I Miss You
50 Um aniversário
Notas iniciais
3 meses depois...
Pov. Angie
Se passaram 3 meses desde aquele dia em que a mamãe me contou sobre o Antônio ser pai da Maria e como eu me senti muito culpada nós conversamos depois.
Flashback on
Estava na pracinha que ficava perto do Studio esperando mamãe chegar, precisávamos conversar sobre aquela questão da Maria ser filha do Antônio.
–Angeles!-Escutei uma voz atrás de mim e me virei.
–Mamãe-Disse meio fria, ainda tentava superar a mentira.
–Angeles! Você não pode entender que foi difícil para eu contar tudo isso? Foi difícil mentir, igual quando você mentiu ano passado. Precisava que você entendesse.
–Mas você me fez sentir culpada todo esse tempo, quando na verdade...
–Sim, eu errei. Mas todos erraram. Desculpe-me.
–Eu sei e quem deveria te pedir desculpas sou eu por ter te tratado daquele jeito-Eu disse e a abracei, ficamos um tempo abraçadas e fomos para a mansão juntas.
Flashback off
Depois dessa conversa mamãe e eu nem tocamos mais no assunto e estávamos muito bem.
Nesses três meses não aconteceram muitas coisas, Vilu continuava com Leon, Germán e eu também estávamos juntos e por incrível que pareça sem brigas, mas obviamente Germán ainda tinha seus ciúmes, Federico ainda estava conosco na mansão e namorando com a Ludmila, inacreditável.
Amanhã será o casamento do Pablo e da Jade, Germán e eu seriamos os padrinhos. Germán e eu também estávamos planejando nosso casamento. Eu estou tão animada, mas acredito que teremos de adia-lo, o motivo? Bem, eu ainda tenho de contar ao Germán e já sei como.
Hoje é o aniversário de Germán e vamos fazer uma festinha pequena na mansão. Se bem que a festa vai ser mais para a Violetta e para o Federico, já que a maioria dos os convidados eram o pessoal do Studio, mas também tinha alguns colegas de trabalho do Germán.
–Vilu, pega a cola para mim?- Eu disse. Estávamos na sala, arrumando tudo para a festinha do Germán, já que seria na hora do almoço. Eu estava em cima de uma cadeira tentando pregar uma faixa de pano em cima da porta.
–Como você pretende colocar uma faixa de pano na parede com cola, Angie?- Vilu disse me entregando a cola.
–Colando!- Eu disse como se fosse a coisa mais obvia do mundo e era.
–Mas não vai colar!
–Duvida?- Eu a desafiei.
–Duvido.
–Então você vai ver- Eu disse comecei a passar cola na faixa, sinceramente não estava dando muito certo, mas no final acabei conseguindo colocar a faixa- Olha aqui Violetta! Eu consegui- Disse vitoriosa.
–Isso não vai ficar aí por muito tempo.
–Mas é lógico que vai! Eu passei muita cola e aí...- Estava dizendo até uma coisa cair em cima de mim, era a faixa. Só consegui escutar risadas da Violetta até que eu me desequilibrei um pouco e cai da cadeira, eu apenas fechei os olhos.
–Ei! Toma mais cuidado!- Escutei alguém falando e abri meus olhos devagar, era Germán, ele havia me segurado.
–Germán! Obrigada! Eu quase morro agora- Eu disse e o abracei.
–Angie, eram só alguns centímetros- Germán disse rindo e logo em seguida eu ri também e como Violetta estava rindo, ficamos nós três rindo lá na sala.
–O que é tão engraçado?- Olga apareceu lá na sala segurando uma panela.
–Nada não Olguinha- Eu disse, Germán me colocou no chão e paramos de rir.
–O que é isso aí Olga?- Germán perguntou apontando para a panela.
–É uma panela, não está vendo?- Olga disse e eu dei uma brave risada, mas Germán não achou graça.
–É Olga, mas o que tem dentro?
–Comida, né?-Olga disse colocando a panela em cima de uma mesa que estava na sala.
–Está bem, eu desisto de saber!- Germán disse- Eu vou me arrumar, afinal sou o aniversariante.
–Não vai nos ajudar a terminar aqui, não?- Eu disse e Germán começou a andar para trás como se não ligasse.
–O que? Eu não ouvi? Ajudar a que?-Germán disse fingindo e começou a subir as escadas rapidamente rindo.
–Palhaço!- Eu disse, peguei uma almofada no sofá e taquei nele, acabei acertando ele mesmo. Não me contive e ri.
–Então é assim?- Ele disse e tacou a almofada de volta, só que não me acertou.
–Não me acertou!-Disse e mostrei a língua para ele.
–Teve sorte- Ele disse e foi para o quarto.
–Angie! Me ajuda aqui com os balões!- Violetta disse pegando um balão.
–Mas e a faixa? O que vou fazer?
–Desiste disso e vem me ajudar com os balões- Vilu disse, eu concordei e comecei a ajuda-la com os balões.
Vilu e eu ficamos arrumando tudo na sala enquanto Olga arrumava a comida e Germán se arrumava, ou seja, não fazia absolutamente nada para ajudar a arrumar, mas tudo bem. Depois de terminarmos de arrumar eu precisava muito de um banho e foi exatamente o que fui fazer.
Assim que cheguei ao quarto encontrei Germán terminando de se vestir.
–Angie! Terminou de arrumar?- Germán disse.
–Por mais que você não tenha nos ajudado a terminar, nós conseguimos terminar.
–Me desculpa, sério, me desculpa?- Ele disse e fez uma carinha fofa que não tinha como eu não desculpar.
–Tudo bem-Eu disse, ele chegou mais perto de mim e me beijou- Vou tomar meu banho.
–Está bem, eu vou ficar lá embaixo para o caso de alguém chegar.
Germán saiu do quarto e eu fui tomar meu banho. Entrei no chuveiro, me lavei, lavei meu cabelo e sai para o quarto. Como não ia ser nada muito formal, coloquei um short, uma blusa mais larga e uma rasteirinha. Fiz uma trança de lado no meu cabelo e desci, já tinha algumas pessoas lá na sala como a Violetta, o Federico, Ludmila, Leon, Pablo, Jade e um outro homem que eu ainda não sabia quem era. Vilu estava com Leon, Federico com Ludmila, Pablo com a Jade e Germán conversava com o homem.
–Oi meu amor- Eu disse dando um selinho em Germán.
–Oi Angie.
–Quem são seus colegas?- Eu disse apontando para o homem que conversavam com Germán.
–Esse é o Maurício- Germán disse.
–Muito prazer, Angeles, não é?- Ele disse me cumprimentando.
–Sim, mas pode me chamar de Angie e o prazer é todo meu- Nesse momento percebi Germán me abraçando de lado, ele começou a me apertar fiquei até tonta, isso tudo é ciúmes?- Germán, eu vou ali conversar com a Violetta, com licença- Eu disse tentando me soltar e consegui.
Pov. Germán
Aí eu resolvo apresentar a MINHA Angie a alguém e essa pessoa começa a dar em cima dela, pode ter sido só um cumprimento, mas e daí? Eles vieram com um papo de que é “Muito prazer”, “O prazer é todo meu”, não me engana. Mas depois disso a Angie foi conversar com a Vilu, então tudo bem. Continuei conversando com o Maurício, com certa desconfiança, até ouvir a campainha.
–Camilinha! A Vilu está logo ali- Eu disse apontando para a direção de Violetta.
–É Francesca-Ela disse, me entregou um presente e foi conversar com a Vilu. Eu precisava mesmo de aprender o nome das amigas da Violetta.
Depois de termos almoçado e de ficar um tempo conversando, somente com o Maurício e às vezes com a Angie, que estava completamente ocupada servindo os convidados e sumiu do nada, resolvi ir para a cozinha buscar qualquer coisa, não queria mais ficar sentado no sofá sem fazer. Chegando lá eu vi uma cena um tanto engraçada, Angie estava devorando praticamente todos os salgados que tinha ali, sério, ela colocava uns três na boca de uma só vez e eu tinha pensado que era para comermos mais tarde.
–Está com fome!-Eu disse rindo e ela não parava de comer.
–Eu... Estou... Com... Muita... Fome-Angie disse mastingando tudo aquilo que tinha dentro da boca, mas agora já estava me assustando.
–Tudo bem, mas qual a necessidade de colocar tudo na boca de uma só vez?- Eu falei mais sério.
–Sei lá- Ela disse e continuou comendo, ela poderia começar a passar mal, então eu peguei o resto dos salgadinhos e guardei- Ei! Eu ainda estou com fome!
–Depois de tudo isso? Sério Angie? E ainda tem o bolo.
–O bolo! Vamos cantar parabéns?- Ela disse e se levantou da cadeira muito rápido, mas tão rápido que até perdeu o equilíbrio e caiu de novo.
–Epa! Tudo bem?- Eu disse chegando mais perto dela.
–Está tudo bem sim. Vamos cantar parabéns- Ela disse e foi para a sala quase correndo.
Eu a segui até a sala e fomos cantar os parabéns, o típico parabéns, sem qualquer diferença.
–Parabéns para você... –Todos cantaram. Bem e como qualquer outra festa tem sempre um engraçadinho que canta o “Com quem será” e o engraçadinho da vez foi quem? Violetta.
–Com quem será? Com quem será? Com quem será que o papai vai casar?- Vilu puxou o “Com quem será” e começou a olhar para Angie, que estava vermelha. Depois de cantar servimos o bolo e no final não sobrou nada do dele, seria porque o bolo estava muito bom ou porque a Angie comeu, se não me engano, uns seis pedaços? Estava começando a ficar preocupado com ela.
–Gente! Está na hora de abrir os presentes- Violetta disse, ou melhor, gritou para todos ouvirem. Dessa parte eu simplesmente adorava, a não ser pelo fato de eu ganhar quase sempre meias, gravatas e carteiras. No final praticamente isso que eu ganhei e faltava apenas o presente da Angie.
–Gente! O meu presente é muito especial- Angie disse, veio na minha direção e me deu um beijo.
–E agora, cadê meu presente?- Eu disse e bem, depois que eu fui perceber que o presente era aquele.
–Foi o beijo! Não gostou?- Angie disse e fez uma carinha triste, mas lá no fundo eu não conseguia acreditar nessa carinha.
–Foi? Eu adorei! O melhor presente do dia!- Eu disse e bem, era verdade, entre gravatas, meias e carteiras, um beijo da pessoa que gostamos é tudo.
Depois de abrir os presentes, coisa que foi bem decepcionante, a maioria das pessoas foi embora já que Angie tinha comido praticamente todos os salgados que iriamos servir depois. Fui para o meu quarto e comecei a me trocar.
–Ei! O que o senhor pensa que está fazendo?- Angie disse, nem a percebi entrando.
–Estou trocando de roupa, não posso?
–Na verdade não, ainda tenho uma coisa para você.
–O que?
–O seu presente de verdade- Isso me animou.
–Então quer dizer que o seu presente não era aquele?
–Claro que não! Você acha que eu sou tão pão-duro assim?- Ela disse dando uma risada.
–Então tudo bem, pode me entregar seu presente agora- Eu disse esticando os braços.
–Aqui não, vamos para outro lugar- Ela disse.
–Que outro lugar?- Eu perguntei e ela começou a me puxar.
Angie me levou até o carro, me entregou a chave e me fez entrar lá dentro.
–Eu quero que você nos leve para o nosso lugar.
–Você não vai me contar o que é?
–Não.
–Então não vou levar ninguém a lugar nenhum-Disse e cruzei os braços.
–Tudo bem, então fica sem presente- Ela disse e ameaçou sair do carro.
–Não! Espera! Eu vou até lá- Eu disse puxando o braço dela.
–Ótimo!- Ela disse e deu um sorriso.
No tempo todo que ficamos no carro Angie fez umas dez caretas diferente, uma hora estava toda feliz, outra triste, outra preocupada, outra nervosa, eu estava começando a ficar com medo.
–Chegamos- Eu disse, sai do carro e abri a porta para Angie sair, mas antes de ela sair pegou uma caixinha azul com um laço verde de debaixo do banco e uma cestinha, aparentemente tinha comida dentro.
–O que é isso?- Eu perguntei apontando para a cestinha.
–São uns docinhos que a Olga fez, todos foram embora e não comeram, então eu trouxe para eu comer junto com você- Pelo menos não iria comer tudo sozinha.
Fomos caminhando o resto do caminho que não dava para ir a pé de mãos dadas. Angie não me deixava nem olhar para a caixinha. Chegamos ao nosso lugar e nos sentamos no banquinho que tinha lá.
–Então, espero que goste- Angie disse e me entregou a caixinha. Eu desamarrei o laço e abri a caixa. Não conseguia acreditar no que tinha dentro.
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