responde. — Desculpe, Steve, eu...— É claro que você pode vestir o roupão!— Mas...— Se quiser tirar, eu também não serei contra, Srta. Romanoff. Mas não aqui. – minhas bochechas queimam e eu olho para baixo.— Ahn... certo, mas por que ficou bravo?— Não fiquei bravo.— Mas você...— Fiquei apenas surpreso.— Surpreso?— É. E excitado. – uma risada infantil vibra por minhas cordas vocais.— Excitado também? Por que ficou surpreso e excitado?— Você sabe! – sua exclamação me faz corar e parar de rir. — Minha vontade é de te jogar nesse balcão e te mostrar o porquê de eu ter ficado excitado!— Steve... – arrisco um olhar para Asier, que ainda está distraído com meus ovos mexidos.— Dormiu bem?— Como um anjo.Penso em conversar sobre nossa noite anterior. Em como senti que Steve fora carinhoso e atencioso, mas decido não forçar a barra. Quero continuar desfrutando deste café da manhã calmo e apaziguante.— E você?— Também. Gostou do quarto?— Claro! Gostei da casa toda! – afirmo e Steve sorri.— Que bom! Pode passar o dia aqui.— Obrigada, mas eu combinei com a minha mãe que voltaria para casa.— Ah.— Mas podemos fazer coisas juntos. O que acha?— Tipo...?— Não sei. O que acha de... ah! – estalo os dedos em frente ao rosto e Steve sorri.— O que foi?— Meu primo terá uma apresentação de Stand-Up hoje à noite. Quer ir?— Hmmm... rir e se divertir? – Steve pondera o convite. — É, parece que eu estou precisando disso.— Ér... algum problema? – pronuncio as palavras com máxima cautela estudando as expressões de seu rosto. — Quer conversar?Eu estremeço quando Steve suspira e fecha os olhos. Logo, ele os abre e se debruça ao pegar minha mão esquerda nas suas.— Não. Obrigado. Eu entendo que se preocupe, mas não é preciso. Agradeço sua atenção.— Não precisa falar assim. – eu me solto de seu toque e ele franze o cenho.— Assim como? Eu fui educado.— É, até demais!— Natasha, o que queria que eu dissesse?— Não sei, Steve. Algo sincero. Que até mesmo dissesse que iria me castigar. Mas, ao menos, eu saberia que estaria sendo você.— Ahn? Do que está...— Pareceu uma gravação. – bufo e ele comprime um sorriso. — Senti falsidade. Realmente, você foi educado. Mas não foi você.— Ah, então a minha sinceridade exala má educação?— Não! Quer dizer, às vezes. – sem saber o que responder, ergo os ombros e coro. — Você entendeu.— É, eu entendi. – Steve sorri e acaricia meu rosto. — Não quis ser grosso com você. E muito menos mesquinho e falso. Tudo bem?— Tudo. – não resisto ao seu doce e gentil olhar. — Mas está tudo bem mesmo com você?— Sim. – responde. — Quando eu estou com você, tudo fica bem. – sua fala faz meu estômago revirar e meus olhos brilham. — Então, nosso programa para hoje é Stand-Up?— Hmm... ér... sim. Quer dizer, não sei o que faremos depois, mas sim. — Okay. – Steve cruza os braços e me assiste a tomar café quando Asier me entrega meu prato com ovos mexidos e bacon.— Obrigada! – sorrio em forma de agradecimento antes de ele voltar ao fogão. Dou a primeira mordida no bacon e ainda sinto o olhar de Steve sobre mim. Ele percebe meu desconforto e acaricia minha coxa.— Já te disse que adoro ver você comer?— Já. – luto contra o desejo de revirar os olhos. — Mas eu não sei por quê!— Você é muito magrinha. – diz. — Tem bunda, tem peitão, mas é magrinha.— Steve! – meu rosto cora, mas eu empurro a vergonha para fora e abro espaço para a curiosidade entrar. — Ér... eu tenho bunda?— Tem. – Steve sorri amplamente. — E é uma delícia apertar!— E peitão?— Oh, também são uma maravilha! – Steve foca seu olhar em meus seios.— São grandes? Acha que são grandes?— São perfeitos! – exclama. — Você é linda, Natasha! Não blasfemo quando digo que você é gostosa!— É difícil de acreditar. – como mais um bacon. — Sempre achei que meu corpo fosse comum.— Jamais diga uma coisa dessas novamente! – grunhe e eu me assusto. — Você é perfeitamente linda! Por que acha que eu tenho tanto ciúme?Minha língua arde para que eu diga "insegurança", mas eu consigo conter o atrevimento de minha suposta coragem.— É... acho que está explicado. – coro. — Mas você não deve sentir ciúme. De ninguém, Steve. Só tenho olhos para você.— Bom! – noto que ele se esforça para não exibir um sorriso gentil. — Eu vou tomar um banho. Quer se juntar a mim?— Estou dolorida. – faço uma careta quando movimento os quadris. — E com fome.— Oh! Okay. Minhas mais sinceras desculpas, linda.— Tudo bem. Valeu a pena. – pisco e Steve gargalha.— Sua sapeca!!! – ele segura meu rosto e fita o fundo de meus olhos. — Coma tudo, certo?— Uhum. – afirmo com a cabeça e Steve beija meus lábios.Sua textura é doce e macia e eu aprecio seu toque gentil. Continuo a beijá-lo com calma e ternura, apenas aproveitando todo o seu carinho. Este é o Steve que eu anseio em ter. Posso mudá-lo. Posso conseguir configurá-lo! Não que eu não aceite sua personalidade. Eu o amo. Simplesmente o amo. Como eu poderia não aceitá-lo? Mas eu também quero que ele aprenda a dividir seus problemas. Que ele aprenda a confiar. A respeitar. A ouvir.Em alguns momentos, é como se Steve só tivesse tamanho e idade, mas ainda fosse um garoto perdido e assustado e que precisa de amparo. Eu estou disposta a ser a mão que o guiará. Mas ele precisa aceitar. Ele precisa me deixar entrar em seu coração. Precisa aceitar meus braços ao seu redor o protegendo. Ele precisa... ele precisa aceitar que eu o amo.▪️▪️▪️O resto do dia se passa como a velocidade de um relâmpago e a noite chega. Uma noite fresca e alegre.Agora, Sebastian e eu estamos no camarim o qual ele divide com outros artistas. Observo meu primo ensaiar algumas falas em frente ao espelho retangular, rindo quando ele mesmo ri de suas piadas e improvisações.— E aí? – ele se vira para mim e me encara com uma sobrancelha erguida. — O que acha?— Ahn... bem... eu acho que você vai se sair bem. – pisco e Sebastian bufa em minha direção.— Natasha, eu estava ensaiando o show para você! Não prestou atenção em nada?— Ahn? Não! Quer dizer, sim! Sim, claro que eu prestei, Sebastian! Mas é que... bom, cada um tem uma opinião.— Eu sei disso. Mas a sua é a que me importa, aqui e agora. – afirma e eu sinto como se minhas cordas vocais tivessem sido cortadas por uma tesoura afiada. — Só me diga se gostou ou não.— Eu gostei... – minha voz sai baixa e cautelosa, pois eu não ouvi muito do que Sebastian dissera. — Você é talentoso.— Tá bom, Natasha. Chega disso! – meu primo bufa mais uma vez e solta seus papeis sobre a bancada antes de se jogar na cadeira. — O que está rolando?— Ahn? Como assim? – cruzo os braços e me sento ao seu lado.— Você entendeu. Está estranha. O que foi? Steve?— Não. Não, não, não tem nada acontecendo.— Olha, eu te perguntei isso uma vez e você não respondeu. Eu tomei o seu silêncio como resposta, mas agora quero que você fale.— Sebastian...— Ele é seu namorado? É ele o cara de quem Peggy falou e você também?O rubor sobe por meu rosto e eu abaixo o olhar. Uma antítese acontece dentro de mim. Quero lhe responder a verdade, mas também não quero que ele saiba.— É, acho que vou ter que tomar seu silêncio como resposta. Mais uma vez.— Sebastian... – ele ergue suas sobrancelhas indicando que eu continue. — Ér... é um assunto muito pessoal. Por que as perguntas?— Nada. Curiosidade. – Sebastian dá de ombros.— Por quê?— Porque você está mais desligada do que o normal! – meu primo me encara de frente. — Esse cara está sugando sua vida toda! Acorda, Natasha!Deixo suas palavras me adentrarem enquanto reflito sobre todas elas. Steve está sugando minha vida? Como assim? Eu vivo em prol dele então? Como? Por quê? Melhor ainda: por que Sebastian percebe isso e eu não? Little Red, cadê você?! Little Red!— Vamos? – ele se levanta da cadeira e ajeita os cabelos ruivos em frente ao espelho.— Para...? – pisco e me desligo de meus pensamentos ao encará-lo ainda sentada.— Você vai para a mesa. Eu vou para o palco. – esclarece e me puxa para ficar de pé. — Hora do show, baby!
Notas finais
Queridos e queridas, obrigada pelos 1.152 comentários, 229 acompanhamentos, 107 favoritos, 16 recomendações e 31.487 visualizações ^^
Atualizei a fic EVANSSON há alguns dias: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-chris-evans-evanssons-life-3476044
Bem, peço aos fantasminhas que, ao menos hoje, façam o favor de comentar. Pelo meu aniversário e, até mesmo, pela fic. Não custa nada, galera :3
Please, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem ^^
Beijocas e partiu bolo o/
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