I Miss You

66 E vivemos felizes para sempre... Ou quase isso


Notas iniciais
Oi gente! Demorei? Sim, demorei. Mas meu notebook deu problema e eu não gosto muito de escrever sem ser nele, mas como eu não queria atrasar muito resolvi escrever no da minha mãe. Então vamos lá, o último capítulo :´( Não estou acreditando. Queria agradecer a todas que acompanharam, favoritaram, recomendaram e principalmente aquelas que comentaram. Vocês me motivaram bastante a continuar a escrever por mais que Germangie tenha ido para o ralo (Pelo menos por enquanto). Vocês não sabem o quanto eu ficava feliz quando via uma recomendação a mais, um favorito, um comentário e até mesmo algum acompanhamento novo. Obrigada por tudo :3 O capítulo está um bocado grande. Boa leitura :D

Pov. Angie

Eu me lembrava de poucas coisas, mas tudo ficando mais claro com o tempo. Eu tinha sido jogada da escada. Por quem? Disso eu sabia e muito bem. Por aquela louca da Esmeralda. Era por causa dela que perdi muita coisa de George, não o vi dando os primeiros passos ou falando pela primeira vez. Pelo menos ela foi presa novamente e, dessa vez, não sairia de lá tão cedo. Isso me deixou mais aliviada.

Tinha me recuperado bem desde aquele dia no hospital que, pelo o que me contaram, eu acordei de um coma. É, foi isso. Acordei de um coma. Estranho. Mas talvez não muito. Tive sonhos horríveis com aquela noite e cada vez eu me lembrava de mais detalhes. Eu tinha batido a cabeça na queda e a partir daí já não dava para saber o que aconteceu.

Finalmente, poderia voltar para casa. Com Germán, com seus beijos e abraços. Violetta, com sua doçura. Olga, com seus abraços de urso, loucuras e aquela comida maravilhosa. Ramalho, com seus conselhos e carinho. E enfim, meu pequeno George. A última coisa que me lembrava dele era que, antes de cair na armadilha de Esmeralda, eu brinquei com ele em seu quarto, apenas me lembrava disso.

Germán viria me buscar no hospital. Fiquei esperando por ele até um médico aparecer e avisar que já me esperavam. Ele me ajudou um pouco, já que ainda tinha dificuldades para andar, e fomos em direção da sala de espera. Mal saímos do corredor e o vi. Não consegui me conter e fui em sua direção, com um pouco de dificuldade. Ele me recebeu com um beijo, o primeiro beijo depois de tudo.

–Sentia falta disso-Soltei ao finalizar o beijo. Sorrimos um para o outro.

Tive de escutar mais alguns conselhos do médico e logo em seguida fomos embora. Chegamos à mansão e mal coloquei meu pé lá dentro e fui atacada por abraços. Pablo e Jade estavam lá. Sentia falta deles. Só tinha uma pessoa que não conhecia ali, uma garotinha que aparentava ter dois anos. Descobri que era filha de Pablo e Jade e que se chamava Maria Clara, acho que tem dedo do Germán à respeito desse nome-afinal, era um dos nomes que eu queria caso tivéssemos uma menina.

Depois de todos me cumprimentarem, Violetta nos chamou para irmos assistir algo na TV. Não consegui conter minhas lágrimas quando vi o que era. George. Tudo sobre George. Tudo, ou quase tudo, que eu tinha perdido estava ali. Maria Clara também apareceu um pouco, na verdade, muito. Estranhei bastante a aproximação dela com George, mas eles são apenas crianças então é melhor esquecer isso. Quando o vídeo terminou meu rosto estava completamente molhado. E percebi que Violetta e Jade também tinham chorado e muito.

Agradeci Violetta, ela realmente se importava comigo. A abracei, o que fez todos virem me abraçar também. Um abraço grupal.

Almoçamos e aproveitamos para falar sobre várias coisas. Eu falei sobre o quanto foi horrível ficar naquele hospital. E expliquei como foi todos aqueles anos do meu ponto de vista. Era como se estivesse presa em um sonho, nada mais do que isso. Não parecia ter passado tanto tempo.

Depois disso, tudo passou em um piscar de olhos. Jade e Pablo logo foram embora, mas deixaram Maria Clara. Pelo o que eu entendi, George e Maria Clara, cada dia um dormia na casa do outro. Violetta ficou com eles enquanto Germán me acompanhou até o nosso quarto.

Eu precisava tomar um banho, precisava mesmo. E fiz isso. Assim que sai, eu me vesti. Germán veio em minha direção.

Ele começou a falar algumas coisas e eu não estava entendendo, mas logo já estava entendendo o que estava acontecendo. Assim como Violetta, ele tinha preparado algo para mim. Algo especial. Ele relembrou o dia em que me pediu em casamento e me entregou o livro que ele usou para isso. Aquele papel ainda estava lá, em que ele se declarava, nunca cogitei a ideia de tira-lo dali. Germán percebeu isso. Li o bilhete em voz e alta e não consegui deixar de sorrir e ele me beijou novamente.

Ele disse que a cordinha, onde estava amarrado o anel naquele dia, ainda estava lá e que era para eu pega-la. Não hesitei. Ele queria saber se ainda me casaria com ele. Foi uma forma tão doce de fazer isso. Não podia e nem queria negar.

–Sim.

Como naquele dia pulei nele. Não acabou do jeito que esperava já que não conseguia andar direito. Imagina pular! Eu acabei caindo no chão em cima de Germán. Rimos. Ele me analisou e tirou uma mecha de cabelo da frente do meu rosto e eu sorri fazendo com que ele sorrisse em seguida.

–Vamos nos casar o quanto antes?-Ele me perguntou quando ainda estávamos caídos no chão.

–O quanto antes-Sussurrei em seu ouvido e em seguida o beijei.

Me levantei e ofereci minha mão para ajuda-lo a se levantar também. Ficamos nos olhando e sorrindo. Aproveitando o momento juntos, em silêncio, apenas curtindo a presença um do outro.

4 meses depois...

Estava no meu quarto... Quero dizer, nosso quarto. Deitada na cama tentando me recuperar dos dias anteriores. Estava tendo dores de cabeça horríveis e bem no local que eu me lembro de ter batido na queda da escada. Ficava boa parte do dia no quarto com Germán ao me lado. Já tínhamos marcado nosso casamento, porém achava que teria de adiar, de novo, por causa dessas dores de cabeça. Mas não, Germán não deixou de jeito algum. Ele sempre estava lá, me motivando. Toda vez que eu estava deitada na cama morrendo de dor de cabeça, ele se sentava ao meu lado, me abraçava e dizia:

Isso não é nada demais!–Ele sempre exclamava- Você é forte o suficiente para superar uma dorzinha de cabeça.

Depois ele ficava um tempo lá, abraçado comigo, e geralmente me chamava para dar um passeio ou algo do tipo. Eu acabava aceitando. Geralmente, eu melhorava, pelo menos um pouco. Nesses passeios íamos á parques, pracinhas e, a maioria das vezes, naquele lugar que considerávamos nosso. Mas ele parecia um pouco diferente, não sei ao certo porque, simplesmente parecia diferente, talvez fosse porque tinha muito tempo que não ia lá.

Essa manhã, eu acordei um pouco mais disposta, porém fiquei na cama olhando para o teto. Hoje não era um dia qualquer. Não mesmo. Era o dia do meu casamento. Talvez fosse por isso que estava melhor, eu podia estar forçando meu corpo à, pelo menos hoje, não fazer nenhuma gracinha comigo. Germán entrou no quarto.

–Preparada para nosso grande dia?-Ele perguntou.

–Com certeza-Respondi dado um sorriso logo em seguida.

Ficamos ali, olhando nos olhos um do outro. Era uma coisa tão boa. Não sei. Ultimamente tínhamos feito muito isso. Ficar apenas nos olhando. Eu gosto disso. É como se nossa conexão fosse tão forte que... Não precisávamos de palavras para nos expressar.

–Papai! Mamãe! Vamos! Desçam logo! Queremos tomar café!-George apareceu na porta e gritou- Tio Pablo e tia Jade estão aqui com a Clarinha.

–Tudo bem, filho! Já vamos descer-Germán disse, mas parece que George não se conformou com essa resposta e continuou na porta nos esperando.

–Vamos logo, Germán- Sussurrei para ele.

–Tudo bem-Ele me ofereceu a mão para me ajudar a levantar e eu aceitei.

Assim que George percebeu que já estávamos descendo ele saiu em correndo em direção à mesa. Germán e eu descemos as escadas de mãos dadas, o que fez todos que estavam na mesa se virar e fazer um “Awnt” em coro.

–Desnecessário isso, muito desnecessário-Eu disse.

–Nós só achamos fofo!-Violetta falou.

–Mas fazemos isso praticamente todos os dias e nunca fizeram isso-Germán disse e puxou uma cadeira para que eu me sentasse, agradeci e me sentei.

– É verdade! Para que fazer isso hoje?-Perguntei.

–Mas hoje é um dia especial-Jade disse.

Realmente era um dia especial.

–E daí?-Perguntei.

–E daí que fica tudo mais fofo!-Jade exclamou. Coisas de Jade mesmo.

Tomamos nosso café tranquilamente, conversando sobre várias coisas e sobre o casamento. Nesses momentos Germán e eu trocávamos olhares abobalhados e depois sorriamos um para o outro.

–Agora que já terminamos de tomar café, Angie, vá se trocar que já temos de nos preparar-Jade disse se levantando. Na verdade, eu ainda não tinha acabado de tomar café, só ela, Pablo, Violetta... Na verdade, todos tinham terminado, exceto eu.

–Mas eu ainda...

–Sem “mas”- Ela me cortou, sem que eu não pudesse mais protestar.

–Tudo bem! Vamos logo então- Me levantei e me direcionei à porta, mas quando me virei para ver se Jade estava atrás de mim, percebi que todos estavam rindo- Estão rindo de que?- Perguntei.

–É que bem... Angie... Você ainda está de pijama-Violetta disse e abaixei a cabeça para verificar. Realmente estava de pijama.

Fiquei um pouco envergonhada, mas não consegui me conter e ri com eles.

–É a última moda em Paris, lembra?-Disse e olhei para Germán. Ele entendeu e acredito que Violetta também.

–O que?- Jade perguntou.

–Nada não- Respondi tentando conter um pouco do riso- Vou me trocar.

Fui ao meu quarto e escolhi uma roupa rápido. Era bem simples, apenas um vestido florido e uma rasteirinha. Dei uma ajeitada no cabelo, não estava ruim... Se não me engano já tinha arrumado ele- Esqueci de trocar de roupa mas o cabelo não, isso aí Angie!

Logo já estava descendo as escadas novamente.

–Olha lá! Agora podemos ir-Jade disse- Você já está atrasada, Angie! Vamos logo!

–Calma, Jade!-Disse.

–Calma nada! Vamos logo-Ela se virou para Pablo- Tchau, meu amor-Ela o beijou- Nos vemos daqui a pouco.

Antes que eu pudesse me despedir de Germán também, Jade me puxou, com toda a força, até a porta. Pelo menos conseguimos mandar um beijo, no ar mesmo, um para o outro e sussurrar um “Eu te amo”.

No caminho todo Jade ficou falando sobre o casamento. Por alguns segundos estava esquecendo de que o casamento era meu e não dela, porque ela falava tanto sobre.

Chegamos ao lugar onde eu teria “Meu dia de noiva”. Era uma espécie de spa... Na verdade era um spa. Jade foi na recepção e começou a falar com uma mulher.

–Vamos, Angie- Jade começou a me puxar de novo.

–Onde?-Perguntei.

–Você verá.

Não era a resposta que eu queria, mas tudo bem. Ela me acompanhou até uma sala onde tinha várias outras mulheres, acho que elas que me arrumariam.

–Querida!-Jade gritou e começou a acenar para uma mulher loira de cabelos liso.

–Jade! Quanto tempo!-Elas se cumprimentaram com beijos na bochecha-Tudo bom? Não te vejo desde...

–Tudo bem, sim!-Jade a interrompeu. Acho que elas não se viam desde a “crise financeira” do pai dela- Então, essa aqui é minha amiga Angie-Ela me puxou.

–Tudo bom querida?-Ela beijou uma das minhas bochechas e depois a outra.

–Tudo-Respondi.

Jade explicou tudo à ela, maquiagem, cabelo, que eu teria alguns tratamentos especiais e tudo mais. Eu me perdia em alguns momentos porque não dava para entender quase nada. Quando terminaram a mulher simplesmente me parabenizou pelo casamento e nos levou até outra sala.

–Jade, o que vamos fazer primeiro?-Perguntei.

–Vamos começar com algumas coisinhas para o corpo, para deixar pele macia...- Ela pegou minha mão- Porque ninguém merece mãos ressecadas assim.

–Minhas mãos não são ressecadas-Puxei elas e esfreguei uma na outra. Não, não estão ressecadas.

–Claro que não-Senti um tom de ironia em sua voz, mas ignorei.

Ficamos a manhã e parte da tarde toda por conta disso. Foi muito relaxante, admito, porém não deixava de ser um pouco entediante. Na verdade, o que tornava aquilo entediante era o papo de Jade e suas “amiguinhas”. Eu preferia estar em casa assistindo um filme abraçada com Germán. Apesar de que, aquilo tudo era para o meu casamento com Germán. Vale a pena ficar escutando essas ladainhas.

Quase 15h, Jade e eu, fomos fazer um lanche rápido. E com rápido, eu digo muito rápido mesmo. Em questão de 10 minutos já tínhamos voltado. Agora começaríamos com cabelo, maquiagem e, por fim, o vestido. Nunca pensei eu só essas três coisinhas, principalmente a maquiagem e o cabelo, pudessem demorar tanto.

–Angie!-Jade gritou- Seu cabelo está perfeito! Obviamente não mais perfeito do que o meu no meu casamento, mas está maravilhoso.

–Obrigada?-Disse meio na dúvida- Posso ver como ficou?-Perguntei.

–Melhor deixar para depois da maquiagem pronta.

Digamos que a maquiagem foi mais rápida, mas não deixou de demorar... Ou talvez fosse apenas por eu estar ansiosa demais. Acho que a segunda opção é melhor. Após terminarem, eu me olhei no espelho. Meu cabelo estava amarrado em um coque com algumas mechas caídas e a maquiagem não era muito forte e nem muito clara, exatamente como gosto.

–Você já pode colocar o vestido, Angie-Jade se aproximou.

–Sim.

–Vou ver como está minha filhinha e depois volto para te ver-Jade disse.

–Pablo a trouxe?-Perguntei.

–Sim, o Germán inclusive resolveu dar uma de bobo e veio junto. Pena que não deixamos ele entrar.

–Como assim? O Germá veio aqui? Porque não disse? Eu teria ido ver ele.

–Por isso mesmo, Angie-Jade disse e pegou as minhas mãos- Você iria atrapalhar tudo se fosse vê-lo. Perderíamos muito tempo.

–Mas eu estou desde manhã que não o vejo-Reclamei.

–Você terá tempo o suficiente para ficar com ele na lua de mel- Ela soltou minha mão e saiu.

Lua de mel? Lua de mel. Pensar nisso só me fez ficar mais nervosa ainda.

Antes que eu ficasse mais nervosa ainda fui para o local onde deixaram meu vestido. Era um quartinho mesmo, tinha até uma cama e era nela que meu vestido estava. Longo, branco... Como um dia sempre sonhei me casar. O vesti lentamente. O ajustei no meu corpo e logo em seguida me olhei no espelho. Passei as mãos sobre ele com o intuito de retirar qualquer amassado ou coisas do tipo. Sem querer me gabar, eu estava maravilhosa.

–Você está preparada-Disse à mim mesma ainda olhando no espelho- Nada de ficar nervosa.

Foi a melhor forma de me acalmar que achei. Eu mesma tentar falar comigo. Porque ninguém mais conseguiria fazer isso. Eu era a única. E sabe? Não ajudou muito. O nervosismo não tinha ido embora, nem ao menos um pouco. Então, o que me restou era respirar fundo e tentar esquecer um pouco isso tudo.

–Angie! Você está maravilhosa-Fui surpreendida por uma voz.

–Violetta!-Gritei e a abracei.

–Angie! Eu não acredito que já está acontecendo-Ela disse ainda me abraçando.

–Se você não acredita, imagine eu-Rimos e nos separamos do abraço- O que veio fazer aqui?

–Vim com o Pablo buscar a Jade.

–O Germán veio junto?-Perguntei esperançosa.

–Claro que não, né Angie?

–A ta-Disse cabisbaixa.

Violetta me explicou algumas coisinhas que teria de fazer. Teria de me atrasar um pouco, apesar de já estar pronta, ou quase. Entraria assim que começasse a tocar uma música, a típica de quando a noiva entra. E eu iria para a igreja junto com Maria Clara. Era só isso... Será que esqueci de algo? Não esqueci não, mas e se eu tiver esquecido? Relaxa, vai dar tudo certo.

A mulher que tinha arrumado meu cabelo deu alguns retoques e colocou o véu. Pronto. Agora eu definitivamente parecia uma noiva de verdade.

Maria Clara estava com um vestido quase igual ao meu, só que do tamanho dela. Queria ver meu George com a roupinha dele. Um terninho igual ao de Germán... Seria uma miniatura dele. Ao pensar nisso quase deixei cair uma lágrima, mas a limpei antes que pudesse manchar minha maquiagem.

–Tia Angie! A limusine chegou-Clarinha chegou perto de mim e começou gritar.

–Sério? Limusine? Tem certeza?-Perguntei. Sério que tinham alugado uma limusine? Inacreditável.

–Sim! Olha-Ela me puxou até a porta e apontou. Realmente tinha uma limusine e Ramalho estava dirigindo.

–Então acho que temos de ir agora-Falei e ela deu um sorriso enorme.

Deram uma última ajeitada no cabelo e eu me olhei pela última vez no espelho.

–Estou pronta- Murmurei para mim mesma.

As mulheres que estavam lá me desejaram “boa sorte”, “tudo de bom” e “que dê tudo certo para vocês dois” e saí segurando a mão da Clarinha. Eu e ela fomos atrás.

–Angeles, vocês está maravilhosa!-Ramalho exclamou.

–Obrigada.

–E eu? Estou bonita?-Maria Clara perguntou.

–Claro que está, senhorita Maria Clara-Ramalho respondeu e nós dois rimos.

Parecia uma eternidade para chegar à igreja. Estava tremendo e minhas mãos já estavam suadas. Maria Clara encostou sua mão na minha.

–Está nervosa, tia Angie?-Ela perguntou.

–Estou um pouquinho, Clarinha-Respondi.

–Não fica nervosa-Ela esfregou sua mão na minha. Era estranho estar escutando aquilo de uma garotinha de menos de 3 anos.

–É só porque é meu casamento. Você vai entender isso mais tarde.

–Mas claro que não! Hoje também vou me casar, esqueceu?-Ela disse. Não entendi muito bem- Eu sou a noivinha. Então também vou me casar. Com o George-Não consegui deixar de rir e Ramalho, acredito que tenha escutado, também riu.

–Mas é claro-Disse-Só que você é a noivinha, é uma responsabilidade menor, entende?

–Eu sei- Ela me respondeu- Mas você não deveria ficar nervosa. Fica igual á mim, relaxada-Ela se sentou no banco e arrumou o vestidinho. Ri novamente depois disso.

Depois dessa conversa, me senti menos nervosa e também porque estava cada vez ais próximos da igreja. Em questão de minutos já tínhamos chegado lá. Ramalho levou Maria Clara para junto de Violetta, que levaria as alianças. Eu tentei espiar tudo de dentro do carro, mas não deu para ver nada. Passaram mais uns 10 minutos e ninguém me chamou.

–Angeles? É agora-Alguém disse para mim. Era agora que entraria.

Pov. Narrador

Estavam todos apreensivos dentro da igreja, mas nada se comparava ao nervosismo de Germán. Ele pensava que Angeles pudesse desistir. Principalmente depois de tanta demora. O casamento estava marcado para as 19h, mas tinha passado das 19:10.

–Se passaram 10 minutos! Ela desistiu. Só pode-Germán disse enquanto esfregava as mãos uma na outra.

–Relaxa, geralmente demoram mesmo. Além de que, se a Angie tivesse desistido, o Ramalho te avisaria-Pablo disse e Germán o olhou torto- Quero dizer, a Angie jamais desistiria!

–Tomara que não.

A cada minuto que se passava Germán se preocupava cada vez mais, até que começou a tocar uma música e Entraram George e Maria Clara de braços dados. Ambos estavam com um enorme sorriso estampado no rosto. Aquilo despreocupou Germán, mas não tanto quanto ver sua loira entrando na igreja, com um sorriso maior do que o de George e Maria Clara juntos, acompanhada de Antônio.

Toda a preocupação de Angeles tinha ido embora quando ela pisou dentro da igreja. Ela viu seu pequeno entrando e ele realmente estava uma mini cópia de Germán. Ela viu seu moreno a esperando no altar. Seu coração foi a mil e não deixou de estampar um enorme sorriso no rosto. A cada passo ela via pessoas conhecidas, sua mãe, ex-alunos e amigos.

–Cuide bem dela, ouviu?-Antônio sussurrou ao deixar Angeles no altar.

–Pode deixar-Germán sussurrou de volta, mas desviou o olhar de Angeles.

A cerimonia ocorreu bem. Com Angeles e Germán trocando olhares abobalhados algumas vezes. A hora tão esperada, a das alianças, finalmente havia chegado. Violetta entrava com as alianças.

–Angeles Carrara, aceita Germán Castillo como seu legítimo esposo, prometendo ama-lo e respeita-lo, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza, até que a morte os separe?-O padre a perguntou.

–Aceito-Ela respondeu, sem deixar de olhar fixamente para os olhos de Germán.

–Germán Castillo, aceita Angeles Carrara como sua legítima esposa, prometendo ama-la e respeita-la, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza, até que a morte os separe?-O padre perguntou novamente, só que direcionando a pergunta à Germán.

–Aceito-Ele respondeu sem hesitar e sem tirar os olhos de Angie.

Após isso eles trocaram as alianças. Ambos com certa dificuldade por estarem com as mãos um pouco trêmulas, mas não demoraram muito. Ao terminarem de colocar as alianças um olhou para o outro e deram um largo sorriso.

–Eu os declaro, marido e mulher. Pode beijar a noiva-O padre concluiu.

Germán se aproximou de Angeles e colocou uma mão em sua cintura e a outra em seu rosto. Ele acariciou o rosto dela e em seguida a beijou. Barulhos de palmas surgiram na igreja. Germán e Angeles olharam para todos.

Depois disso, eles assinaram alguns papeis e a partir daí era oficial. Eles estavam casados. Juntos apesar de tudo. Um acompanhado do outro, um acompanhado de seu amor.

(...)

Após a cerimonia na igreja, eles fariam uma pequena festa em um clube ali perto. Tudo estava ocorrendo bem lá. As garotas dançando. As crianças brincando, correndo por todos os lados. Os adultos conversando. Angie e Germán cumprimentando todos os convidados e ,lógico, dando seus olhares abobalhados um para o outro.

Quando terminaram de cumprimentar todos os convidados, não eram muitos, mas também não eram poucos, começou a tocar uma valsa. Antônio teria de dançar com Angeles e Germán dançou com Angélica.

–Parabéns, querida-Antônio sussurrou para Angeles- É bom saber que no final você ficou com quem deveria.

–Obrigada, Antônio-Ela agradeceu- É bom saber que no final deu tudo certo- Ele assentiu.

Germán se aproximou dos dois.

–Vamos trocar agora?-Germán perguntou.

–Claro-Antônio respondeu.

Antônio saiu para dançar com Angélica e Germán foi dançar com Angie. Todos os outros convidados já tinham se juntado a eles e começaram a dançar em casais.

–Eu te amo-Angeles sussurrou para Germán e repousou sua cabeça no ombro dele.

–Eu também te amo-Ele sussurrou de volta.

–Nunca iremos nos separar- Ela disse e olhou nos seus olhos.

–Nunca. Vamos viver felizes para sempre-Ele disse e riu em seguida

–Felizes para sempre-Ela riu também e em seguida se beijaram.

Talvez. Poderiam até viver felizes para sempre. Se tudo não fosse tão difícil para os dois.

Notas finais
Então, esse final já deve ter respondido a pergunta de alguma de vocês. Vai ter segunda temporada? Sim! :3 Vou postar amanhã a segunda temporada. Sem falta! Nem que seja apenas um capítulo de 100 palavras, amanhã até 22:00 eu já vou ter postado a segunda temporada. Eu prometo. No início do capítulo, quando a Angie cai em cima do Germán eu me baseei no Peeta e na Katniss, foi só a cena mesmo porque achei muito fofa. O nome do capítulo me baseei em Percy Jackson, não foi igual é mais por causa do "Ou quase isso". Nas notas iniciais eu fiz alguns agradecimentos e aqui, vou pedir desculpas por qualquer coisa que não tenham gostado. Sério, eu queria pedir desculpas por qualquer coisa, por causa daquelas minhas reclamações, que eu sei que foram chatas, mas é porque estava meio chateada. Enfim, desculpem por tudo que escrevi errado e essas coisas. Me desculpem por qualquer coisa. Enfim, espero que isso não seja um adeus e que vocês acompanhem a segunda temporada :3 Que ainda será Germangie, apesar de ter outros casais que vocês talvez não gostem. E um casal que eu aposto que vocês já acreditavam que existiria, George e Maria Clara, mas não darei muito foco à eles porque ainda serão crianças. Então é isso, comentem :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!