Notas iniciais
Acabei de perceber que tem um erro do caramba no primeiro capítulo, mas enfim, finjam que não perceberam kkkkkkk Vocês são os melhores leitores, sério ♥ Hope you enjoy. E Lari, vamos combinar que a Quinn não é a pessoa mas legal do mundo...

Admito que fiquei com medo de encontrar Finn no dia seguinte. Eu não saberia como reagir se visse seu rosto, talvez eu choraria ou daria um tapa no cara dele, eu não sei. Só sei que eu ainda não estava com cabeça para resolver aquilo.

Por isso que, quando ele chegou em mim enquanto eu tomava café da manhã eu fiquei com vontade de ignorá-lo completamente.

“Rachel, aconteceu uma coisa ontem na festa... Uma coisa não muit-”, ele começou. Mas, por eu ainda estar irritada, não deixei ele terminar.

“Eu sei que você quase comeu Quinn Fabray no meio da festa. Eu vi.”, falei, do jeito mais grosseiro que consegui. Por ainda ser de manhã e por ser logo depois da “situação” da noite anterior, eu estava de muito mal humor.

“Ah, certo... Olha, eu sei o que deve estar parecendo mas de repente ela apareceu na minha frente e me atacou e eu nem tive tempo de reagir antes que ela encostasse em mim e-”. Mas, novamente, eu o interrompi.

“Nem tente.”. Me levantei, coloquei meu prato de volta na cozinha. Vi que Puck não estava muito longe, olhando de Finn para mim e cochichando alguma coisa no ouvido de Sam, que sorria maliciosamente. Sebastian, que estava do lado dele, estava impassível olhando de Finn para mim, parecendo estar imerso em pensamentos ou apenas tentando entender o que estava acontecendo. Fui para o acampamento das meninas pegar meu celular e depois me escondi entre algumas árvores perto da trilha. Me deitei, fechando os olhos e tentando me desligar de tudo que estava acontecendo.

Passei a tarde ouvindo músicas aleatórias do meu celular. Foi uma das minhas melhores tardes. Tudo bem que eu não estava com Kurt, nem com Finn e muito menos com Santana, mas eu me sentia bem (pelo menos o mais “bem” que eu podia me sentir naquele momento).

. . . . .

Alguém balançou meu ombro, me tirando do meu devaneio. Pisquei algumas vezes até ver quem era.

“Eu tava te procurando há um tempão!”, Kurt choramingou. “Tá na hora da fogueira, vem. Você perdeu o jantar.”

“Ótimo.”, falei, pensando que seria uma situação a menos em que eu poderia topar com Finn e ter que ouvir um monte de baboseiras sobre Quinn e só de pensar nisso me dava sono.

A caminho da fogueira, Kurt me deixou a par de tudo sobre o que havia acontecido entre ele e Blaine, assunto que o deixava com uma cara de apaixonado. Kurt estava conversando com Tina e Mercedes quando viu Blaine do outro lado. O de cabelo encaracolado acenou discretamente com a cabeça para as árvores, com uma expressão de pura diversão. Kurt não pensou duas vezes e seguiu ele, é claro. Chegando lá, Kurt nem teve tempo de fazer nada porque a mão e Blaine já estava na parte de trás do seu pescoço puxando-o para mais perto e juntando seus lábios. E assim ficaram até o fim da festa, quando Sue anunciou que todos deviam voltar ao acampamento. Eles mesmo no acampamento não pararam. Blaine foi para a barraca de Kurt e ficou mais um tempo lá, fazendo a mesma coisa que estavam fazendo na festa. Um tempo depois Blaine voltou para sua própria barraca, já que acordar na barraca de Kurt levantaria suspeitas.

“Minha nossa... Você deveria escrever um livro sobre a história de vocês.”, conclui.

“Um livro, não. Um seriado de dezesseis episódios que se passa em Los Angeles. Nossos personagens se conheceriam no ramo da música e teriam uma turbulenta relação entre shows, entrevistas e músicas. O último episódio se passaria dez anos depois, mostrando o casamento dos dois. Ah, e meu personagem teria um gato chamado Brian que sempre interromperia nossos momentos íntimos.”

“Caramba. Passou quanto tempo bolando isso?”

“Três horas e meia e já tenho o piloto pronto.”

Aquela altura já estávamos sentados em volta da fogueira. O diretor Figgins esperou até todos chegarem para anunciar o que quer que tivesse que anunciar.

“Estudantes...”, ele começou. “Nosso acampamento está indo maravilhosamente bem até agora, sem nenhum problema que não pudéssemos resolver.”. Com isso, todo o time de futebol fez uma cara feia para ele, provavelmente por causa do desaparecimento de Mike (que ainda não havia sido encontrado). “Daqui a dois dias teremos a maior festa realizada neste acampamento até hoje. Já alugamos um palco e equipamento de som: será uma noite de karaokê!”

Todo mundo começou a comemorar. Seria uma festa incrível e provavelmente muito engraçada. Cheguei a conclusão que me fariam cantar mesmo que fosse contra a minha vontade, mas também conclui que seria uma boa oportunidade para mandar qualquer tipo de recado para Finn. Seria uma ótima noite.

. . . . .

Exatamente como Figgins prometeu, dois dias depois chegou um pequeno palco, microfones, caixas de som... Todo o necessário para uma noite de karaokê. Uma equipe de quatro homens montou todo o espaço e depois foi embora. Na hora da festa, o espaço todo já estava pronto para ser utilizado.

Cheguei junto com a maioria das pessoas, exatamente no momento que Coach Beiste estava perguntando quem gostaria de começar. Várias mãos se levantaram e várias pessoas gritaram ao mesmo tempo, mas ela escolheu só duas pessoas, que resolveram cantar alguma música tema de algum filme sobre cachorros. Os dois eram péssimos cantores, foram os piores três minutos da minha vida.

Mais e mais pessoas foram se voluntariando para ir, algumas poucas tendo alguma capacidade para cantar e ser suportável de ouvi-la. Tina e Mercedes subiram e cantaram uma música, assim como Kurt. Em algum momento, eu percebi que Santana foi até Beiste e cochichou alguma coisa em seu ouvido, apontando ao mesmo tempo para mim. A mais velha assentiu e, quando o palco foi liberado, ela anunciou no microfone meu nome, anunciando que havia ouvido falar que eu tinha uma voz incrível. Eu juro que podia sentir meu rosto em chamas, com todo o acampamento olhando na minha direção.

Os primeiros segundos de silêncio desconfortável passaram e todos começaram a me encorajar a ir cantar. Tentei negar mas acabei cedendo e subindo no palco. Beiste perguntou que música eu cantaria.

“Eu acho que você não deve ter ela aí, mas eu tenho uma versão karaokê no meu celular... Tem como eu ligar ele na caixa de som?”

Ela pegou alguns cabos e ligou meu celular no reprodutor de som e apertou play. Respirei fundo algumas vezes e comecei.

I can pretend that I don’t see you

I can pretend I don’t wanna hold you when you’re around

When you’re around

I can say that nothing was right

But we know if I looked in your eyes I’d break down

Yeah let’s break down

If I could have just one night to be with you

To make it right

What we were and what we are

Is hidden in the scars

If I could take you there

I won’t let go to this I swear

You won’t have to wonder what we are

Because you won’t have to ever look too far

It’s hidden in the scars

Fiz questão de encontrar Finn no meio de todo mundo e manter contato visual até o fim da música. Ele fez o mesmo.

Notas finais
Não gostei muito desse capítulo, masss.... O que acharam?