I Love Bell's - Short
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Só não me matem, please! *-*
Capitulo Quentinho acabado de sair do forno, espero que gostem e comentem. Beijos.
Encarado o Passado.
Anabella tinha que fugir dali o mais rápido que pudesse conseguir, o medo invadindo suas veias, a deixava com a respiração pesada suas mãos suavam e seus sentidos estavam altamente atentos a cada som que se aproximava.
- vou abastecer – Jack disse no banco da frente ao ver o auto posto a alguns metros de distancia e Paul somente deu de ombros, para ele aquela viajem estava sendo algo completamente inútil, mas para Isa não era sua chance de se ver finalmente livre de Anabella.
Ao estacionar o carro no posto completamente abandonado, se não fosse por algumas carretas encostadas e um caminhão cheio de feno do outro lado da bomba, Jack suspirou ao sair do carro e perguntar se Paul queria algo da lanchonete que havia aos fundos.
Anabella levantou o olhar para conseguir ver onde estavam e logo ao ver que o caminhão estava indo para outro lado resolveu que aquela era sua única chance de sair dali.
- estou com fome Paul! – Ana disse e Paul revirou os olhos, mas mesmo assim desceu do carro e caminhou a passos longos ate a lanchonete.
Ao olhar em volta e não ver Jack que havia ido ao banheiro antes de abastecer o tanque, Ana saiu do carro levemente tentando não fazer barulho, seu ponto fixo era o caminhão, mas ela não conseguia deixar de olhar para todos os lados para se prevenir de Jack e Paul. Ao conseguir pular na carroceria do caminhão sorriu e agradeceu aos céus pelo motorista ligar o motor e sair do auto posto, começando novamente a sua viajem a fazenda a alguns milhas a frente de New York.
Fleches de lembranças invadiam a mente de Alice, com a fala do irmão era possível montar um quebra cabeça que ela havia percebido há tempos existir na historia do irmão, as mudanças repentinas de humor, os sorrisos doces e dias depois amargos de Isabella.
- Mas é gêmea idêntica? – Rosalie perguntou espantada, como alguém tem uma irmã gêmea e consegue esconder durante tanto tempo?
- sim, tudo é igual, mas o sorriso de Anabella... – Edward estava perdido em lembras da noite anterior, era claro que Anabella parecia mais doce, mais frágil que Isabella, mas parecia tanto com a independente e arrogante Isa que ele amava há tantos anos.
- Onde Anabella mora?
- Não sei Alice, a encontrei por acaso, em uma casa de praia em que eu encontrava Isa na época do namoro e...
- esse lugar, quando vocês estavam lá Isa era gentil, amável? Como ela era Edward. – Alice interrompeu o irmão ela precisava de respostas assim como Edward também precisava, mas ela sabia que ele não teria coragem de procurar Anabella por New York. Mas ela não desistiria.
- ela era aquela menina que eu poderia contar quando precisasse, era doce, gentil, cheia de sorriso e felicidades.
- eu preciso encontrar Anabella, Edward!
No almoxarifado Dona Renée, já estava começando a se preocupar com a garota Anabella que havia saído para o almoço, mas depois de duas horas não havia voltado ao trabalho e nem lhe dado noticias. A preocupação tomava conta da pequena senhora de cabelos cor de mogno, que não conseguia parar um instante quieta fazendo a contagem do que precisavam no escritório do senhor Cullen.
- onde essa menina foi parar?
- senhora René, os matérias que eu pedi! – Heidi pediu mais uma vez pelo telefone apresando a senhora que começara a ficar sem saber o que fazer.
- já estou subindo Heidi. – Renée disse e parou respirando fundo, ela precisava ter tranquilidade para encontrar um jeito de avisar alguém sobre o sumiço de Anabella.
Depois de colocar tudo que era preciso no pequeno carrinho que utilizavam para colocar os produtos que os escritórios viviam pedindo, Renée foi ate o elevador utilizado somente pelo pessoal da limpeza e do almoxarifado e subiu ate o ultimo andar, onde fica a sala do Senhor Cullen e de todo os diretores da milionária empresa.
- aqui esta Heidi.
- ate que fim Renée.
- serio Edward eu preciso encontrar Anabella e você não ira me impedir! – Alice completamente gritava em pleno andar da direção quebrando todo o silencio do local e chamando a atenção de Heidi e Renée que estavam assustadas pelos gritos.
- eu já lhe falei Alice o motivo. – Edward disse cansado, havia passado todo o caminho da casa dos pais ate a empresa escutando Alice e seus argumentos para que ela pudesse procurar Anabella.
- eu vou revirar New York e encontrar Anabella Swan.
Eles estavam falando de Anabella, era o que martelava a cabeça de Renée que sem ao menos se dar conta já estava andando a passos longos ate onde Edward e Alice se encaravam mutuamente.
- me desculpem interromper – Renée disse parando a três passos dos irmãos que olharam surpresos a aproximação da senhora – mas eu conheço Anabella.
- sabe onde ela mora ou trabalha? – Alice perguntou empolgada e Edward surpreso.
- ela trabalha junto comigo no almoxarifado da empresa...
- não é possível – Edward sempre soubera de cada trabalhador que ele empregava, mas jamais havia uma Anabella em sua empresa, mas parecia que havia mais cosa que ele não sabia.
- vamos ate lá! – Alice disse ao ficar ao lado de Renée e lhe dar o braço para que a senhora a guiasse ate onde Anabella deveria estar.
- ela sumiu, ela saiu para o almoço e não voltou antes disso ela estava receosa como se tivesse medo de encontrar alguém.
- ela esta desaparecida? – Alice perguntou levando as mãos a boca, não queria pensar em coisas ruins, mas um sentimento mal havia tomado conta da pequena mulher que agora havia os olhos cheios de medo.
- onde esta Anabella? – Jack pergunta quando avista Paul voltando da lanchonete com as mãos ocupadas por duas sacolas, onde ele havia comprado batata chips, refrigerante barato e algumas latas de cerveja.
- ela esta no carro! – Paul informou se aproximando, mas ao ver a Mercedes negro vazio sentiu raiva lhe subir a cabeça, a ira o dominava.
Arremessou as sacolas ao chão olhando a sua volta, mas o auto posto estava vazio tirando a Mercedes e os dois homens que se encaravam com o rosto estampado pela ira.
- temos que encontrar aquela garota o mais rápido possível se não quisermos virar purês. – Jack disse assim que ele e Paul entraram no carro e saíram cantando pneus.
- temos que chamar a policia Edward, ela esta desaparecida, vai saber o que aconteceu! – Alice dizia rapidamente, o sentimento de medo ainda permanecia em Alice e a cada instante o estado de alerta aumentava, Renée também estava com eles na sala da direção, mas estava em silencio.
A porta se abriu em um lampejo e lá estava Isabella, sorrindo falsamente, ela havia se decidido ir encontrar Edward após o mesmo passar a manha inteira sem dar nem ao menos telefonema, e ao ver Alice e uma senhora para ela desconhecida ali a fez ficar alerta, algo muito errado estava acontecendo.
- oi meu amor. – Isabella disse mandando om beijo no ar para Edward que tentou sorrir para a esposa, mas era como se seus músculos estivessem paralisados ao ver a esposa ali na sua frente e como ela e Anabella eram extremamente parecidas.
- que surpresa Alice! – Isa a cumprimentou com um beijo no rosto e Alice sorriu falsamente.
- digo o mesmo querida Isa! – Alice retrucou erra perceptível à falsidade em sua voz, mas Alice preferia ignorar Isabella e se focar em sua busca.
- temos que chamar a policia, Edward. – Alice tornou a insistir e Edward soltou o ar que ele nem percebeu segurar frustrado, pois não sabia o que fazer.
- chamar a policia? – Isa perguntou questionadora, não havia motivo para chamar a policia, ou havia e ela que não estava sabendo.
- uma funcionaria sumiu após o almoço. – Edward informou Isa que o olhou surpreso. – Allie não podemos chamar a policia, seria ruim para a empresa.
- eu já lhe falei que estou com um mau pressentimento, mas quer saber que você e sua bendita empresa vão para o inferno e se quiser pode levar sua querida esposa junta, pois lá é o lugar de puta. – Alice disse e saiu batendo a porta.
Ela precisava fazer algo, mas se o irmão não quisesse ajudar, ela não se importaria. Ela poderia fazer aquilo sozinha.
- porcaria de caminhão velho! – o senhor estava raivoso com seu antigo caminhão que estagnava mais uma vez na rodovia que dava ao cetro de nova York.
Anabella ao sentir o carro parando levantou seus olhos e reconheceu a rodovia que daria para o centro da cidade e sorriu aliviada, mas um grito alto a fez se assustar ao ver o homem a encarrando assustado.
- não, não precisa gritar, por favor, me ajude! – Anabella suplicou e o homem concordou, fazendo que ela descesse da carroceria e entrasse na capine enquanto ele arrumava mais uma vez o caminhão.
- Alice conhecia a funcionaria? – Isabella perguntou se sentando na cadeira em frente à mesa de madeira nobre escura do marido que deu de ombros.
Edward não sabia como tratar sua esposa depois do que vinha descobrindo nas ultimas vinte e quatro horas, mas não podia deixar que aquilo os afastasse, ele a amava, desde que ainda era um adolescente que ia ao parque jogar com os amigos, desde que a viu na escola sorrindo com as amigas, desde o primeiro beijo, mas então por que sentia como se ela fosse uma estranha a sua frente?
- Senhor Cullen, eu vou retornar ao trabalho, com licença – dona Renée o interrompeu e saiu da sala ela precisava voltar ao serviço, ainda havia esperança de que assim que chegasse ao almoxarifado encontraria Anabella lá perguntando onde ela estava e se desculpando pela demora, mas não foi isso que aconteceu quando Renée encontrou o almoxarifado vazio.
- poderia ser uma escritora moça! – o senhor disse a Anabella que abaixou a cabeça e suspirou, ela queria tanto que a historia que contasse fosse mentira, mas não era real e os homens que estariam atrás dela nesse instante também eram reais.
- eu queria que fosse mentira! – ela suspirou e o homem negou com a cabeça enquanto freava o caminhão no estacionamento do Central Park e se virava para a mulher de cabelos castanhos que lhe caiam até um pouco abaixo dos ombros e de olhos castanhos chocolates.
- tudo vai dar certo! – ele disse sorrindo – vá e faça as coisas certas não tenha medo, Okay. A vida pode ser complicada, mas você deve lutar pela sua felicidade e da sua família.
- obrigada – Anabella disse lhe lançando um sorriso e saltou para fora do carro, ela teria que ir para a casa se esconder e torcer para que a irmã não a encontrasse, mas assim que ouviu seu nome congelou.
- espere Anabella! Eu preciso falar com você – Alice gritou novamente ao se aproximar de Anabella que se encolheu ao ouvir seu nome, mas se virou aos poucos para encontrar o sorriso de Alice.
- Alice?
- graças aos céus eu te encontrei, onde estava?
- eu não sei se devo...
- Okay vamos sair daqui e você me conta, — Alice disse e puxando pelo braço em direção ao seu carro estacionado ali perto e saírem em direção ao apartamento de Alice.
O prédio ficava em uma avenida movimentada e assim que saíram do carro o manobrista logo e levou para a garagem. Enquanto Alice entrava trazendo Anabella consigo, sorria e cumprimentava todos os funcionários do prédio.
O apartamento da cobertura, era claro e moderno, os móveis bem distribuídos deixavam o local com uma aparência confortável. Anabella sorriu ao se lembrar das tardes que passara ali quando estava na casa de Edward.
- foi aqui que você entrou em trabalho de parto, se lembra? – Anabella sentiu suas forças irem embora, não era possível, Alice não podia saber aquilo, ela não deveria estar ali.
Era tanta coisa passando na cabeça da morena que olhava Alice, com os olhos chocolates perdidos que não viu o sorriso no rosto de Alice.
Ela tinha que ajudar Anabella, pois ela sempre soubera da farsa de Isabella, mas como contar isso para o irmão que era totalmente influenciado pela esposa? Como dizer que ele estava amando a Bella errada?
- você tem que confiar em mim Anabella! – Alice disse colhendo as mãos da morena entre as suas. – eu vou te ajudar e Edward também.
Anabella gargalhou não havia outra força de reagir às palavras de Alice.
- você acha que Edward vai ir contra Isabella?
- eu tenho certeza.
- não tenha tanta certeza assim Alice – Ana negou com a cabeça enquanto se afastava para olhar a grande janela – conheço seu irmão desde a adolescência, desde que ele passava horas jogando futebol com os amigos, desde que o vi na escola pela primeira vez, desde... São tantos momentos Alice.
- ele realmente gosta de você, já o viu quando ele esta com ela? Já viu o que ele se torna ao lado daquela megera.
- não fale assim dela Alice, por favor – Anabella disse se virando para encarrar Alice que bufou irritada.
- você ainda a protege? Ela acabou com sua vida, ela lhe tirou tudo.
- ela é minha família – Anabella retrucou e Alice não sabia o que falar o nervosismo lhe subia pelas veias a deixando vermelha e com a respiração pesada.
- Edward e Anthony são sua família! Você sabe como Isabella trata Thony?
- ele esta bem.
- ele não fala, ele tem dois anos e não fala Anabella, isso é estar bem? – Alice gritou fazendo Anabella se encolher ela sempre vira seu filho quando a baba o levava para o parque ou coisa assim, ele sempre lhe parecia bem, mas as palavras de Alice a quebrará.
- não sei que posso fazer!
- vocês são uns imbecis! – Isabella estava incontrolável, a raiva em torno de si podia ser até mesmo tocada, ela exalava irritação Jack e Paul sabiam disso e tentava ficar o mais afastados possível.
- foi um erro...
- não idiota foi completamente certo o que aconteceu! – Isabella cortou Paul que abaixou a cabeça ficando em silêncio – e você Jack o meu melhor homem, o meu melhor comparsa, como me explica isso?
- não tenho como te explicar. – Jack disse sincero, ele não sabia como Anabella havia fugido, tinha que admitir seu erro por mais que tivesse que enfrentar a bela Isabella.
- o que devo fazer com vocês? – Isabella olhava em volta do terreno baldio em que estavam o lugar era afastado de NY e pouca gente aparecia por ali. – infelizmente eu não vejo outra solução!
- qual? – Paul perguntou ansioso como sempre era, mas ao ver o revólver nas mãos pálidas de Isabella sentiu o calafrio percorrer seu corpo.
- Edward está desconfiado e Alice aquela peste sempre soube, mas nunca contou a ninguém e vocês ainda me somem com a inútil da minha irmã. – Isabella sorriu – eu não quero ir pra cadeia e acho que vocês também não. Não é rapazes?
- não vai ganhar nada nos matando Isabella! – Jack lhe informou com as mãos pra cima, com medo de que ela disparasse e fizesse uma grande besteira.
- você que acha meu amado Jacob. – Isabella disse, mas antes que Jack pudesse fazer algo o som alto do tiro sendo disparado foi ouvido e Paul caiu no chão flácido como só a morte o podia deixar.
- você é louca! Você esta pirada – Jack gritou se abaixando junto do amigo que tinha os olhos focados no nada, olhos vazios. Mas Isabella só riu e mirrou novamente a arma para Jack.
- diga adeus meu querido e amado Jacob seu fim chegou mais cedo nessa vida.
- Oi meu pequeno! – Edward disse assim que viu Thony brincando no cercado de seu quarto, ele sorria para os brinquedos coloridos e de bichinhos que o cercavam.
- você me lembra de sua tia sabia? – Edward perguntou para o menino de cabelos castanhos e olhos verdes que herdara do pai, Thony ao ouvir a voz de seu pai lhe olhou e sorriu lhe mostrando os dentes brancos. – Ela tem o mesmo sorriso que você, você nem sabia que tinha uma tia não é pequeno!
Edward pensara em Anabella durante toda à tarde de trabalho, Isabella a sua frente era como somente mais um adorno na sala do diretor da empresa. Pois sua mente estava na morena que encontrara na praia na outra noite.
Mas as lembranças de seu casamento e do nascimento de Anthony também estavam presentes naquela tarde, tudo parecia tão diferente de quando estava com Isabella, tudo era tão mais calmo e tranquilo em épocas do seu casamento.
Edward balançou a cabeça para dispensar seus pensamentos e ficou ali brincando com o pequeno que sorria a cada palhaçada feita pelo pai. Ali ele estava seguro e amado.
- eu vou te ajudar! – Alice disse firme enquanto trazia Anabella para o sofá vermelho – só preciso que me conte toda a historia.
- tudo começou no colegial...
Notas finais
Sou só eu que quero esganar a Isabella? Serio fiquei até com dó do Jack e do Paul - olha que eu não gostava deles.
E o que será que Anabella vai fazer agora?
Próximo Capitulo a historia desse triangulo.
Beijos e até os próximo.
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