I Need You - Novas Espécies

13 Primeiros momentos a dois


Jericho jamais havia sentido uma fêmea daquela maneira, seu nariz enterrado no pescoço, os seios dela colado em direção ao seu estômago, não poderia negar a ereção latente que cresceu em suas calças sem que ele pudesse ter controle, ela riu baixo quando ele moveu os lábios em um carinho que nem ele mesmo sabia que poderia fazer. Mas pelo estremecimento dela, ele tinha acertado no gesto. Como se tivesse adivinhado seus pensamentos ela se aproximou da cama hospitalar, que ficava bem acima de sua cintura. Os NE eram altos e as camas também.

_Me sobe. — Ela sussurrou.

Não foi necessário pedir duas vezes duas mãos enormes agarraram seu traseiro e em um segundo ela estava sentada sobre o colchão frio. Sorrindo e agora com o rosto a altura do dele o encarou. Seus olhos ligeiramente arredondados e avermelhados estavam fixos nela. E por um segundo ela hesitou. Nunca vira olhos daquela cor, e eles pareciam estar flamejando como labaredas.

A boca dele remexeu, como se tivesse hesitando em dizer algo também, seus lábios estavam umedecidos e cheios pelos breves beijos trocados.

_Eu não entendo coisa alguma de fêmeas humanas.

Ela continuou sem deixar de encará-lo.

_Empate técnico. Por eu não entendo patavina de Novas espécies.

_E se eu for mais duro do que você desejar? E se... Mas... – ele queria dizer que na verdade não entendia era de fêmea alguma, mas não teve coragem.

_Podemos tentar confiando um no outro. — ela o beijou suavemente – Eu não quero nenhum outro Nova espécie próximo a mim. Só você.

_Caralho! – ele rugiu a apertando, segurando o pescoço a trazendo para mais perto.

Sua ereção bem próxima à junção das pernas dela. Ele ofegou e levou a mão aos seios dela apertando-os suavemente enquanto gemia, e desceu para a barriga saliente.

_Oh inferno! Você é tão diferente de mim, e eu sinto como se pudesse... Devorá-la. –

Ele disse e ela apertou os lábios entre os dentes com um meio sorriso que o fez levar a mão

enorme a nuca dela e apertar forte.

O movimento brusco no ventre dele, fez os olhos dele quase saltarem das órbitas e

ele pulou para trás.

_Desculpe, é o bebê, ele está um pouco agitado.

_Ele se mexe assim? Ou devo tê-lo incomodado então? — Jericho perguntou

abraçando a si mesmo pateticamente.

_É só que ele deve ter sentido a minha agitação.

_Ah! Estou ouvindo a Mel choramingar. Ela deve estar assustada também.

_Não ouço nada.

_Audição NE.

_OK, então.

_Você vai ficar bem? Vou ver o que está acontecendo com a filhote.

_Tranquila. Ninguém vai me perturbar. – ela afirmou, e ele se virou para sair – Jericho?

Há algo que preciso saber.

_Diga. – ele respondeu sem se virar.

_Você e a Breeze. Já se desejaram?- ela perguntou sem encará-lo.

_De onde tirou essa ideia? – ele a olhou, mas ela estava de cabeça baixa — Por Deus, eu

detesto aquela intrometida. Acho que ela devia arrumar um macho forte que pusesse freio

Naquela língua afiada.

_Alguém forte como você! – ela disse em um fio de voz.

_Eu não poderia jamais ser essa pessoa. Muito menos depois de conhecer você. — Ele

disse e saiu.

Ela sorriu e se jogou de costas na cama. Sorrindo como uma adolescente.

_Oraaaaaaa comporte-se mulher! Ele é enorme, lindo e quer você!- ela disse para si

mesma, e sorriu apenas as paredes como testemunhas.

Jericho alcançou o refeitório, e Ellie tentava convencer Mel a parar de chorar. Mas era em vão os esforços da mulher. Ao vê-lo a menina pirraçou e ele a pegou rapidamente.

_Porque está chorando pequena filhote? – ele perguntou com ela segurando firme seu pescoço.

_Porque eu ouvi alguém dizendo que você vai ser preso. Que você vai matar o homem que assustou minha mãe. — a menina disse abafado por estar escondendo o rosto — Não quero que fique preso. Minha mãe disse que pessoas más matam e ficam presas. Você não é malvado. — ela o encarou com os olhinhos marejando.

_Quem te disse isso?

_Ouvi os adultos falando! Você não pode matar ninguém. Eles vão mandar eu e mamãe embora, e aquelas pessoas malvadas vão querer pegar a gente de novo!- a menina o agarrou em um novo acesso de choro.

_Não. Eles não vão pegar vocês. E eu não estou indo a lugar algum. Não vou ser preso. — ele disse acariciando a cabeça pequena entre seus dedos.

Queria poder dizer-lhe que lutaria até a morte. Que sim, mataria o macho que assustou a mãe dela, e que de quebra arrancaria a língua de quem estava falando aquelas coisas perto dela. Mas não, podia fazer aquilo, um pai a tranquilizaria. Um pai. Pensou em si mesmo, e em sua infância solitária em celas na Mercille.

_Você quer um sorvete?

Enquanto Mellissa tomava o sorvete e tagarelava sem parar, Jericho apenas a observava, a pele morena, macia, sem marcas, os cabelos encaracolados. O jeito doce e inocente de criança. Seu coração palpitou pensando em como gostaria de ter tido um momento como aquele quando tinha aquela idade, mas apenas o som de chicote e o cheiro de sangue vinham a sua mente. Respirou profundamente.

_Jericho você quer ser meu papai?

_O que?

_Minha mãe me disse que o meu sumiu e que não se importava com a gente. Quando vou pra escolinha meus coleguinhas tem pais, agora o Forest e o Salvation também tem. Não quero ser uma menina sem papai. – a menina desabafou falando em uma enxurrada de palavras maduras para a sua idade, mas expressando bem seus sentimentos.

_Qualquer um iria querer ser o pai de uma menina tão linda!- ele sorriu e suas presas apareceram.

_Você tem presas? Como de um vampiro ou de um lobo? — a menina arregalou os olhos.

_Sim, para proteger bem você e sua mãe. — ele disse num impulso, sabia que eram palavras simples, mas ele sabia bem o quanto aquilo era verdade.

_Salvation e Forest também falaram que vão cuidar de mim?

_Depois de mim claro!- ele piscou.

_Papais dão presentes as filhinhas!– disse Melissa sapeca.

_Mesmo? Acho que não sei bem o que um papai pode fazer. Você me ensinaria?

_Papais trabalham, trazem doces para os filhinhos e flores para as mamães. Sim e fazem outros filhinhos. Muitos irmãozinhos.

Jericho segurou a gargalhada que ficou presa em seu peito, mas não resistiu e riu sonoramente.

_Eu realmente acho que vou gostar de ser seu papai. – ele riu espontaneamente e se perguntou quando rira assim em sua vida?

Realmente gostava daquela menina.

Justice se aproximou.

_Pelo visto o papo esta realmente agradável e engraçado. Onde está o macho bravo e incontrolável de umas duas horas atrás? – ele perguntou se sentando, e acariciando a cabeça da menina.

_Quer sorvete? Papai Jericho disse que tem muito.

_Papai Jericho? — ele disse e estreitou os olhos felinos para Jericho, mas se voltou para a menina que tinha a boca um tanto lambuzada de sorvete de flocos – Não querida. Obrigado, na verdade vim te buscar, para te levar. Você pode passar o dia brincando com o Sal e o Forest. Enquanto resolvemos assuntos de adultos.

_Na verdade eu queria ficar com ela. Me ajuda a não pensar em... Ninguém.- Justice sabia que ele queria dizer que o ajudava a não pensar em matar ninguém mas sorriu.

_Acho que você e mãe dela tem muito para conversarem. E seria bom ter um dia só para vocês dois na reserva. Tem um helicóptero os esperando. Quero que tenham certeza de que querem ficar juntos, e nessa confusão isso seria impossível.

Os dois olharam a menina envolvida com o sorvete.

_Melissa! Eu não vou te decepcionar. — Jericho disse e sorriu terno e a menina o correspondeu com a boca suja.

_Isso é jogo sujo! Está conquistando a filha e a mãe? – Justice riu de lado.

_E o meu irmãozinho! Ah Papai Jericho ele também vai precisar de presente está bom?

Os dois homens riam, quando Trisha chegou.

_Olá! Já verifiquei Francine e a criança mais do que precisava. E ela tem permissão médica para passar o dia e a noite na reserva. Desde que Jericho se comprometa a cuidar bem deles.

_Nós vamos comprar presentes! Podemos trazer para Forest e Sal?

_Sim, amanhã, hoje você vai passar o dia brincando com eles. E eu e sua mãe resolveremos coisas de adultos. — Jericho disse calmo, e pegou um guardanapo para limpar a boca da menina.

_Sim, coisas de adultos. — Trisha sorriu maliciosa- Podem ir. Eu fico com a pequena e a levo para a Ellie e as crianças.

Jericho se levantou e beijou os cabelos de Melissa.

_ Comporte-se.

_Sim papai lindo! Olha não mostra as presas para a minha mãe, ela costuma ser bem medrosa!- Melissa disse sapeca.

_Pode deixar...

Francine respirou fundo ao descer do helicóptero. Não podia negar que estava tremendo, nunca havia andado em um, e as mãos gigantescas de Jericho rodeando a sua cintura para ajuda-la descer não ajudava muito. Seus seios estavam hipersensíveis e seu corpo reagia ao dele como nunca. Malditos hormônios. Seu rosto queimava toda vez que imaginava que ele poderia estar sentindo a excitação dela apenas com o cheiro.

Não demorou muito para que estivessem sozinhos e ele subiu a pequena escada que levada à varanda e abriu a porta do chalé de madeira rústica. Mas ela permaneceu no mesmo lugar.

_Você vem? – perguntou ele tímido com duas mochilas ainda no ombro e uma bolsa na mão.

_Estou admirando a vista. Esse lugar é muito lindo!- ela admirou ainda olhando para o cenário adorável ao seu redor.

_Poucos de nós vivem aqui. Mas há florestas além do que os olhos podem ver. Todas em domínio dos NE. E muitos vivem embrenhados pela mata adentro como verdadeiros animais.

Ela suspirou e caminhou lentamente o alcançando e tocando o ombro dele.

_Eles estão livres agora!

_Será. Essa criança em sua barriga prova que não. — ele disse direto, e deu passagem a ela indicando para que ela entrasse.

Ela entrou em silêncio, e admirou mais uma vez, tudo era muito simples e muito bonito. Mas ela não disse nada. Ele havia sido grosso e insensível.

_Queria que houvesse um quarto aqui no andar de baixo para te instalar. Mas não tem, então posso te carregar para que você evite as escadas. – ele disse parando atrás dela.

_Não será necessário. Posso caminhar sozinha e não pretendo sair muito do meu quarto.- ela disse seca e subiu as escadas com passos rápidos.

Ele a seguiu e deu a volta parando na frente dela.

_Desculpe. — ele pediu mordendo o lábio – Eu sou grosso às vezes. Bem na maioria das vezes. É que... — ele disse desconcertado.

_Tudo bem. Eu consigo entender.

_É só que eu não sei muito bem como me dirigir as pessoas. Só tem uma pequena filhote que me faz falar pelos cotovelos.

Ela sorriu fraca.

_A Mell é uma tagarela. Faz qualquer um falar demais.

_Ela me disse que queria ter um pai. E que pais dão presentes e fazem novos filhinhos.

_Essa menina! – Francine não pode deixar de sorrir.

_Eu acreditei nela.

_Acreditou?

_Sim, sobre ela querer um pai, sobre os presentes e sobre cuidar de vocês e sobre ter novos filhotes. – ele disse serio.

_Não pode estar falando sério. Melissa é uma faladeira.

_Eu quero isso! Quero ser o que ela deseja. Você só precisa me aceitar.

Francine olhou para cima, os ombros largos, os cabelos compridos jogados por sobre um dos ombros de maneira displicente, os traços fortes, os olhos vermelhos e intimidadores, os olhos arredondados e vermelhos. Ela deveria estar assustada, pois ele a dominaria em um piscar de olhos, mas ela não estava sentindo nada além de puro tesão. Queria se jogar nos braços dele e fazer sexo até seu corpo ficar entorpecido e esquecer de todas as mazelas que já tinha passado na vida.

_Vou fazer um suco para você e preparar algumas frutas. — ele disse e colocou as malas num canto do quarto, saindo rapidamente- Depois que eu alimentar você, te ajudo a organizar nossos itens.

_Tudo bem!- ela disse tímida, e ele saiu de perto dela caminhando para as escadas.

Francine explorou um pouco o andar superior, as acomodações eram bonitas, e haviam dois quartos, uma suíte, e um banheiro social. Uma saleta muito aconchegante e uma sacada com ume bela vista do horizonte.

Ela jamais imaginara passar um dia sequer em acomodações como aquela. Eram sempre muito distantes de seu orçamento e de sua realidade. Não poderia negar que o queria e estar com ele ali era muito mais do que julgava merece pelos seus últimos feitos. Se envolver com as indústrias Mercile fora a ultima de suas façanhas maus sucedidas. Respirou fundo e desceu, quando sentiu o cheiro de sanduiche de queijo.

_Olá! – ela disse chegando devagar na cozinha e vendo ele mexendo desajeitadamente com os potes de açúcar e a torradeira.

_Oi! Estou tentando ser mais rápido, mas realmente minhas mãos grandes algumas vezes me atrapalham e eu não queria fazer nada errado.

_Posso ajuda-lo.

_Não. Você realmente deveria se sentar. Use o sofá poderá esticar as pernas e ficar mais confortável. Prometo não derramar a bandeja no tapete. – ele sorriu de lado e sua presas apareceu.

_Suas presas são lindas!

_A filhote disse que você teria medo.

_Não é medo o que sinto.

_Eu sei que não. Posso sentir, mas quero que se alimente, o pequeno pode se queixar.- ele disse e sorriu mais uma vez.

Notas finais
Nota: Meninas, acho que desculpas não é o suficiente pelo abandono. Só que vivi um período difícil em minha vida. Meu emocional entrou em uma rebelião. E agora é aceitar, e me cuidar, os remédios tem me ajudado bastante na luta, mas ainda há mudanças a serem feitas dentro de mim. Só que organizar a minha vida toda não tem sido uma tarefa fácil. Por isso demorei, mas estou aqui com o capitulo. Espero que não decepcione, e esses dois devem pegar fogo no próximo capitulo que tentarei escrever o mais breve. Se alguém ainda estiver por ai! Beijos e Thanks conto com a compreensão de ioces (simmm mineirinha)!