I Miss You
51 Uma notícia
Notas iniciais
Pov. Angie
Eu estava muito nervosa a respeito do presente que dei para Germán e se ele não gostasse? E se ficasse bravo? Tentei ignorar esse tipo de pensamento e comecei a prestar mais atenção em Germán.
–Angie... Você... –Germán dizia, aparentemente estava surpreso.
–Sim- Eu disse. Dentro da caixa havia um par de sapatinhos de bebê. Sim, eu estava grávida, nesses três meses que se passaram ,Germán e eu, nós tivemos nossa primeira noite juntos-Então, gostou do presente?- Eu com um sorriso no rosto, mas no fundo estava bem preocupada, nós nem tínhamos nos casado.
–Sim-Germán disse e me abraçou, um abraço tão bom que me fez sentir muito melhor.
–Mas e quanto ao nosso casamento? Já estávamos planejando tudo e agora...-Disse quando nos separamos do abraço.
–Angie! O casamento nós podemos deixar para depois, mas um bebê? Você não sabe o quanto eu estou feliz por isso-Germán disse- Quando descobriu?
–Foi há uma semana, lembra que eu estava passando um pouco mal?
–Sim e bem... Você estava comendo muito, mas muito mesmo. Inclusive hoje, como conseguiu comer tanto?-Germán disse rindo.
–Agora não é mais apenas um, são dois-Eu disse passando a mãe na minha barriga.
–Eu sei, mas você comeu muito mesmo, estava até ficando preocupado.
–Mas é normal, não é?
–Acho que não, pelo menos não tanto quanto você comeu.
–A deixa isso para lá! Estou bem, não estou?-Eu disse rindo um pouco.
–Até agora sim, mas imagina se depois não?-Germán disse sério.
–Então tá, eu vou tentar parar de comer tanto-Eu disse meio cabisbaixa.
–Tentar?
–Sim! Tentar! Eu não sei se vou conseguir.
–Está bem então, minha comilona- Ele disse e deu um beijo na minha testa.
Depois de contar para Germán e decidir adiar o casamento nós nos deitamos na grama e ficamos observando as estrelas, já estava bem tarde. Eu fiquei deitada sobre o peito de Germán e ele me abraçava.
–Então, o que você quer que seja?- Eu perguntei olhando e alisando minha barriga.
–Acho que você sabe, né?- Ele disse e colocou sua mão sobre a minha barriga.
–Um menininho?
–Sim, imagina alguém para poder jogar futebol comigo?
–Nunca te vi jogando futebol-Eu disse.
–Porque eu nunca tive ninguém para jogar comigo, ué.
–Isso faz sentido- Disse e voltei a olhar as estrelas- Mas sabe? Eu queria ter uma menininha.
–Para poder ficar mimando ela?- Germán disse e deu uma breve risada.
–Sim, eu poderia vestir ela, arruma-la, seria minha amiga, poderia dar conselhos amorosos...
–Espera aí, já está pensando no namoro?-Germán disse e eu olhei para ele.
–Não, claro que não, né? Eu só quero dizer que ela poderia contar comigo para tudo.
–A ta, mas ainda assim quero um menininho- Germán disse e voltamos a olhar as estrelas- Você vai ver assim que o meu garotão chutar, vai ser definitivamente meu jogador de futebol.
–Não exatamente, pode ser a minha garotinha treinando para ser uma bailarina.
–Eu não acho-Germán disse e começamos uma “discussão”, bem, estávamos mais brincando do que discutindo, mas no final chegamos a uma conclusão.
–Nós vamos amar esse bebê sendo menina ou menino, está bem?- Eu disse.
–Concordo, nem sei para que ficar discutindo-Ele disse e nos beijamos, um beijo doce e simples, porém perfeito como todos os nossos beijos.
Ficamos lá, deitados na grama observando as estrelas, que naquela noite pareciam brilhar mais, seria por que estavam mais brilhantes ou por que minha vida estava mais brilhante? Enfim, ficamos lá, curtindo a noite, conversando sobre nosso futuro bebê e obviamente comendo os docinhos que eu trouxe, eu não iria deixar de comê-los.
–Calma Angie! Come devagar-Germán disse enquanto eu colocava dois docinhos dentro da boca.
–Não dá-Eu disse mastigando os docinhos e ia pegar mais até Germán puxar a cestinha- Ei! Me devolve.
–Agora não, vamos para casa- Germán disse se levantando.
–Então quando chegarmos você me devolve?-Eu disse e Germán esticou a mão para me ajudar a levantar.
–Vou pensar no seu caso-Ele disse me levantando.
Nós voltamos para o carro e Germán foi dirigindo, ficamos conversando um pouco até chegar em um assunto um tanto complicado.
–Quando vamos contar a Violetta?- Germán perguntou.
–Não sei.
–Quanto antes melhor, então vamos falar hoje mesmo.
–Pode ser- Eu disse um tanto nervosa.
Bem, depois de tocarmos nesse assunto não falamos mais nada. A Violetta não ficaria mal, ficaria? Não, com certeza não. Mas por via das dúvidas eu resolvi torcer para que quando chegássemos lá ela estivesse dormindo.
Logo chegamos à mansão, estava tudo escuro, aparentemente estavam todos dormindo. Sorte? Não. O único quarto que estava com a luz acesa era o de Violetta. Germán obviamente queria entrar logo.
–Vamos Angie!
–Agora não, melhor deixarmos para amanhã, não? Está tarde- Eu disse tentando achar uma desculpa.
–Melhor falarmos agora de uma vez.
–Está bem!- Eu disse desanimada e Gemrán abriu a porta. O quarto estava com um cheiro completamente estranho, parecia estar lotado de perfume, me estômago começou a ficar embrulhado, nunca tinha acontecido isso antes. Eu não aguentei e corri para o banheiro.
Pov. Germán
Depois de descobrir que seria pai de novo eu fiquei muito animado. Quem sabe dessa vez seria um menininho? Para poder continuar com a “tradição” do boné. Fiquei pensando nisso até voltarmos para a mansão, onde teríamos de contar tudo para Violetta, ela entenderia, sempre apoiou meu relacionamento com Angie. Logo abri a porta do quarto de Violetta, tinha um cheiro fraco de perfume, mas antes mesmo de entrar no quarto Angie saiu correndo.
–O que deu nela?- Violetta perguntou estranhando a atitude de Angie. Bem, aquele cheiro fraco de perfume aparentemente deixou Angie enjoada.
–Nós queríamos conversar mais ou menos sobre isso- Eu disse me sentando na cama, Violetta também estava sentada.
–Vocês querem conversar sobre a Angie sair correndo pelo corredo?- Violetta perguntou confusa.
–Não. Por que iríamos conversar sobre isso?
–Sei lá! Você que disse.
–É verdade... Mas tudo bem.
–Então, sobre o que quer conversar comigo?
–É melhor esperar Angie voltar- Eu disse e um tempo depois ela voltou, estava mal. Era melhor Angie não ficar lá, pedi para ela ir para o quarto e eu fiquei sozinho com Violetta.
–O que aconteceu com a Angie?- Violetta perguntou um pouco preocupada.
–Então Vilu. Sabe aquela historinha que eu te contei uma vez?
–Que historinha?
–Quando duas pessoas se amam, elas... — Eu estava dizendo e Violetta começou a fazer gestos mandando eu parar.
–Lá vem você com essa historinha de novo, quantas vezes preciso dizer que já tenho 18 anos? Aonde você quer chegar com isso, papai?
–É que a Angie... Bem... Nós... – Estava tendo mais dificuldade para falar do que imaginei.
–Fala!
–A Angie está grávida- Falei rápido.
–Quer dizer que eu vou ter um irmãozinho?-Ela disse animada.
–Sim- Eu disse e Violetta me abraçou, ou melhor, pulou em cima de mim.
–Então por isso a Angie saiu daqui correndo, esse cheiro de perfume do quarto que passei hoje.
–Acredito que tenha sido por isso mesmo.
–Papai! Eu estou muito feliz, eu vou ganhar um irmãozinho!
–Eu também estou feliz- Disse e bocejei- Feliz e cansado, você também deve estar.
–Eu estou, ia dormir agora mesmo.
–Está bem.
Fiquei no quarto de Violetta a esperando dormir, dei um beijo em sua testa e fui para o meu quarto. Angie já estava deitada e aparentemente dormindo. Eu coloquei um pijama, me deitei e dei um beijo na testa de Angie.
–Durmam bem, meus dois anjinhos.
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