I Put a Spell On You 🔞
12 Capítulo 12 — Falling in love
Notas iniciais
Hello!!!!!! E aí, amores? Como estão? Curtindo as férias bastante? Hahaha espero que sim :3
Então... mesma coisa de sempre: aproveitem, perdão por qualquer erro de digitação e leiam as notas finais ^^
Tradução do capítulo: Se apaixonando

A médica alega que tio Harold precisa descansar e todos eles passaram o dia no quarto.— Vou ajudá-los. – papai suspira e põe suas mãos na cintura olhando para mim.— Ér... pai? Eu só vim te avisar que já estou indo para casa.— Está?— É.— Certo, então... ahn... tome um dinheiro para o táxi.— Ah, pai, não precisa. Eu...— Tome, filha. Não quero que gaste seu dinheiro.Ai, pai, nunca tinha reparado em como você se parece com Steve. Claro que não, imbecil! Conhece Steve há apenas alguns dias...— Está bem. – sorrio e pego o dinheiro de suas mãos. — Obrigada, pai. Eu volto amanhã cedo.— Certo. Até mais, princesa!— Até. – sorrio mais uma vez e vejo papai se afastar enquanto Rebby se aproxima com um sorriso irônico no rosto. — O que foi? – reviro os olhos.— É você quem precisa me dizer.— Como assim? – eu me faço de inocente enquanto desvio o olhar para os lados.— Não tive a chance de perguntar, mas não pense que eu me esqueci.— De quê?— Você dormiu com Steve Rogers!— Shhhhhh! – procuro por papai ou por qualquer outra pessoa que possa estar por perto antes de voltar a falar com Rebby. — Pode limpar essa sua cabeça imunda! Nós literalmente só dormimos. Até porque eu estava necrófila demais para fazermos qualquer outra coisa!— Oh, meu Deus! – Rebecca ri de meu tom azedo. Mal sabe ela que me inspirei na piadinha de Steve. — E essas roupas novas?— Nem queira saber. – dou de ombros e levo as mãos à cintura. — A gente fala disso depois, tudo bem? Vou me despedir do pessoal e voltar para casa.— Okay. Vou até tia Edith e me sento ao seu lado.— Tia Edith?— Oi, minha querida. Seu pai disse que já está indo.— É, estou. Desculpe, eu gostaria de ficar, mas papai e Rebby acham que seja melhor eu ir para casa descansar. Mas qualquer coisa podem me ligar que eu volto correndo, está bem?— Não se preocupe, Nat. Já ajudou muito, vamos ficar bem. – Clint sorri para mim.— Ér... bom... obrigada, Natasha. – Maria me deixa surpresa com a sua fala. — E desculpe por mais cedo. Eu estava nervosa.— Esqueça isso, Maria. Eu entendo. Está tudo bem. – sorrio para ela, que sorri de volta recebendo um abraço de Clint.— Bom, até mais, minha querida! Vá para casa e descanse. Obrigada pelo apoio. – diz tia Edith. — Seu tio vai ficar bem, não vamos perder a fé.— É, isso mesmo, tia Edith! Boa noite! – abraço-a mais uma vez e me levanto, ajeitando a bolsa sobre o ombro e caminhando de volta até Rebby, com quem troco rápidos sorrisos ao passar pelo longo e largo corredor.▪️▪️▪️Toda a volta para casa dentro do táxi é triste e solitária. Gostaria de estar lá no hospital com papai, Rebby e tia Edith, dando todo o apoio e carinho que posso.Quando meus pais se separaram, minha mãe se focou em seu trabalho e papai, no dele. E, enquanto meus pais "lutavam" por minha guarda e acabavam se esquecendo de mim, mesmo em tal contexto, eu ficava na casa de tia Edith junto dela e de seu marido, tio Harold. Foi assim minha vida toda até eles chegarem a algum tipo de acordo, papai ceder minha guarda à mamãe e nós nos mudarmos para Los Angeles.Sendo papai advogado, nem sei como ele deu para trás e deixou minha mãe alcançar a vitória legal, mas também nunca tive curiosidade. Ao menos, não com o passar de alguns anos depois. Mas tia Edith e tio Harold sempre estiveram presentes para mim. Eles são meus segundos pais, e todo o acontecido com tio Harold está me matando de sofrimento.— Chegamos, senhorita.A voz do senhor de cabelos brancos sentado no banco da direção à minha frente chama minha atenção.— Ér... quanto deu?— Vinte e cinco dólares, senhorita.— Certo... – pego o dinheiro que papai me deu e entrego para o senhor, que me devolve o troco. — Obrigada! Tenha uma boa noite! – abro a porta do carro.— Igualmente, senhorita!Pego minhas chaves dentro da bolsa e caminho até o prédio de cabeça abaixada enquanto procuro pela chave da portaria.Assim que a acho, eu me preparo para rodar na fechadura, mas acabo levando um susto com a pessoa que encontro encostada no meu prédio.— Steve! – exclamo quase sem ar. — Oh, meu Deus do céu!— Oi. – ele caminha até mim com as mãos dentro dos bolsos. — Por que sempre leva um susto ao me ver? – Steve apanha minhas chaves no chão.
— Ér... bem, eu... só fiquei... surpresa por... por encontrar com você. – digo, gaguejando e corando. — O que faz aqui?— Esperei por sua ligação, mas você não ligou, então vim até sua casa. Tentei falar com você, mas não consegui.— E como sabe onde eu moro?— Esqueceu-se de hoje de manhã, Srta. Romanoff? – ele sorri e cerra os olhos em minha direção.— Ah, ér... não! – dou um leve tapa em minha testa. — Ér... não, eu... me desculpe. É que minha cabeça está...— Tudo bem, eu compreendo. Em todo caso, mesmo que não tivesse lhe trazido até em casa hoje de manhã, eu saberia onde mora. – sua revelação me faz lançar um olhar desconfiado em sua direção.— O quê? Como?— Disse que morava em Newark, Srta. Romanoff. — É, mas por acaso Newark tem apenas uma rua? – rio e ergo os ombros, mas decido interromper minhas ações ao perceber que Steve não levou na esportiva. — Bem, eu...— Não seria tão difícil assim de descobrir, já que sua amiga, Srta. Deelwish, trabalha para Priscilla, não?— Ér... é. Quer dizer, não. Não, não. Eu me esqueci desse detalhe.Como você é pateta, Natasha! Por que não pode simplesmente concordar com as coisas que ele diz sem ter que se humilhar e constranger?— É, desculpe. Tem razão, eu esqueci.— É, eu acho que sim. – Steve sorri brevemente. — E então? Como estão as coisas por lá?— Bom... mais ou menos. – abaixo a cabeça e mexo em minhas chaves. — O caso de tio Harold é um tanto delicado, mas ele tem grandes chances de se curar.— Que bom! Fico feliz com isso! Vai dar tudo certo, Nat.— É, eu também acho. – o loiro e eu trocamos um singelo sorriso. — Bom... já que veio até aqui, gostaria de subir?— Subir? – Steve suspira e levanta a cabeça para meu prédio. — Ér... tem certeza?— Bom, sim. – sorrio e ergo os ombros. — Por que não?— Certo. – ele concorda após limpar a garganta. — Vá na frente.Começo a subir os degraus e posso jurar que sinto o olhar de Steve em minhas costas, novamente causando a sensação de calor descer de minha nuca até a parte de trás de minhas pernas. Suspiro, tentando acalmar a respiração e batimentos cardíacos, por mais que pareça impossível.Finalmente, chegamos ao terceiro andar e eu me apresso com as chaves para abrir logo a porta.— Bom, desculpe pela bagunça. Estamos de mudança e eu passei o dia fora. Então, não tive tempo para...— Você tentou me dizer a mesma coisa de manhã. – Steve ri atrás de mim. — Não ligo para isso.— Okay. – sorrio rapidamente para ele. — Eis o meu lar!Entro e vejo Steve entrar logo depois. Gostaria de dizer para entrar primeiro, mas sabendo que ele recusaria e me mandaria entrar na frente resolvi descartar esse meu educado desejo.Ele observa ao redor parecendo estar analisando os poucos objetos que ainda tenho nos móveis espalhados pela sala, pois a maioria já está empacotada.— Quer tomar alguma coisa? – tiro o casaco e o ponho em cima do sofá.— Ahn... talvez um... café. Obrigado!— Certo. Vai comer?— Não, obrigado. Eu já comi. E você... – decido interromper logo a fala de Steve, pois sei exatamente o que ele vai me perguntar.— Sabe, eu adoro café, mas prefiro com leite. Apesar de gostar mais de suco de laranja, tem vezes que não resisto a tomar o café pelas manhãs. – sorrio e dou a volta no balcão a fim de colocar o pó de café na cafeteira antes de ligá-la.— Então vai tomar um pouco também, né?— Sim.— Qual foi sua última refeição de hoje?— Be-bem, eu... eu comi quando...— Foi lá em casa, né? – Steve me direciona um irônico e repreensivo olhar — Pode falar, Natasha. Foi o café da manhã que tomou comigo, não foi?— Steve, eu...— Eu sei que foi. – ele bufa profundamente sem desviar seu feroz e gélido olhar de mim.— Se sabe, por que perguntou? – não gosto de brigar com Steve, mas tem horas que suas tentativas de domínio sobre mim me irritam fortemente!— Rebeldia, Srta. Romanoff?— Rebeldia? – repito em tom de sarcasmo. — Quer saber? É! Quer ver por esse lado? Tudo bem! Que seja!— Natasha...— Eu adoro passar meu tempo com você, Steve. Mas... o controle que quer aplicar em mim está acabando comigo. – sinto a tensão percorrer por todo meu corpo a cada piscada que Steve dá em minha direção. O único som que preenche o ambiente é o som do café borbulhando dentro da cafeteira. Nós continuamos a nos encarar sem falarmos nada em troca um para o outro.— Controle? – ele quebra o silêncio com seus olhos escuros quase cobrindo o suave azul que os destacam. — Tem certeza?— Absoluta! – deixo o café borbulhando enquanto vou até meu quarto. — Precisa parar com isso, sabia?— Natasha...— Tem que entender que eu como na hora que eu sinto fome, Steve. Eu vou para casa na hora que eu quero, eu saio com meus amigos quando eu sinto falta deles, eu tomo bebidas fortes quando eu estou com vontade. E por aí vai. – após tirar meus sapatos, volto à sala e encontro com ele no mesmo lugar que o deixei. — Não pode me forçar a fazer as coisas que você quer.— É, tem razão, Natasha. – Steve se vira para mim e me olha de cima a baixo após suspirar. — Com licença. Tenho que ir.— Não! Espere! – ele para, mas continua de costas.— O que foi?— O que está fazendo?— Indo para casa. – seu rosto se vira em minha direção. — Qual o problema?— Ér... o café. – Steve cerra os olhos para minha tentativa de abordagem.— Jura?— Ahn... não, é que... Steve, não vá.— E por que não?— Porque quero que fique.— E por quê?— Bom, depois de... de hoje de manhã, eu senti sua falta. – meu rosto queima com minha confissão, o que parece surpreender Steve.— Sentiu?— Sim. – eu me sinto cada vez mais ridícula por estar expondo meus sentimentos de forma tão sincera e libertadora. — Não queria ter que desmarcar nosso compromisso de hoje à noite. Eu...— Não se explique. – Steve caminha rapidamente até mim e segura meu rosto em suas mãos. — Não é necessário. – ele franze o cenho e se foca em meus olhos.— Steve, eu...— Shhhh – Steve aproxima os lábios dos meus e os captura em mais um beijo.Sinto meus pés flutuarem e meu coração bater em disparado dentro do peito. Tento passar os braços por suas costas, mas Steve torna a segurar meus pulsos enquanto me empurra de encontro à parede. Seu corpo se prende ao meu de forma forte e precisa.Sua respiração ofegante e quente bate contra meu rosto e sua língua explora todo o interior de minha boca. Como senti falta de seu toque, de seu gosto, de seu cheiro... como precisei de tudo isso durante todo o meu dia! Já é tarde e inevitável. Eu me apaixonei por Steve Rogers desde o momento em que o vi, desde nosso primeiro toque, nossa primeira troca de palavras. Eu me apaixonei por ele forte e profundamente desde a primeira dor que causou em mim, assim como desde o primeiro sorriso bobo que provocou em meu rosto.— Natasha... – Steve encosta sua testa na minha após interromper nosso beijo em busca de ar.— Sim?— Eu... eu... tenho que ir.— Mas por quê?— Tenho trabalho a fazer. – ele me solta e se afasta.— Então por que veio até aqui?— Para ver se estava bem.— Steve...— Vai para o hospital amanhã?— Sim. Sim, eu vou, mas não vou ficar muito tempo. Preciso arranjar um emprego.— Emprego? E a livraria?— Clint terá que vender para resolver uns assuntos.— Assuntos?— Sim, alguns problemas pessoais. – decido não contar o real motivo, pois temo que Steve se manifeste para ajudar na questão financeira da cirurgia e conta do hospital.— Entendo. Então você...— Estou desempregada. – sorrio e ergo os ombros.— Ele te pagou seu último salário?— Meu Deus, Steve! – exclamo em repreensão. — Não, não pagou. E nem eu irei cobrar isso a ele, por favor, olhe a situação que ele está vivendo!— É. É, tem razão. Desculpe.— Não... – olho para ele com ternura. — Não, não quis gritar com você, desculpe.— Você é muito meiga, Srta. Romanoff. – Steve pega minha mão e a beija. — Preciso ir. Caso possa sair amanhã, ligue para mim. Gostaria de levá-la a um lugar.— E aonde?— Saberá, caso possa sair amanhã. – Steve sorri e me dá mais um rápido beijo. — Até mais!— Mas, Steve...— O que foi? – pergunta carinhosamente ao acariciar os dois lados de meu rosto.— Tome o café comigo. – um beicinho involuntário se forma em meus lábios. — Por favor.— Devo confessar que esta sua carinha é tentadora, mas eu realmente tenho que ir. – ele beija meu rosto. — Desculpe por pedir o café à toa. Não tive noção do tempo. Prometo que volto num outro dia.
— Mas... eu estou com saudade de... – Steve interrompe minha fala com mais um sufocante e quente beijo, prendendo meu frágil e pequeno corpo em seus braços. Sua língua acaricia a minha da maneira mais gentil e suave que já pude sentir nos poucos beijos que tive em minha vida.— Eu também gostaria muito de ficar, Srta. Romanoff, e é justamente por isso que eu preciso ir embora.— O quê? Como assim?— Não vou resistir ficar aqui sozinho com você sem te tocar mais intensamente, Natasha. – sua confissão me faz tremer da cabeça aos pés.— É só você tocar. – Steve sorri gentilmente diante de minha resposta, o que me faz corar mais uma vez. Ele não me quer?— Prefiro esperar mais um pouco, Srta. Romanoff. Mas, acredite, eu quero. E muito.— Entendo. – meu olhar sobe e encontra novamente o de Steve. Sinto meu rosto queimar, mas não quebro nosso contato visual. — Então a gente se vê amanhã.— Combinado. Até amanhã! Tranque bem a porta quando eu sair.— Okay. Até, Steve.Eu o acompanho até a saída, abrindo a porta para ele e o vendo se retirar. Steve sorri mais uma vez para mim e me assopra um beijo, fazendo mais um sinal para que eu tranque a porta.⚫⚫⚫— Tia Edith! – praticamente corro até ela quando a vejo me encarar com um belo sorriso no rosto. — Oi! Notícias boas, eu espero?— Maravilhosas, minha querida! Seu tio reagiu bem aos medicamentos e não passou mal durante a noite. — Que coisa boa, tia! – eu a abraço calorosamente. — Fico muito feliz com isso! Onde estão Clint e Maria?— Foram tratar da venda da livraria. Depois vão em casa tomar um banho e comer alguma coisa.— Ah, sim. E papai?— Foi com eles.— Entendo. Minha mãe já chegou?— Ela ligou faz uma hora e disse que estava fazendo o check-in no hotel.— Certo. Ér... posso ver o tio Harold?— Claro que pode, meu bem. Ele ficará feliz por te ver também.— Okay. Eu volto logo, tia.Ando até o quarto de tio Harold e o fito pela janela de vidro antes de entrar. Vejo que ele está de olhos abertos respirando calmamente e observando o teto. Suspiro, mordendo o lábio inferior e abrindo a porta lentamente, o que chama sua atenção.— Natasha! – ele parece surpreso em me ver.— Oi, tio. – fecho a porta ao meu lado e ando até sua cama. — Como está se sentindo?— Bem, minha filha, estou bem. E você?— Ah, eu... estou... – engulo seco e tento ao máximo segurar a vontade de chorar, mas quando dou por mim já estou aos prantos na frente de tio Harold, que apenas abre seus braços e sorri carinhosamente para mim.— Venha cá, minha menina.Limpando as lágrimas de qualquer jeito, eu me aproximo e deito a cabeça em seu peito cuidadosamente após me sentar na ponta da cama. Fungando e ainda chorando, sinto suas mãos afagando meus cabelos com todo o carinho e amor que podem me transmitir.— Calma, minha menina, calma. Está tudo bem. Eu estou bem.— Desculpe, tio. – eu me recupero ao sentar novamente. — Desculpe por chorar na sua frente, é que... fiquei assustada com a notícia de ontem.— Eu entendo, Nat. Não tem que se desculpar. Eu também ficaria.— Os médicos disseram que o tumor é benigno e que poderá se curar. – sorrio para ele e pego em sua mão. — Uma cirurgia resolverá tudo, tio.— Estou sabendo, Natasha, mas... eu...— O que foi, tio?— Do mesmo jeito que sei que serei curado pela cirurgia, também sei o modo que usarão para consegui-la.— Ah, tio, eu sinto muito pela livraria. Precisam do dinheiro para a operação e não há outro jeito.— Querida...— Todo o custo médico sairá muito caro, tio. E ainda tem a sua pós-cirurgia. Mais medicamentos. Mais consultas. Mais exames. Precisará de outro acompanhamento. E tia Edith também está esperançosa de que possam voltar a San Francisco. Ela disse que se conheceram lá.— Sim. – tio Harold sorri perdido em suas calorosas lembranças. — Edith e eu nos conhecemos na praia.— Na praia? – rio ao ouvir sua história.— Sim. Eu estava jogando vôlei e acabei tropeçando nela. Ah, minha menina, eu... eu me apaixonei ali mesmo por sua tia.— Que lindo! – exclamo encantada. — Então, ele existe, não?— Ele? Ele quem, Nat?— O amor. O amor, tio. Ele existe, não existe?— Mas é claro que existe, minha menina! Por quê? Por acaso está apaixonada?— Não sei. – franzo o nariz com seu questionamento. — É possível.— E então?— Acho que sou do tipo antiquada. Sabe, sempre à espera de que minha vida possa ser como os romances que costumo ler. E aí me lembro de todas as outras pessoas que pensam o oposto de mim, que me dizem que amor é coisa de criança.— Natasha, isso é uma tremenda mentira! E não deve se desprender de suas crenças por causa dos outros. — Eu sei, tio. Eu sei, eu sei. É que às vezes eu me sinto... não sei... infantil demais? Ingênua?— Querida, não espere pelo príncipe no cavalo branco. O amor existe, mas isso é fantasia. Não há príncipes encantados e perfeitos, mas existe o homem o qual fará você se sentir uma princesa. Entende a diferença?— Sim, tio. – digo totalmente perdida e aprofundada em suas sinceras e tocantes palavras. — Sim, tio, eu entendo. Entendo perfeitamente o que está me dizendo.— Certeza?— Sim. – afirmo. — Obrigada, tio. Eu te amo!— Eu também te amo, minha menina!Ficamos em silêncio por um tempo até ouvirmos batidas à porta e, em seguida, a mesma sendo aberta por uma loira de fios mesclados e lisamente ondulados entre loiro claro e loiro mel.— Mãe!Pulo da cama de tio Harold e corro até mamãe. Ela me recebe de braços apertos e eu sinto seu perfume de rosas abraçar meu nariz.Diferente de mim, mamãe possui cabelos num tom mais claro e olhos azuis, já que ela e minha tia puxaram à minha bisavó.— Oi, meu amor. – as mãos de mamãe afagam meus cabelos. — Como você está? – pergunta ainda agarrada a mim.— Bem, mãe. Tio Harold também passou muito bem a noite!— Que ótima notícia! – mamãe sorri para ele. — Cadê a Hazel, mãe? – pergunto e mamãe sorri novamente.— No corredor. Está conversando com Edith e Clint. Vá vê-la, meu bem.— Daqui a pouco... daqui a pouco, eu vou. – digo. — Senti saudade, mãe. – eu a abraço mais uma vez.— Também senti, meu amor. E lamento estar vindo te visitar em tais circunstâncias. – o calor de sua suave voz bate contra meus cabelos. — Mas ao menos passaremos o Natal com você.— Jura, mãe? – ergo o rosto de seu colo e a encaro nos olhos.— Claro que sim, Nat! – mamãe acaricia meu rosto. — Você e Rebby já se mudaram?— Iremos dentro de alguns dias.— E quando será sua formatura?— Em janeiro.— Okay... – mamãe suspira parecendo estar pensativa.— O que foi, mãe?— Edith conversou comigo sobre a livraria.— Ah.— Como irá pagar seus empréstimos, Natasha?— Eu dou um jeito.— Não dá, não. – mamãe me olha categoricamente.— Como assim? Eu tenho economias...— Seu pai e eu já estamos cuidando disso. – ela afaga meus braços de cima a baixo.— Vocês o quê?— Deixe, Natasha. – tio Harold opina da cama. — Deixe seus pais cuidarem de você, serem seus pais.— Mas não precisa! – bato pé no chão. — Eu arranjaria um jeito. Não quero que gastem comigo. São dívidas altas, mãe.— Exatamente! – mamãe reforça com o apoio de tio Harold. — Seu pai é advogado e eu sou corretora de imóveis, Natasha! Temos condições melhores do que você e podemos te ajudar. Acabou de se formar e ainda sem proposta de emprego. Não tem como resolver tudo isso sozinha.— Mãe. – eu me sinto humilhada e dependente pelo jeito que ela está falando comigo. E mamãe parece perceber quando suspira em derrota.— Não estou tentando te diminuir, minha filha. Quero apenas que deixe de ser teimosa e aceite a ajuda de quem te ama e se preocupa com você. Sei que quer ser independente e conquistar as coisas por si mesma. Mas acredite em mim: não há nada de errado em ter pais com quem você possa contar. Já tem idade suficiente para se virar, mas sempre seremos seus pais e sempre nos preocuparemos com você. Tudo bem?Arrisco um olhar emburrado para tio Harold, que acaba amolecendo quando leio a mensagem que seus olhos me transmitem Isso é amor.Sorrio com nossa comunicação e assinto para mamãe, que ainda me olha em expectativa.— Okay. Obrigada, mãe!— De nada, meu amor!⚫⚫⚫Quatro dias se passam desde que tio Harold dera entrada no hospital. Poucas coisas aconteceram desde então, incluindo a venda da livraria e o meu fracasso em tentar arranjar um emprego.Procurei em tudo: lojas de roupa, sapatos, lanchonetes, mas parece que tudo quanto é trabalho está gritando NÃO para mim. Não sei o que tenho de errado. Entretanto, a felicidade habita em mim por eu saber que logo tio Harold irá operar e então realizará seu desejo de voltar a morar em San Francisco com sua família. Mas também me sinto angustiada e perdida.Sinto falta de Steve. A última vez que o vi foi em meu apartamento quando me beijou logo depois de termos tido uma pequena discussão sobre sua mania de querer me controlar. Ainda não entendo o motivo de querer mandar e desmandar em mim. E sempre que tento entender acabo desistindo. Pois simplesmente não vejo uma certa coerência para esse tipo de coisa.Chegando à minha casa após deixar mamãe, Hazel e Robert no hotel, abro a porta do apartamento e logo vejo Rebby correr até mim enrolada em seu cobertor.— Nat!— Oi! – eu a olho de cima a baixo. — Tudo bem? Lá fora, a neve me fez escorregar mil vezes na rua. – rio de minha própria fala enquanto retiro meu casaco. — Rebby, você está bem?— Ahn.... mais ou menos.— Por quê? Aconteceu alguma coisa com...— Não, não. O Sr. Barton está bem.— Ah, que bom! Mas então o que houve, Rebby?— Ér... que... Miguel está aqui.— O quê? Aqui? Como assim?— Ele veio te ver. Disse que tem te ligado por dias, mas você não atende.— Bom, eu vi que tenho algumas chamadas dele aqui no meu celular, mas não estava com cabeça para falar sobre aquela noite. – refaço meu rabo de cavalo. — Onde ele está?— No banheiro. – diz Rebby. — Você quer que eu saia e deixe vocês conversarem?— Não. Não, por favor, não. Fique no quarto e deixe a gente na sala, tudo bem? Mas fique por aqui.— Certo. Se você ficar desconfortável é só me chamar. Ele não comentou nada comigo do que me contou, de ele dizer que gosta de você daquele jeito.— Tá bom. Vamos ficar bem. Acho que Miguel não vai me matar.Rebby ri comigo antes de voltar para seu quarto. Eu a vejo se afastar e, em seguida, a porta do banheiro abrir revelando Miguel de cabeça baixa e envergonhado.— Oi, Nat.— Oi, Miguel. Como está?— Bem. E você?— Mais ou menos. – digo. — Aconteceram alguns problemas e Clint precisou vender a livraria, portanto estou sem emprego. – vou até a geladeira e me sirvo com um pouco de suco de laranja. — Quer tomar alguma coisa?— Não, não, valeu, niña. Ér... sobre a livraria, eu fiquei sabendo. Passei por lá para falar com você e vi que está fechada. Parece que a nova dona quer transformar em uma casa de doces, um negócio assim.— Hmmmm... bom, espero que faça sucesso!— É, eu também. – Miguel sorri e evita de olhar em meus olhos. — Ér... Nat?— Sim?— Vamos logo com isso. – ele suspira, pondo as mãos na cintura e olhando para mim. — Desculpe por aquela noite. Eu fui um completo idiota e te desrespeitei. Perdão.— Não! Não, Miguel, não se desculpe. Por favor.— Eu sei que não deveria ter te falado aquilo, é que eu...— Miguel, está tudo bem. Ei! – pego sua mão e a aperto. — Somos amigos e eu entendo que você diga que goste de mim, mas é apenas um equívoco. Vai conhecer uma garota legal e que te ame. Você só está confuso.— É... – Miguel murmura tristonho.— Desculpe, Miguel. Somos amigos há tanto tempo que eu... você... para mim somos irmãos! Entende? Eu sinto muito que eu... ér... eu...— Está tudo bem. Fico feliz que esteja sendo sincera comigo. – Miguel afirma e me abraça apertado. — Desculpe, Nat. Você é a minha melhor amiga.— Esqueça isso, Miguel. Não se desculpe, está tudo bem. Mas e aí? Vai ficar para comer?— Não, não, niña. Tenho uma entrevista na editora que te falei. – ele se solta de mim lentamente.— A qual você ia apresentar o projeto? – Miguel afirma. — E você já apresentou? – ele assente mais uma vez. — E o que eles acharam?— Acho que gostaram, pois me chamaram para a entrevista! – Miguel comemora rindo junto comigo. — Estou tão empolgado, Natasha!— Ah, Miguel, parabéns! Vai se sair bem, você vai ver!
— É, tomara! Bom... tenho que ir agora. Até mais, Nat!— Até, Miguel! – eu o levo até a porta. — Boa sorte!— Valeu!Vejo Miguel descer as escadas e volto para dentro do apartamento. Após fechar a porta, eu começo a caminhar para o quarto, mas meu celular começa a tocar.Eu o pego dentro da bolsa e atendo sem nem ao menos verificar quem é.— Alô?— Natasha!— Oi, Steve! – sorrio. — Como vai? — Bem. E você? – sua voz está calorosa e feliz. — Também estou bem.— Que bom! Bem, eu te liguei com um propósito.— Qual?— Amanhã é Natal. Fará alguma coisa de diferente ou passará em casa?— Não sei. Talvez passemos com a família de Clint na casa deles. Tio Harold ainda não está curado, mas o hospital já deu alta para ele, até porque será transferido para um hospital em San Frascisco. – explico. — E você? O que vai fazer?— Ficarei com a minha mãe. – responde. — E gostaria de lhe fazer um convite.— Um convite? – sorrio curiosamente. — E qual seria?— Gostaria de passar o Natal comigo na casa de minha mãe, Srta. Romanoff?
Notas finais
Tentei achar fotos de apartamento para demonstrar como é o da Nat e Rebby, mas não consegui achar o que eu queria. Mas já achei fotos para o novo que elas terão. Postarei os links no capítulo que o apartamento for comentado :3
Ah! Eu sei que... nosso eterno e amado Robin Williams já se foi, mas eu amo de paixão esse ator. Ainda mais depois dos filmes "Patch Addams" e "Sociedade dos Poetas Mortos" *0*
Okay. Pedirem para virem aqui porque... tenho uma notícia que acho que irão gostar. Eu sei que atualizo a fic 1x por semana, mas... dentro de poucos capítulos, passarei a atualizar 2x na semana. Okay. Vocês devem estar tipo: "Porra! É só isso que você quer falar? Grande coisa..." mas achei que gostariam de saber, então... '-'
Bom, venho sentindo falta de muitos leitores que comentaram no início e agora me abandonaram. Why? :(
Por favor, acompanhem, favoritem, recomendem e comentem :3
Beijocas!
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