Notas iniciais
Oie, gente. Tudo bem com voce? Demorei um pouco, mas culpa de Maze Runner, meus novos xodos. Mas, enfim, esse capitulo não queria air e não saiu como eu imaginei, mas tentei meu melhor. Verei se no proximo posso melhorar. Saudades do pessoal que sempre comentava e agora parou. Flopou mesmou a fic, foi? KKKKK Boa leitura.

Povs Annabeth.

Já estávamos na Califórnia há dois dias, as praias desse paraíso havia rendido a Percy e Sophie ótimas ondas e um Sol escaldante. Enquanto, eu e Jonathan conversávamos sobre algo banal e tomávamos agua de coco, uma vez ou outra víamos algum paparazzi.

Quando a noite caíra, eu e Percy iriamos a um famoso restaurante californiano The XX, eu ainda me aprontava na frente do espelho. Um vestido preto básico de decote generoso cobria minha pele e um colar de brilhantes enfeitava meu rosto. Meu cabelo estava soltos e lisos, e um salto preto me dava altura, o que eu não tinha. Senti a boca de Percy em meu colo, fazendo meus pelos se eriçarem e eu sorri, inclinei o pescoço do lado oposto ao da boca dele, dando espaço suficiente para ele beijar mais. Ele beijou várias vezes, e por fim mordeu. Fazendo um gemido escapulir de minha boca, e ele ri.

Virei meu corpo para ele. Às vezes, eu me surpreendia com a beleza dele. Era algo tão natural e ao mesmo tempo exótico. As pequenas rugas ao redor dos olhos incrivelmente azuis davam um ar de maturidade, as pequenas covas nas bochechas mostravam uma fofura, e o sorriso carregado de malicia... Completava tudo. A blusa como sempre azul mostrava os músculos definidos, me fez morder os lábios, tentando provoca-lo.

Eu o amava.

O modo como ele mexia nos cabelos quando estava nervoso, ou tamborilava alguma superfície dura por causa da hiperatividade, a fascinação do mar, ou o quão irritado ele fica quando eu começo a falar sobre livros, casos, dinheiro e empresa e não ‘’ namoro’’ com ele. Eu não sabia o que tínhamos. Eu e Luke havíamos nos separados há um pouco mais de um mês, e ele de Thalia há três semanas, era recente. Anunciar um namoro seria pedir entrar em campo minado.

–O que está pensando? –Ele perguntou enquanto eu passava um perfume francês.

–Em você. –Respondi. E ele sorriu. –Estou pronta.

Eu não iria cobrar algo fixo dele, não agora. Mas, eu já havia planejado tudo nas minhas horas vagas. Moraríamos no meu apartamento, ficaríamos com os meninos que começariam um namoro sério (ou quase isso), teríamos uma cerimônia de matrimonio simples. E desde que ele falou sobre adoção, eu pensei sobre isso. Adotar.

Eu nunca havia pensando nisso, nem eu e nem Luke. Sempre queríamos mais herdeiros nosso, do nosso sangue e não focamos em nossas outras possibilidades. Mas, isso não serviria de nada mesmo.

O trajeto da minha casa até o restaurante fora calmo, os meninos haviam ficados para ver algum filme (o que realmente não aconteceria, estou até prevendo sexo no meu sofá), e depois iriam pedir pizza.

–O que você acha de Jonathan e Sophie? –Perguntei a ele que olhou para mim rapidamente.

–Se ele não fosse seu filho, eu já teria dando um fim nele. –Ri, e ele me acompanhou. –Eles me lembram Luke e Thalia. São praticamente idênticos. Jonathan ao pai e Sophie a mãe.

Fiquei calada por alguns instantes. Eu havia destruído o amor da minha melhor amiga, não por querer. Mas, mesmo assim.

–Sophie merece outra chance, Pers. –Falei. –Ela precisa ter uma nova chance, senão.

–Eu sei, Annie. Mas, eu não posso fazer nada, tentei, conversei. O problema foi que Sophie estava louca por causa da amor. Aquele maldito ferrou o psicológico dela, fez ela acredita que o certo era errado, que ele queria o bem dela e ele o bem. E ela teve a mente fraca.

–Ela era uma menina ainda, no começo da adolescência. Não sabia de nada. É o primeiro amor, as pessoas fazem loucuras por causa deles. Quer um exemplo? –Ele assentiu. –Eu e você. Você foi meu primeiro amor, nós separamos por algo banal e ridículo algo de adolescentes, e então eu me casei, e você também. Massacramos algo dentro de nós e então, assim que nos vemos a primeira vez, enlouquecemos. Já dizia Nicolas Sparks: ‘’ O amor deixa marcas pra vida inteira’’

–Merece um beijo por ser tão fofa. Mas, acho que ela superou, ou ao menos está perto. Ela é Jonathan estão próximos, vejo eles mais conversando do que se beijando. –Porque o quarto dele é no andar de baixo, se fosse no nosso, você ia ouvir bem mais que beijos, pensei. — E então, se ela está feliz... Eu também estou.

–Sim sim.

Quando chegamos ao restaurante, fomos levados até a mesa que era no centro do grande salão. As cores claras e sutis davam uma sensação de calmaria, o piso negro era lustroso de tão modo que eu podia ver meu próprio reflexo. A mão de Percy estava entrelaçado na minha, sentia se polegar acariciar minha pele. Ele como um verdadeiro cavaleiro, puxou a cadeira para me sentar, e de leve a empurrou de leve. Quando o garçom chegou servindo uma pequena quantidade de espumante italiano na jarra e Percy pediu o Especial do Chef.

–Não sei porque quis vim para cá... Preferia que você cozinhasse. –Admiti e ele sorriu.

–É nosso primeiro encontro em público, Beth. Posso cozinhar para você sempre que quiser. –Ele levou a taca de cristal aos lábios e sorriu.

–Beth? –Perguntei curiosa, ninguém nunca havia me chamado assim. Sempre era Annie ou Sabidinha.

–Sim, amor. Beth. Todos te chamam de Beth, quero algo nosso. Um apelido para você, e vai ser Beth.

–Você é um idiota, porém meu.

O resto do jantar se passou assim, uma vez ou outra eu notava um certo nervosismo na voz de Percy. Como se algo o atormentasse, sempre olhava para baixa como se pensasse se o zíper estaria aberto. Na hora da sobremesa, ele respirou fundo e fez um pequeno gesto de negação.

–Algum problema, Pers.?

–Só um incomodo, vou pedir a conta tudo bem? –Assenti. Não deveria ser algo sério, mas era melhor irmos.

Depois de muita insistência, Percy não aceitou que eu pagasse a conta. Maldito machismo. Percy continuava distraído, e eu rezava para que ele não passasse mal, e estragasse as férias.

Quanto egoísmo.

–Deveria ligar para os meninos, Deus me livre, encontrar minha filha... Você sabe.

–Ainda é cedo. Eles não correm esse risco, Jonathan não corre.

–Annabeth, posso te fazer uma pergunta? –Ele perguntou. –Quero te propor algo, mas eu preciso que você me responda com sinceridade, tudo bem?

–O.K. –Respondi um pouco preocupada.

–Quando você viajou durante aquele ano em que Jonathan foi para a Suíça o que aconteceu? Você voltou focada cem por cento no trabalho, nem se importou com a nossa antiga relação, destruiu seu casamento...

A pergunta me atingiu como uma faca, sentia a angustia se espalhar. Eu havia feito tanta coisa errada. Bebido para caramba, voltado a fumar... Mas, eu precisava contar.

–Eu rodei o mundo como você sabe, visitei todas as minhas filiais. E em Paris, eu conheci o dono do Banco Mundial, tinha uma conferência com ele e conversamos. Dédalo, conhece? –Ele assentiu. –Então, eu cometi erros terríveis com a minha empresa, Pers. E ele me ajudou a corrigir. Disse-me que minhas finanças eram boas, mas devia melhorar. Que eu era uma advogada temida, mas precisava ser uma empresaria temida. Me impor, me opor. Passei uns cinco meses em Paris, e ele me ajudou nesse processo. Falou que minha relação com Luke era o interesse mais puro, que meu casamento era um status e que eu deveria manter ele. Luke Castellan poderia ser um mala, mas é um Castellan... É apesar de naquela época, eles estarem praticamente falidos, eu precisava usar o nome dele como um apoio e fiz isso. Estendi meus horizontes, parei de atuar como advogada, e comecei a ser a dona da A.C advocacia.

–Ele falou que eu merecia mais do que tinha, Pers. –Recordei. –Que eu tinha tudo para ser grandiosa. E não podia apegar a família, ou ao amor. Eu poderia muito bem ter tirado Jonathan do internato bem antes, mas não fiz. Sabia que meu casamento era uma merda, e que com Jonathan ali eu não me dedicaria a meu trabalho. Eu tinha tudo para ser grandiosa. Dinheiro, poder, uma Olympus. Por isso que eu me afastei de você, não admitiria que meu amor por você, massacrasse meu sonho de ser tudo que eu sonhei. Você lembra de meus sonhos, Pers. Eu sempre quis ter uma família, mas eu queria mais.

–Você sempre quis mais. –Ele falou enquanto estacionava o carro.

–Dédalo me proporcionou isso. Me ensinou tudo que eu precisava saber, abriu um enorme empréstimo para meu escritório, mandou eu reformar tudo. Transformar em algo absurdo. E eu consegui tudo. Em oito anos. Destruí meu casamento, nosso relacionamento na época, minha relação com meu filho. Mas, eu consegui.

–Isso soa egoísta. –Ele continuou.

–E é. –Afirmou. –Eu já consegui tudo, Pers. Só preciso manter, ensinar a Jonathan tudo que eu sei, ele tem que ser no mínimo igual a mim. Manter o que eu tenho.

–E se ele não quiser? –Ele perguntou olhando para mim quando procurava as chaves no paletó.

–Ele não tem escolhe, Pers. Ele sabe disso. Ou é isso, ou nada.

A conversa acabou e na hora que entramos na casa nos deparamos com Jonathan e Sophie sentados no chão da sala comendo Pizza com as mãos enquanto parecia implicar um com o outro.

–Olá, meninos. –Falei.

–Chegaram cedo.

–Sim, sim. Annie, eu queria sua ajuda em algo lá em cima. Poderia ser? –Ele perguntou, e eu disse sim. Senti os meninos cochicharem algo, mas não me importei. Subi as escadas e a mão de Percy estava colada n minha antes de abrir a porta ele falou o seguinte:

–Eu não estou me importando com seu passado. Posso querer saber um detalhe ou dois, mas nada em exagero. Eu não quero saber como eu sou em relação a seu ex-marido. Não quero que você me compare a alguns dos cara que você já teve, não quero.

–Você foi, além de Jonathan, foi a última coisa além de meu passado que serviu para algo. Eu sempre amei você, sempre vou amar. E não vou te comparar a Luke ou a qualquer outra pessoa, por que eu te amo, só isso. –Soltei um suspiro após a fala e ele sorriu. –Posso entrar?

Ele abriu a porta e eu levei as mãos a boca. O quarto estava cheirando a rosas que entorpeciam minhas narinas, as luzes das velas preenchiam todo o quarto, a colcha da cama era um vermelho vivo e eu sorri.

–Vamos fazer sexo a luz de vela? –Pensei e ele riu.

–Não, Beth. Ainda não. –Ele fechou a porta atrás de mim. –Abra a primeira gaveta.

Senti meu corpo tremer só de pensar no que viria em seguida, sentei na cama e abri. Uma pequenina caia de veludo cinza estava lá. Eu senti meus olhos encherem de agua. Antes que eu puxasse a caixa ele a tomou de minha mão e se ajoelhou.

Eu juro, podia sentir a Terra rodando ao meu redor, o frio na barriga, o gelo em meu cérebro. Minhas pernas começaram a tremer. E ele sorriu, como se aquele fosse o objetivo. Sua mão puxou a minha e beijou.

–Eu não pretendia fazer o pedido aqui, é sim no restaurante. Mas, aí eu me perguntei, porque fazer no meio daqueles desconhecidos se eu posso fazer algo somente para nós dois. Por que nesse momento, somente você me importa. E eu, depois de dezesseis anos, continuo te amando Annabeth. É isso, é tão estranho. Mas, eu não posso fazer nada. Eu te amei com doze, com dezesseis, com vinte e três e agora com trinta e quatro. Então, eu só preciso de uma palavra para te feliz o resto da minha vida. Só uma. Porque eu sempre achei que você era meu problema, mas... Você é a solução. E... Quer casar comigo? Morar em uma casa enorme com Jonathan e Sophie e talvez nossos filhos? Por eu quero isso... É se você não parar de chorar e me olhar com esses olhos, eu vou começar a me desesperar.

Minha face estava molhada, lagrimas corriam por todo o meu rosto. Meu coração parecia que teria um ataque de tão rápido que ele batia. Minhas mãos suavam, e eu sorri. Borboletas reviravam e destruíam meu estomago. Eu o amava.

–Sim. Eu aceito me casar com você. Morar com você, ter filhos com você. Ter qualquer coisa com você. E eu te amo.

Ele sorriu. E abriu a caixinha. O anel estava lá, pequeno e delicado. O diamante era grande, mas não exagerado. A fina linha de ouro dourada entrou em meus dedos e ganhou um beijo de Percy antes mesmo de eu juntar nossas bocas em um beijo. Aquilo era indescritível. Eu não consegui pensar em nada além de nós, os EUA poderia ser atacados pelos russos e eu não perceberia. O beijo era calmo, e apaixonado. Como se nada além de nosso amor importasse, eu poderia gritar para o mundo que eu seria a esposa de Percy Jackson. Mas, não... Eu preferia ficar ali, beijando ele. Me lembrando do doce cheiro de merecia que impregnava seu corpo, ou de como meus dedos se enroscavam em seus cabelos. Ou em como meu estomago se revirava. Eu parecia uma adolescente.

O ar nos faltou, mas eu não queria me separar dele. Nunca mais, nesse momento nenhum vídeo me importava, nenhum ex cônjuge, ou um cargo na política. Eu me importava com Percy, queria sentir mais a sensação de ser dele. Enquanto ele era meu.

Não havia Thalia, nem Rachel, nem Luke. Era nós. Na verdade, sempre foi o nós, mas demoramos de mais para perceber. Meu rosto colou no dele, e nossas mãos se juntaram.

–Sophie te ajudou a escolher o anel, não foi?

Ele riu e assentiu. Nossas testas colaram e eu me senti bem só de estar ali.

–Agora, podemos transar.

–Ótima ideia, Meu noivo...

Notas finais
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