Notas iniciais
Desculpem. Sei que não postei ontem, mas é que pensei de ter poucos comentários por ser Natal e a maioria estar realizando a ceia e tals... então, estou postando hoje. Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem! Tradução do capítulo: Feliz Natal


— Ér... co-como?
Algum problema?
— Ér.. não, não. É que... sua mãe... ela... ela nem me conhece.
Não pessoalmente.
— Quê? Como assim? Do que você está falando?
Eu posso ter deixado escapar sobre você para ela.
— Quando?
Na verdade foi Jessie. Minha mãe veio aqui na manhã em que eu te levei para casa. E acabou não nos encontrando a tempo. O resto... bem... eu apenas confirmei.
— Ah. – assinto à sua explicação. — Bom... eu... eu não sei o que dizer.
Óbvio que sua família também está convidada a se juntar a nós. – afirma.
— Obrigada, Steve! Sério, eu agradeço demais pela gentileza, mas... acho que é melhor ficarmos por aqui.
Certeza?
— Sim. Tio Harold ainda não está em condições de se locomover muito. É bom que fique por perto do hospital. – explico cabisbaixa. — Sinto muito. É claro que eu gostaria de passar o Natal com você, mas não será justo com a minha mãe caso eu vá e eles fiquem. Mil perdões. Não quero ser grossa.
Eu entendo. – Steve suspira. — E não se preocupe com isso, Natasha. Mas eu te darei um presente.
— Um presente? – indago com uma risada. — Não precisa se incomodar.
Não será incômodo algum te fazer sorrir.
— Não é preciso me dar presentes para me fazer sorrir. – afirmo, mesmo que esteja sorrindo do outro lado da linha.
Eu sei, mas ficarei feliz com isso.
— Okay, okay. Ahn... e eu posso saber o que é?
Não.
— Steve...!
Será surpresa.
— Ah, okay. – derrotada, eu reviro os olhos.
E não faça malcriação. – Steve me faz rir ao resmungar.
— Tudo bem. Ah! Se vai vai me dar um presente, eu também quero te dar um.
Negativo, Srta. Romanoff.
— O quê? Por quê?
Porque são as regras.
— Regras?
Sim.
— E de quê?
De algo que quero lhe mostrar.
— E o que é? – sorrio curiosa.
Descobrirá quando eu puder lhe mostrar.
— Ok, mas...
Tenho que ir. Até mais, linda.
— Steve, você...

Tento argumentar, mas Steve encerra a chamada, deixando-me sozinha do outro lado da linha.
Confusa, fecho meu celular e suspiro, tentando entender sua fala. Esqueça isso! Ele te chamou de "linda", Natasha!

— Nat?

Olho para trás e vejo Rebby se aproximar de mim, prendendo seus fios morenos num coque frouxo.

— Oi.
— Algum problema?
— Não, não. Ahn... seus pais vão vir passar o Natal aqui?
— Não. – responde com uma careta. — Eles tentaram conseguir um voo para Nova York, mas por causa do mau tempo não poderão sair de Vancouver.
— Ah, Rebby, que pena. – toco em seu ombro. — Vai passar comigo, né?
— Darei um beijo nos Barton, mas vou passar o Natal com Sam.
— Sam? – o nome não me parece estranho em minha mente. — Ér... Sam... Sam... já ouvi este nome em algum lugar.
— Você o conhece?
— Não sei. – eu me jogo no sofá. — Acho que ouvi o nome em algum lugar.
— Bom, ele é um amigo de Steve. Quando ele foi te buscar no bar, deixou o amigo comigo enquanto te levava para casa.
— Ah, sim! – em um pulo, sorrio e estalo os dedos para Rebby. — Eu me lembro de... de ter visto vocês dois conversando, antes de eu... ér... acho que... desmaiar. – Rebby ri de mim.
— É, tipo isso. Eu vi Steve te carregando para fora do bar.
— Ai, que vergonha! – tampo o rosto com as mãos. — Enfim, aonde você e Sam vão?
— Ele me disse que ia me levar para conhecer a casa dele.
— Casa dele?
— É.
— E vai dar presente de Natal para ele?
— Claro! Mas ainda não sei qual.
— Entendo. Gostaria de dar um presente para Steve, mas...
— Falta de ideias? – Rebby me interrompe, o que me faz corar e desviar o olhar.

Não, Rebby. Apenas o queridinho Sr. Rogers diz que presentes são contra suas regras. Quais? Também quero saber. Ai, Little Red, estou com você agora. Também quero descobrir que regras são essas.

— Você já sabe do que ele gosta? – Rebby me faz voltar à realidade e morder o lábio.
— Ahn? Quem?
— O Steve! Quer dar um presente a ele, não?
— Sim, mas...
— Então, você sabe do que ele gosta?
— Bom, tudo que eu sei é que seus gostos são bem... singulares. – repito a fala de Steve, vendo Rebby ficar tão confusa quanto eu fiquei no dia que ele me dissera isto.

⚫⚫⚫

A manhã de Natal chega junto de mais uma chuva de neve que cai do lado de fora da janela de meu quarto. Bocejando, pego meu relógio e vejo que são oito e três da manhã.
Decido voltar a dormir em minha quente e confortável cama, mas batidas agudas e insistentes a porta me fazem bufar.

Nat! – ouço o grito de Rebby. — Vai abrir!
— Quê? E por quê eu tenho que ir? – indago não querendo sair do calor das cobertas.
Natasha, deixa de ser infantil! Vai logo abrir!

Optando por não discutir com Rebby, eu me enrolo em meu roupão e levanto da cama com passos moles e sonolentos até a sala.

— Feliz Natal!!!!!

A voz de mamãe é alta e fina, o que me faz enrugar a testa quando ela me envolve num abraço de urso.

— Oi, mãe. – murmuro ainda cheia de sono.
— Oi, amor. Está tudo bem? – mamãe tira seu casaco coberto de neve.
— Sim, só estou com sono. – respondo vendo Hazel me abraçar. — Oi, lindinha. Como passou a noite?
— Bem. Estava frio, mas mamãe ligou o aquecedor do quarto do hotel. – ela pendura seu casaco no cabideiro.
— Hmmm... oi, Robert. – sou sucinta e formal ao cumprimentá-lo com dois beijos no rosto.
— Oi, Natasha. Desculpe. Acho que viemos cedo demais e acabamos te acordando.
— Não, tudo bem. Eu já estava acordada, só estava deitada na cama. – fecho a porta e caminho até o sofá. — Sentem aí, gente. – aponto para os lugares vagos ao meu lado.
— Cadê a Rebby? – Hazel pula em meu colo.
— No quarto. Está se arrumando para ir trabalhar.
— Rebecca trabalha, filha? – mamãe se senta ao meu lado.
— Sim, mãe. É assistente de Priscilla Donut.
— Priscilla Donut? – Robert ergue suas sobrancelhas incrédulo. — Oh, Deus! Verdade?
— É. – rio de sua reação. — Ela está amando o novo emprego.
— É, eu imagino. Aquela mulher é a salvadora da moda! – Robert recebe um olhar desconfiado de mamãe. — Ér... quer dizer, ela tem bom gosto, ér... bom.... ela tem jeito, ela... ela... ér... eu vou ficar quieto. – diz por fim, fazendo Hazel e eu soltarmos uma gargalhada.
— É, eu também acho. – mamãe ri junto de nós.
— Mãe, não quero ser grossa, mas... o que veio fazer aqui tão cedo?
— Bom, eu vim te ajudar a fazer a ceia.
— A ceia? – questiono sem entender. — Mas não vamos passar a noite de Natal na casa...
— Edith perguntou se podia ser aqui.
— E por quê?
— Porque ela não quer passar o dia se preocupando com a comida, mas sim cuidando de Harold.
— Ah, sim. Bom... mas não vai ficar tarde para eles irem embora depois?
— Não. Robert os levará para casa.
— Mas...
— Eles virão de carro. E, na volta, Robert os acompanhará.
— E vai caber todo mundo no carro?
— Sim. Maria irá embora com Derek e Robert irá levar apenas Edith, Clint e Harold. Depois voltará para buscar Hazel e eu.
— Bom, neste caso, faremos a ceia aqui.
— Oba!!!! – exclama Hazel animada.
— Eu ouvi a voz de uma menina muito linda?

Paramos de sorrir e vemos Rebby se aproximar já pronta para trabalhar.

— Rebby!!!

Hazel pula de meu colo e corre até Rebby, que sorri e a abraça apertadamente.

— Oi, linda! Sentiu saudades?
— Sim. Você está tão bonita.
— Obrigada, mas você é muito mais bonita do que eu. – Rebby pisca para Hazel, que sorri. — Oi, Kat. Oi, Robert.
— Oi, Rebecca. – mamãe a cumprimenta animadamente junto de Robert. — Natasha nos contou sobre seu novo emprego. E aí? O que está achando?
— Ah, perfeito! – Rebby senta na poltrona e puxa Hazel para seu colo. — Priscilla é muito talentosa!
— E é verdade o que dizem sobre ela? – pergunta Robert, fazendo Rebby rir.
— Bom, muitas coisas são ditas sobre ela, então...
— Claro, claro, ahn... me refiro aos rumores de ela tratar mal seus empregados.
— Ahn... Priscilla pode ser exigente e perfeccionista, mas... ela não é má. – diz Rebby. — Pode ser rude e rigorosa algumas vezes, mas nada que não vemos em outras relações de chefe e empregado. – esclarece ao sorrir para mim. — Bom, fui muito bom conversar com vocês, gente, mas tenho que ir agora.
— Já? – indaga Hazel vendo Rebby se levantar.
— É. Eu saio cedo hoje, mas preciso ir mesmo assim. – Rebby pega sua bolsa e enrola o cachecol ao redor do pescoço. — Tchau, galera. A gente se vê à noite!
— Tchau, Rebby!
— Tchau!

Rebby sorri, abrindo a porta e saindo de casa.

▪️▪️▪️

O resto do dia se passa rápido. Mamãe, Hazel e eu nos concentramos em ajeitar a ceia para a noite. Suspirando, olho para o relógio e vejo que já são cinco da tarde.

— Natasha? – mamãe me chama, mas eu continuo pensando e olhando para o relógio. — Natasha? Filha? Natasha!
— Sim! – olho para mamãe e Hazel. — Ér... desculpe, mãe. O que foi?
— Eu pedi para você colocar os pratos e talheres na mesa.
— Ah, sim. – ando até ela e pego os objetos de suas mãos.
— Natasha, você está bem?
— Estou, mãe.
— Certeza?
— Sim.
— Mesmo?
— Sim, mãe, sim. Só... estou esperando um telefonema.
— De quem? – pergunta Hazel colocando os copos ao lado dos pratos.
— De uma pessoa. – minha mãe cerra seus olhos enquanto põe as mãos na cintura.
— Muito esperta, Nat!
— Mãe, eu...
— É aquele cara que conversamos por telefone?
— Sim. – respondo após passar alguns segundos em silêncio.
— Ele é o quê, filha? Seu namorado?
— Não. Não, mãe, por favor, não começa.
— O quê? Eu não estou falando nada, só perguntei...
— Mãe, mãe, para. – peço. — Ele não é meu namorado, estamos apenas... começando uma relação, mas, por favor, não fale nada para ninguém. Nem mesmo para o Robert.
— Okay, okay. Ahn... seu pai já sabe?
— Não tem nada para ele saber. – pego os guardanapos. — Por favor, não crie expectativas na sua cabeça.
— Não estou criando nada, filha. Só perguntei se...
— Mãe, mãe, para. Não tem nada de mais. Steve é apenas um cara que eu... que eu conheci e me interessei. Começamos a sair e estamos nos conhecendo ainda. isso.
— Steve? O nome dele é Steve?
— É.
— Posso saber o sobrenome?
— Mãe, por favor...
— Só o sobrenome, amor.
— Mãe, eu...
— Ele é rico? – Hazel senta no sofá.
— Hazel... – inicia mamãe, mas eu as corto.
— Steve Rogers!
— Steve Rogers? – mamãe indaga. — Está saindo com o bilionário?
— Mãe, não pense mal de mim. – franzo meu cenho em sua direção.
— Não, filha, claro que não penso! Só estou tentando entender como conheceu...
— Numa entrevista.
— Entrevista?
— Sim. Eu... eu fui entrevistar Priscilla Donut no lugar de Rebby, para um trabalho que ela tinha que apresentar para o professor da faculdade dela.
— E por que você foi?
— Porque ela estava doente e Priscilla tem uma agenda lotada. Então, se ficasse para outro dia, ela acabaria atrasando a entrega do trabalho. E isso pesaria nas suas notas finais.
— Entendo. Mas como...
— Priscilla trabalha no mesmo prédio que Steve.
— Eles são sócios?
— Não. Steve é empresário e ela é a editora chefe de uma revista de moda. Tem um andar reservado para ela.
— Entendo. Mas como vocês...
— Eu saí do elevador e esbarrei com ele. – coro e sorrio ao me lembrar de nosso primeiro encontro enquanto conto sobre aquele dia para mamãe e Hazel.

A senhorita está bem, Srta... Deelwish?
Sim! Sim, eu estou. Desculpe, eu...
Não se preocupe. A senhorita se machucou?
Não, não! Eu estou bem. O senhor se machucou?

Ele não me respondeu, apenas sorriu e olhou ao nosso redor onde as pessoas tentavam disfarçar a atenção que mantinham em nós. Ah... tudo ainda parece tão recente.


A senhorita parece perdida. Posso ajudá-la em algo?
Ér... não, eu... eu vim para uma entrevista com... com Priscilla Donut, mas... – enquanto explicava toda a situação de minha frustrada manhã neste prédio, notei que, ao pronunciar o nome da estilista, o tal homem me olhou de cima a baixo. Provavelmente, ele deveria estar tentando entender como alguém como eu, naqueles trajes horríveis, havia ido entrevistar um verdadeiro ícone da moda. — ...e foi isso! – finalizei minha explicação, mas alguma coisa dentro de mim me dizia que ele não havia prestado atenção em nada do que eu lhe dissera. — Então, já estou indo! Desculpa e obrigada, mais uma vez! Até mais!
Eu a acompanho, Srta. Deelwish. Inclusive, eu já estava de saída.

Srta. Deelwish... ele ainda não sabia nada sobre mim. E nem eu sabia sobre ele, mas isso não mudou. Pois eu continuo sem saber e sem entender seu mundo misterioso.

— Foi assim, mãe. – ela sorri abertamente para mim junto de Hazel. — O que vocês têm? – rio para elas e aponto para seus rostos.
— Essa história é muito fofa, Nat! – Hazel me faz revirar os olhos. — Ele te ama?
— Não! Nós nem...
— Filha, filha, que lindo! Vocês se conheceram por um acaso e estão construindo uma relação.
— Mãe, isso não é nada!
— Querida, é amor.
— Quê? Mãe, para com...
— Minha bebê cresceu! – mamãe estica seus braços e anda até mim, o que me faz balançar a cabeça e recuar alguns passos.
— Mãe, mãe, para, para. Para, mãe. É sério. Mãe! – seus braços me alcançam e me prendem num forte abraço. — Mãe, para!
— Meu amor... sinto falta de você bebê. – mamãe beija meu rosto e aperta minha bunda.
— Mãe! Para! – consigo me soltar de seus braços. — Por favor! Não tem nada de mais no que eu acabei de contar para vocês.
— Claro que tem! – afirma Hazel. — Você está apaixonada.
— Quê?

Quê? Está tão na cara assim? Se elas já perceberam, Steve, então... percebeu desde o primeiro encontro, menina. Shiu, quieta, Little Red!

— É isso, sim! Você está apaixonada, Natasha! – mamãe exclama sorridente.
— Mãe! Para!
— Oh, não se preocupe, eu não vou falar nada sobre o seu... namorado.

No momento que mamãe termina sua frase, Rebby bate a porta de casa. Com o susto, nós todas nos viramos apreensivas com quem possa ter chegado.

— Calma, gente. Sou eu. – Rebby ergue as mãos e nos encara enquanto descansa as chaves no balcão.
— Pensei que fosse outra pessoa. – suspiro aliviada.
— Pensou que fosse seu pai? – ela tira seu casaco. — Ou o Robert?
— Bom, eu...
— Eles teriam que ter as chaves, né, gênio? – Rebby ri junto de Hazel. — Relaxa, eu escutei tudo que sua mãe disse e não vou falar nada.
— Eu sei. – digo. — Olha, mãe e Hazel, por favor, nada de ficarem me soltando risadinhas e olhares idiotas na hora da ceia. Por favor!
— Filha, por que acha que faríamos isso? – mamãe me lança um confuso olhar, o que me faz cruzar os braços e cerrar os olhos em sua direção. — Ér... acha... acha que eu...
— Sim! – afirmo demonstrando minha irritação. — Mãe, por favor, prometa que...
— Nat, confie na gente. E eu não vou deixar a mamãe falar nada. – Hazel abraça minha cintura.
— Eu confio em você, Hazel. – toco na ponta de seu nariz.
— E em mim? – mamãe pergunta, fazendo Hazel, Rebby e eu a olharmos de modo acusador.
— Olha, Kat, com todo respeito, acho que, se a Nat te responder com sinceridade, você não vai gostar. – a fala de Rebby faz Hazel e eu rirmos.
— Vocês são terríveis! – mamãe exclama indignada. — Olha, chega! Eu não vou falar nada, Nat.
— Okay, mãe. Obrigada!
— De nada. – ela veste seu casaco e cachecol. — Hazel, pegue seus agasalhos. Vamos indo.
— Já? Mas por que agora, mãe? – pergunto querendo passar mais tempo com elas.
— Oh, querida, temos que voltar para o hotel e tomar banho, depois nos vestir, arrumar... voltamos logo, tudo bem?
— Okay.
— Cadê o Robert?
— Está com o Vladimir na casa do Harold. – mamãe responde à Rebby e eu arregalo os olhos.
Robert está com o papai?
— Sim. Querida, seu pai e eu nos separamos há anos. Não tem com o que se preocupar, Robert não foi o meu primeiro após o divórcio.
— Sim, eu sei, mas...
— Não se preocupe, Nat. Está tudo bem. – mamãe beija minha testa. — Vamos, Hazel.
— Vamos. – Hazel me abraça e abraça Rebby antes de dar a mão à mamãe. — A gente se vê mais tarde.
— Certo. Tchau, Hazel. Tchau, Kat.
— Tchau, meninas.
— Tchau, mãe.

Rebby fecha a porta e me encara com um olhar curioso e risonho.

— Que foi?
— Então... sua mãe já sabe sobre o Steve?
— Pode parar, não tem nada para ela saber.
— Nat, você está estranha. Está incomodada por sua mãe ter descoberto ou tem outra coisa?
— Não, só... – suspiro e relaxo os ombros. — Steve me convidou para passar o Natal com ele, mas eu não vou poder.
— Ah, eu sinto muito.
— É. Eu falei com ele de manhã mais cedo, dizendo que iríamos para a casa do tio Harold. Mas os planos mudaram, então, eu falei com ele de novo, dizendo que, em vez de irmos para lá, o pessoal viria para cá.
— E o que ele disse?
— Nada, só... entendeu.
— E você está bem?
— Estou, mas queria ficar com ele.
— Por que não o convida para cá?
— Eu convidei. E ele disse que iria para a casa da mãe, mas poderia tentar vir para cá. Ah, Rebby. Queria passar o Natal com ele.
— É, eu entendo. – Rebby vem até mim e me abraça. — Vocês podem se ver amanhã. Ou no dia seguinte.
— Eu sei. Vamos marcar alguma coisa.
— Certo. Eu vou tomar um banho.
— Okay. Eu vou depois de você.
— Quer ir primeiro?
— Não, não. – eu a libero com um tapinha no ombro. — Vou terminar de fazer o bolo.
— Okay. Sorria! É Natal! – Rebby me faz rir antes de seguir para o banheiro.



▪️▪️▪️

— Querida!

Suspirando, fecho meu celular e fito o rosto de tia Edith, que me encara de modo curioso.

— Oi.
— Oi! Você está bem? – ela se senta ao meu lado.
— Sim.
— Parece tão... sozinha e distante. Aconteceu alguma coisa com você?
— Não, não, está tudo bem. Eu só estou um pouco pensativa.
— Pensativa? Com o quê? Meu bem, seu tio Harold está bem. Não se preocupe.
— É... é, eu sei. – aproveito sua fala para me explicar. — Vai ficar tudo bem, sim.
— Sim, vai, sim. Aproveite a noite de Natal, querida. Olhe, já são cinco para meia-noite, sabe o que significa?
— O quê? – indago com uma risada.
— Daqui a pouco abriremos os presentes de Natal.
— Sim. Eu... – paro de falar ao ouvir o som da campainha ecoar pela sala. — Ahn... Rebby?
— Sim?
— Está esperando o...
— Sam acabou de me mandar uma mensagem dizendo que saiu de casa agora, então acho que não pode ser ele.
— Okay... ahn, tia Edith, eu já volto.
— Certo.

Levanto do sofá e caminho até a porta, vendo que todos olham curiosos para o retangular e vertical pedaço de madeira marrom.
Suspirando desanimadamente, toco na maçaneta fria e abro a porta. Acabo me deparando com uma surpresa incrivelmente incrível! Poderia ser mais original?

— Você...
— Feliz Natal, Srta. Romanoff!
— O que você...
— Não vai me convidar para entrar?

Todo o meu corpo fica tenso e trêmulo. Minha respiração está acelerada. Meus olhos estão arregalados e ardentes devido à persistência em nem conseguir piscar.

— Steve, o que você...
— Natasha? – ouço a voz de papai soar atrás de mim, mas continuo de frente para Steve ainda sem olhar para papai. — Filha, quem é?
— Ér... pai, eu...
— Sou um amigo da Srta. Romanoff, senhor. – Steve não desvia seu olhar de mim. — Se ela me permitir entrar, posso me apresentar a cada um de vocês.
— Steve, você...
— Natasha, deixe o rapaz entrar. – incentiva Robert inocentemente, o que me faz suspirar e morder o lábio.
— E então, Srta. Romanoff? – Steve me provoca sabiamente.
— Steve, comporte-se. – sussurro antes de lhe dar passagem para que entre no apartamento.
— Oi. – Rebby cumprimenta Steve com um sorriso simpático.
— Olá, Srta. Deelwish.
— Só Rebecca. – ela mexe com a mão para cima.
— Ahn... okay, Rebecca.
— Steve, este é meu pai, Vladimir Romanoff. Pai, este é Steve Rogers.
— Steve Rogers? – meu pai indaga desconfiado e surpreso.
— Sim. – Steve aperta sua mão estendida.
— Ér... de onde... de onde conhece minha filha?
— Natasha foi até minha empresa fazer uma entrevista para um projeto de faculdade. – ele é sucinto e papai parece compreender.
— Ahn... Steve, esta é a minha mãe, Kathleen Whisper. Mãe, este é o Steve. – aproveitando que Steve está de costas para mim, sussurro para mamãe sossegar e não me fazer pagar vergonha. Ela sorri para mim, parecendo entender.
— Muito prazer, Sra...
— Pode me chamar apenas pelo primeiro nome. – mamãe sorri. — Ér... este é o meu marido, padrasto de Natasha e pai de Hazel, Robert Whisper.
— Prazer, Sr. e Sra. Whisper. Quer dizer, Kathleen.
— Muito prazer, meu jovem. – Robert aperta a mão de Steve.
— Olá! – Steve sorri. — Ahn... e quem é esta? – ele aponta para Hazel.
— Steve, esta é a Hazel, minha irmã.
— Oi. – diz Hazel. — Você é alto. E bonito.
— Obrigado, Hazel. – Steve sorri e cora, o que me faz arregalar os olhos em sua direção. — Você é linda!
— Obrigada. – Hazel abraça mamãe e olha para baixo.
— Ahn... okay. Steve, o Clint você já conhece, mas esta é a sua família. – pego na mão de Steve e o puxo até a sala, onde o pessoal se encontra sentado no sofá. — Steve, este é o tio Harold, tia Edith, Maria, irmã de Clint, Derek, marido de Maria, e... aqui está o Clint.
— Oi! – Steve exclama. — Sou Steve Rogers!
— Muito prazer, querido. – diz tia Edith. — Você já comeu?
— Ahn... na verdade, sim. Eu tive a ceia na casa de minha mãe, mas resolvi vir ver a Natasha e entregar seu presente de Natal. – ele olha atenciosamente para mim, que coro sob sua mira. — Desculpem. Eu não trouxe presentes para todos, somente para...
— Não se preocupe com isso, querido. Natasha ter um amigo tão bom e atencioso com ela já é um presente para nós.

Mamãe caminha até Steve e toca em seus ombros, fazendo-o sorrir nervosamente e se afastar de seu toque. Enrugo o cenho, estranhando sua atitude, mas decido agilizar logo tal momento para que ninguém mais perceba.

— Ér... mãe, mãe, deixe... deixe o Steve sentar. – faço um sinal com a mão para que ela dê passagem para que ele se sente na poltrona.
— Ah, claro! Sente-se, querido.
— Obrigado. – Steve repousa os quadris no assento. — Vocês estão aproveitando a noite?
— Claro! – diz Robert. — Esse ano aconteceram algumas coisas que achamos que não conseguiríamos resolver, mas no final deu tudo certo. – afirma olhando para tia Edith e tio Barton, que sorriem juntos.
— Eu entendo. Fiquei sabendo de seu problema de saúde, Sr. Barton. Quero que saiba que lhe desejo tudo de bom, sinceramente.
— Obrigado, Sr. Rogers. Iremos para San Francisco e lá receberei um tratamento melhor. Ficará tudo bem, por favor, continue cuidando de minha menina.
— Pode deixar. – Steve sorri. — Natasha é cabeça dura e teimosa, mas eu vou cuidar dela, sim. – o olhar de Steve só piora o rubor em meu rosto.
— Okay, okay, por favor, acho que já podem me tirar da berlinda. – todos riem com meu apelo. — Ahn... que horas são, Hazel?
— Já deu meia-noite!– responde eufórica.
— Certo. O que acham de começarmos a troca de presentes? – pergunto animada.
— Vamos lá! – Hazel corre até a pequena árvore de Natal que Rebby e eu decoramos há alguns dias atrás, onde tem caixas de presentes em volta. — Mamãe, este é o meu e de Natasha para você...

Sorrio ao me sentar no braço da poltrona a qual Steve está, vendo meus amigos e família realizarem a troca de presentes.
Hazel distribui cada presente para cada pessoa, sorrindo de uma maneira tão doce e inocente que me faz sentir uma tremenda felicidade só por vê-la alegre.

— Você é louca pela sua irmã. – Steve sussurra ao meu lado, o que me faz encará-lo rapidamente antes de me voltar para Hazel.
— É, eu sei. Quando mamãe e Robert a adotaram, ela tinha sete meses de vida. Eu já tinha nove anos e para mim seria uma coisa super legal.
— E por quê? – Steve me lança um olhar quase doce.
— Ah, eu seria a irmã mais velha! Nunca senti ciúme. Pelo contrário! Sempre senti a necessidade de cuidar e proteger Hazel.
— Ela tem muita sorte de te ter como irmã.
— Não... – nego olhando para Steve. — Nós que temos sorte por tê-la na família.
— Bom, como eu disse, trouxe seu presente.
— Steve! – ele retira de dentro de seu casaco uma caixinha retangular de cor azul escuro.
— Abra. – Steve me entrega a caixinha e sorri ao notar meu rosto corado.
— O que é? – balanço o conteúdo perto do ouvido, tentando captar alguma dica do que está dentro.
— Abra e descubra.
— Steve!
— É sério, Natasha. Abra.

Suspiro, sorrindo e retirando a tampa que cobre a caixinha. Ao abrir, coro, surpresa com o presente que está lá dentro.
É um conjunto de brincos e colar de ouro com um pingentes vermelhos. A cor de sangue cristalino me hipnotiza!

— Gostou? – pergunta. — Desculpe, eu sei que pode parecer simples, é que eu acho que combina...
— Não, não, pare. Isso aqui está longe de ser simples, Steve! – sorrio incrédula para ele. — Eu adorei! É lindo! – exclamo. — Ér... isso nas pontas são...
— Rubis. – responde. — Você gostou mesmo?
— Claro, Steve! São lindos! Muito obrigada! – sorrio e o abraço, beijando rapidamente seu rosto. — Eu também queria te dar um presente, mas...
— Eu sei, mas achei melhor ser assim.
— Okay.
— Natasha? – Hazel me chama.
— Sim?
— O que é isso?

Hazel balança uma folha de papel nas mãos, encarando a mesma com certa curiosidade no rosto.

— Hazel! Onde você achou?
— No seu quarto.
— E o que foi fazer no meu quarto?
— Pegar suas pantufas. – ela remexe os pés. — E achei isso embaixo do seu travesseiro. – finaliza ao sorrir para mim e Steve.
— E por que olhou embaixo do meu travesseiro?
— Porque eu vi um pedaço de papel para fora. Fiquei curiosa e puxei.
— Ah, Hazel, você não devia... – tento pegar a folha, mas Steve é mais rápido, levantando-se antes de mim e a pegando das mãos de Hazel. — Devolva! – meu beicinho exigente faz Steve rir.
— Não faça essa carinha.
— Ou? – eu o desafio com uma sobrancelha arqueada.
— Vai me dar vontade de te beijar. E parece que os homens daqui vão querer me matar. – Steve sussurra para mim, o que me faz sorrir e corar.
— Okay, okay, mas não abra...
— Por favor. Deixa eu ver o que é.
— Não, não, é que...
— Natasha...
— Steve, por favor, não...
— Ei, ei, calma.
— Steve, você não...
— Eu vou abrir, tá? – ele segura os meus pulsos com uma só mão, posicionando melhor a leve e fina folha branca na outra. — Shhh, fique quietinha.
— Steve...
— O que é? – ele olha para o pedaço de papel e acha o desenho feito em lápis. — O que é isso, Natasha?
— Ér... nada, nada, eu só...
— Diga a verdade. – Steve se vira para mim seriamente.
— É um desenho. – suspiro. — O desenho de como... de como foi o nosso primeiro beijo. – não encontro seus olhos diante de minha atrapalhada confissão. — É clichê. E completamente infantil! Desculpe.
— Não, não é. E, se fosse, que se dane! Eu amei! – Steve sorri e beija meu rosto. — Não poderia ganhar presente melhor.
— Presente? Disse que era contra as regras. – digo, querendo me afastar, mas ele continua a segurar meus pulsos.
— Eu sei, mas posso abrir uma exceção. – revela num sorriso.
— Então você aceita o desenho como presente?
— Claro! Está lindo! É psicóloga e artista. – sua brincadeira me faz rir.
— Bom, obrigada, mas sei que achou ridículo. Pare de mentir.
— Ei, ei, melhore essa carinha. Eu não estou mentindo. Quem costuma mentir é você, Srta. Romanoff. – ele cerra seus olhos e finge uma expressão zangada, o que me faz corar. — Eu adorei. É sério.
— Mesmo?
— Sim, mesmo.
— Verdade verdadeira? – Steve ri e afaga um cacho que se soltou de meus cabelos.
— Verdade verdadeira, Srta. Romanoff. Agora pare de fazer beicinho, porque está difícil de me controlar para não te beijar.
— É que... você me deu um colar e brincos de ouro com pingentes de rubis e... eu te dei só uma folha de papel.
— Natasha, deixe de besteira. Não importa o que seja, você não precisava me dar nada.
— Obrigada. – murmuro corada. — Obrigada, Steve.

Ele não diz nada, apenas sorri e beija minha testa, voltando a fitar Hazel enquanto a mesma continua a distribuir os poucos presentes que ainda restam ao redor da pequena árvore de Natal.

▪️▪️▪️

Todo o pessoal já foi embora. Quando deu meia-noite e quarenta, Rebby e Sam saíram. Ele nem mesmo chegou a subir, apenas a esperou lá embaixo.
Agora, estamos Steve e eu deitados e abraçados no sofá. Estou com minha cabeça encostada em seu peitoral enquanto seus dedos puxam meus fios ruivos lentamente.

— Natasha?
— Sim?
— Posso te confessar uma coisa? – sua pergunta me faz sorrir ao sentir a vibração de sua voz em minhas costas.
— Sim.
— Este está sendo o melhor Natal que eu já tive. – finaliza com um beijo em minha cabeça.

Sorrindo e corando, estico o rosto para trás e encontro seus olhos azuis e gentis.

— Também está sendo o meu melhor Natal. – eu me debruço um pouco e alcanço seus lábios com os meus. — Obrigada por torná-lo tão especial!
— Eu lhe digo o mesmo. – Steve me aperta e intensifica nosso beijo.

Sua língua percorre minha boca junto de suas mãos, que seguram minha cintura enquanto as minhas permanecem em seu rosto.

Notas finais
Não. Ainda não vai rolar nada de hot entre eles hahaha mas... está bem perto. Ah! A partir deste capítulo, passarei a atualizar a fic 2x por semana. Ontem mesmo estava montando mais um capítulo e... faltam poucos para eu já finalizá-la hahaha pois é... '-' Então, na segunda-feira, tem capítulo novo. Quero saber se alguém vai viajar e tals... porque se sim e não puderem ler, não atualizo segunda. Atualizo em outro dia. O mesmo para quinta feira, 31, que é Ano Novo. Me digam se poderão ler e comentar na segunda e na quinta, certo? :3 Antes que me esqueça: UM EXCELENTE NATAL PARA VOCÊS, AMORES! APROVEITEM O MÁXIMO! E QUE TENHAM GANHADO MUITOS PRESENTES DO PAPAI NOEL *----* Please, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem! Não mereço mais recomendações? Nenhuma? :( Beijocas!!!!