I Need Your Love

7 Capítulo 6 - A primeira Música


Notas iniciais
Eu sei que eu demorei uma eternidade. Na verdade, eu tinha desistido da história, mas resolvi voltar a postar. Entendo se não tiver ninguém aqui. Mas se tiver, deixa seu comentário!

A sexta-feira chegou mais rápido do que eu esperava. Devo confessar que essa apresentação estava me deixando bastante ansiosa. E não era pra menos! É minha primeira apresentação para um público — relativamente — grande. Lógico que sei do meu talento musical, mas essa pressão de ter todos os olhos voltados para mim, me assusta bastante.

Essa é minha oportunidade de mostrar que sou uma estrela e nasci para isso. Eu preciso encarar essas pessoas e fazer o meu melhor. Chega de insegurança. Como se isso fosse possível.

Estava com o violão do meu pai nas costas. Era a única coisa que ainda possuía dele e que me lembrava dele, então nunca iria substituir. Mesmo estando bem velhinho e desgastado. Faz pouco tempo que cheguei, então ainda estava procurando um bom lugar para sentar. Após fazer uma rápida varredura na arquibancada, encontrei um cantinho reservado e sentei com minhas coisas.

Pouco tempo depois meu celular começou a tocar e prontamente atendi, com um sorriso no rosto já que tinha lido o nome de Finn no visor.

— Alô?

— Oi, Delícia! — Bufei. Idiota. — Já estou aqui na frente, cadê você?

— Já saio, espera.

Desliguei sem maiores cerimônias e me encaminhei para fora do auditório. Estava vestindo uma regata branca e uma saia soltinha acima dos joelhos. Nada que desviasse atenção dos telespectadores para lugares indevidos. Coloquei o violão novamente nas costas e levantei para ir ao encontro de Finn.

Assim que saí o avistei – também daquela altura não era difícil de ser encontrado, né? Acenei para ele que veio ao meu encontro, me dando um rápido abraço.

— Roubou o perfume das rosas, foi?

Revirei os olhos. Não que eu fosse uma má educada que fazia questão de retrucar o menor elogio possível feito por alguém, mas é que aquela cara de cínico dele me fazia querer estapeá-lo por ser tão atraente e me deixar sem saber o que fazer.

— Vamos logo!

Cortei caminho entre duas pessoas o puxando pelo braço e retornamos ao local. Meu lugar estratégico já estava ocupado e isso me fez ficar brava com Finn.

— Você me fez perder o local perfeito.

— Deixa de ser rabugenta, garota! — Ele mexeu em minha cintura com o indicador. — Ali ó! — fez menção a duas cadeiras livres e caminhamos em direção a elas.

— Porque você vive com esse sorriso idiota no rosto? — Perguntei depois que nos sentamos no local que ele indicou.

— Porque eu fico idiota perto de você.

O encarei por alguns segundos e desviei o olhar em seguida, abaixando a cabeça. Finn conseguia mexer comigo sem fazer o mínimo esforço. Ele parecia me conhecer direitinho, mesmo estando todo esse tempo longe.

O apresentador do evento logo deu início as performances. Ele chamava cada artista e fazia uma mínima introdução de cada um. O tema do evento era trazer uma nova roupagem para uma música já consagrada. O gênero era livre, contanto que o cover fosse original do cantor, ou seja, com um arranjo próprio.

Entre rock, pop e até mesmo country, as pessoas iam se apresentando e eu ficava cada vez mais nervosa.

Eu percebia os olhares de Finn vez ou outra, enquanto aplaudíamos os participantes. Eu também lançava olhares remotos para ele, quando o mesmo estava distraído com a música. Continuamos nesse joguinho silencioso até Christian — o apresentador — chamar o meu nome. Ele solicitou palmas e me anunciou com uma animação levemente exagerada.

— E agora, daremos as boas-vindas para Rachel Berry, que fará a sua versão de uma música da princesa do Pop, Britney Spears.

Todos aplaudiram e Finn até fez aqueles assobios ridículos. Eu subi ao pequeno palco com o violão em mãos e me sentei num banco de madeira no centro do palco. Posicionei o microfone em uma altura que combinasse com meu tamanho de smurf e suspirei fundo, buscando a última dose de coragem para começar.

— Ok, essa é, na verdade, uma mistura de duas consagradas músicas. Crazy do Aerosmith e You Drive Me Crazy da BrittBritt.

Sorri para a plateia, especialmente para Finn, que ao ouvir o nome da música abriu seu melhor sorriso. Com certeza estava ansioso para ouvir minha voz. Comecei a tocar a introdução no violão e logo em seguida cantei os primeiros versos.

Querido, eu estou tão na sua. Você tem aquela coisa... O que eu posso dizer? Querido, você me faz girar. A terra está se movendo, mas eu não consigo sentir o chão. Me diga se está afim de mim. Que eu sou a única que você verá. Me diga que não estou enganada. Que não estou desperdiçando meus sentimentos com você. Você me deixa louca. Eu não consigo dormir. Querido, pensar em você me mantém acordada a noite toda.

O público se animava com a minha versão e ficava mais confiante a cada verso. Finn sorria para mim, e parecia estar sorrindo sempre. Fui seguindo a música cada vez mais solta e consegui acertar todas as notas altas que ainda me causavam um certo receio. A plateia estava animada e cantava junto, tentando acompanhar o novo ritmo dessas velhas e conhecidas canções.

Eu terminei e para a minha surpresa, fui ovacionada de pé. Sério. Todos levantaram e bateram palmas, assobiaram e gritaram meu nome. Bom, essa última parte eu desconfio que tenha sido apenas Finn, mas não me importo. Estava muito feliz por ter conseguido.

Desci do palco recebendo alguns elogios das pessoas por onde eu passava. Sorrisos e gentilezas ao longo do caminho. Avistei o moreno em nosso lugar, escrevendo algo em um pequeno papel. Quando me aproximei dele, Finn estendeu o braço e me entregou o que estava escrevendo.

— Deixe-me ser seu empresário, por favor. — Ele falou sorrindo e eu ri.

No papel estava escrito o seu número de telefone e seu nome completo, com um pequeno flerte no canto da folha. Sorri ao ler a mensagem.

— Palhaço.

— Sério, você arrasou. Porque não me disse que cantava?

— Quis fazer uma surpresa. E também, eu meio que sou insegura sobre isso, sabe?

— Não sei porque, mas tudo bem. Cada louco com sua mania.

Ele disse dando de ombros e eu observei seu sorriso por um pouco mais de tempo. Me parecia bastante verdadeiro e eu realmente estava gostando de sua companhia. Assistimos o resto do show com a mesma empolgação do começo. Só tinha gente boa fazendo os covers, um ou outro que passava um pouco de vergonha no palco, mas era coisa boba.

Quando o evento foi encerrado, nos ajeitamos para sair. Caminhamos até uma barraca próxima, em uma pracinha perto dali. Finn insistiu em me pagar um sorvete e eu aceitei. Nós ficamos perambulando pelo local, jogando conversa fora e relembrando algumas coisas da infância.

— Eu sempre fui mais corajosa que você mesmo. — Pontuei com um ar de superioridade.

— Lógico que não. Eu sou apenas mais precavido que você.

— Vai nessa… — Suspirei um pouco, rindo em seguida. A hora estava passando e eu tinha que voltar logo para casa. — Eu tenho que ir pra casa, Finnie.

— Eu te levo. — Ele se ofereceu.

— Não precisa. Minha mãe ouviu a última vez que me levou em casa e me encheu de perguntas e eu não estou a fim de respondê-las hoje.

— Ok, não tá mais aqui quem falou. — Ele riu e concordou.

Quando eu o abracei para ir embora, ele me segurou firme pela cintura, me trazendo para mais perto e colocando seus lábios em meu ouvido sussurrou com a voz rouca:

— Você me deixa louco também. — Disse convencido fazendo trocadilho com a letra da música que eu havia cantado.

Mordi os lábios ao ouvir sua voz, que me arrepiou. Respirei fundo. Não deixaria Finn ganhar esse jogo tão rápido assim. Eu realmente não sei dizer o motivo de toda a minha resistência a seu charme e galanteio, mas algo me diz para ter cuidado. Para não me deixar levar por aqueles olhos castanhos e aquele sorriso torto que me deixa meio tonta… Oh, Deus. Eu sei que esse garoto é problema, mas que problema gostoso, hein?

Recusando meus instintos e desejos pessoais me afastei dele, com um sorriso travesso no rosto. O olhei fundo nos olhos e mordi os lábios novamente, fazendo um tchauzinho com a mão esquerda. Me virei e fui embora sem olhar pra trás, deixando-o parado na praça.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Um beijo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.