I Love You... Te Quiero !
30 Não Se Brinca Com O Tempo !
Notas iniciais
Desculpem se houver algum erro, tá.
Boa Leitura.
– Aqui... Beba tudo, querida.
Deméter entrega para a filha uma xícara com chá, um chá para acalmar seus nervosos.
Hades afoga seus dedos longos nos cabelos chocolates da mulher. Era um carinho premeditado, para tentar faze-lhe melhorar.
– Por que... Por que... O que ele ganha fazendo aquilo ? Hades... – Choraminga, Perséfone.
O moreno suspira, para logo ficar serio e rígido. O ar naquele escritório sombrio fica pesado e indagável.
Deméter se senta em uma poltrona perto de onde Hades e Perséfone estavam sentados, em um confortável sofá. Nico era o único que estava em pé. Mas ele estava assim por opção, pois haviam várias poltronas para ele se sentar.
Hades puxa Perséfone para junto de si, enquanto a mulher chorava baixinho.
– Hoje mais cedo recebi um chamado de Zeus. Ele queria me encontrar. Desconfiei na hora, mas mesmo assim fui.
– Por isso que quando saiu não levou Perséfone ? – Pergunta Deméter, fazendo Hades se irritar pela interrupção.
– Zeus pediu para eu ir sozinho e não contar a ninguém onde estava indo.
– O que ele queria, pai ?
– Não queria, ele quer que eu ressuscite alguém.
– Como assim ? Quem, Hades ?
Perséfone se desgruda do marido, para poder encará-lo. Todos estavam a espera de uma resposta, principalmente Perséfone e Nico, já que Deméter era muito desligada para pode se preocupar com alguma coisa.
[...]
Ele passa seus longos dedos pela barba por fazer, olhando para seu quarto com uma nostalgia contida.
Eles pegaram... Ninguém me desafia e sai impune. Poseidon... Eu te odeio mais do que nunca. Você me tirou meu bem mais precioso... Atena.
A porta do quarto é aberta, Hera entra e fica estática ao vê o marido ali, já que ultimamente os dois mal se encontravam. Quando ela estava já dormi era quando ele ia dormi, quando ela acordava ele já estava saindo do templo.
– Onde estava ?
– No templo de reuniões, com Afrodite. Mas não se faça de preocupado ou atencioso, você não se importa mesmo.
– Sou seu marido, é claro que me importo.
– Não, Zeus. Você não se importa. Pare de mentir para mim e para si mesmo. Tudo o que você quer é ter o controle te tudo e todos. Nada mais.
– Falou a senhora perfeição. Que eu saiba não fui eu quem jogou nosso filho em uma ilha, como se ele fosse um lixo, só porque ele nasceu diferente dos demais.
– Se eu me lembro bem, você ficou tão furioso quanto eu quando Hefesto nasceu. Mas como você tinha que se fingir de bom moço, eu que precisei fazer o trabalho sujo.
Zeus solta uma risada cruel.
– Você é cômica. Acho que invés de ser rainha deveria ser comediante.
Ela estreita seus olhos, irritada.
– Não zombe de mim.
– Não estou zombando, apenas ressaltando seus pontos fortes.
– Maldito. Cretino. Miserável de uma figa.
Ela tremia de ódio.
Zeus se levanta e vai rumo a saída, passando por sua mulher sorrindo cruelmente, antes de sair ele se vira.
– Nunca fomos uma família, Hera. Você idealizou isso por milênios. Mas a verdade e que... Todos te odeiam. Você age como se fosse superior a todos, mas é pior que eles. Pior que eu. O pior sego é aquele que não quer vê. Estou cheio de você. Sei que eles também estão. Afinal... Você é uma vaca.
Zeus sai, como se nada tivesse acontecido.
Seus joelhos cedem, fazendo Hera cair no chão, de joelhos. Chorando como nunca chorou em sua longa vida.
Em parte ele estava certo, ela sempre idealizou a todos como perfeitos. Mas isso não justifica a forma como ele jogou isso na cara dela. Ele fora cruel por demais com sua esposa.
Ela se levanta do chão, secando as lagrimas. Mas mesmo assim tremendo e soluçando.
– Eu sempre te amei... Sempre. E isso o que recebo em troca ? Ódio, crueldade, traição ?
Ela se joga na cama, com seus olhos transbordando com lagrimas.
– O ódio e o amor estão interligados, meu bem. Primeiro veio o amor, mas agora... Eu te odeio, Zeus – Diz para si mesma.
[...]
A cafeteria estava semi cheia. Com muitas pessoas bebericando seus cafés mega quentes. Hades era uma dessas pessoas.
Ele estava furioso por Zeus te exigido uma resposta agora, a altas horas da noite. Mas por um lado foi bom, já que Perséfone estava a dormi quando ele sairá do submundo para se encontrar com seu irmão desvairado.
– Então ?
Zeus senta-se na cadeira a frente do irmão, Hades não havia percebido sua aproximação. Por isso ficara surpreso.
– O que você quer com isso ?
– Vou separar Apolo e Ártemis, meu caro. Isso faz parte de minha vingança. Todos que apoiaram aquele casamento sofreram. Por isso, também, eu incendiei o jardim de Perséfone. Foi uma forma de faze — lá sofre. Já a sua forma de sofre e ter que reviver ele, já que ninguém te perdoará quando você fizer isso.
– Você é louco. Mas mesmo assim eu atenderei seu pedido.
Zeus sorri.
– Nunca pensei que seria tão fácil te convencer, afinal eu só incendiei aquele jardim.
– Meu caro, você não tem idéia do futuro que te esperar.
– Do que está falando ?
Hades sorri.
– Nada, irmão.
O deus dos mortos acena para a garçonete, que vem rapidamente. Ela cora ao olhar para Zeus e depois para Hades. Afinal, eles dois eram lindos, ao seu vê.
– S-sim ? – Pergunta a pobre garota, inebriada com a beleza do dois.
Hades entrega-lhe dinheiro, pagando sua conta, para logo acenar para Zeus o seguir para fora daquele estabelecimento.
– Não posso nem tomar um cafezinho com meu irmão querido ? – Pergunta o deus dos raios, zombando da cara de Hades.
Eles dois saem, atraindo a atenção do publico feminino, por tamanha beleza.
Eles não se comparavam a Apolo, mas mesmo assim eram extremamente lindos.
– Não quero fica na sua presença mais que o necessário, Zeus.
– Tudo bem, não me importo. Pois no fundo sei que me amas – Zomba mais um pouco, o deus do Olimpio.
– Antes de irmos, tenho algo para te dar.
Hades para, frente a frente com Zeus. O mesmo fica intrigado.
– O que ?
Não fora nem três segundo após Zeus pergunta isso, ele já estava cambaleando para trás, segurando o nariz quebrando.
Hades sorri para o irmão, que o olhava com ódio.
– Isso dói por você ter queimado o jardim da minha mulher. Bem, agora sim podemos ir.
Hades dá-lhe as costas e sai andado na frente.
– Você me paga, Hades.
– Também te amo, Zeus – Zomba Hades do irmão, que vinha logo atrás, segurando o nariz quebrado.
Hades sorri, largamente.
Não era preciso ser um gênio para descobrir o que se passaria daqui para frente — Zeus faria besteira, seria odiado por todos e teria que deixar o trono. O que implicava que, um novo Deus Olimpiano surgiria.
Essa era a vingança de Hades... Ele deixaria Zeus se ferra, para logo reivindicar seus direitos e talvez assim, pode ser o novo rei do Olimpo.
Ressuscitar Órion fará com que Perséfone pire, mas é preciso. Eu tenho que pensar no futuro. Sei que Zeus fracassará, pois o amor de Apolo e Ártemis é incurável. Por isso farei isso, pois futuramente poderei ser o novo rei do Olimpo. E assim, dar a Perséfone a liberdade que só no Olimpo ela tem.
Acima de qualquer coisa ele estava pensando unicamente em Perséfone. Ele achava que ela, de certa forma, era infeliz ali com ele, por culpa das coisas que Deméter falava.
O que ele não sabia, era que ela era mais que feliz com ele. E que não precisava de mais nada a não ser o seu amor.
O amor dos dois estava agora por um fio, por conta da ressuscitação de Órion. Com a volta do mesmo o equilíbrio estava para ser quebrado.
Não se pode mexer com o tempo, pois ele pode querer se vingar de você.
Notas finais
Primeiro - Tudo o que Hades fez foi por amor, isso não alivia a barra dele, mas mesmo assim ele não é um vilão, tá.
Segundo - No próximo cap haverá a tão esperada primeira vez de Atena e Poseidon.
Terceiro - Se tiverem alguma pergunta e só me manda por MP, tá *-*
AMO VCS !!
BjsS.
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