I Need You

9 Esse é o espaço que deve haver entre nós dois


Notas iniciais
Oi pessoal! Desculpem a demora, fiquei sem internet, me perdoem! Espero muito que gostem do capítulo

Pode me escutar tremer?
Oh estrela,
Pode sentir meu coração arder?
Você é minha estrela.

Star — Kang Min Hyuk

2 semanas depois

NAMJOON

—Não sei como agradecer, senhorita Song. — falei assim que saímos daquele lugar. Depois de tanto tempo naquele lugar, eu vou parecer perdido aqui fora. Sun me encarou com um sorriso simples no rosto e me deu um leve empurrão.

—Aqui fora, é para me chamar de Sun. — falou e eu sorri, acho que desde sempre gostei da Sun, ela foi a única professora que eu tive, que conseguia me compreender.

—Eu soube que anda ensinando pro Tae e eu... eu gostaria de acompanhar as aulas, Sun. — murmurei e ela me encarou mordendo o lábio inferior.

—Precisa convencer o Tae a deixar, vocês se conhecem, certo? — perguntou e eu assenti. Eu conheço o Tae muito bem e, pelo visto, ele não vai deixar, mas eu vou tentar.

—Eu vou tentar falar com ele.

[...]

SUN-HI

—Depois que eu te ensinar a ler, vamos aprender coreano, ok? — perguntei enquanto eu e o Tae nos sentávamos em uma mesa da biblioteca. Fazia exatamente umas 3 horas que eu havia estado com o Namjoon e era bom saber que ele queria mesmo se concertar. Namjoon se abriu para mim na minha segunda semana ensinando no presídio, ele disse o motivo de sua prisão, mas ele não parecia ser assim tão mau. Namjoon havia sido preso após ser pego depois de matar o próprio pai, o seu histórico criminal era longo demais, ele passou quase 10 anos aqui dentro sem chance à liberdade condicional. Quase 10 anos preso entre grandes muros, atrás daquelas barras, sendo tratado como lixo.

Daniel Reyes — 18 anos

Erick Sims — 24 anos

Edward Harris — 20 anos

Cassie Miller — 19 anos

Samuel Davis — 19 anos

Jack Lewis — 21 anos

Kim Dong Joon — 45 anos

...

Esses são só alguns nomes das pessoas que o Namjoon matou, não por vontade própria, por obrigação. O pai do Namjoon era um mafioso muito cruel, que obrigava o Namjoon a fazer coisas que ele não queria, de primeira foram coisas pequenas, aí ele me contou que seu pai o fez matar o seu cachorro, quando ele tinha apenas 14 anos. Namjoon criou um trauma a partir desse dia, mas ele teve que continuar matando, o quanto o seu pai mandasse.

Namjoon matara o seu pai, Kim Dong Joon, e não sentia nenhum remorso pelo feitio, ele mesmo me disse e eu me lembro muito bem de suas palavras: "Se eu estivesse arrependido do que fiz, não teria planejado durante anos a sua morte e não teria continuado com a tortura ao ouvir os gritos de dor dele. Eu matei aquele desgraçado e faria de novo, se pudesse."

Queria que o Tae tivesse esse poder de se sentir bem e de se abrir tão facilmente comigo. Queria saber o motivo de sua prisão.

—Então, vamos começar? — escutei Taehyung perguntar e eu assenti.

[...]

—Será que podemos parar um pouco? Estou com fome. — murmurou Tae e eu assenti, respirando fundo.

—Tudo bem, você vem comigo? — perguntei e ele assentiu começando a arrumar os materiais, assim que terminamos de arrumar tudo, nós fomos em direção a cafeteria e nos sentamos em uma mesa próximos à uma enorme janela. Nós pedimos o que íamos comer e ficamos esperando, aquilo estava sendo estranho, o Tae não parava de me encarar. Respirei fundo e criei coragem para encará-lo.

—O que foi? — perguntei meio sem graça e ele apoiou o queixo nas mãos e os cotovelos na mesa.

—Só estou te olhando. — respondeu simples e eu mordi o lábio inferior. — Não estou afim de você nem nada do tipo, é só... — foi quando a garçonete apareceu. Ela colocou o nosso pedido na mesa e foi embora.

—É só? — perguntei pegando um cookie do prato e colocando na boca.

—Você é bonita. — falou e eu arregalei os olhos. — E esse é o espaço que deve haver entre nós dois. — ele se aproximou e mordeu a metade do cookie que estava para fora da minha boca. Eu senti meu coração disparar e ele se afastou.

— Você não disse que tínhamos que ficar próximos? — perguntou e eu engasguei com o conteúdo que havia na minha boca, fiquei vermelha e ele riu fraco. — Quem sabe não rola alguma coisa.

—Quem é você e o que fez com o meu Tae? — perguntei incrédula.

—Seu Tae? — perguntou com uma das sobrancelhas arqueadas. Bebi um pouco do meu suco nervosa e acabei me engasgando, fazendo ele rir. — Calma, eu entendi.

[...]

Notas finais
Espero que tenham gostado, beijos e até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.