I Need More Than Myself This Time
16 Capítulo 16
Notas iniciais
olha, em comparação aos outros esse até que ficou grande, espero que gostem :D
Acordei com o celular tocando, antes que eu ficasse muito nervosa olhei o número e até que me acalmou, eu não me importava que ele me acordasse.
- Oi John.- Te acordei?- Uhum.- Era essa a intenção. Vem tomar café aqui?- Está bem, vou me trocar e já vou.- Ok.- Ow, mas espera um minuto. Você não me disse que ia resolver uns assuntos e ia voltar a tarde?- Disse, mas acabei não indo ontem, vou hoje e volto a tarde.- Tá bom então. Daqui a pouco estou ai.- Beleza. Beijos.Fiquei mais uns cinco minutos deitada e depois tomei um banho rápido. Peguei minhas coisas e sai, não sem antes observar se meu vizinho estava por perto.Cheguei a casa do John e já dava para sentir o cheiro do lado de fora. Quando entrei percebi que ele já estava pronto para sair.O café foi animado, isso normalmente acontecia. Ele não gostava de tomar café sozinho, então me chamava, o que eu achava ótimo.Ajudei a arrumar as coisas e depois saímos juntos, porem cada um foi pro seu canto. Iriamos nos ver ainda naquele dia, já que tínhamos combinado de ir a uma exposição.Eu entrei na loja apenas para deixar a bolsa que eu não queria ficar carregando, depois fui comprar um sorvete não longe dali.Como sempre, muito atenciosa, peguei o sorvete e dei um passo para trás, e senti um corpo. Eu tenho que ser mais atenciosa e lembrar que existem pessoas a minha volta.Mas quando vi quem era, a ideia de que a culpa não foi minha falta de atenção, e sim a proximidade que a pessoa estava propositalmente atrás de mim.- Tinha que ser. - Eu ia dizer a mesma coisa. – me afastei da fila e esperei ele fazer o pedido dele que foi apenas uma água. – Vai sair? – curiosa...- Eu estava indo pra praia, a proposito não quer ir junto?- Pode até ser, mas tenho que mandar uns e-mails agora de manhã, é coisa rápida.- Tudo bem, eu te espero.Fomos direto ao escritório que tinha na livraria, eu ia mandar as coisas rapidamente, assim já ficava livre o resto do dia.Me sentei em frente ao notebook e ele em uma poltrona. Comecei rapidamente a mandar os anexos.- Ontem a gente teve uma reunião. — começou- E como foi? – eu perguntava sem olhar para ele- Muito boa, a gente está certo que o Josh vai se dar bem.- Vocês estão planejando alguma coisa? Apresentação algo assim?- Ainda não, vamos dar uma pausa agora que o John vai sair. Deixar ele pegar as músicas direitinho. A pesar que ele é muito bom com isso, já que ele está com a gente faz tempo- É eu já vi ele tocar e curti muito. E você fala tanto dele – e falava mesmo. – Tem que me apresentar ele um dia. – não sei por que eu falava umas coisas dessas.- Com certeza, a gente combina e você vai comigo.Isso que da ter a boca grande, eu não tinha nada que ter comentado. Mas quando ele falou isso me fez lembrar do John. Eu estar aqui com o amigo dele e isso já estar se tornando frequente, sem ele saber, eu até me sentia mal por estar fazendo isso. Ficar inventando história para disfarçar isso. Ai como eu sou uma pessoa horrível! - Que foi? – perguntou porque eu olhava para a parede enquanto eu pensavaSai daquelas ondas de pensamentos imediatamente e olhei para ele, que estava me olhando com olhar bem curioso, talvez tentando entender a cara que eu fazia enquanto eu pensava.- Nada, só lembrando de alguns probleminhas que tenho que resolver. – o que não deixava de ser verdade. – Já acabei aqui, vamos? – me levantei e já fui em direção a porta- Eu estou te atrapalhando não é? – ele se levantou e veio perto de mim- Claro que não. Gosto de ficar com você e você nunca me atrapalha. – eu deveria calar a bocaEu falei isso e já fui abrir a porta, ele foi com a mão na mesma direção que a minha, imaginei que a intenção dele era abrir a porta também, mas assim que abri bem pouquinho, ele a fechou. Olhei para ele, que veio mais perto de mim, me obrigando a me virar e encostar na porta. Só para constar, isso aconteceu bem rapidamente, e nem preciso dizer que meu coração quase saiu pela boca.- Também adoro sua companhia. – quando dei por mim ele estava brincando com meu cabelo e me cercando com os braços.Eu deveria cortar isso, mas não conseguia, seu olhar era tão profundo e seu sorriso tão contagiante.Eu não conseguia me desviar do olhar dele e senti o nariz dele encostando no meu, o que fez ambos rirem. Nunca fiquei tão confusa como naquele momento. Eu não esperava isso, mas isso não significa que eu não estivesse gostando. Mas eu não podia fazer isso, eu não tenho nada serio com o John, mesmo assim não me sentiria bem com fazendo isso.Eu precisava sair dessa, mas eu sempre sei fazer o contrario do que eu preciso, e como se tivesse vida própria minha mão foi para a nuca dele.Pode parecer que não, mas esse momento foi realmente rápido, eu pensei de verdade que ele ia me beijar a qualquer minuto, principalmente depois que comecei a brincar com seu cabelo. Graças a Deus meu celular tocou naquele momento, e como que fosse um sinal de que eu fiz certo em não agarra-lo, já que era essa minha vontade, olhei no visor e vi que era John.
Quando ele percebeu que eu ia atender, ele se distanciou de mim, e agora eu tinha que falar com o John sem dar bandeira de com quem eu estava falando.- Oi.- Lilly, te atrapalho? – parece até que ele sabia o que eu estava fazendo.- Não, pode falar.- Não vou conseguir voltar hoje, a gente pode ir na exposição outro dia?- Claro, ela vai demorar a terminar.- Está bem, eu volto amanhã.- Ok, e se cuida.- Pode deixar, desculpe.- Sem problemas, beijos.Guardei o celular ainda sem saber com que cara olhar pro Anthony, mas ao contrario do que eu imaginava as coisas foram normais, como se nada tivesse acontecido, e não aconteceu mesmo.Essa ligação do John só serviu para me deixar mais culpada, sei que não devo explicações para ele do mesmo jeito que ele não deve a mim, já tínhamos falado sobre isso, mas era o fato de eu estar escondendo, e pior ainda por ser com o Anthony.- Algum problema?- Não, está tudo certo.- Você pareceu preocupada depois que desligou. – eu só tinha ficado pensando no que eu estava fazendo.- Não, eu só desmarquei o que tinha para hoje, nada de mais. – dei de ombros.- Então você está livre para ir ao cinema? – nem lembrava dessa proposta.- Verdade, a gente pode ir.- Passo na sua casa as sete? – ele fala como se eu não morasse na frente dele.- Combinado.Aquele dia foi mais ou menos um dia perdido, primeiro porque eu mal trabalhei, e olhe que eu tinha coisas a resolver, mas tinha valido a pena cada minuto que fiquei com Anthony. Principalmente agora que iriamos sair a noite, eu mal podia acreditar.
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