I Love You, Kate.
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Espero que gostem.
Após o jantar, Alexis subiu para o quarto com a avó, querendo conversar sobre a festa e, provavelmente, sobre o pai estar finalmente em um relacionamento com a Detetive Beckett.
Beckett e Castle estavam na cozinha lavando as louças, mas como tudo que fizeram durante o dia, eles acabavam se distraindo e brincando mais do que lavando a louça de verdade. Molhavam-se, beijavam-se, abraçavam-se, e só depois de um bom tempo é que finalmente conseguiram terminar de limpar e arrumar tudo.
***
No quarto, após terem tomado banho e trocado de roupa, estavam deitados um nos braços do outro. Podiam estar fazendo algo mais, mas estavam satisfeitos por somente estarem assim, abraçados. Ele vestia somente uma cueca e ela vestia uma roupa dele, pois sua roupa estava molhada novamente. Vestia uma blusa do pijama dele e outra cueca Box que ele oferecera.
-Vou acabar usando sempre sua roupa íntima. Tenho que ir ao meu apartamento logo. – Ela dissera quando ele ofereceu novamente uma cueca.
-Não se incomode com isso, gosto de você de qualquer jeito, com minhas cuecas, suas calcinhas ou sem nenhum dos dois. – E sorriu sedutoramente,
Agora se encontravam deitados na cama, em silêncio por algum tempo.
Em algum momento ela levantou a cabeça que estivera deitada no peito dele e ficou a olha-lo por alguns segundos para depois, em um só movimento, subir em cima dele e ficar deitada, como acontecera de manhã.
-Hum... – Ela sussurrou. Era tão bom senti-lo assim por todo seu corpo.
-Gostou de me usar de colchão, Det. Beckett?
-Adorei. Você é muito... – E olhou-o com um olhar de segundas intenções, aproximando o rosto do ouvido dele. – Gostoso... – Sussurrou, para em seguida beija-lo.
E o beijo era cheio de paixão e desejo, mas também cheio de amor e ternura, e a cada segundo que passava ia ficando mais urgente, ele então começou a passar a mão pelo corpo dela e a despi-la novamente.
-Eu te amo... – Ela disse ao ouvido dele.
Ele a encara, encantado, e então a beija.
Depois de algum tempo, estavam nus, ela está sentada sobre ele, os corpos unidos como um só, movendo-se em sincronia, e as mãos dadas com os dedos entrelaçados. O corpo dela todo estava colado ao dele, e ela se sentia completa.
E a noite toda eles se entregaram àquela dança que seus corpos faziam. Um completando o outro e movendo-se em sincronia, como um só.
***
O domingo correrá tranquilo. Kate ligara para a Capitã, avisando que aceitava a proposta de reintegração ao distrito, mas queria que Castle fosse junto e voltasse a ser seu parceiro.
-Ele vai voltar também? Detetive, não acha que um escritor de mistérios de segunda não acabaria sendo só uma forma de distrai-la?
A forma como Gates falou de Castle fez o sangue de Kate ferver de ódio.
-Não, não acho. Ele me ajuda bastante e já salvou minha vida inúmeras vezes. Me sinto mais segura perto dele, ele é um ótimo parceiro.
-Tem certeza que é só parceiro? Sabe que não aceito namoricos entre parceiros no meu distrito. – Gates desconfiara que algo a mais acontecesse com aqueles dois há tempos, mas o jeito como ela falara dele naquele momento lhe dera abertura para fazer tal pergunta.
-Só parceiro, e amigo.
-Ok, você é quem sabe. Mas não fico muito feliz com isso, e só aceito por que sei que o Sr. Castle poderia muito bem falar novamente com o prefeito pedindo para voltar. Então... Espero você amanhã, Detetive, no mesmo horário de sempre.
-Estaremos aí. Eu e Castle. – Realçou bem o nome do escritor.
-Ok. Espero vocês. Tchau. – E a linha ficou muda.
Mais tarde eles forma juntos ao apartamento dela para pegar algumas roupas e passar o dia, e ele aproveitou para deixar algumas roupas por lá também. Enquanto ele se animava por entrar no quarto dela pela primeira vez, ela separar algumas roupas e produtos que ela usaria quando precisasse arrumar na casa dele.
Depois de tudo separado, eles se entregaram um ao outro no quarto dela, e acabaram esquecendo-se de almoçar. Algum tempo depois eles adormeceram, ela deitada em cima dele.
Ao final da tarde, ele acordou e encontrou-a ainda dormindo. A visão era simplesmente encantadora. Ela deitada em cima dele com um dos braços pendendo para o lado, agarrando-o pela cintura, e o outro braço dobrava-se pousando a pequena mão sobre o peito dele, e a cabeça dela estava no encaixe do pescoço dele. Vê-la dormindo era incrível, poderia passar um bom tempo só vendo Kate dormir. A expressão serena que ela tinha no rosto, os cabelos sedosos que caiam aos ombros dele, e aquela boca que ele ainda se perguntava como conseguia resistir e não beija-la a todo o momento. Ele já sabia que a amava há tempos, mas aquela visão fez seu coração acelerar um pouquinho a mais. Nunca amara nenhuma mulher da mesma forma. Adorava tudo nela, o jeito mandão, a inteligência, a beleza, a doçura. Apesar de nem sempre demonstrar, Kate era extremamente doce, e ele vinha descobrindo esse lado dela melhor a cada dia. Pensava como seria difícil manter o relacionamento deles em segredo. Alisou a bochecha dela com ternura, enquanto uma mão descia e subia pelas costas dela, fazendo um carinho suave, e fazendo com que ela acordasse. Ela pisca os olhos algumas vezes, tentando encontrar o foco, e então o vê, e sorri.
-Que horas são? – Fala sonolenta, esfregando os olhos com a mão.
-Não sei, mas já é quase de noite.
Ela pisca mais algumas vezes antes de olha-lo de novo.
-Estava me vendo dormir, era?
-Sim. Você é adorável dormindo.
-Sou, é? E há quanto tempo você estava me olhando dormir?
-Bem, não sei bem ao certo, olhando você dormir eu perdi a noção do tempo, mas acredito que por uma meia hora.
-Poxa... Preferia que eu continuasse a dormir? – Ela pergunta, sorrindo.
-Não, você é adorável dormindo, mas eu adoro quando você está acordada. Assim eu posso beija-la. – E tasca um beijo no sorriso dela. – E eu adoro.
Ela ri.
- E estava pensando em quê enquanto me observava dormir, creepy?
-Bem, eu pensava que não sei como eu me controlo e não te beijo a cada segundo que está por perto. Pensava no quanto eu te amo e pensava que... Acredito que será difícil manter nosso relacionamento em segredo. Já era difícil não te beijar antes, agora vou ter que fazer um esforço redobrado.
Ela fica olhando-o. Como pudera se negar por tanto tempo a ter isso? Como pudera ter tanta sorte de encontrar Castle? E beija-o de leve.
-Eu também te amo.
Ele sorri.
-E agora eu penso o quanto eu amo quando você sorri, e como amo quando você diz que me ama.
E devolve o beijo.
***
Era segunda e Castle e Beckett voltariam hoje para o distrito. Ela acordou mais cedo, após um pesadelo.
Ela estava no prédio, pendurada no parapeito, e gritava por Castle. Felizmente ele chega a tempo, a puxa para si e a beija. Ela está se desfazendo em lágrimas de medo e de alegria, sentada junto a ele, quando sente os braços que a rodeiam perderem força. Olha pra ele e seu olhar está vazio, sem vida. Chama por ele, mas sua voz parece não sair. “Castle!”, mas não ouve um som sequer. Sente algo molhando suas roupas, olha para baixo e vê uma mancha vermelha, toca em si procurando feridas. Toca no peito, no lugar onde levara o tiro, mas o sangue não é dela, ela não tem ferida alguma. Então ela percebe, o sangue vem dele, ele tem um buraco bem no meio do peito e a camiseta clara vai adquirindo um tom escuro por causa do sangue. Ele está morto. “CASTLEEEEEE!”. E ao final do grito, sua voz finalmente é ouvida.
-CAAAASTLE! – Ela grita, acordando assustada e ofegante, com as lágrimas ardendo atrás dos olhos. Olha para os lados e não vê Castle não cama. Achava tão bom dormir em cima dele e era tão estranho não encontra-lo com ela, parecia tão frio o lugar, quase uma geleira.
Então ele aparecendo com a cara assustada, usando só uma toalha amarrada na cintura.
-Kate, o que foi? – E se aproxima dela com o corpo todo molhado, respingando água no corpo nu dela. – Você está bem? – Ele notará que os olhos delas estavam marejados e que ela ofegava descompensadamente, além de estar com uma expressão de susto.
-E-Eu tô bem, f-foi só um pesadelo. – E leva a mão ao rosto, esfregando os olhos. – Por que você não me chamou?
-Ainda não estava na hora de acordar, e você estava tão linda dormindo...
Ela sorriu.
-Estava tomando banho?
-Ainda estou, parei só por que te ouvi gritar.
-Ok. Vou tomar banho com você.
E foi em direção ao banheiro, sendo seguida por ele.
Após o banho eles se arrumam para ir para o distrito, mas ao conferirem no relógio percebem que ainda é cedo demais e acabam por se deitar mais um pouco. Deitados na cama ele começa a beija-la, e as roupas são tiradas e em questão de instantes ela está deitada sobre ele, e ambos arfando.
-Adoro cerejas pela manhã. – Ele diz, depois de alguns instantes, e ela o beija.
-Temos que nos arrumar de novo.
***
Eles saíram em carros separados, para não dar bandeira. Beijaram-se como despedida e motivação antes de começarem o dia com o relacionamento escondido, e antes de saírem do apartamento dele. Combinaram que ela sairia dez minutos antes dele.
Chegando à delegacia Beckett foi logo ter com a Gates em seu gabinete.
-Bom dia, Senhora.
Gates, que estava lendo alguma coisa em sua mesa, olha para cima e vê a ex-detetive em sua porta.
-Entre, Detetive Beckett. Bom ver que continua cumprindo horários. – E olhou-a de cima a baixo. – Parece que o final de semana te fez bem. Espere um instante. – E abaixou-se, abrindo uma gaveta para pegar algo. – Aqui estão sua arma e seu distintivo.
-Obrigada, Capitã.
-E onde está Castle? – Kate foi pega de surpresa pela pergunta, mas disfarçou e respondeu casualmente.
-Deve estar chegando, falei com ele no dia que a Senhora me ligou e falei ontem para combinar o nosso retorno, mas não falei com ele hoje ainda. – Mentiu.
Nisso, Castle aparece atrás de Beckett segurando dois copos de café, como sempre.
-Bom dia, Senhora. – Ele diz para Gates. – Bom dia Det. Beckett. – Diz com Kate, e lhe entrega o copo de café.
-Bom dia, Sr. Castle. Estávamos falando exatamente do senhor.
-De mim? Então era um assunto agradável, eu presumo. – Ele fala, fazendo charme.
-Não. Não era não. Estávamos falando do seu retorno, que para mim não é nada agradável.
-Também é bom rever a Senhora.
E Kate sai do gabinete, com Castle a acompanha-la. Ao sentar em sua mesa ela começa a repor os enfeites e acessórios que a transformavam em “a mesa da Beckett”, assim como pôs seu nome “Detetive Beckett”. Castle sentara-se ao lado dela e punha-se a tomar o seu café.
-Até agora tudo ok. – Fala para ela.
-É, até agora.
Nisso chegam Esposito e Ryan, nessa ordem. Esposito soubera no dia anterior, quando ele voltara ao trabalho, que Beckett tinha sido readmitida, e ao ver ela e Castle na mesa dela, foi falar com eles.
-Yo! Beckett! Soube que ia voltar ao emprego. Muito bom saber disso. E trouxe Castle de novo com você? Achei que ele estava fora do time. – Ele disse, fazendo referência ao que ela mesma falara no dia em que perseguiram Cole Maddox, deixando-a sem ação por alguns instantes.
-Ye-Eah... Ele estava fora do time, mas nós conversamos e ele está de volta comigo. Estamos bem de novo.
-Voltou... Contigo? É o que parece que é?
Eles se entreolharam.
-O quê?! – Falaram em uníssono.
-Não é nada disso que está pensando, Javi. – Disse Beckett, tentando disfarçar.
-Hum... Sei não, acho que estão escondendo algo.
E eles ficaram em silêncio, até que Ryan chegou.
-Beckett! Castle! É bom tê-los de volta. – E com a chegada do detetive, Esposito se retira, fazendo Castle e Beckett olharem dele para Ryan, que fica com uma cara levemente entristecida. – Ele ainda está chateado por eu ter contado o que vocês estavam fazendo para Gates.
-Oh, Ryan, sinto muito! Mas o que você fez foi o correto e eu fico agradecida. Você acabou salvando a minha vida.
-É, por isso eu não me arrependo, mas ele acha que eu traí. Ele voltou para o trabalho ontem, mas mal conseguimos trocar duas palavras. Ele está se esquivando.
-Bem, Esposito é cabeça dura, mas ele vai acabar ter perdoando, você verá.
-Espero que você esteja certa, eu tenho as minhas dúvidas. Castle, achei que você estivesse fora do time, pelo que a Beckett disse. Vocês tinham brigado ou algo do tipo?
E novamente se entreolharam.
-É, algo do tipo, mas... Conversamos, no dia em que você salvou minha vida, e... Estamos bem agora. – Kate respondeu.
-Estão bem agora? Quer dizer que vocês estão... – E fez um gesto unindo as duas mãos.
-O quê? Não, não, não! Só amigos mesmo. – Disse Kate.
-É, só amigos, Kevin.
-Sei... – E olhou apertado para eles. – Tem certeza de que é só isso?
-Temos sim! – Ela diz.
-Acha mesmo que eu não contaria se tivéssemos...
-CASTLE! – repreende Kate, batendo no braço dele.
-É, bom ponto. Bem, eu vou indo, ainda estou investigando algumas coisas do caso sobre Cole Maddox, e depois te passo as informações. Ok?
-Ok. Sem pressa, Ryan.
Ele olhou-a espantado. Nunca imaginou que ela pudesse dizer “sem pressa” para àquele caso.
-Sem pressa? Beckett, você está bem?
-Sem pressa mesmo, Ryan, e estou bem. Só... Não me importo tanto quanto antes, ok? Não quero me afundar nesse caso novamente, ficando obcecada e esquecendo de viver minhas vida... Agora eu estou... – E lança um olhar cumplice para Castle – Agora estou feliz, e quero continuar assim.
Ela ainda a olha curioso, como se tivesse vendo um ser místico. Algo tinha acontecido ali.
-Ok, então... De qualquer jeito, trarei as informações o mais rápido que puder. – E dizendo isso, ele se afasta da mesa de Beckett.
***
A tarde transcorre tranquila, sem nenhum novo caso de assassinato até aquele momento. Beckett está verificando informações no computador, e Castle sentado na sua cadeira de sempre, animando-a com histórias ou piadas. De longe eles são observados. Todos parecem notar alguma diferença, é como se os dois estivessem mais próximos. O mundinho que eles criavam entre eles mesmos parecia estar ainda mais restrito a só eles mesmos. Eram pequenas diferenças, mas tanto Ryan, quanto Esposito e Gates notaram que algo estava diferente. Gates gostaria de descobrir se eles tinham algo a mais, assim teria um motivo para se livrar de Castle. Ryan e Esposito notavam algo, e nessas horas sentiam falta de conversarem como antigamente, eram nesses momentos que eles discutiam detalhes para saberem se estavam notando a mesma coisa, mas o clima entre eles ainda era de tensão.
O telefone toca.
-Beckett. Ok! Já estamos a caminho. – E desliga o telefone, virando-se para falar com Ryan e Esposito. – Ei, Ryan, Esposito! Temos um assassinato, vou ligar para Lane poder ir ao endereço, preparem-se e vamos. – E virou-se para Castle. – Vamos, Castle? – E sorri de forma marota para ele.
Aquela brincadeira de esconde-esconde entre eles, na delegacia, quanto ao relacionamento que tinham, era algo realmente excitante. Toda hora ela tinha vontade de beija-lo, e a adrenalina aumentava ainda mais isso, era como dizem “tudo que é proibido é mais gostoso”. E ele, com sua imaginação fértil demais, acabava, eventualmente, fantasiando em agarra-la ali mesmo, na frente de todos, ou em alguns cantos específicos da delegacia. A cela, a sala de interrogatório, ou na copa... Eram milhões de possibilidades, e o sorriso dela falava isso para ele. Era tudo muito excitante, ele se perguntava por quanto tempo iriam conseguir esconder aquilo tudo.
***
O corpo fora achado em motel barato, beira de estrada. A dona do local foi verificar o quarto e encontrou a garota morta, cortada e sangrando na banheira. Felizmente era uma senhora acostumada a ver coisas horrendas, e ficou mais preocupada com a reputação do seu hotal, ou que colocariam a culpa do crime nela. Ligou logo para a polícia.
-Fui verificar o quarto esta manhã. A moça que alugou pagou até à tarde de ontem. A chave foi deixada na recepção enquanto eu estava vendo TV. Entro no quarto e encontro isso. Um corpo sangrando na minha banheira. Espero que vocês não pensem em chamar os jornalistas, já não basta essas coisas acontecerem, odiaria que fossem também divulgadas.
-Bem, Sra. Tompson, não pretendemos chamar o repórter. Pode nos dizer o nome da moça que alugou o quarto?
-Ela se registrou como Holly Golightly.
-A bonequinha de luxo? – Beckett pergunta, erguendo as sobrancelhas.
-EI! Não pedimos credenciais aqui. É esse tipo de lugar, só queremos saber se tem o dinheiro e alugamos um quarto.
-Ok... – Saiu de perto para pode falar com Lanie.
-Lanie, já tem ideia de como ela morreu?
-Evidentemente ela foi cortada, mas acho que não foi assim que morreu. Pela forma como o sangue se encontra, e o grau de coagulação, acredito que ela já estava morta antes de ter sido mutilada dessa forma.
-Acha que consegue alguma digital?
-Pergunte aos outros peritos, acredito que com ela não acharemos nada, mas não garanto nada antes de examinar o corpo no necrotério.
-Ok. Obrigada, Lanie.
-Então... E o seu namoradinho misterioso? Dá pra perceber que está fazendo muito bem a você... Já está com outra cara. Ele é bom de cama?
Kate sorri. Lanie era sempre tão direta.
-Conversamos mais tarde, no almoço.
A legista dá um suspiro frustrado.
-Ok, Kate Beckett. Mas de hoje não passa!
E Kate, sorriu, deixando a legista para trás para ir falar com os rapazes.
Depois ela repassou as informações para Ryan e Esposito, que interrogavam possíveis testemunhas que pudessem ter visto a pessoa que saiu daquele quarto de hotel.
Castle e Beckett voltaram para a delegacia, para poderem começar a montar o quadro com as informações. Ao meio dia, Kate saiu para encontrar com Lanie. Castle foi para casa.
***
Quando chega ao local combinado, Lanie já estava sentada a mesa, bebendo alguma coisa e olhando o cardápio. Percebeu que ela pedira vinho.
-Vinho? Em dia de trabalho? Hum... – Kate fala, zombeteira.
Lanie então olha pra cima.
-Achei que precisava de um vinho, já que estou sendo enrolada pela minha melhor amiga para saber sobre o misterioso namorado da vida dela. – Fala séria, olhando para Kate, que fica meio sem jeito.
-Er...
Lanie sorri.
-Sente-se logo, girl. E me conte tudo.
Beckett se senta, e quando ia começar a falar, o garçom chega para perguntar-lhe o que queria. Ela pediu uma água, e elas decidiram o que comeriam.
Quando o garçom saiu, Kate sentiu novamente o olhar de Lanie sobre si, cobrando respostas.
-Estou esperando... Quem é ele? É quem eu estou pensando?
Ela não podia contar.
-Er... Lanie, eu e ele decidimos manter tudo em segredo, por segurança. Ainda é algo muito recente, mas eu posso garantir que eu estou muito, muito feliz.
-Girl, que você está feliz eu sei, dá pra ver na sua cara, mesmo que eu não soubesse que está com alguém eu saberia... Está praticamente tatuado na sua cara!
Kate sorriu. Efeito Castle, pensou.
-Mas... Não poderia contar nem pra mim?
-Er.. Infelizmente não.
-Tudo bem. Isso é que dá, é melhor amiga por anos, dá vários conselhos, está lá em mementos difíceis, e não pode nem saber do super-namorado da pessoa. – E faz uma carinha triste por um instante, até sorrir e dizer – Mas estou satisfeita que esteja feliz, seja ele quem for.
-Obrigada, Lanie.
-Mas... Ele é bom de cama?
Kate sorri.
-Pela sua cara, por toda você, na verdade, eu diria que ele é muito bom. Como foi?
-Er... Complicado explicar. Mas foi uma noite mágica, realmente.
-Hum, girl, estou gostando de ver. Ele foi o melhor... – procurou as palavras- Amante que você já teve?
A detetive para pra pensar um pouco, antes de responder.
Ele foi o único que esteve com ela mesmo quando ela queria estar só. Foi o cara que esperou por ela, que a amou mais do que ninguém, e a noite com ele foi... Completa. Amor, paixão, sexo... Ele a fazia feliz, fora e dentro da cama.
-Com certeza ele é.
E Lanie sorriu.
-Acho que só teria uma pessoa nesse mundo que conseguiria isso com você, Srta. Beckett.
Ela corou. Lanie não poderia saber.
-Não, não, Lanie... Não é...
-Não precisa dizer nada, Kate. Sei que não pode me contar, mas isso não significa que eu não saberei. – E sorriu.
O almoço prosseguiu calmamente, e elas conversaram de muitas outras coisas. Beckett esperava que a conversa não tivesse sido reveladora o suficiente para Lanie, mas temia que tivesse sido reveladora o suficiente.
***
Mais tarde, na delegacia, Kate examinava o quadro meticulosamente, sob o olhar carinhoso de Castle. Ela era tão linda. Não mentira ao dizer o quão adorável ela era quando estava tentando entender algo sobre o assassinato, olhando para o quadro com as informações. Não pôde deixar de sorrir. Ela estava distraída e sequer reparar no olhar dele, ou que eles já eram as últimas pessoas na delegacia.
Finalmente ela solto um longo suspiro, frustrada.
-Acho que não podemos mais descobrir nada por hoje, nem sabemos o nome da vítima ainda. Não temos muitos possíveis suspeitos. Melhor continuarmos amanha. O que acha de irmos embora, Castle? – E ao olhar para ele percebe o sorrisinho dele em seu rosto, o olhar de felicidade. – O que foi?
Ele ainda demora um pouco a admirando.
-Você é realmente adorável quando fica tão concentrada olhando para o storyboard do assassinato.
-Hum, sei. Igual a Natalie Rhodes? – Falou sarcasticamente, relembrando quando ele fizera o mesmo comentário antes.
-Não, exclusivamente como só Kate Beckett consegue ser.
Ela sorriu. Ele sempre conseguia dizer algo encantador.
Distraída, não percebeu quando ele se aproximou dela e a beijou apaixonadamente. Por um momento ela deixou-se entregar ao beijo, até se lembrar de onde estavam. E tenta interrompê-lo.
-Ca-Castle! Estamos na delegacia!
-Mas não tem ninguém aqui... – E tenta beija-la novamente.
-Mas têm as câmeras, e alguém pode chegar!
-Oh, puxa... Essa delegacia ainda vai aparecer tanto nos meu sonhos.
Ele se controla, e perde desculpas, envergonhado.
Ela ri dele. Castle e sua grande imaginação.
Ela percebe que já era a hora de eles voltarem para casa, ou para o apartamento dele. Ela também não aguentava mais.
*-*-*
Eles entraram no apartamento entre beijos, andando em uma sincronia única, procurando o caminho o quarto de Castle, e não perceberam que Martha e Alexis estavam no sofá, assistindo a um filme no telão.
Martha e Alexis olham a cena, os dois em um dança de beijos e tropeços, tentando achar o caminho do quarto, mas antes que possam dizer algo, eles já estavam dentro do quarto e a porta se fecha.
-Acho que eles tiveram um dia excitante, hoje.
-É, parece que sim, vovó.
*-*-*
Mais um dia chega, e mais uma vez Kate é inundada pelas sensações de dormir com Castle. O cheiro dele por todos os cantos, fazendo parto do corpo dela, dos seus cabelos e de suas roupas... O peito dele, subindo e descendo no ritmo da respiração, e o pulsar do coração dele. O corpo dele embaixo do dela, ela podendo sentir cada pedacinho da pele dele encostando-se à sua.
Os raios de sol entrando no quarto sem convite, fazendo desenhos nas paredes, nos lençóis.
É, ela poderia se acostumar com aquilo. Apoiou a cabeça no queixo e olhou para Castle, deitado embaixo dela. As mãos acariciavam alguns fios de cabeço que estavam fora do lugar.
Beijou-o no queixo, alguns beijinhos de leve, enquanto sua mão ainda acariciava os cabelos dele...
Um barulho tirou-a do transe, o celular dela tocou na cabeceira, e o visor indicava que era Esposito.
*~*~*
Beckett já estava tomada banho, e arrumada para ir à delegacia, e Castle ainda dormia. Esposito avisara que encontraram um suspeito, e eles a estavam esperando na sala de interrogatório. Depois Lanie ligara avisando que tinha informações sobre a vítima.
Beckett senta-se na cama, ao lado de Castle, e passando a mão no rosto dele, abaixa-se o beijando. Ele desperta, e pisca algumas vezes antes de se focar nela.
-Ei... Bom dia. – E dá um sorriso, esfregando os olhos com as mãos.
-Bom dia, dorminhoco. Já nos ligaram, temos um suspeito e mais informações sobre a vítima. Quer ir se arrumar?
-Humm... – Ele geme, preguiçosamente. – Sim... Tomar um banho e... Me vestir.
-Ok. Estarei esperando...
*~*~*
Na delegacia, Kate dirigiu-se logo para a sala de interrogatório. Castle só chega à delegacia minutos depois, como parte do plano de manter tudo em segredo, e assim, não pode entrar para acompanha-la no interrogatório.
Ficou na sala atrás do espelho, observando tudo junto com Ryan.
Com certo tempo, Ryan comenta algo.
-Castle... Notei que a Beckett está um pouco... Diferente, sabe?
-Hum... O que quer dizer?
-Bem, ela aprece mais feliz e... Eu acho que ela está saindo com alguém. Você sabe de alguma coisa?
-O quê? Não notei nada de diferente nela. Não sei de namorado nenhum. De onde tirou isso? – Ele falava, nervosamente.
-Não sei, é esse ar dela de “estava fazendo sexo” que me diz isso. Ela não te falou nada? Vocês sempre estão tão junto, falando de tudo.
-Não, eu não... Eu não sei de nada, Ryan, mas acho que é só impressão sua.
O detetive fica pensativo.
-É, pode ser. Mas aí tem coisa... Ela ligando menos para o caso da mãe dela, e ainda sinto esse ar de “fiz sexo” nela. Tem algo aí.
-Bem, se tem eu não sei de nada. Nem sempre a Beckett se abre quanto aos seus relacionamentos, não é? Só fomos conhecer Josh algum tempo depois, lembra-se?
-É, é verdade. Mas acho que qualquer dia nós acabaremos conhecendo outro. Esse que está dormindo com ela agora, por que eu tenho certeza que há um.
Beckett e Esposito saem da sala para verificar o álibi do suspeito, e Castle vai atrás de Beckett.
-Ei...
-Ei, Castle. Bom dia, cadê meu café?
Então ele percebe que não tinha comprado o café dela. Descuído.
-DAMN IT! Beckett, eu esqueci... Eu… Er.. Irei comprar!
E saiu apressadamente.
CONTINUA...
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