I Missed You...
1 I missed you more than anything...
Notas iniciais
A cidade estava pacífica, já haviam sete meses que Cora e Hook haviam chegado a cidade, ambos haviam se rendido e agora estavam ao caminho da recuperação, a recuperação da confiança das pessoas na cidade. Hook havia se apaixonado por uma bela mulher na cidade, e juntamente dela aos poucos ia se recuperando e perdendo toda a vontade de vingança que restava. Cora já era uma história diferente, ela tinha a filha, que a amava incondicionalmente, porém o problema é: Cora nunca havia amado ninguém, e agora estava aprendendo a ser uma mãe, mas Regina não se importava, amava a mãe e estava apta a perdoa-la, até que a história era engraçada, Cora tinha muitas dificuldades para se adaptar no mundo, explodia coisas e tentava canalizar a magia para não usa-la, porém acabava sempre destruindo algo, mas no fim do dia tudo era arrumado, afinal a magia ainda era presente em StoryBrooke.
Henry havia crescido, não apenas fisicamente, mas também mentalmente, após a maldição o garoto começará com treinamentos, começou a aprender a montar, lutar, porém as aulas de montaria e espada com o seu avô tomavam cerca de uma hora por dia, o que deixava tempo para que ele brincasse com os amigos e realizasse coisas de criança.
Emma agora tinha um relacionamento... estável com os pais, ainda haviam brigas e era um pouco difícil, afinal ter os pais da mesma idade que você e eles serem... personagens de contos de fadas... bem ela estava se adaptando juntamente com a namorada, Regina e Emma haviam começado um relacionamento assim que Cora e Hook haviam decidido parar com toda a história de vingança, e assim ambas se aproximavam para proteger Henry, porém elas se apaixonaram e em algumas semanas já estavam juntas. Claro que foi complicado a aceitação no inicio, porém o apoio de Henry — muito feliz por agora ter as duas mães juntas — foi essencial para que elas ultrapassassem todas as barreiras colocadas pelos habitantes da cidade.
Esse seria o primeiro dia dos namorados que ambas comemorariam como um casal, e Emma pensava -duas semanas antes da data — o que poderia fazer, porém em um de seus devaneios, foi retirada dos pensamentos por um telefonema. Mr.Gold, ligava requisitando a realização do favor que a loira devia a ele, e esse favor em parte não era tão difícil, não para Emma, pois seu antigo trabalho se baseava em encontrar pessoas, e ela era realmente boa nisso.
Eles então partiram para Manhattan em busca do garoto amado de Rumpel, o filho perdido há anos atrás, culpa da magia. Emma se sentia péssima de ter que deixar Regina sozinha, porém a morena com um sorriso e um beijo a encorajou a ajudar o homem, afinal ele também tinha um filho e a morena sabia como era perder o filho. Henry ficou triste, assim como a prefeita, porém também apoiará a mãe a ir em busca do filho de Gold — Eu vou cuidar da mamãe, você precisa ajuda-lo — Essas foram as palavras utilizadas por Henry, que encorajaram ela a ir e voltar o mais rápido possível.
Três dias se passavam, e entre ligações noturnas e mensagens trocadas, Emma já sentia saudade da família, estava decidida a encontrar o rapaz o mais rápido possível, principalmente pelo fato de faltar apenas três dias para o dia dos namorados, data que Emma planejava celebrar com sua amada.
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Em um lugar um quão distante, estava uma arrasada Regina, consolada pelo filho e pela mãe. Sabia que havia encorajado-a a ir, porém não imaginava o quão dolorido seria passar dias sem vê-la, beija-la.
As ligações noturnas serviam e parte para diminuir a dor, os "Eu te amo" serviam para faze-la dormir feliz, e esquecer dos problemas por alguns minutos, até o dia amanhecer e a falta da presença da loira no seu lado levasse novamente seu coração ao chão, despedaçando-se cada vez mais.
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Era uma noite fria, a noite que antecedia o dia dos namorados, Emma estava arrasada, afinal iria passar essa data com o homem que a recrutará para tal tarefa. Emma fechou os olhos e foi até o banheiro, lavou o rosto e foi em busca do celular, digitou o número e então esperou até que ela atendesse.
- Hey... — Emma disse, desanimada.
- Hey. Como estão as coisas ai? — Perguntou Regina.
- A mesma coisa... Baby... Eu queria estar ai... Amanhã... — Emma tentava falar, mas não conseguia formular a frase, estava triste, e precisava do toque, do abraço de sua amada, fechou os olhos e se deitou.
— Eu sei... eu queria que você estivesse... Mas você vai encontrar o garoto, e depois vai voltar pra casa... Eu sinto sua falta e Henry também. — uma pausa foi feita, um suspiro soltado pela morena, que a loira fechou os olhos ao ouvir.
- I love you. Happy Valentine's Day. — Emma disse.
- I love you too. Happy Valentine's Day. — Regina respondeu, sorrindo.
- Eu mando uma mensagem pra você caso qualquer coisa aconteça ok? — Emma disse, não seria uma pergunta, mais um afirmação.
- Ok... Bye.
O telefone foi desligado, ambas deitaram nas camas que ocupava, sozinhas, fecharam os olhos mas os pensamentos eram levados para lembranças de momentos que marcaram o relacionamento das duas.
Emma deixava algumas lágrimas escaparem porém ao ouvir o barulho da porta se pôs de pé e secou as mesmas, ao abrir a porta se deu de cara com um antigo... Namorado e um Mr.Gold muito sorridente.
- Ms. Swan, creio que podemos ir para casa, afinal Bae foi encontrado. — Gold falou, sorrindo e olhando para o rapaz ao seu lado.
- Neal? — Emma estava estática, não acreditava no homem que estava a sua frente, então apenas fechou os olhos e respirou fundo, ao abrir os olhos fitou Gold, que estava um pouco confuso.
- Quando vamos voltar? Hoje? Amanhã? — Perguntou Emma.
- Nós acabamos de voltar do Aeroporto, tem um voo para amanhã pela manhã, já compramos as passagens. O voo saí as 10 da manhã. — Gold disse, entregando uma passagem para Emma.
- Ótimo, encontro vocês amanhã no Saguão. Boa noite Gold. — Emma entrou no quarto e fechou a porta, trancando a mesma e indo para a cama. Pensou em mandar uma mensagem para Regina, mas também pensará na possibilidade de fazer uma surpresa para a morena. Deitou-se na mesma e dormiu, esperava que o tempo passasse o mais rápido que fosse possível, sentia falta de Regina, e pretendia estar com ela o mais rápido possível.
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O dia amanheceu, e Emma já estava pronta, havia colocado todos seus pertences na mala e já estava fazendo o check-out na recepção do hotel, quando Gold e seu filho chegaram, o clima estava pesado, porém logo decidiram ir tomar café, e o silencio ajudava em parte, afinal não ter que falar com o homem que a abandonará era ótimo em parte, porém agora tinha o receio de ter de contar de Henry para Neal, porém rapidamente esses pensamentos foram embora, quando lembrou-se de Regina, deixou um sorriso tímido aparecer em seu rosto, quando teve uma ideia, pegou o telefone e ligou para Cora, que adorava Emma após conhece-la, e até se arrependera de tentar arrancar seu coração... — Isso é bom certo? — Era a pergunta que rodeava a cabeça de Emma, ria ao pensar, porém não tinha uma resposta concreta para a pergunta. Terminou a ligação e se juntou aos dois homens. Os três agora embarcavam em um táxi que os levaria em direção ao tão esperado Aeroporto, para voltar para a pequena cidade, a cidade cujo Emma se atreveria a dizer se sua casa.
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Regina sabia que hoje seria um dia cheio de comemorações, os apaixonados então... Todos andavam de mãos dadas e distribuíam os cartões aos seus amados, Regina observava pela janela que ficava na sua sala na prefeitura, decidiu trabalhar o dia inteiro, assim talvez esqueceria um pouco da saudade que tinha da loira, e também esqueceria da comemoração do dia.
A cidade não estava calma, porém a prefeitura sim, apesar de toda a agitação causada pelos apaixonados no lado de fora do prédio, ninguém além de Henry e Cora haviam passado pela imensa sala da prefeita. Henry para trazer um cartão para ela, dizendo que a amava e comunicando que havia sido convidado para jantar na casa de Ava, seu par, e que também dormiria lá, já que Nicholas, seu melhor amigo é irmão da menina. Cora havia ido até a prefeitura para almoçar com a filha, e avisa-la que não iria passar o dia dos namorados em casa, mas que iria sair para se encontrar com um homem secreto. — Não tão secreto, afinal todos sabiam que ela e Leroy estavam em um romance não tão convencional...- Então ela estaria sozinha durante a noite, o que a deixou pior do que já estava, concentrou-se com dificuldade no trabalho e após várias horas de relatórios entre outros papeis decidiu ir para a casa.
Dirigiu, em silencio. Chegou em casa e estacionou o carro, porém do lado de fora da casa, achou estranho quando viu luzes acesas vindas da porta da frente, pegou a chave da casa e abriu a porta, entrou e observou velas acesas, além de uma trilha de pétalas de rosas que levava até a mesa da sala de janta, que estava posta para dois. Duas taças estavam na mesa, assim como uma garrafa de vinho e uma macarronada. A morena sorriu e largou sua bolsa no sofá, trilhou o caminho indicado até a mesa e observou um pequeno cartão que estava sobre a mesa, "Regina" estava escrito na caligrafia de Emma, ela então sorriu novamente, apaixonadamente. Pegou o cartão e o abriu, porém estava em branco, obtendo apenas um coração desenhado, fechou o cartão e sentiu dois braços se entrelaçarem na sua cintura, se virou e deu de cara com a mulher que tanto sentira falta. Abraçou a loira fortemente, como se sua vida dependesse disso, e a beijou, um beijo cheio de urgência e saudade, um beijo que só foi terminado devido aos seus pulmões que berravam na esperança de ar, suas testas se encontraram assim como seus olhos, elas ficaram assim juntas e abraçadas por alguns segundos, até que o silêncio foi quebrado, Regina decidirá então, ainda eufórica falar:
- Você está realmente aqui...
- É claro! Acho que ia deixar você sozinha no dia dos namorados?
- Damn... I missed you more than anything...
- Nem me fale... Vamos jantar? — Emma então beijou a morena novamente e a levou até a mesa, puxando a cadeira para que ela se sentasse e começasse a comer.
Ambas jantaram, conversaram sobre o que havia acontecido na busca pelo filho de Rumpel, porém Emma achou melhor não falar sobre quem era Neal ou melhor Bae no seu passado, o jantar fluirá bem, e entre sorrisos e olhares, ambas acabaram o jantar, foi então que Emma decidiu levar Regina para conhecer a outra parte da surpresa. Elas apagaram as velas e trancaram a casa, partindo assim para o quarto, onde também estava preparado.
- Você pensou em tudo não é? — Regina disse, sorrindo, segurando firme na mão da amada, tinha medo que se a soltasse poderia se dar conta de estar apenas sonhando, e estar distante da loira.
- Quase tudo... Faltou uma coisa, o seu presente. — Emma disse, sorrindo e então levando a morena para se sentar na cama, ela permaneceu sentada enquanto Emma ia até o armário em busca de sua jaqueta. — Ok... Então eu vivi 28 anos da minha vida sozinha, e nunca me senti igual eu me sinto hoje, eu nunca amei ninguém, e bem... eu sinto como se borboletas estivessem invadindo meu estômago cada vez que eu penso no seu sorriso, cada vez que estou com você, cada vez que nos beijamos... Eu nunca pensei que me sentiria assim. E aí, eu tive que ir, e foi só cinco dias, CINCO DIAS! E droga, eu me sentia vazia, e eu só queria poder abraçar você e ficar com você... e eu quero isso mais do que nada da minha vida, eu quero amar você, ter mais duas crianças que vão nos enlouquecer com você, quero ter uma família com você, mas principalmente de tudo eu quero amar você pelo resto da minha vida, envelhecer com você — Emma então, deixou as lágrimas que queriam escorrer escapar, afinal ao observar sua amada também as deixando ir, não sentia a necessidade de esconde-las. — Eu amo você ok? — Emma se ajoelhou e tirou da jaqueta uma pequena caixinha preta de veludo, abriu ele e um belo anel com um pequeno diamante foi apresentado. — A pergunta é, você quer passar o resto da sua vida sendo minha esposa? Você quer se casar comigo? — Emma perguntou, fitando então a sua namorada, que agora estava surpresa observando a caixinha. A morena então olhou para Emma e a beijou, um beijo agora, ao contrário do trocado no início da noite tão especial, era um beijo amoroso, carinhoso. Quando seus pulmões novamente imploravam por um pouco de ar, elas se separam, e foi então que um sorriso brotou apareceu, na face da mulher mais velha.
- É claro que eu quero casar com você, ter uma família com você, envelhecer com você, amar você... — Emma então pegou o anel e colocou no dedo da amada, o anel encaixou perfeitamente como de esperado, Emma então se pôs de pé, juntamente com a amada, elas se beijaram e partiram para a cama, amando-se durante a noite inteira.
Esse seria o primeiro dia dos namorados que ambas iriam ter com alguém que realmente amavam. Esse seria o começo de uma nova história, para ambas, porém dessa vez elas sabiam, que enquanto tivessem uma a outra, e ao filho que ambas dividiam o final feliz tão esperado era garantido.
Fim
Notas finais
Feliz dia dos namorados nos Estados Unidos pelo menos haha ♥
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