I Need U Boys

4 Capítulo 4- Cancelamento de Passeio e Tragédias


Notas iniciais
Ola pessoas do meu core, demorei mas voltei! Eu demorei pq meu pai escondeu meu computador :P Pessoas que estão lendo: As falas que estiverem sublinhadas, em negrito e itálico são as falas em português e as que estiverem normais são em coreano, pq sim. E as só em negrito são conversas de celular, ou seja mensagem. Boa leitura

—Me acordo com o toque de Monster EXO, vou até o banheiro faço minhas higienes matinais, tomo um banho e depois coloco meu biquíni, uma blusa e u short, me sento num sofá próximo a minha cama e meu celular começa a vibrar-.

Celular:

Kook: Anne, você já está pronta?

Sim eu estou, vocês já estão aqui? :Anne

Kook: Sim, podemos subir?

Claro! Deixa eu só avisar ao porteiro :Anne

—Me desconecto do celular por um tempo, só para telefonar para a recepção-.

Porteiro: Senhorita tem sete homens querendo ir para seu quarto.

Anne: Pode deixa-los subirem, eles são meus amigos.

Porteiro: Ok. Meninos podem subir -Ele falou para os meninos, que eu aguardava ansiosamente-.

—*Quebra de Tempo*-

—Em cerca de 10 minutos estávamos chorando de rir! O Hobi estava tentando me imitar, e o Suga estava dançando Girl Grup, pra ser mais especifica, o Suga (Le) , o Kook (Hyerin) , o Jimin (Hani) e o V (Solji) estavam tentando imitar e me forçaram a dançar, e nós começamos a imitar (Eu era a Junghwa) o mirrored dance practice de Up&Down—.

JH: Candy, você dança bem!

Anne: Bem mal!

RM: Anne, quando ele diz que alguém dança bem, é porque a pessoa realmente dança muito bem! Apenas aceite.

Anne: -Reviro os olhos- Ok né, fazer o que?!

JN: Gente! Vamos! Ta na hora! -Nós nos organizamos descemos e fomos para o carro e seguimos em direção ao Clube. No carro, o Suga e o Jimin do meu lado (Eu estava no meio), na nossa frente, o Hobi, o V e o Kook, quem dirigia era o Jin e ao lado dele o Monie. Nós cantávamos e dávamos risadas, começou a tocar Boombayah, eu e os meninos parecíamos loucos cantado, ou melhor, gritando dentro do carro, mas eu recebo uma ligação do meu irmão-.

Anne: Oi Lyon, tudo bem?—Quando eu falo a rádio começa a tocar I Need U—.

Lyon: Ma-mana? Oi, não, nã-não ta tudo be-bem—Ele fala chorando em meio de soluços, o que me deixa preocupada-.

Anne: O que aconteceu Lyon? —Falo apreensiva, deve ter ocorrido algo com ele ou com o pai-.

Lyon: -Ele parece ter se acalmado, respirou fundo e começou a falar-. Quando estávamos voltando para casa, já que fomos no médico, o papai bateu o carro, o-o acidente fo-foi grave —Ele começa a chorar-. Mana, o pa-pai mo-morreu...

Anne:-Eu não podia acreditar, mantive a calma, algumas lágrimas escaparam dos meus olhos, os meninos me olharam preocupados-. Você está bem?

Lyon: Mais ou me-menos... Eu es-estou com alguns arranhões no corpo. O médico quer fa-falar com você—Antes que eu pudesse responder o médico começou a falar-.

Médico: Senhorita Anne?

Anne: Eu...

Médico: Eu preciso que a senhorita venha para o hospital assinar uns papeis.

Anne: Eu não posso, eu estou na Coréia do Sul. Mas posso mandar uma amiga da nossa família assinar os papéis?

Médico: Pode, meus pêsames senhorita Anne.

Anne: Obrigada...—Assim que respondi mais lágrimas rolaram dos meus olhos, eu tinha que ligar para a minha amiga, Jasmyn! Ela iria me ajudar, mas eu estava em choque, meu pai, morreu, num acidente de carro, provavelmente o carro que eu nasci, que ironia... O carro onde eu tive meus primeiros contatos da minha vida foi no carro em que meu pai teve os últimos contatos... Meu pai era jovem, tinha 40, ainda tinha muito que viver, por mais que ele tenha vivido 40 anos, ele ainda tinha planos, ele queria vir para Coréia, queria conhecer meu namorado, queria me ver casar, queria ver os netos, queria ver o seu caçula crescer, se formar, se apaixonar... Mas isso foi tirado dele, não sei por que ou o que bateu no carro, mas acredito no fundo do meu coração que não foi ele... Eu sei que não foi... Eu não vivenciei muito com a minha mãe, ela me faz falta as vezes, mas era ele que me fazia sentir bem... Era só ele, ele era meu abrigo, meu porto seguro, e isso... Isso me foi tirado... Eu achei que ele ia demorar para morrer, achava que ele viveria até os 80 no mínimo... Mas ele só viveu a metade do que previa... -.

JM: Anne? Você está bem? -Ele me olhava preocupado, assim como os outros-.

Anne: Não... Me-meu pai mo-morreu... -Eu choro na frente deles, quem disse que eu ligo? Eu estou soluçando por causa do choro, a verdade é que para essa dor passar... É sentindo outra dor... Mas eu jurei que nunca mais me machucaria por isso, não irei me cortar ou me morder até sangrar para eu me sentir melhor... Essa época já passou, a muito tempo não me senti assim, sem chão, sem teto, com uma imensa responsabilidade nas costas, mas vai passar, um dia vai passar! Eu sei que vai, mas não hoje, nem amanhã... Semana que vem quem sabe... Mas agora não. O Suga me abraçava, ele tentou me acalmar, me senti segura, como se estivesse com meu pai, mas... Não era o suficiente... Me toquei que precisava ligar para Jasmyn, disquei o número dela e ela atendeu-.

Anne: Myn? Você pode me fazer um favor?

Jasmyn: Manda!

Anne: Por favor, vá para Unimed? O médico te explica lá ok?

Jasmyn: Ok amiga, nem vou te perguntar o que é para não piorar a situação! Beijo, se cuida!

Anne: Obrigada Myn, pode deixar, outro pra você.

JN: Anne... Você quer ir para o Brasil -Maneio afirmativamente minha cabeça- ótimo, porque nós vamos HOJE mesmo! -Pude notar certa empolgação no rosto dos meninos, o Suga e o Jimin estavam me abraçando- Namie, ligue para o Bang-Hyung, peça para ele providenciar oito passagens para uma viajem para o Brasil, uma viajem ainda HOJE! O Monnie-Oppa maneia a cabeça afirmativamente- Hobi, Jimin, Suga e V arrumem as malas de todos nós, eu, o Namie e o Kook, vamos para o Hotel ode a Anne está hospedada e vamos esperar ela se arrumar e arrumar as malas dela, entenderam? -Todos maneiam a cabeça afirmativamente-.

Anne: Obrigada Oppas...

Todos: Não precisa agradecer!

—*Quebra de Tempo*-

JN: Candy? Já está pronta? -Ele pergunta batendo na porta do banheiro-.

Anne: Já estou sim Jinnie-Oppa -Saio do banheiro indo em direção a um criado mudo do lado da cama- só preciso achar meus carregadores portáteis. Achei, vamos?

JK: Vamos... Anne, aquele headphone não é seu não? -Ele fala apontando para o meu Headphone via Bluetooth, que tinha orelhas de gato-.

Anne: É... Foi o meu pai que me deu, na verdade me mandou. Ele tinha ido para a China, ele a vir para a Coréia mas ocorreu uma morte inesperada... Aí ele teve que voltar ao Brasil...

JK: Quem morreu? -Ele recebe uma cotovelada do Jin- AISH HYUNG! Doeu -Ele passa a mão ao redor do braço onde o Jin bateu-.

Anne: Foi um primo dele... Ele me mandou, nessa época eu morava em Portugal... Mas eu vou passar o resto da minha vida aqui, onde meu pai queria me ver crescer, mas tivemos que ir pro Brasil... Fazer o que né?!

RM: O Hobi disse que eles já arrumaram as nossas malas, eles disseram que já podemos pega-los. -Nós saímos do Hotel, me despedi das pessoas que eu conhecia, e entramos na van para pegar o resto dos meninos. Fui na frente, com o meu fone ligado, ouvindo música, para ser mais especifica, estava ouvindo Working, que acabou e começou a tocar Chico Buarque, Construção... Não vou mentir, me lembrei do meu pai, que se matava de trabalhar para nos sustentar, até ele virar Juiz... Desde que ele virou Juiz, a minha vida mudou, a música construção me lembra de uma vida, triste, de um esposo, que saía para trabalhar, deixava sua esposa em casa cuidando dos filhos, e quase isso que a história fala, mas... No fim o homem morreu, atropelado... Triste fim... Eu estou chorando? Sim, por que eu choro ouvindo música? Também não sei.. Chegamos na casa dos meninos, o Bang Sunbae estava la, eu desci do carro e fui abraça-lo, ele também estava chorando, meu pai era como um irmão pra ele, isso deve ter sido difícil, quando dei por mim, eu ele estávamos abraçados, de joelho e chorando, nos tocamos do que nós estávamos fazendo-.

Bang: Anne, não se esqueça o que seu pai lhe pediu.

Anne: Não tem como esquecer... -Nos abraçamos mais uma vez, ele entrou no carro junto com os meninos, acho que é para ele levar o carro para a casa dos meninos, quando dei por mim, estava tocando MPB na radio do carro, estava tocando Marisa Monte, percebi que o Bang tentava cantar mas não conseguia-. O senhor conhece Bang-Sunbae?

Bang: Sim, seu pai havia me mostrado... Não consigo cantar... Cante um trechinho da música por favor. -Eu assenti com a cabeça-.

Anne: O meu coração já estava acostumado, com a solidão quem diria que ao meu lado, você iria ficar, você que me faz feliz, você que me faz cantar. Assim... -Quando eu terminei de cantar, os meninos aplaudiam, eu ri, sim eu ri, porque meu pai dizia :“Filha, quando eu morrer, só chore quando souber da notícia. No dia do meu enterro, chame meus amigos e faça um som com eles, cante, dance, toque, ouça, você me promete?”. Eu tenho que fazer o que ele pediu. Mesmo que agora doa depois vai passar, eu sei que vai-.

Notas finais
Oii! Gente, sei que o cap foi triste, desculpa! Mas ainda vai ocorrer muitaaass coisas com a Anne e com os meninos