I Love You... Te Quiero !

41 Uma Rosa Vermelha Em Meio A Um Pântano !


Notas iniciais
Espero que gostem. Amo vocês !! Kiss, Kiss, Kiss

NO SUBMUNDO

Um Dia Antes...

O ar do quarto estava pesado e carregado de tristeza, e nem a linda música lírica que soava das caixas de som alegrava o ambiente.

Perséfone caminhava de um lado para outro com os nervos à flor da pele. Seu vestido azul bebê de um ombro só a deixava incrivelmente elegante. Pena que seu semblante triste não condizia com o deslumbre do vestido.

Ele não pode... Ele não pode fazer isso... Não, por favor... Pelos Deuses... Ele não pode querer ser o novo Deus dos Deuses. Isso vai nos destruir.

Perséfone estava a ponto de ter um ataque dos nervos de tão preocupada e irritada que a mesma estava. Seu coração estava comprimido de angustia.

Ela joga seu corpo na grande cama de casal e tampa seu rosto com as mãos, afim de esconder suas lágrimas. Mesmo com as diversas brigas que teve com Hades, nada adiantou. Ele estava praticamente irredutível.

Justo agora... Justo quando estou...

A porta é aberta com cautela e uma fragrância amadeirada preenche o quarto. Logo passos lentos se aproximando da cama são escutados pela mesma.

Perséfone não move um músculo sequer. Estava cansada de brigar, com os nervos à flor da pele e ridiculamente enjoada.

– Perséfone, eu...

– Não quero mais brigar. Faça o que quiser. A vida é sua – Diz secamente, tudo sem gaguejar e ainda com as mãos escondendo seu rosto banhando em lágrimas.

Ele senta-se na beirada da cama, perto da mesma. Lhe doía muito brigar com ela, mas era preciso. Pelo menos era o que ele pensava.

Hades sabia que ela merecia algo melhor do que viver num lugar frio, escuro e sem vida. Perséfone merecia estar em um lugar digno de sua beleza, generosidade e grandeza. Ela era uma rosa vermelha em meio a um pântano escuro e denso.

– Eu estou fazendo isso por nós, meu amor.

Ela retira suas mãos da frente de seu rosto e se senta na cama, olhando para ele furiosamente. Seu peito descia e subia ao compasso de sua respiração desregular.

– Não seja hipócrita. Você só pensa em si mesmo, Hades – Fala, sentindo sua garganta ir se comprimindo – Eu pensei que se eu lhe desse todo o meu amor isso iria aplacar essa sua sede por poder, mas pelo visto eu só fui muito ingênua mesmo. E eu me odeio por isso.

– Não diga isso. Você não é ingênua, é maravilhosa. Eu só quero te dar aquilo que você merece. Por favor, entenda-me. Você merece muito mais do que morar neste lugar sombrio.

– Chega, Hades – Rugi irritada.

Perséfone se põe em pé e a passos rápidos se desloca até a varanda do quarto, tentando recuperar seu alto controle. Seu corpo dava fortes sinais de cansaço, seu coração estava acelerado, suas mãos tremiam e o enjoo não iria passar nem tão cedo.

A mesma põe-se à admirar a bela vista que a varanda lhe proporcionava: um jardim cheio de rosas, girassóis, jasmins, margaridas e todos os tipos de flores mundanas. Seu jardim estava todo reconstruído, e ela se orgulhava disso. Trabalhará muito duro, mas valerá a pena cada segundo. Estava perfeito.

Ela perde-se em pensamentos, e com isso nem percebe que seu marido havia se posto ao seu lado.

Hades põe-se a encarar a mulher de sua vida, que o fascinará desde a primeira vez que a virá.

Assim que sai de sua linha de pensamentos, Perséfone se dá conta de que estava sendo observada pelo marido.

Reunindo toda a sua coragem, ela decide fazer mais um apelo.

– A única certeza que eu tenho nesta vida, Hades, é que morar aqui com você e nossos filhos é a melhor coisa para nós dois.

– Antes você não gostava – Lembra-lhe.

Ela suspira, esgotada emocionalmente.

– Eu sei, eu me lembro disso. Mas agora eu percebo que estava errada. Mora aqui com você é maravilhoso. E eu não quero trocar nosso lar pelo Olimpo. Há muito tempo eu deixei de ser uma olimpiana.

Sem dizer mais nada ela volta para o quarto com o intuito de ir ao banheiro, deixando para trás um Hades pensativo.

[...]

NO OLIMPO

Dia de Hoje...

O silêncio fúnebre que reinava é quebrado por Zeus, que estava em estado de choque e descrença, mas que subitamente abandona seu estado chocado e pergunta, raivosamente:

– O que você disse ?

Os demais deuses, exceto Apolo, estavam confusos e curiosos, principalmente Ártemis.

Sem se abalar pelo tom raivoso de Zeus, ela levanta-se de seu trono com imponência e calma. Exalando alto confiança.

– Eu disse que quero ser a Deusa dos Deuses – Repete ela, calmamente – Não creio que ninguém aqui tenha alguma objeção quanto a isso, afinal, não tem ninguém aqui mais habilitado para colocar ordem nesse lugar do que eu – Diz Héstia, usando um pouco de arrogância na voz.

Então esse era seu plano, Apolo. Interessante ! Pensa Atena, compreendendo em parte o plano do Deus Sol. Usar Héstia como escudo fora um golpe de mestre, principalmente por ela ter aceitado isso.

– O que deu em você ? Você nunca ao menos mostrou o mínimo interesse em governar algo. Sempre foi tão... Passiva – Fala Hades, tentando compreender a situação.

– Acordei hoje disposta a mostrar para o mundo o meu verdadeiro valor – Retruca, com petulância – E não aceito que ninguém aqui duvide de minha capacidade. Sou muito competente e centrada. Nunca sucumbi aos prazeres mundanos.

Quanta determinação. O que deu nela ? E por que Apolo não me parece surpreso com isso tudo ? Ártemis estava desconfiada, inquieta e confusa.

– Acho que Héstia tem todo o direito de querer ser reconhecida – Hermes se pronuncia, transpassando serenidade, mas por dentro, o mesmo estava agitado, muito agitado.

Héstia fica atordoada com essa “aceitação” de Hermes, mas usa todo o seu alto controle para não deixar transparecer nada.

– Ser reconhecida sim, mas daí querer ser uma Deusa Suprema ? Isso é demais – Retruca Hera, sentindo seu sangue ferve.

Era só o que me faltava... Eu ser substituída logo por Héstia, que prefere está sozinha do que conosco. E ela se proclama deusa da família, pensa Hera, transbordando de raiva.

– Não se deixe cegar pelo despeito Hera – Comenta Dionísio, despreocupadamente.

Se fosse possível, Hera tinha matado Dionísio ali, no exato minuto que ele pronunciara aquelas palavras.

– Vamos deixar a baixaria para mais tarde e vamos logo ao que interessa – Diz Apolo, impaciente com todo aquele falatório desnecessário.

– Alguém aqui se opõe a Héstia ser a nova Deusa dos Deuses ? – Pergunta Atena, tentando apressar as coisas.

Ninguém no recinto faz um movimento seque, mas pelo que a loira Deusa da Sabedoria percebeu, Zeus ficou extremamente tentando a se opor.

– Muito bem, já que ninguém se opõe e provavelmente ninguém mais vai querer se candidatar... Vamos logo ao que interessa – Diz impacientemente o quase ex-Deus Supremo do céu, vulgo Zeus.

– Vai haver uma votação ou o quê ? – Pergunta Ares, encarando Ártemis discretamente.

– Vamos usar a democracia e a igualdade. No caso, vamos votar individualmente – Diz ele, remexendo-se no trono – Lembrando que o voto de um dos Três Grandes vale por dois. Por favor, Órion dirija-se para o lado de Héstia.

[...]

NO SUBMUNDO

Um Dia Antes...

Perséfone entra no banheiro e se encosta na porta, respirando fundo, para controlar seus nervos.

Assim que está melhor, ela caminha até um pequeno armário de madeira que ficava em um canto do luxuoso banheiro.

Preciso urgentemente de um remédio para enjoo.

Com calma a mesma vasculha a gaveta do armário onde se guardava os remédios para enjoos, estava tão concentrada que não percebe que Hades acabará de entrar e a encarava fixamente, com as sobrancelhas arqueadas em um claro sinal de confusão e curiosidade.

– O que você está procurando ? – Pergunta.

Perséfone sufoca um grito de espanto. Seus olhos arregalados demonstravam claramente seu medo.

– Vo-você não ba-bate mais na porta na-não é ? – Pergunta, gaguejando.

– Não quando a casa é minha. Que remédio você está procurando ?

– Isso é invasão de privacidade. Eu poderia estar nua – Retruca, nervosamente.

Hades sorri de modo sedutor, esquecendo por poucos segundos suas preocupações.

– Não a nada em seu corpo que eu já não tenha visto... Ou beijado, chupado, mordido. Infinitas coisas em já fiz com esse seu lindo corpinho gostoso. Agora me responda o que você estava procurando – A última parte ele fala seriamente, deixando o lado sedutor para trás.

– Eu... Eu estava procurando... Um remédio para dor de cabeça – Menti.

– Você mente mal – Diz ele, caminhando em sua direção como um felino pronto para atacar sua presa indefesa.

– Não estou mentindo – Sua voz até que soa firme, mas seus olhos demonstrando culpa a entregava.

O mesmo para em sua frente, encarando seus olhos achocolatados com certo divertimento.

– Se está realmente com dor de cabeça, por que está vasculhando a gaveta de remédio para enjoo ?

– Eu errei de gaveta – Diz com um fio de voz.

– Pare de mentir – Ele perderá qualquer mínimo traço de humor.

– Não estou...

– Chega, Perséfone. Não estou de brincadeira. Me diga agora o que você tem – Ordena, irritado.

Ela se afasta um pouco, um tanto assustada. A mesma odiava quando ele ficava irritado.

– Você não tinha que está em seu escritório planejando o que fazer para subir ao trono ? – Pergunta, friamente. Tentando disfarça seus nervosismo.

Sem se deixar abalar, Hades se aproxima da mesma, que recua e acaba se colando a parede, o que proporciona uma oportunidade perfeita para Hades a encurrala. Ele coloca os braços um de cada lado de seu corpo, impedindo-a de sair de perto do mesmo.

Estou perdida !

– Vai falar por bem ou por mal ?

– Deixe-me em paz, Hades – Pede.

– Perséfone, eu... Por que você não quer se abrir comigo ? – Pergunta, com voz repleta de angustia – Eu ainda sou seu marido.

– Mais por quanto tempo ? O poder muda as pessoas, Hades – Sussurra, com a voz estremecida.

– Eu nunca vou te abandonar, Perséfone.

O suspiro que a mesma solta demonstra o quão perturbada ela está.

– Eu não quero que você seja o novo Deus dos Deuses – Murmura, para em seguida fechar os olhos, esperando uma avalanche de gritos e protestos.

Quando se passam vários segundos e nada é dito, ela abre os olhos e encara o homem a sua frente. Hades estava com os olhos fechados e parecia está tendo uma forte batalha interna.

Uma fagulha de esperança se acende em seu coração, e com isso ela decide lhe revelar algo que vem escondendo a alguns dias.

– Hades, olhe para mim, meu amor – Pede, docemente.

Ele abre os olhos vagarosamente e a encara com intensidade.

– Eu sei que você quer ser adorado e não odiado, eu sei que nunca fora um desejo seu se tornar o Deus do Submundo. Mas, Hades, essa é nossa realidade, e mesmo que o Olimpo esteja mudando, eu não quero mudar. Eu sou feliz aqui, porque fora aqui que tivemos nossa primeira vez, nosso primeiro beijo e nosso primeiro filho. Eu não quero larga essa castelo que a muitos milênios vem me proporcionando os melhores dias da minha imortalidade. Não quero ceder a nossa casa, nosso reino para um Deus olimpiano qualquer. Esse é nosso cantinho, Hades. E é aqui que eu quero dar à luz ao nosso filhinho – Sua mão delicada vai de encontro a seu ventre, que ainda não revelava o bebê que estava se formando ali.

A boca de Hades se abre levemente, seus olhos se arregalam um pouco e sua respiração oscila.

– Grávida ? – Pergunta, chocado.

Perséfone afirma positivamente com a cabeça, sentindo um friozinho na barriga. A mesma morde seu lábio inferior com medo, sentindo suas pernas fraquejarem um pouco.

Uma gargalhada sonora preenche o cômodo.

Hades tomba a cabeça para trás, rindo escandalosamente. Seu rosto assumi uma coloração avermelhada.

– Hades... – Perséfone estava no mínimo chocada com essa atitude escandalosa dele.

Ele abraça-a fortemente, tirando-a do chão.

De súbito ele coloca-a no chão e segura seu rosto, beijando-a ardentemente.

– Você gostou da notícia ? – Pergunta ela sem folego e confusa.

Ele sorri, calorosamente.

– Essa foi a melhor notícia que eu recebi em... Faz quanto tempo mesmo que Lírio nasceu ? – Pergunta, referindo-se ao último filho que tiveram.

Ela sorri, bobamente.

– Ele nasceu há 154 anos atrás, seu bobo – Resmunga, fingindo estar brava.

Hades volta a abraça-la, desta vez enterrando seu rosto no esbelto pescoço da mesma.

– Eu te amo – Sussurra baixinho, bem perto de seu ouvido.

– Eu também te amo, Hades — Perséfone o abraça apertadamente.

Com seu coração a galopes, Perséfone deixa lágrimas banharem seu rosto livremente.

Quando Hades se afasta toma um susto ao vê-la chorando.

– O que foi ? Eu te machuquei ? Perséfone...

– Hades, você vai reivindicar o trono dos Deuses ? – Pergunta, sentindo sua garganta ir se fechando.

Ela precisava fazer aquela pergunta, precisava tirar aquele peso de suas costas e de seu coração.

– Perséfone, eu...

– Hades, por favor, eu te imploro. Não reivindique esse trono maldito, deixe as coisas como estão. Eu estou feliz aqui.

– Perséfone...

Ela segura seu rosto com as duas mãos.

– Eu estou com medo. Não quero morar no Olimpo. Eu amo esse castelo. Ele é parti de mim e parte da nossa história de amor – Murmura entre lagrimas.

– Perséfone, meu amor...

– Eu amo esse lugar, Hades. Amo mais que tudo. E...

– CHEGA, PERSÉFONE. ME DEIXE FALAR, PORRA – Grita, perdendo a paciência.

Ela abre a boca, mas tem medo de protestar e desencadear uma forte briga.

Ele suspira e segura sua cintura, olhando bem fundo em seus olhos marejados, mas incrivelmente amorosos.

– Eu pensei melhor... Não vou tentar obter o trono. Não quero mais ser o Deus dos Deuses.

Perséfone abre a boca, uma, duas, três vezes, completamente descrente.

– Prometa – Pede, cheia de esperança.

Ele sorri, com os olhos brilhando.

– Eu prometo, Perséfone. Por você eu faço qualquer coisa. Você é a melhor coisa que é foi minha.

Ela joga-se em seus braços, rindo ruidosamente.

A felicidade era tanta que nem cabia em seu peito. Por isso, seus olhos transbordavam, mas suas lagrimas não tinham nada a ver com tristeza, mas sim com felicidade.

Notas finais
Eu sei que desculpas não vão apagar essa demora absurda que eu cometi. Mas mesmo sabendo disso, eu peço mil e uma desculpas. A demora não foi proposital. É que como a fic tá chegando ao fim, eu tó ficando meio sem criatividade. Isso sempre acontece Ç.Ç Desculpem. Mil desculpas mesmo, amores. Vcs são muito importantes para mim, eu nunca deixarei vcs na mão, viu. Eu posso demorar o tanto que for, nunca vou abandonar essa fic. Amo vcs e me perdoem pela demora. Beijinhos.