I Love You... Te Quiero !

12 Elas São Folhas Guiadas Para O Fracasso !


Notas iniciais
Eu espero que vcs gostem !!
Eu tó me sentindo meio abandonada Ç.Ç Vamos gente, comentem. Por favor...
Boa Leitura.

O cheiro de café impregnava aquele ambiente.

Atena olha com desconfiança para aquela bebida, que estava sendo degustada pelo Deus-Médico. Ela não gostava de café.

– Algum problema ? – Apolo pergunta, notando o jeito desgostoso com o qual Atena olhava para seu café.

– Como podes tomar isso ? E nojento.

– Não e tai ruim quanto parece – Afirma o loiro.

Atena beberica sei chá, era de camomila e ainda fumegava de tão quente, já que a garçonete tinha acabado de trazer. Era a única coisa que estava lhe descendo a garganta.

– Onde Ártemis está ?

O loiro sorri malicioso.

– Dormindo, como um... Como é mesmo que os humanos dizem... ? Anjinho. Como uma anjinho.

A loira sorri de lado.

Ele não imagina o que esse anjinho fez hoje de madrugada, ironiza Atena, rindo interiormente.

Eles se voltam para seus respectivos cafés da manhã.

Atena estava morrendo de vontade de perguntar sobre o moreno, deus dos mares, só que seu orgulho não permitia isso. Ela não queria falar nem perguntar, muito menos se lembrar daquele beijo trocado pelos dois.

[...]

Ártemis acorda sentindo-se acabada, seu pulso doía horrores. Sua cabeça. Seu corpo todo.

Ela lembrava-se bem da madrugada daquele dia. Lembrava-se também do machucado que o garoto havia lhe feito, no pulso direito. Fora um golpe de sorte o dele, pois são poucas armas que conseguem ferir um deus. O garoto teve sorte ou azar de ter uma que feri-se a ruiva.

Ela tinha feito um curativo superficial, não colocara nem tomara remédio algum. Mas vendo seu sangue místico transpassar pelo curativo, ela decide inventar alguma coisa para o loiro. Para ele poder curá-la sem suspeitar de nada. Mas antes...

Ela vai de encontra ao banheiro, para se arruma para tomar café da manhã com os outros deuses.

[...]

– Bom dia – Diz Ártemis, ainda sonolenta e dolorida. Principalmente na região de seu pulso ferido.

Ela se senta ao lado de Atena, de frente para Apolo.

– Bom dia, dorminhoca – Apolo lança-lhe seu sorriso mais radiante – Já encomendei seu café da manhã – Diz o loiro, por fim.

Ártemis tenta esconder a surpresa, mas não consegui.

– Dormiu bem ? – Atena pergunta, tentando ser cordial e não deixar transparecer nada da madrugada daquele dia.

– Sim, muito bem – Lhe responde a ruiva, servindo-se de café.

Igual ao loiro, ela também gostava mais o menos de café.

– Talvez tenha sido a companhia de cama – Comenta o loiro.

– Duvido muito disso. A companhia de cama e muito irritante – Rebate Ártemis.

Apolo faz cara de magoado, coloca a mão no coração e tudo.

– Bom dia – Salda uma voz gélida e máscula.

Todos se voltam para um Poseidon serio. Ele parecia aborrecido com algo.

Ele senta-se ao lado do loiro médico e poeta, de frente para Atena.

– Algum problema ? – Atena pergunta, sendo o mais ingênua possível.

Ele lança-lhe um olhar glacial, naquele instante ela percebeu que ele sabia o que tinha ocorrido na madrugada daquele dia.

Apolo foi o primeiro a perceber o jornal que Poseidon segurava, quase destruído pela força com o qual o moreno segurava-o.

Apolo tira aquele papel das mãos do deus, com medo dele destroçá-lo.

– Por quer ? – As pergunta Poseidon.

Ártemis abaixa ligeiramente a cabeça, mas matem seu olhar felino e penetrante. Atena impulsionada pelo orgulho mantém-se segura e inabalável.

Apolo estava perdido, mas ao ler de relance a matéria principal do jornal, onde continha duas fotos de dois cadáveres, o loiro fica mortificado.

Ele olha para a irmã gêmea, sem conseguir acreditar.

As duas deusas por dentro estavam se sentindo como duas crianças pegas fazendo uma travessura.

A loiro em um ato de raiva joga o jornal em cima da mesa, fazendo alguns objetos irem ao chão. Logo um garçom vem limpar a bagunça feita pelo loiro.

Enquanto o garçom está ali perto, os deuses se mantém em silencio.

Assim que ele sai – já com medo do silencio e dos olhares mortais que os quatro se lançavam –, eles se encaram friamente.

O ar naquele cômodo muda de descontraído para tenso.

Apolo e Poseidon estavam em modo de ataca, já Ártemis e Atena estavam na defensiva.

A café fora esquecido por todos.

– Bem, vocês já... – A loira tenta falar, mas é calada por Poseidon.

– Mais que merda, Palas ! Vocês sabem a merda que fizeram ? Tem noção da burrice...

– Não nós chame de burra, Poseidon – Brandi Ártemis, se levantando, pronta para ir embora.

– SENTA AI, AGORA – Ordena Apolo, furioso.

Ele irradiava fúria.

Ártemis senta-se, surpresa. Ela nem nenhum ali jamais vira o loiro perde a calma daquela maneira, aponto de gritar.

Já aquela altura nenhum deles ligava para os mortais que assistiam toda aquela cena, desnorteados.

Após alguns segundo de silencio, eles resolvem ir para um lugar mais reservado.

Apolo sai arrastando Ártemis, que relutava em ir. Poseidon fazia a mesma coisa com a loira. Atena não tava afim de conversa, não mesmo.

Eles iam conversa com ela individualmente, pois assim era melhor, já que todos sabiam onde magoa-a um ao outro.

[...]

Apolo segurava o braço de Ártemis fortemente, machucando-a e fazendo seu pulso latejar. Ele a arrastava a força, de encontro ao quarto dos mesmos. Se dependesse da mesma, Ártemis fugiria dele e dessa conversa que iam ter, mas como o loiro não deu escapatória ela teria que conversa a força.

Ele fecha a porta com o pé, enquanto jogava-a na cama de casal, como se ela fosse uma boneca de pano. Ela sem querer cai por cima do pulso, fazendo-o doer ainda mais.

Ela reprime um gemido de dor.

Ártemis sentia-se impotente e frágil, não era noite. Ou seja, ela estava no território do loiro. Só em pensar nisto, ela sentia-a indefesa e desprotegida.

Ele puxa uma cadeira e coloca-a na frente dela, sentando-se logo em seguida.

Seu olhar era gélido, frio. Uma verdadeira geleira ártica.

Ártemis se ajeita para parecer mais altiva, mas perante o loiro não. Ela não estava conseguindo isso.

Ele aperta as mãos e punho.

– Como pode ? Eles eram apenas mortais.

Ártemis sente um friozinho na barriga.

– Como sabes com tanta certeza que era...

Ele joga o jornal no rosto dela, fazendo-a recuar assustada.

– Não me venha com essa de que não era você. Olhe para o jornal. Olhe para a merda que você fez. Você DESTROÇOU o corpo do garoto. Eu sei disso porque esse e seu padrão, VOCÊ DESTROÇA AS PESSOAS – Ele falou tudo usando uma frieza de corta o coração.

A ruiva se encolhe, olhando para a foto do garoto caído no chão, com seu corpo todo mutilado por garras. Suas garras.

Ela deveria sentir-se mal, ou sentir arrependimento, mas não. Ela não sentirá nada.

– Você não sabe o que ele...

– Seja lá o que esse pobre rapaz tenha feito... Ele não merecia o fim tão bruto.

– Você só está vendo o lado dele, não o meu – Acusa-o.

– Não tem seu lado. Ártemis, você é uma deusa IMORTAL.

Ela sente uma ligeira pontada no peito, causada pela mágoa. Ela estava magoada por ele não ficar do seu lado.

– Se fosse SUA querida DAFNE, VOCÊ não estaria FALANDO assim – Explode a ruiva.

Ela lembrara-se bem do dia que pegara Apolo com Dafne, uma das musas dele. Sim, quem fora a mulher com que Apolo traiu Ártemis fosse Dafne.

O loiro sente uma revolta grande se apossar de seu corpo.

– Dafne pode ter o defeito que for, mas nenhum deles e ser uma ASSASSINA.

Ártemis fica sem palavras, sem nada para dizer. Ou argumentar.

A verdade é que ela ficará sem chão. Nunca pensara que ele iria a chamar de assassina.

Ele já havia matado humanos, mas com motivos fortes para isso. Nunca de brincadeira, como ele pensava que ela tinha feito. Apolo estava com uma idéia completamente distorcida do que realmente tinha acontecido.

Ele sentirá que dissera algo imperdoável, mas naquele momento seu orgulho e raiva não permitiram que ele pedisse desculpas.

– Apolo... Eu... Me desculpe.

Ártemis passa por cima de seu orgulho. Ela engole sua superioridade. Tudo para não vê esse olhar frio que ele lhe lançava.

– Não é a mim que você deve desculpas, é a família desse garoto.

Em um gesto rápido, ele sai do quarto, a deixando só.

Ela tenta chamá-lo, só que sua voz não sai. Sua garganta se fecha de uma vez, a deixando sem fala e com uma dor insuportável no peito, onde batia seu coração.

[...]

Poseidon simplesmente solta a loira, e se afasta. Olhando-a friamente.

Atena se encolhe um pouco, tentando não demonstra o quanto aquele olhar frio a estava machucando.

– Vamos, fale ? Me diga o que aconteceu – Ordena, frio e calmo.

A loira sente sua voz se esvair. Era como se seu interior não quisesse que ela falasse nada.

Ela senta na poltrona, sentindo sua pernas tremerem.

– Você e um sabichão... Me diga você o que acha que aconteceu.

Poseidon deixa um riso frio e debochado escapar.

– Mesmo quando e desmascarada e está na pior você consegui ser mais estúpida ainda.

A loira sente seu sangue ferver.

– Como é, seu otario ?

Poseidon adquire uma postura rígida e imponente.

Por dentro ele estava decepcionado com ela. Nunca pensara que Atena podia ser tão baixa, ao ver dele.

– Matar um humano... Você e tão... Cretina – Diz, baixo.

– Olha quem fala, não foi você que veio para cá para só para se encontrar com Ruby. Vamos admita, você veio para cá com a intenção de vê-la.

– Não seja estúpida. Não sou tão inescrupuloso como você.

Atena sente a primeira lagrima banhar seu rosto.

– Como você pode dizer isso ? Vá a merda. Eu faço o que quiser.

Poseidon sente seu sangue ferver, com essas palavras.

– Vamos ver o que Zeus ira dizer quando souber disso. Ele vai adorar saber o quão rebelde a filha é.

Atena olhara para o moreno, ela sente sua boca secar. Seu corpo começa a tremer.

– V-você... Não pode... Você não vai contar... Vai ? – Pergunta.

Poseidon sabia que não teria coragem de contar. Ele nunca contaria isso.

Matar um humano era algo estritamente proibido para um Deus. Ou você tinha motivos fortes, ou seria rigorosamente punido. Por mais que Zeus superprotegesse Atena, ele não teria como livrá-la de uma punição.

Aos passar dos minutos, a loira focava mais convicta de que ele teria sim coragem para contar. Aquilo a destruía.

As lagrimas quentes e pesadas banhavam seu rosto, enquanto ela mordia o lábio para tentar reprimir os soluços.

Ela se encolhe mais ainda em seu acento, tentando se fundir com a poltrona.

Ela olha para os pés dele, sem conseguir encará-lo.

Em outras circunstâncias ela não choraria, muito mesmo se importaria, pois sabia que teria Zeus para protegê-la. Mas agora, com esse monte de sentimentos reprimidos e acomodados: O beijo. Ruby. Morte. A ameaça de Poseidon.

Atena agora sentia-se, desprotegida. Ela sentia-se um nada. Uma folha ao vendo, sendo guiada apenas para o fracasso.

Poseidon não conseguiria mais agüentar sua pose de durão, não com ela chorando. Ele decide sair para pensar e se acalmar.

Atena escuta a porta sendo aberta e depois trancada com brusquidão, logo mais vem o silencio.

Agora sim ela se permite chorar, se entregar a solidão de seu coração.

[...]

Enfrente ao espelho do banheiro, a ruiva estava.

Ela se olhava de um modo estranho, como se não se reconhecesse mais.

ASSASSINA. Essa palavra não lhe saia da mente, nem do coração.

Ela puxa a manga da blusa para cima, expondo seu ferimento, que sangrava.

Era um corte relativamente grande, uns quatro centímetros ele tinha.

Seu sangue místico ia abandonando seu corpo, lhe causando uma tontura gostosa.

Ártemis podia facilmente fazer o sangramento para, mas ela não queria. O que ela queria era ter o loiro ali, do seu lado.

Ela olhava para aquele corte, como se ele fosse sua salvação.

Aos poucos ela vai sentindo-se desmoronar. Sair de seu corpo por causa da perda de sangue místico.

Suas penas vão perdendo a força, até que ela cai.

O impacto e forte e lhe causa dor, mas mesmo assim ela se matem forte, não geme nem solta nenhum som de dor.

Ela escuta a porta do quarto ser aberta, com certeza era Apolo que acabara de chegar.

Ela não diz nada, fica imóvel. Esperando ele lhe chamar. O que não acontece.

Ártemis deixa as lagrimas escorrer livremente, por seu rosto.

Ela já não tinha força nem para manter os olhos abertos, com isso elas os fecha.

A porta do banheiro e aberta bruscamente.

Ela tenta fazer com que seu olhos se abram de novo, só para vê o rosto do seu Apolo. Mas suas pálpebras estavam cansadas demais para a obedecer.

Ela sente alguém suspender seu corpo. Ela e aconchegada em um corpo másculo e musculoso.

Um cheiro conhecido invade suas narinas.

Ela sente-se decepcionada as constatar que não seu salvador não era Apolo, mas sim... Ares.

Notas finais
E então ? Me digam o que acharam *--* Neste cap, era eu relendo-o e odiando o Apolo e o Poseidon >.> Eles foram muito maus com elas Ç.Ç
Se eu obtiver muitos cometários eu posto o próxima cap logo, logo *-*
BjsS.