Notas iniciais
Olá, aqui esta mais um capítulo, espero que gostem e eu posto mais sábado.

Quando acordei, eram umas dez da manhã... Eu acordei tão cansada, não dormi direito por que tive o mesmo pesadelo.


Eu estava correndo, correndo atrás de alguém, eu precisava encontrar essa pessoa, saber se ela estava bem, mais quanto mais corria, mais não á alcançava... E eu estava com medo, muito medo, pois, sabia que algo corria atrás de mim, e esse alguém queria me machucar, me impedir de encontrar á pessoa que estava procurando, o mais estranho era que eu não sabia quem eu procurava.


Eu então respirei fundo, me arrumei e fui tomar café na cafeteria que eu tanto ia, lá é tão relaxante e calmo... Eu sempre ia lá com meus pais antes de eles morrerem, agora eu ia sozinha e quando me sentava na mesma mesa em que me sentava com eles, eu me sentia mais próxima deles, como se eles estivessem lá comigo.


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Meus irmãos moram em Paris, minha irmã Annabelle é dona de uma revista de moda e meu irmão Thomas ajuda uma estilista muito famosa de lá á fazer roupas.


Eles me chamaram para morar com eles mais eu não aceitei, eu não consigo deixar essa cidade... Se eu partir não poderei mais ver meus amigos e nem me sentir mais próxima de meus pais.


Eu não ainda não compreendo por que só eu sobrevivi ao acidente, eu me pergunto por que eles morreram e eu não.


Estávamos no mesmo carro e o acidente foi grave... E eu saí sem nenhum arranhão... Isso é tão confuso.


– Oi, sabia que te encontraria aqui. – disse James, meu amigo de infância.

– Oi, quanto tempo. – eu disse.

– Pois é, fiquei um bom tempo em Nova York com meus pais, nem vi o tempo passar... Como você esta? – ele perguntou se sentando á mesa de frente para mim.

– Bem e você? – eu perguntei.

– Muito bem, eu conheci uma garota incrível, meus pais gostaram dela e eles me disseram para conhecê-la melhor... Sabe, eles não me entendem, eu não gosto de garotas mais eles insistem e isso me irrita. – ele disse.

– Você não deve ter sido claro o bastante... Garanto que se você conversar calmamente, eles iram entender. – eu disse.

– Eu já fiz isso e não funcionou. – ele disse.

– Um dia eles entendem... Não tenha pressa. – eu disse e ele sorriu.

– É, você tem razão... Eles disseram que seria legal você ir visita-los nessas férias. – ele disse.

– É, seria legal... Mas tem algumas coisas para resolver aqui. – eu disse.

– Quando resolver é só me avisar. – ele disse.

– Ok. – eu disse e então comemos e bebemos um maravilhoso café com bolinhos de chocolate.


Quando olhei para a TV, ainda falavam sobre o acidente no aeroporto.


Á repórter disse que o estrago foi grande, os voos foram cancelados e que só conseguiriam sair da cidade num ônibus que o governo emprestou.


– Esse acidente no aeroporto está tão estranho... Acho que o governo esta escondendo algo. – ele disse.

– Por que acha isso? – eu perguntei.

– Eles não estão deixando ninguém entrar, só ás pessoas que se candidataram para ajudar á tirar algumas coisas de lá... Mark falou comigo, eu vou ajuda-lo. – ele disse.

– É, eu também vou. – eu disse.

– Que legal... Não vai dar para levar minha câmera, mais leva o seu celular, ele tem uma câmera muito boa, assim poderemos tirar fotos e então descobrir o que realmente aconteceu. – ele disse.

– Ok. – eu disse, ele então sorriu e voltamos á comer.

[...]

Quando terminamos, eu pedi á conta e ele me ajudou á pagar apesar de eu ter insistido em pagar sozinha... Depois nos despedimos e eu fui para casa.


Quando cheguei perto da praça de frente para minha casa... Tinha vários repórteres entrevistando meu tio, ele é famoso e o mais rico da cidade.


Ele sempre esta ajudando á todos com o seu dinheiro e é sempre bondoso com todos... Mais o que será que estão perguntando para ele?


– O que você sabe sobre o acidente no aeroporto? – perguntou um repórter.

– Dizem que você esta ajudando o garoto que causou aquele acidente. – disse um outro.

– Eu soube que sua sobrinha conversou com ele, ela também esta o ajudando? – disse á outra.


Mas o que é isso tudo?


– Me desculpem mais eu tenho que ir... Julie, querida, estava te esperando. – ele disse vindo ate mim.


Os repórteres fizeram o mesmo... Mas então meu tio foi mais rápido e me colocou dentro de seu carro particular.

– O que é isso tudo? – eu perguntei.

– Julie, querida... Eu preciso da sua ajuda. – ele disse e ele estava sério.

– O que houve? – eu perguntei.

– Preciso que me ajude á cuidar de um garoto que acham que é perigoso, mais ele não é... Ele é bondoso e eu quero ajuda-lo. – ele disse.


Eu então concordei com a cabeça.


– Ótimo, a partir de hoje, você irá morar lá em casa. – ele disse.


Eu então revirei os olhos mais concordei... Quem será esse garoto? Será que é o garoto do ônibus? Isso está tão confuso.

[...]

Quando chegamos, o motorista parou em frente á mansão de meu tio, Janine á empregada de meu tio veio nos receber.


– Julie, querida, quanto tempo. – ela disse me abraçando.

– Oi Janine, estava com saudades. – eu disse... Ela me ajudou bastante depois do acidente de meus pais, ela é como uma mãe para mim.

– Eu também querida... E então, veio para almoçar conosco? – ela perguntou olhando de mim para meu tio.

– Não, ela vai vir morar conosco. – ele disse.


Ela então concordou com a cabeça e então entramos.


A casa esta linda, ainda mais linda que antes, os empregados realmente cuidam dela, eles realmente gostam de cuidar dela, é a casa mais linda da cidade.


– Nossa esse lugar esta ainda mais lindo que antes. – eu disse olhando em volta.

– É, Janine e os outros estão fazendo um ótimo trabalho. – disse meu tio sorridente.


Janine sorriu envergonhada e então ela se despediu de nós e foi para á cozinha, meu tio disse que se eu precisasse de algo era só falar com ele e então seguiu para seu escritório.


Eu respirei fundo e então fui para á parte de trás da mansão, lá tem um enorme e lindo jardim com uma piscina no centro... Estava muito calor então decidi ficar na sombra, quando me seitei em uma das cadeiras em baixo de um guarda sol, vi um garoto não muito longe de mim, ele estava de costas e olhava o chafariz que ficava perto de um labirinto... Eu então me levantei e quando eu ia ate ele, Zoe, minha prima, me chamou.


– Julie, quanto tempo... Senti tanto sua falta. – ela disse e então nos abraçamos.

– Oi, pois é, nossa, você esta enorme. – eu disse sorrindo.

– Você que esta. – ela disse.


Ela tem os cabelos loiros, olhos verdes escuros, dezesseis anos e ama música.


– Eu pensei que você não morasse mais aqui. – eu disse.

– E não moro, mais é que quando minha mãe vai trabalhar, para que eu não fique sozinha eu venho e ajudo Janine. – ela disse sorrindo.

– Eu faria o mesmo se não tivesse tantas coisas para fazer na faculdade. – eu disse.

– Ah, o discurso é hoje, não é? – disse Zoe.

– É, mais eu não vou fazer... Eu passei á vez para Amanda. – eu disse.

– Por que? – ela perguntou.

– Não ando com cabeça para isso. – eu disse e então ela concordou.


Quando virei meu rosto para á direita, o garoto estava passando, eu pensei em ir conversar com ele mais Zoe me puxou e nos sentamos em baixo do guarda sol.


– Você vai com o Mark ao aeroporto? Ele me chamou e eu vou, meu pai não quer, acha que é perigoso mais eu vou mesmo assim. – ela disse.

– Sim, eu vou... Você devia escutá-lo, lá não é lugar para crianças. – eu disse.

– Ei, eu não sou criança. – ela disse e então fez bico.


Ela disse e então eu ri... Quando olhei para á entrada da mansão, o garoto me olhava pela janela.


Eu então não prestei mais atenção no que Zoe falava... Eu preciso falar com esse garoto, perguntar seu nome, de onde ele veio, se ele tem família... O que aconteceu para ele vir parar aqui, nessa cidade no meio do nada... A Família dele deve estar preocupada.


– Julie, está me escutando? JULIE. – disse Zoe balançando á mão na frente do meu rosto.

– Oi. – eu disse olhando para ela.

– Você esta bem? – ela perguntou.

– Sim. – eu disse.

– O que tanto você esta olhando? – ela perguntou e logo depois olhou para á janela, eu fiz o mesmo mais ele não estava mais lá.

– É meu pai trocou á janela, ficou legal, né? Assim á casa fica mais iluminada. – ela disse.


Eu então concordei com a cabeça... Eu preciso falar com ele, mais Zoe não me deixará em paz.


– Crianças, o almoço esta pronto. – disse Janine aparecendo na porta que dava para onde estávamos.

– Ok, já estamos indo. – disse Zoe e então ela me puxou.


Nós entramos e meu tio já estava sentado á mesa, o garoto não estava lá.


– Onde ele esta? – perguntou Zoe.

– No quarto... Ele vai comer depois. – disse meu tio.


Droga, como vou poder vê-lo direito ou conversar com ele agora?


– A-acho melhor eu comer depois, não estou com tanta fome assim. – eu disse.

– Mais Janine fez minha comida favorita. – disse Zoe.


Eu franzi á esta e meu tio deu uma risadinha.


– Depois eu como. – eu disse.

– Tudo bem então. – disse Zoe.


Eu então subi ás escadas, Janine me indicou aonde seria o meu quarto... Ele fica no final do corredor, não era onde eu costumava dormir depois do acidente de meus pais, mais sim em frente.


– Por que não posso ficar no meu quarto antigo? – eu perguntei.

– Por que agora é o quarto de Wren. – ela disse.

– O garoto? – eu perguntei.

– Sim... Se precisar de algo é só me chamar. – ela disse e então desceu ás escadas.


Quando entrei no meu novo quarto, ele era bastante iluminado, á parede branca, o chão de madeira escura, o guarda roupa enorme, á mesa de computador branca, uma grande cama de casal com lençóis limpos e brancos, fotos minhas com Zoe e meus irmãos e uma foto de meus pais quando tinham minha idade.


– Eu sinto tanta á falta deles. – eu sussurrei sentando na cama.


Para minha surpresa alguém bateu na porta, eu me levantei e quando abri, lá estava o garoto... Quer dizer, Wren... Ótimo, agora poderemos conversar, assim eu espero.

Notas finais
Espero que tenham gostado, qualquer dúvida ou erro é só avisar, beijinhos e sábado posto mais.