I Need Your Love.

16 Contrato de Ouro.


Notas iniciais
Oi, vim rapidinho hoje. Comentem amores.. Boa leitura.

POVS PERCY.

Eu estava na Jackson Global. Organizava alguns papéis quando Nico DiAngelo, meu melhor amigo e diretor da empresa, entrou no meu escritório. Os cabelos eram na altura do ombro, e parecia tirar qualquer seriedade dele, mas isso não acontecia. Nico era reservado, poucos pessoas realmente tinha intimidade.

–Percy, soube da novidade? -Ele perguntou rapidamente sentou-se na cadeira a minha frente e eu o observei tirar o celular do paletó e mexer nele algumas vezes até começar a falar..–Annabeth Chase Castellan, empresaria e advogada, dona dos Escritórios Chase’s, acaba de quebrar o contrato milionário com a rede de hospitais Olympus, no qual o marido dela é diretor e cirurgião, o que houve para a tão renomada pular fora? E blá blá blá... –Nico continuou. – Motivo que ronda a adorável família é : quando fui na casa de Hades ontem e Perséfone deixou escapar que Luke estava mandando o filho para a Suíça, para um internato. –Ele completou.

Arregalei o olho, e me surpreendi. O menino era ainda tão pequeno para uma mudança tão brusca. Deuses! O que será que aconteceu? Uma força interna me forçava a ligar para Annie. Mas, Percy Jackson tem autocontrole.

–Sim? –Fingi que não estava nem aí para o que Nico dizia.

–Percy metade dos Olympus sabe que você e Annie estão tendo algo... Um caso, talvez?

Me enfureci.

–Nico DiÂngelo, eu não tenho nada com Annabeth Castellan, somos amigos. Já saímos juntos, mas não rolou nada. –Menti. –E além disso, tenho certeza que o que eu faço ou não, não é da sua conta ou até mesmo do resto dos Olympus. –Esbravejei. E ele arregalou o olho.

–Percy, há mais de quinze anos que Aphodite traí Hefesto descaradamente, você e Annabeth... Já é esperado. –Ele sorriu. –Dado o histórico de vocês, é claro. Mas, eu não saí da minha sala para isso... Os assessores querem que Annabeth Chase cuide da advocacia da Jackson’s... –Oi?. –Sabe, ela está ascendendo e cada vez mais fica mais competente e você já ouviu? Annabeth nunca perdeu um caso. –Sorri, ao menos ela era competente. –Com um contrato desses, é irrecusável. A empresa dela, tem dezenas de advogados, super competentes e que podem nos ajudar...

–Okay.. Tudo bem.

–E queremos que Annabeth seja a sua advogada, tanto particular como pública... Você já tem fama, Perseu. É reconhecido, não mais por seu o playboy filho do político, e sim por ter construído esse império... –Ele gesticulou com as mãos.

–E agora você é meu puxa saco? Tão te pagando para vim me elogiar é, DiÂngelo?

Ele riu.

–Sempre existem problemas, Percy. UM funcionário, uma mulher, ou um divórcio. E Annie é a melhor.

–Estou completamente satisfeito com o meu advogado... –Falei, eu queria distância de Annabeth, sinceramente. Sim, eu falei que a amava, mas nem por isso quero estragar tudo que eu construir por ela. Toda vez que eu ouvia o nome dela, me lembrava da voz de Zeus.

‘’Nunca estrague o seu presente por um passado que não tem futuro.’’’

–Nico...

–Direi para eles que você aceitou depois de muito relutar... –Ele se levantou. Sorri. DiÂngelo sempre intrometido. Ah, foda-se... Eu preciso de gente competente do meu lado, não é mesmo?

–Mande marcar uma reunião com ela...

–Tudo bem. –Ele saiu.

Povs Annabeth.

Eu ainda estava bufando de raiva, tinha conseguido adiantar minha ida a Suíça por mais três dias. Yey! Eu estou sem falar com Luke, exceto quando estamos na frente de Jonathan... Ele dorme no mesmo quarto e cama que eu, porém... Não nos falamos e nem nos tocamos.

–Por favor, mande Clarisse vim até minha sala... –Pedi a secretária.

Alguns minutos depois, Clarisse, apareceu. Seus cabelos estavam cacheados, usava uma maquiagem leve, mas o lábio estava marcado. Seu terno feminino me fez sorrir.

–Bom dia, docinho. – Falei levantando meus olhos cinzas, ela me encarou e sentou-se na cadeira da frente. –Fez o que eu mandei?

–Sabe Annabeth, as vezes acho que você é louca. Quebrar um contrato milionário por uma briga... Isso pode acarretar o teu casamento.

–Clarisse, ele vai mandar Jonathan, nosso único filho, para a Suíça sabendo que existe inúmeros internatos só aqui nos EUA.

–Você já falou com ele? –Ela perguntou.

–Falei, implorei... E ele não aceita. –Disse. –Mas, eu sou Annabeth Chase, e não vou deixar isso me atrapalhar. O que são uns milhões a menos? –Falei.

–Uns milhões a menos e mais boatos em toda a imprensa empresarial; Annabeth já estão falando até em divórcio.

Ri

–Não vou me separar de Luke, não agora. –Afirmei, e ela franziu o cenho.

Eu sabia que se me separasse de Luke, iria acabar correndo para os braços de Percy eu estaria estragando dois casamentos. O meu e o dele.

Ouvi batidas na porta, era Charles. Ele entrou e pigarreou. Sorri, fazendo prosseguir.

–Chase, docinho. –Ele falou com a voz rouca que fazia Silena enlouquecer. Sorri. –Temos algumas empresas querendo assinar o mesmo contrato que você fez com Luke.

Aquele contrato é o que chamamos de Contrato de Ouro. Meu escritório trabalha para a empresa na qual prestamos serviços, do estilo para qualquer coisa. É ótimo, caro. Mas, é muito trabalhoso. Defender toda uma empresa.

–Quais? –Clarisse arregalou o olho quando eu falei isso. Do estilo: você não vai fazer isso.

–Algumas grandes demais, outras pequenas demais. E a Jackson Global que ofereceu uma fortuna e um acréscimo anual para você, Annabeth Chase ser advogada de Percy Jackson.

Arregalei o olho. Ser advogada de Percy Jackson?

–Ele pediu uma reunião com você, daqui a dois dias. E você, não pode ousar recusar uma reunião com Jackson.

–Ok. Vou pensar se ele merece. Tudo bem, Charles. Ah, aproveite e mande minha secretária ir ligar para Luke ir buscar Jonathan na escola e trazer para cá.

Ele assentiu.

–Não que eu esteja escolhendo um lado entre você e Luke. Mas, se você assinar o contrato com Percy... Annie, Luke irá odiar. E... Seria uma ótima vingança para o Castellan.

Sorri, prometi que me vingaria de Luke. E eu iria.

–Não custa nada conversar com Perseu.

Dispensei Clarisse, alegando que tinha trabalho. Alguns minutos se passaram, e Luke e Jonathan entraram.

–Oi, mãe. –Falou ele, pulando em meus braços. E me envolvendo em um abraço apertado.

Acariciei o cabelo loiro dele, e o beijei na testa. E o coloquei no colo.

–Luke... –Falei, tentando sorri. Mas, acho que o que saiu foi uma careta. Ele assentiu.

–Thalia nos convidou para jantar em um dos restaurantes que será inaugurado hoje. E iremos... –Ele falou.

–Não sei. Acho melhor deixarmos passar essa. –Falei seriamente. Minha vista estava um pouco embaçada, preciso de óculos. Ele levantou o olhar.

–Sabe, Annabeth. Eu tenho certeza que não perguntei se você queria ou não. Minha paciência está esgotada com você. –Ele brandiu, fechei a cara de modo que meus lábios crisparam.

–Tenho certeza que a culpa disso é sua. –Falei. –Quer ir ao jantar? Iremos. Pronto. Mas, não me peça para sorrir.

–Você vai fazer o que eu quiser, Annabeth. –Ele ameaçou com a voz rouca e os olhos azuis gélidos.

E pela primeira vez em muito tempo, eu tive medo de Luke.